20130218

Quem te avisa...

20120711

Mais flores do meu jardim

20120505

Camarate - "A Verdade não Prescreve", ou será que sim?

No Verão de 1996, a jornalista Inês Serra Lopes lançou o livro "Camarate - A Verdade não Prescreve", uma obra que resultou das investigações que fizera durante o tempo em que trabalhou na TVI ao lado de pessoas como José Ribeiro e Castro e Artur Albarran. O prefácio foi de Marcelo Rebelo de Sousa, então recém-eleito líder do PSD. Na cerimónia esteve, entre outros, o general Soares Carneiro, ex-candidato da AD à Presidência da República, que revelou ter sido avisado com antecedência de que se preparava um atentado contra a sua pessoa durante a campanha eleitoral de 1980. Também o principal suspeito da autoria da bomba de Camarate, José Esteves, marcou presença no lançamento, sendo bastante solicitado pelos jornalistas. Pode-se ainda vislumbrar, em segundo plano, no momento em que a RTP tenta obter mais revelações de José Esteves, os actuais governantes Miguel Relvas e Pedro Passos Coelho...
Entretanto, no programa "Querida Júlia", na SIC, no passado dia 2, a apresentadora Júlia Pinheira e o jornalista Hernâni Carvalho analisaram a carta de Fernando Farinha Simões... Entre os vários aspectos referidos por Hernâni Carvalho, há a história da "Chaimite" que José Esteves comprou ao Estado e estacionou depois à porta de casa. Isso foi em Maio de 1996, e o próprio Hernâni Carvalho, entre outros, fez a reportagem para a RTP... Por fim, após as palavras derrotistas de Hernâni Carvalho no "Querida Júlia" e ainda na sequência do meu apelo aos deputados para que não criem a 10ª Comissão de Camarate, espero que a verdade, finalmente, venha mesmo a prescrever. Para bem de todos nós, não é?

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20120118

Acreditar em quê ou em quem?

O jornalismo não é uma ciência exacta. Sabe-se que existem regras bem definidas como, por exemplo, confrontar mais do que uma fonte para obter diferentes versões dos acontecimentos. Há imperativos éticos que defendem que um jornalista não deve noticiar factos que lhe digam respeito pessoalmente ou politicamente. E não se deve mentir descaradamente. Depois, há a realidade: os jornalistas nem sempre têm tempo para ouvir as várias versões dos acontecimentos, nem sempre querem ouvir as várias versões porque isso não convém aos seus interesses pessoais ou políticos e confundem ética com necessidade, o que acaba sempre por dar uma grande confusão, onde uns safam-se e outros tramam-se. E ainda temos de contar com os que, não mentido descaradamente, são os mestres da omissão de factos. E os leitores, como não conhecem todos os factos, nem sequer sabem o que foi omitido. Vem isto a propósito da recente troca de acusações entre dois jornalistas: "Luís Miguel Viana ameaça processar José Manuel Fernandes por difamação". Luís Miguel Viana chama a atenção para o facto de o ex-editor de política da Lusa, Rui Baptista, que ele próprio escolheu, ser agora o assessor de Imprensa do primeiro-ministro social-democrata Pedro Passos Coelho, fazendo assim cair por terra o argumento de José Manuel Fernandes de que a Lusa estava ao serviço do ex-primeiro-ministro socialista José Sócrates nas eleições de 2009. Pode parecer um argumento infalível de Luís Miguel para demonstrar a independência da Lusa face aos poderes políticos, mas o meu "jornalismo científico" coloca agora uma hipótese: será justo assumirmos que a vitória de José Sócrates foi obra de um Rui Baptista que, na editoria de política da Lusa durante as eleições de 2009, não permitiu uma cobertura mais justa à campanha da então líder social-democrata Manuela Ferreira Leite - que, recorde-se, não convidara Passos Coelho a integrar as listas de candidato a deputado - perdendo assim uma corrida contra um José Sócrates que já começara a dar evidentes sinais de fim de regime? A hipótese é terrível, mas os factos estão à vista para a colocar. Afinal, as tácticas de manipulação das contratações nas redacções e as técnicas de manipulação dos títulos das peças jornalísticas são tão antigas como no tempo da ditadura como no tempo da nossa Democracia. Para um exemplo prático desta velha luta, basta ler o seguinte texto, datado de Maio de 1979 e publicado no "Diário de Lisboa"...

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20111210

O iPad do PM

O "Expresso" garante hoje que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ficou sem o seu iPad, há 15 dias, quando foi a Luanda e que ainda não o recuperou...



Sabendo com antecedência o facto de que o "Expresso" iria publicar essa informação, Pedro Passos Coelho, na quinta-feira, no momento em saiu do carro à entrada da cimeira europeia, em Bruxelas, exibiu ostensivamente para as câmaras um iPad...



Será este o iPad perdido e que, entretanto, foi recuperado, ou um outro? E, em relação ao iPad que, alegadamente, esteve perdido, será que alguém teve acesso não autorizado aos e-mails do PM de Portugal? Estaremos perante um caso semelhante ao do desaparecimento do BlackBerry de DSK?

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20110717

Um País à Beira de Um Ataque de Nervos...

20110407

Manifesto-me por Portugal

Só existe um único grande partido em Portugal. Esse partido não se chama PSD, nem PS nem CDS, nem mesmo PPM. Esse partido chama-se AD. Foi a AD que deu a maioria absoluta a Sá Carneiro, em 1979. Sem a AD, foi depois necessário, em 1983, fazer o Bloco Central entre PS e PSD e, sem a AD, Cavaco Silva teve uma maioria relativa na primeira vez que se candidatou a primeiro-ministro, ou seja, em 1985. Foi, contudo, graças ao efeito AD da campanha presidencial do início de 1986, com Freitas do Amaral como candidato do PSD, que, em Junho de 1987, Cavaco Silva conseguiu conquistar sozinho o eleitorado da AD, esvaziando o CDS. Segurou essa maioria na reeleição de 1991, mas o PSD não iria conseguir a repetição com as eleições de 1995, altura em que o PS de Guterres obteve uma maioria relativa, aproveitando a divisão da AD e o desgaste dos meses finais do cavaquismo. Mas, Guterres nunca conseguiu convencer o leitorado da AD e, por isso, nunca teve a maioria absoluta que pretendia nas eleições de 1999. Demitiu-se em finais de 2001. Nas eleições antecipadas de 2002, Durão Barroso não conseguiu a maioria absoluta da AD, pois no CDS Paulo Portas conseguira inverter a “vampirização” do eleitorado centrista e recuperou parte dos votantes da AD para o partido. Contudo, como Barroso e Portas fizeram um acordo pós-eleitoral, nunca conseguiram usar a força plena da AD – sobretudo quando não tinham consigo o pequeno PPM para juntá-los nas diferenças. As eleições antecipadas de 2005 foram ganhas por José Sócrates que conseguiu juntar parte do eleitorado da AD ao seu PS. Afinal, a esquerda sempre criticou a maioria de Sócrates de estar mais próxima das políticas de direita – da AD - do que propriamente da sua área de origem política e social. Em 2009, com todos divididos, a AD não deu maioria absoluta a ninguém. O que vai acontecer nas próximas eleições de 5 de Junho é simples: ninguém vai ter maioria absoluta, pois não há AD. Posso, contudo, arriscar que, graças ao facto do PSD achar que poderá obter a maioria relativa e depois aliar-se ao CDS e repetir o governo de 2002, isso poderá potenciar uma subida do PS durante a campanha eleitoral. O PSD, ao recusar uma aliança pré-eleitoral com o CDS e outros pequenos partidos que, apesar de pequenos na sua expressão eleitoral são grandes nas ideias que defendem para Portugal – caso do PPM -, perdeu o eleitorado da AD. Mesmo que o plano de Coelho dê certo, duvido que aguente mais do que dois anos. Entretanto, o PS vai-se organizar. Vai eleger António Costa e, finalmente, poderá fazer um governo de Bloco Central com o PSD. Nessa altura, o líder será Rui Rio. Está já escrito há muito tempo. Não estou a dizer nada de novo. Manifesto-me, isso, sim, pois não sei se esta última solução será a melhor para Portugal. Este é um País pequeno na sua dimensão geográfica, mas grande em termos de História e de soluções. Basta ser bem gerido, basta não ser despesista e basta incentivar à produção. Basta colocar as leis a funcionar com ética e transparência. Basta de apostar em soluções erradas. Basta.

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20110404

Estamos contentes?

Francamente, não estou a ver Passos Coelho como primeiro-ministro. O engenheiro Sócrates teve a Cova da Beira, o Freeport, a Independente, o Face Oculta, era ele a cabeça do "Polvo" e tem ainda a crise política, financeira - que é nacional, internacional, planetária e global. Enfrenta a maior taxa de desemprego de que há memória, é arrogante e foi ele que provocou estas eleições antecipadas. Faz-se de vítima e estamos todos cansados da sua imagem - precisa ele de descansar de nós e nós dele. No entanto, ainda assim, não consigo ver Passos Coelho como primeiro-ministro. E quando olho para Sócrates penso: "Raios! Mas, tu queres mesmo ver que ainda vais ficar contente se o voltares a ter como primeiro-ministro?!".

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20100702

Castelos no ar...

O líder do PSD e candidato a primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse a propósito das portagens nas SCUTs que deve haver "discriminação positiva para alguns utentes" e acrescentou que "isso não signifique uma isenção nem ponha portugueses contra portugueses, como aconteceria se houvesse distinção entre concelhos, como já foi avançado pelo Governo". Fazia bem Pedro Passos Coelho olhar para a capital do País, mais concretamente para o simbólico Castelo de S. Jorge, onde, para entrar, todos os portugueses têm de pagar, mas os "lisboetas continuam isentos"...



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20100520

Daniel Estulin no Parlamento Europeu

O jornalista Daniel Estulin, autor dos livros sobre o grupo Bilderberg, foi convidado para falar no Parlamento Europeu. Há um ano, quando concorri ao Parlamento Europeu pelo PPM, fui o único candidato a chamar a atenção para este grupo: "So far the European election list of the MPP, headed by the journalist Frederico Duarte Carvalho (pictured), was the only Portuguese political party that denounced the presence of Portuguese politicians in the gathering in it’s official campaign blog".
Não sei o que Daniel vai dizer, mas ele poderia muito bem afirmar que, depois de António Guterres, Durão Barroso e José Sócrates, Portugal poderá vir a ter, em breve, pela primeira vez em 15 anos, um primeiro-ministro que não deve nada ao "Senhores do Mundo"... O mesmo já não se vai poder dizer de Paulo Rangel, que está previsto ir ao encontro deste ano em Stiges, Espanha.

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20100331

Algumas perguntas ao "O Diabo"

Na última página do semanário "O Diabo" desta semana foi publicada esta crónica assinado por um tal "Fra Diavolo"...



Sendo este semanário uma publicação dita "independente" e com um historial democrático único na história da Imprensa nacional - que outro jornal agarrou de forma tão séria a questão de "Camarate" e contribuiu decisivamente para que o caso não caísse no esquecimento? - queria, à luz desse passado, deixar aqui algumas questões:

1 - Quando se diz que o Clube Bilderberg "não é secreto" - e, neste caso, tem toda a razão, pois o que é secreto é o que não se sabe que existe. Seria o mesmo que dizer que o SIS são os serviços secretos de Portugal quando toda a gente sabe que o SIS existe, logo, não pode ser um serviço secreto -, acrescenta que "as suas reuniões e a sua agenda são divulgados com abundância na Comunicação Social". A minha pergunta é: qual foi a Comunicação Social que "divulgou" com "abundância" as últimas reuniões? Consegue quantificar quantos órgãos noticiaram a agenda das últimas reuniões? Já agora, algum deles calhou ser, por exemplo, um canal de televisão? Pública ou privada?

2 - "E relatos pormenorizados do que lá se passa são anualmente publicados por jornalistas convidados para assistir"? Ah, sim? Mostre-me um artigo publicado por um jornalista que lá tenha estado a assistir. Basta um.

3 - "O Clube nada decide politicamente". Como sabe? Já esteve em alguma reunião? Então o que vão lá fazer os políticos? Turismo?

4 - "É, isso sim, um poderoso 'lobby' onde banqueiros e financeiros vão comunicar o que lhe convinha para o próximo ano, envolvendo à mistura uma dúzia de políticos e barões da Imprensa, para ouçam o que é preciso ouvirem". Então, acha democrático que políticos eleitos para cargos públicos aceitem convites de grande agentes financeiros para "ouvirem" o que estes têm para dizer em reuniões fechadas e longe de qualquer escrutínio público? Se sim, então libertem já Manuel Godinho, pois esse só ofereceu robalos e canetas de luxo. Não ofereceu empregos a políticos nem garantiu a "Boa Imprensa" necessária para os eleger.

5 - "Quanto a Rangel, já se viu o enorme 'poder oculto' de Bilderberg. Passos, o vencedor, é que nunca lá pôs os pés". Luís Filipe Meneses também já foi líder do PSD sem nunca ter ido a Bilderberg, mas não chegou a primeiro-ministro. Rangel ainda não foi à reunião deste ano. Quando for, logo veremos o que vai acontecer no país. Entretanto, tenho quase a certeza que a próxima reunião e a agenda da mesma vai ser "abundantemente" divulgada no semanário "O Diabo".

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20100310

Amador?!

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20091122

Passos Coelho que se cuide!...

20090806

Portugal em Cambridge

Este fim-de-semana foi dedicado a um passeio por Cambridge. Para um português em Cambridge existe um interesse acrescentado: a rua Portugal Place. O nosso país tem honras toponímicas numa cidade onde grandes cérebros da humanidade, como Isaac Newton ou Charles Darwin trouxeram luzes ao mundo. Ou o prémio Nobel Francis Crick, que juntamente com James Watson descobriu o DNA. Crick morou cerca de 20 anos no número 19 de Portugal Place.
Estranho, contudo, é ver o nome do nosso país junto de uma das mais antigas igrejas do Reino Unido, a Round Church, uma pequena capela redonda que data do tempo dos Cavaleiros Templários (Séc. XIII) e que também é conhecida como a igreja do Santo Sepulcro. É uma igreja que se encontra facilmente, vindo do Kings College e passando em frente do Trinity College. Surge-nos à nossa frente, no fim da St John Street. Se depois virarmos para a esquerda, seguimos pela Bridge Street – ou seja, a rua da ponte sobre o rio Cam (anteriormente conhecido como Granta) e que dá o nome à cidade – e vamos ter à Magdalene Street, a rua da Madalena, onde está o colégio com o mesmo nome. A meio da rua da Ponte está a rua com o nome do nosso país.
Para quem não está habituado a estas coisas telúricas, informe-se que uma das explicações da origem do nome Portugal está intimamente relacionada com todos estes nomes e a lenda do Santo Graal. Sendo Portugal o “Porto do Graal” – “Port du Graal”, em francês. É claro que para os ingleses isso é uma fantasia que permitiu ao escritor norte-americano Dan Brown ficar multimilionário à custa das pessoas que acreditam em lendas. Aliás, a explicação mais lógica que os historiadores de Cambridge dão para a origem do nome Portugal neste local histórico da cidade está relacionada com o vinho do Porto, que chegava pelo rio e ainda ao facto de que, quando a rua foi construída, entre 1820 e 1880, terem sido descobertas moedas portuguesas. Só que ninguém sabe onde estão essas moedas, ninguém sabe de que Época eram, nem sabem se foi mesmo por causa disso que Cambridge ganhou um Portugal Place.
É claro que depois deste passeio, as notícias da lista do PSD para as legislativas parecem-me um tema tão mesquinho e sem elevação. Pedro Passos Coelho é agora um mártir político que só pode crescer ou desaparecer. Tudo vai depender da sua consistência política e carisma de líder. Sinceramente, ao terem deixado de fora o seu nome, acho que foi um favor que lhe fizeram. O futuro o dirá.

Texto originalmente publicado no "Eleições 2009".





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20090116

Até a "Gracinha Sousa Botelho" já os topa...

20080422

Devidas diferenças