20140906

A pluma de Bilderberg

Clara Ferreira Alves assina hoje uma crónica no "Expresso" intitulada “Por um exército europeu”. Defende que a Europa “precisa de uma força militar. Um exército europeu, exactamente. Precisa de Forças Especiais europeias em vez de nacionais”. A cronista da “Pluma caprichosa”, que não precisa de ter carteira profissional de jornalista para assinar entrevistas no mesmo “Expresso” – como as que fez a José Sócrates, Carlos Cruz e a que faz hoje a Fernando Ulrich – ou reportagens – como a aquela recente em Detroit, (não é verdade, Comissão da Carteira Profissional de Jornalistas?) – foi uma das convidadas dos encontros do Grupo Bilderberg (2011, na Suíça). É importante referir isto para perceber os argumentos usados pela pluma da cronista. “Henry Kissinger, o velho sapo, emergiu das brumas para dar opinião sobre a ordem mundial”, é assim que começa a crónica. Os caprichos desta vida levam-nos assim a constatar que as reuniões do Grupo Bilderberg são assistidas e promovidas pelo “velho sapo” e por alguns dos seus amigos, entre os quais se encontra o Dr. Balsemão, o homem que é dono do "Expresso", convidou Clara Ferreira Alves para o encontro na Suíça e paga-lhe as crónicas, entrevistas e reportagens – sem esquecer a presença semanal no programa “Eixo do Mal”, na SIC. Então, essa mesma Clara Ferreira Alves que nunca escreveu uma linha sobre o encontro de Bilderberg onde supostamente esteve com Henry Kissinger, o que nos diz ainda sobre o amigo do patrão? Mimoseia-o apenas como aquela do “velho sapo” e fica-se por aí? Não. Vai mais longe. Muito mais longe. Escreveu: “Quando o velho sapo fala fico arrepiada, mesmo que lhe aprecie a inteligência e a lucidez. O velho sapo tem um passado terrível, como o grande Christopher Hitchens escreveu em ‘The Trial of Henry Kissinger’. Kissinger é, para todos os efeitos, um criminoso de guerra. Daqueles que nunca se sentarão nos bancos de Haia”. Não podia concordar mais com Clara Ferreira Alves. Conheci Christopher Hitchens pouco tempo antes de ele descobrir que tinha cancro. Falámos na Casa Fernando Pessoa, onde lhe expliquei como o suposto caso do tráfico de armas norte-americanas para o Irão, em 1980, que impediu a libertação dos diplomatas reféns em Teerão e a reeleição de Jimmy Carter, passara por Lisboa, com Kissinger envolvido na história. Sim, eu sei que Hitchens sabia de Kissinger nesse negócio em Lisboa. Mas, Hitchens já morreu e, por muito plumitiva que seja a caprichosa, há coisas que se topam à distância. Bem que pode ela citar o nome de um “grande” para esconder a sua pequenez, pois muito que critique o “velho sapo”, sabemos bem o que pretende. E isso é claro ao defender a criação de um exército europeu: ser cúmplice do tal “criminoso de guerra”.

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20140807

Coisas novas

Fez ontem 11 anos que comecei este blogue. Como "prenda" atrasada para os leitores deixo-vos um fotografia que explica muito sobre a recente solução que o Governo e o Banco de Portugal encontraram para o caso BES. É uma foto da última reunião do Conselho de Estado, que teve lugar no dia 3 do passado mês de Julho. O tema da reunião foi "Situação económica, social e política, face à conclusão do Programa de Ajustamento e ao Acordo de Parceria 2014-2020 entre Portugal e a União Europeia para os Fundos Estruturais" e cuja conclusão foi:"Face à seriedade das exigências que o País enfrenta, o Conselho de Estado exorta todas as forças políticas e sociais, no quadro da diversidade e pluralidade democrática, a que preservem entre si as pontes de diálogo construtivo e a que empenhem os seus melhores esforços na obtenção de entendimentos quanto aos objetivos nacionais permanentes, fator decisivo da confiança e da esperança dos portugueses". Atente-se então ao que a fotografia nos permite registar. Está ali, no lado esquerdo da foto, um conselheiro de Estado que foi amigo pessoal do dono do banco. Zangaram-se há uns anos, quando o banco diminuiu o investimento publicitário no grupo de Comunicação Social desse conselheiro de Estado. No seu lado direito, senta-se um conselheiro que é comentador regular na televisão propriedade desse conselheiro de Estado. E foi nessa televisão que o comentador avançou publicamente com as medidas que o Banco de Portugal estava a preparar para a criação de um "novo banco" antes do Banco de Portugal anunciar, no domingo à noite, dia 3 de Agosto, a criação do "Novo Banco". À esquerda do conselheiro de Estado dono da televisão está sentado o conselheiro que, no dia seguinte a este conselho de Estado, deixou este posto para ocupar o cargo de presidente do BES. No lado esquerdo deste último está outro conselheiro de Estado que também faz comentários na televisão, é companheiro de uma administradora do BES e confesso amigo pessoal do antigo presidente do banco. Na foto estão ainda a Presidente da Assembleia da República, primeiro-ministro e secretário-geral do segundo partido mais votado nas últimas eleições legislativas. À cabeceira da mesa está a pessoa que, por fim, no domingo, assinou a lei que permitiu que tudo fosse possível.

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20140728

Há vítimas portuguesas

20140603

Bilderberg 2014 - Álbum de recordações

20140211

Hotel Bilderberg, reunião aberta ao público

Apareçam.


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20140122

Recordações de Sitges

Foi em Junho de 2010, mais precisamente, no domingo, 6 de Junho de 2010, que o então ministro das Finanças de Portugal, Teixeira dos Santos, foi fotografado à saída do hotel Dulce, em Sitges, cidade balnear a poucos quilómetros de Barcelona, Espanha.
O ministro estava no hotel desde sexta-feira à noite - faltou inclusive a um debate na Assembleia da República para ir para Espanha. Não foi passar nenhum fim-de-semana romântico em escapadinha privada. Não. Estava lá na qualidade de ministro das Finanças, ao serviço do povo de Portugal para participar no encontro anual do Grupo Bilderberg, aqueles que reúnem os "Donos do Mundo" com os políticos preferidos e depois não permitem que os convidados falem das discussões com a Imprensa. E a Imprensa acha isso "normal" e até "folclórico". Na reunião do ano passado estiveram, por exemplo, António José Seguro e Paulo Portas. Este último, antes da demissão "irrevogável", antes de ser feito vice-primeiro-ministro... Recordo agora a viagem de Teixeira dos Santos porque a mesma aconteceu no mesmo mês em que, soube-se recentemente, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, o finlandês Olli Rehn, rejeitou a ideia de que a Europa reagiu tarde no apoio a Portugal e defendeu que houve uma "reacção nacional tardia", pois o Governo de Sócrates só agiu quando já estava "encostado à parede". E contou que chegou a discutir esse programa com o nosso ministro em... Junho de 2010. Ou seja, depois da estadia de Teixeira dos Santos em Sitges. De acordo com as notícias dessa altura, vemos que, a 16 de Junho de 2010, dez dias após a reunião do Grupo Bilderberg, Olli Rehn é citado a dizer o seguinte sobre Portugal: "Os objectivos orçamentais actuais, incluindo os objectivos revistos de Espanha e de Portugal, parecem garantir uma posição global orçamental adequada para a UE, mas há uma evidente necessidade de avançar com mais força com a agenda estrutural". Portugal resistia a pedir ajuda económica, facto que só veio a acontecer, finalmente, a 6 de Abril de 2011, quando Teixeira dos Santos reconheceu que Portugal deveria pedir ajuda externa. aliás, vale a pena recordar esse dia nas palavras dos jornalistas que serviram de "pombo-correio" ao ministro: ver aqui o vídeo. Em resposta, Teixeira dos Santos veio agora dizer que Olli Rhen, que, por acaso também é um dos políticos que já esteve numa das reuniões do Grupo Bilderberg (Turquia, 2007), está agora a "defender a sua dama". São todos bons rapazes, mas, no entretanto, houve aqui alguém que fez muito dinheiro. A conta de hotel daquele fim-de-semana em Sitges não deve ter sido nada barata para o bolso dos portugueses. E hoje, o Nuno Carregueiro, no "Jornal de Negócios", escreveu isto: "Quem investiu na dívida portuguesa no final de 2011 e manteve até hoje os títulos em carteira, só pode estar bastante satisfeito com a aposta (de risco) que efectuou. Em 2012, tendo em conta todos os mercados mundiais desenvolvidos, as obrigações soberanas portuguesas foram as que deram maior retorno aos investidores". Deve ser esse o preço do fim-de-semana de Teixeira dos Santos na reunião de Bilderberg de 2010.

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20140113

Sócrates e as críticas ao Goldman Sachs

Para também não virem depois dizer que só me "preocupo" em "atacar" José Sócrates com esta coisa sem importância do jogo Portugal-Coreia do Norte - e é verdade que não tem importância o caso em si, pois o que sempre me interessou foi realçar como um exemplo prático, fácil de apreender, e que serve para demonstrar o que não acontece em outros casos bem mais graves e importantes que nem sequer chegam a ser conhecidos devido à falência do jornalismo -, destaco outras palavras de Sócrates, ontem à noite, na RTP. Ele criticou a Goldman Sachs. Sim, é algo que um homem de esquerda faria naturalmente. Mas, agora, quando ouvirem as suas palavras, tenham em mente algo que a jornalista Cristina Esteves provavelmente não sabia: Em 2004, há 10 anos apenas, José Sócrates, quando era um simples deputado socialista, foi convidado por Balsemão para participar no encontro anual do Clube Bilderberg. Entre outros, estavam lá também o então o comissário europeu Mario Monti, pessoa que José Luís Arnaut vai substituir na Goldman Sachs. E estava ainda o actual presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que era nessa altura vice-presidente da... Goldman Sachs. Pensem nisso e agora ouçam e digam lá se isto não um Portugal-Coreia do Norte outra vez... http://youtu.be/3fHMp_ph9Oc

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20130703

Paulo antes de ser Portas

Paulo Portas, é o mais experientes político português no activo. Nem os líderes dos dois maiores partidos, Passos Coelho e António José Seguro, têm uma experiência política tão antigaNascido a 12 de Setembro de 1962, Paulo de Sacadura Cabral Portas ainda não tinha atingido a maioridade e já provocava polémicas políticas. Em 1978, escassos quatro anos após o 25 de Abril, assinou um texto no “Jornal Novo, então dirigido pela social-democrata Helena Roseta, onde atacou o Presidente da República de Portugal, Ramalho Eanes. Um processo judicialcontra o autor do texto ficou sem efeito quando o mais alto magistrado da Nação se mostrousensível ao facto de estar perante um menor de 16 anos e filho de boas famílias – o pai, o arquitecto Nuno Portas, tinha sido secretário de Estado da Habitação e Urbanismo do I Governo Provisório. A mãe, Helena Sacadura Cabral, era economista e sobrinha do herói da aviação, Artur Sacadura Cabral. Paulo Portas ainda não tinha 18 anos e, durante um congresso do Partido Social Democrata (PSD), no Hotel Roma, fez aquele que, para muitos, foi considerado o melhor discurso e chamou a atenção do então líder do partido, Francisco Sá Carneiro. Depois, ao serviço do semanário “Tempo”, dirigido por Nuno Rocha, o adolescente teve carta-branca para escrever sobre política. Era um jornalista com veia para a política, ou, se quisermos, um político que sabia usar o jornalismo como caminho para conquistaros corações e as mentes de leitores e eleitores. Eram tempos em que os jornais em Portugal estavammuito mais identificados com a corrente política que defendiam. E Paulo Portas militava na direita social-democrata. Hoje, está coligado com o seu antigo PSD, mas como líder do CDS que, naquela altura, com Freitas do Amaral à frente do partido, não tinha problemas em aliar-se com o PSDcomo com o PS de Mário Soares.

No início do ano de 1980, Sá Carneiro e Freitas do Amaral foram eleitos para o Governo da AliançaDemocrática (AD), juntamente com o Partido Popular Monárquico (PPM) de Gonçalo Ribeiro Telles, naquela que foi a primeira maioria absoluta em Portugal. Esse momento seria seguido com entusiasmo pelo jovem político/jornalista Portas. No semanário “Tempo”Paulo Portas assinoutextos sobre os bastidores do gabinete do Conselho de Ministros. Conceição Monteiro, a “histórica” secretária de Francisco Sá Carneiro, era uma das suas amigas pessoais. Foi ela quem, na altura em que Portas atingiu a maioridade, a 12 de Setembro de 1980, lhe deu a ficha de inscrição no PSDcom a assinatura de Sá Carneiro como um dos proponentes. Estava enrolada com uma fitinha, como se fosse um pergaminho simbólico. Meses depois, Sá Carneiro morreu na queda de um avião emCamarate, juntamente com o ministro da Defesa e número dois do CDS, Amaro da Costa. O jovem Paulo Portas ficou órfão político e andou à procura de um novo “pai”. Não seguiu a solução do partido, que apostou em Pinto Balsemão, o actual dono da televisão SIC, e, com o passar dos meses, escolheu apoiar uma alternativa: Cavaco Silva, o agora Presidente da República de Portugal e que fora ministro das Finanças de Sá Carneiro entre Janeiro de 1980 e Dezembro de 1980Depois da morte de Sá Carneiro, Cavaco Silva não aceitou fazer parte do Governo de Balsemão, mas, em Fevereiro de 1981foi nomeado pela Assembleia da República para o cargo de presidente do Conselho Nacional do Plano. Cavaco Silva mantinha a ambição de chegar mais longe e Paulo Portas ajudou-o a manter-se à tona da cena política. Em Junho de 1981, o jornalista e militante do PSD, então ao serviço do semanário “Tempo”, entrevistou Cavaco Silva no seu gabinete na zona da Lapa e exaltou as qualidades de um economista que nunca se assumiu como político. Percebia-se claramente que Paulo Portas, através dos seus escritos jornalísticos e das entrevistas que então assinou, apoiava claramente Cavaco para líder do PSD. Mas, quatro anos mais tarde, quandoCavaco Silva subiu ao poder, Paulo Portas já tinha saído do PSD e escrevia então crónicas políticas para um novo jornal, o “Semanário”, fundado em 1983 por políticos de Direita também com gosto pelo uso do jornalismo como arma política: Marcelo Rebelo de Sousa, Daniel Proença de Carvalho e José Miguel Júdice. Eram outros tempos, sem Internet, sem redes sociais. As experiências de um jovem que começara cedo na política, com o pós-25 de Abril, estavam a adaptar-se aos ventos da estabilidade do jogo político em Portugal, como foi o Bloco Central (1983), chegada de Cavaco a líder do PSD (1985), entrada de Portugal na CEE e eleição de Mário Soares como o primeiro civil Presidente da República (1986). Paulo Portas poderia estar ainda longe de imaginar que, um dia, iria ser um governante. O país crescia com o impacto económico da entrada no Mercado Comum e as noites de Lisboa eram locais de descobertas pessoais, culturais, amizades, troca de contactos e experiências. Até que, finalmente, a 20 de Maio de 1988, saiu o primeiro número do semanário “O Independente”. Era o início de uma nova era. O jornalista Paulo Portas, então com apenas 25 anos,estava à frente de um projecto jornalístico de grande envergadura e, acompanhado por uma reconhecida figura intelectual da época, Miguel Esteves Cardoso, usou esse semanário como o veículo que iria levá-lo a reconquistalugar junto do poder e abrir-lhe as portas para uma vidaque, afinal, sempre fora a que desejara: a da política, pura e dura.


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20130323

Com Inspiração - Rui Rio e António Costa, os candidatos de Bilderberg

20120726

Um artigo que não é meu

Chamaram-me a atenção para um texto do blogue The Braganza Mothers com linguagem vernacular menos própria para o diálogo cívico e adjectivações susceptíveis de provocar processos de difamação. Contudo, tirando o estilo, o texto é um desabafo que, infelizmente, é triste e revelador da falência do jornalismo. O texto tem observações bastante pertinentes e lógicas que vão ao encontro de muitas denúncias internacionais e partem cada vez mais da percepção das pessoas que sentem todos os dias na pele a ineficácia da economia mundial e do jornalismo que lhes devia explicar o porquê de tudo isto. Assim, acho que o texto mereceria ser escrito sem a linguagem de caserna, sem uma ou outra informação pessoal que não consegui verificar e com algum rigor na altura da adjectivação de certas personalidades públicas nomeadas. Deste modo, na minha óptica meramente pessoal, o texto poderia ter sido publicado assim: «Tenho saudades dos tempos em que ia para as Docas, com o Passos Coelho, e o tinha de arrastar de lá, altas horas, já muito perto de uma intoxicação alcoólica – fruto não de um exagero próprio da juventude rebelde, mas também de algum álcool marado muito vulgar na altura em que a ASAE ainda não fazia as fiscalizações tão meritórias dos dias de hoje -, porque ninguém o segurava, a noite inteira, a querer conhecer mulheres de origem africana de modo a demonstrar a sua arte de sedução com vista à satisfação de actos sexuais onde o extâse final estava reservada não só para si, mas também para a parceira. Objetivamente, nada há de pernicioso em passar noites inteiras a tentar mais um acto sexual com mulheres africanas, porque a imagem estereotipada que se tem da beleza africana são, a seu modo, como as parcerias público-privadas: quem vê uma é capaz de ver todas as outras, e já não nota a diferença. Para nós, Portugueses, isso até poderia chamar-se multiculturalismo, se não tivesse levado o Estado a confundir vícios privados de um impreparado com os poderes do Estado, e a conceder a um indivíduo considerado, justamente ou injustamente, como estando bastante abaixo da média, cujos únicos interesses na vida, segundo o seu adjunto Relvas (ao Expresso de Abril de 2011) eram o álcool e, viu-se depois, as mulheres africanas e, finalmente, o lugar de Primeiro-Ministro. Isso aconteceu, ele estabilizou, casou com uma mulher de tez escura com ar maternal, e o Estado ficou entregue a si mesmo. O problema começa quando um Estado fica entregue, a si mesmo, e eu explico, nominalmente, o que é isso: um indivíduo com suspeita de problemas neurológicos, no topo da Pirâmide, em quem a Maria é vista de forma óbvia a agarrar permanentemente na mãozinha trémula, o que é tido pelo povo como uma tentativa de evitar que ele tenha um ataque público , ou comece a falar de vacas ; uma segunda figura do Estado, que, como todos viram, subiu pelo Princípio de Peter, é tida como completamente ignara de leis e regimento da Assembleia da República, fruto de uma óbvia e assumida luta escorada pela Maçonaria e a Opus Dei , com um sotaque propício à caricatura, e que, pelos vistos dizem coisas pessoais que, à falta de confirmação independente, reservo-me o direito de não os citar aqui, mas registo para futura informação. Descendo a escadaria, temos o tal apreciador do belo sexo africano, que conseguiu o milagre de tornar José Sócrates numa pessoa respeitável (!), Miguel Relvas, um típico indivíduo daqueles que gostaríamos de evitar ter como amigo, o ministro sombra, para amparar o apreciador da bela mulher africana, descaradamente nomeado pela mui respeitável e bem-intencionada (embora nada se veja em relação a resultados positivos da sua acção, o que lhe confere então uma designação de “sinistra”) Maçonaria PSD , e ao serviço de um estado que é tido como pária, governado por uma família de indivíduos que não gostaríamos ter como amigos, que, pelos vistos – com a soma de exemplos – parece que anseia usar Portugal para algumas ancoragens da Dinastia Dos Santos ; um ministro tido como extremamente inteligente, mas igualmente desorganizado, o que lhe confere alguma bipolaridade , e a quem querem convencer de que Portugal ainda tem Economia -- uma coisa que só não vê quem não quer que foi há muito destruída, nos anos de Cavaco Silva (e com isto está tudo dito em relação aos adjectivos negativos que se poderiam facilmente aplicar à figura do actual Chefe de Estado) -- um homem de espírito pobre, pouco corajoso e sobre o qual já se tornou banal dizer que não sabe distinguir uma lombada de um livro, mas que gere a "Cultura" , e coisas ainda mais perniciosas, como uma anomalia, com problemas de dicção, que acha que uma asneira, repetida devagar e pausadamente, se pode tornar numa epifania evangélica, e aqui chegamos, realmente, ao fulcro do problema. Todos eles, com o pretexto do FMI, estão a cumprir o que Cavaco Silva sonhou, há vinte anos, e Passos agora cumpre: um regresso aos índices do Salazarismo. Quanto a Vítor Gaspar, para além da credibilidade discutível, de quem sabe que a teoria monetarista foi a responsável pelo colapso de estados inteiros -- como o Chile, de Pinochet -- usados como palcos de "experiências, como fez o filho de uma mulher de profissão duvidosa, seu inventor, da célebre Escola de Chicago, Milton Friedman, um daqueles tipos que não iríamos querer para amigo dos nossos filhos ao serviço do não menos pouco recomendável Ronald Reagan , apenas se pode acrescentar que é o rosto anedótico do verdadeira patrão da coisa, um bem conhecido Carlos Moedas , um dos agentes da confraria de indivíduos de acção letal económica , que tem o nome de GOLDMAN SACHS , e que está encarregado, entre outros que desconhecemos, de DESTRUIR PORTUGAL . Para quem viu o retórico "Inside Job ", um ser pouco recomendável, como António Borges, o tal que ganha duzentos e tal mil euros por mês, livres de impostos, e está encarregado de vender as empresas do Estado Português aos elementos da empresa mundial a que pertence a Goldman Sachs, teria sido imediatamente afastado do terreno, mas não foi, e está, como Relvas, Moedas, os três chefes reconhecidamente maçónicos das bancadas parlamentares da Assembleia da "República", PS, PSD e CDS , o Álvaro Santos Pereira, o Cavaco, a malta da Opus Dei, representada pelo insensível, Paulo Macedo , o grupo da Educação , cuja única missão é semear o analfabetismo e lançar, para o desemprego, em 2 meses, 25 000 pessoas , e mais uns quantos de que nem nos lembramos, porque são irremediavelmente inexistentes, embora nos saiam dos bolsos. Há anos, lembro-me de alguém me ter dito que Portugal era utilizado, em certos fora internacionais, como palco de "experiências ", cujo âmbito, então, não entendi. Hoje, em pleno 2012, com o alegadamente criminoso Balsemão , o alegadamente criminoso Borges, o alegadamente criminoso Cavaco, o alegadamente criminoso Moedas, o alegadamente Relvas, o alegadamente Paulo Macedo e todos os alegados criminosos que os antecederam, sob as batutas de Sócrates e Durão Barroso, a coisa torna-se quase transparente, e deveria ter direito a reação, não estivéssemos num povo com um grau de iliteracia elevadíssimo, e uma estreiteza de horizontes que se resume aos calções transpirados dos Narcisos das Barracas, da Procissão do Adeus, e do trinar da Mariza. Com esta massa humana é possível fazer-se TUDO, e está-se a fazer. Para que não desanimem, vamos mostrar que, lá fora, a coisa ainda está pior: a Europa, governada por indivíduos pouco recomendáveis da Alemanha ex comunista, com Reagans e Hitlers metidos na cabeça, está à beira de conseguir o sonho de Obama, um sonho que ele não sabia que tinha de ter, mas a ultra direita Norte Americana se encarregou de lhe incluir nos delírios rosados de indivíduo de origem africana: forçar a Europa a um tal ponto que tenha de emitir dinheiro, para equilibrar as contas dos países que Bilderberg, a Goldmann Sachs e parentes deram ordem para "homicidar". Uma vez aumentada a liquidez, o Euro desvaloriza automaticamente, ao ponto de não ser cativante que se torne a moeda de negociação mundial do crude, e ajoelha, perante as sombras sinistras que governam o mundo, a partir dos apartamentos palacianos de East Upper Side . Quando se ouve um estranho italiano -- o próximo alvo, dos Moedas e Borges de lá... -- a dizer que não se importa com que venha um príncipe saudita comprar a Ferrari, torna-se claro que a jogada está mais alta: ou a Grécia fica no Euro, com o Syriza a bater o pé, o que poderia ser um refundar da Democracia , ou a Grécia cai nas mãos da China , o que poderia ser uma forma irónica de definitivamente mostrar que a Nova Ordem Mundial era mesmo nova, e vinha com os olhos em bico. Para lá destas fronteiras, finalmente descobriu-se que as armas de destruição maciça, que nunca foram encontradas nos "bunkers" de Saddam Hussein, estavam, afinal, todas concentradas na Síria, o que obriga a que a Diplomacia Mundial, que já decidiu a Guerra do Irão, esteja a lidar, com pinças, sobre a sua partilha, pós guerra, entre os interesses da mafia americana, da mafia russa e da mafia chinesa, com Israel a ter de sujar diretamente as mãos no assunto. Aparentemente, a coisa vai ser simples: o tal vírus "Flamer", uma coisa criada entre a NSA e a Mossad, entre outros, que parece que se suicidou, afinal, não se suicidou , está, somente, a... descansar: quanto estiver resolvida a retaguarda síria, irá entrar nas centrais clandestinas de produção de armas nucleares iranianas, e irá dizer as sensores de temperatura que os núcleos de cisão não estão sobreaquecidos, até que eles... expludam todos. Vai ser muito feio, mas, com Fukushima, o Mundo até já foi ensinado que é possível viver com vegetais e sushi radioativos, e o Irão, ou o que dele restar, lá poderá deixar o Fundamentalismo Islâmico, para finalmente regressar à sua verdadeira natureza, o esplendor persa. Por cá, haverá uma velha, a quem o filho de uma mulher de duvidosa reputação que é o Borges queria reduzir a reforma de 300 para 250 € a comentar, como é típico, "pois, andaram a mexer em coisas perigosas, agora, explodiram-lhes nas mãos, coitados, devem estar a sofrer tanto..." Quanto ao vírus, suponho que já então se terá resuicidado, e com um pouco de sorte, até teria levado consigo todos os homens menos recomendáveis, cujos nomes atrás citei.» Original aqui, mas declino qualquer responsabilidade pela linguagem usada. Não faz o meu estilo.

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20120612

Quando o "Expresso" noticiava a ida de Balsemão aos encontros Bilderberg

20120204

Viva Andalucia! Eis o que cantam os poetas da Andaluzia nos dias de hoje! Caray!

Atenção, aquilo que vão ver a seguir é uma comparsa do Carnaval de Cádiz, há dias, aqui ao lado, em Espanha. No ano passado, este grupo actuou vestido de "travestis" e, este ano, arriscou apresentar-se vestidos de cinzento da cabeça aos pés. A simbolizar o "Cidadão Zero". Aliando a arte da cantiga à crítica social, acertaram em cheio. Formidável! Escutem todo o vídeo até ao fim. Arranjem 26 minutos e 15 segundos da vossa vida, chamem amigos para perto do computador, coloquem o som no máximo e ouçam, e vejam e pensem e, depois, partilhem, partilhem, partilhem. Isto passa-se no Carnaval aqui ao lado. Não nos queixemos que não temos feriados no Carnaval. Há feriados todos os dias desde que tiremos tempo para pensar e criar arte contra aquilo que nos oprime e, vejam, na canção final, a da marioneta, quem nos oprime e porquê. E libertem-se com este exemplo. Que tal um grupo de cantares alentejanos à porta do primeiro-ministro a cantar que não podemos mais? É mais eficaz do que greves e bandeiras vermelhas... Combatam a opressão com inteligência e arte, caramba!



"Diário de Cádiz".

Cadizbook.es.

Com um agradecimento ao Rafa Pal.

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20110924

Para lamento europeu...

Quando me candidatei ao Parlamento Europeu sabia que não tinha a mínima hipótese de ser eleito, pois a Democracia, em Portugal, não funciona. Só serve a partidocracia. Mas, se há algo que tenho mesmo pena é não poder ser eleito para ir lá dizer coisas como estas...

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20110921

O Alberto é que a sabe toda...

20110902

Acampada no Rossio - O Filme

E prontos! Depois da festa, o vídeo da festa... E assim se faz a Revolução em Portugal... As imagens são bonitas, as palavras finais certeiras e brutais. Parabéns a todos. A sério. Aproveitem agora para andarem mais a pé - por causa do aumento dos preços nos transportes públicos - e mantenham hábitos saudáveis para não ficarem doentes - pois os cortes na Saúde vão estar pela "hora da morte". Ah! Já agora, se puderem investir na Educação, estudem um bocadinho a História de Portugal...




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20110807

Clara, a empresária independente que salta ao eixo

Clara Ferreira Alves, a CEO da Claref, LDA, deu uma entrevista conjunta com os membros do programa da SIC "Eixo do Mal" ao primeiro número da versão portuguesa da revista "The Printed Blog" - publica textos de blogues. A dada altura, Clara "Bilderberg" Ferreira Alves deixou esta "pérola"...



Registo que afirma ter a "absoluta liberdade" de poder dizer aquilo que quer. Assim, sei que Clara não quer falar dos planos de Bilderberg. Viva ao menos a Liberdade de poder acusar isto, mesmo correndo o risco deste blogue nunca vir a ser citado no "The Printed Blog"...

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20110731

Eles estão no meio de nós

Clara Ferreira Alves conta na crónica do “espesso” desta semana - intitulada "Os assassinos no meio de nós" - as recordações que guarda de uma reunião secreta destinada "a preparar uma estratégia comum a longo prazo para impor uma nova ordem na fraca Europa”. Não, não foi sobre a reunião da Suíça... Era apenas a recordação que tem de um encontro da extrema-direita, na Alemanha, em 1992. A única diferença é que estes últimos, na altura, foram denunciados. Os outros não.

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20110525

Perguntas para o Rossio...






1 - Sabem que um descendente do senhor que está no alto da estátua - e cuja sombra vos abriga - foi primeiro-ministro entre 1981 e 1983?

2 - Sabem que esse descendente do Rei que está na estátua - cuja sombra vos abriga - é hoje dono de um poderoso grupo de Comunicação Social?

3 - Acaso saberão ainda que esse mesmo descendente do senhor do alto da estátua - que vos dá a sombra retemperadora -, é o representante português de um grupo internacional de grande influência política e financeira conhecido como Grupo Bilderberg, famoso por ter reuniões anuais à porta fechada e sem o escrutínio da Imprensa?

4 - Sabiam que esse grupo internacional, ao qual pertence o descendente do senhor que está no alto da estátua - a tal da boa sombra -, é também conhecido por escolher os líderes políticos que vão depois ser eleitos graças à manipulação das mentes dos eleitores pelos órgão de Comunicação Social dos quais são donos? E, obviamente, apoiados financeiramente pelos bancos amigos?

5 - Sabiam, a título de mero exemplo, que o actual primeiro-ministro participou numa dessas reuniões (Itália, 2004) quando ainda só era um mero deputado socialista e chegou a primeiro-ministro graças a eleições antecipadas, convocadas por um Presidente da República que também já participou num encontro do mesmo grupo (Sintra, 1999)?

6 - Ainda acham que conhecem suficientemente bem o que querem mudar para que possam ser eficazes na mudança que dizem quererem fazer?



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20101207

Contigo no Prater...

20100829

Fidel recebe Estulin