20140603

Bilderberg 2014 - Álbum de recordações

20100421

Inês da minha alma (2)

O caso de Inês Medeiros não pode ficar por aqui. Quando um deputado diz "partir do princípio que os deputados eleitos por círculos nacionais são residentes em círculos nacionais", está a aberta a porta para a ideia que ontem defendi: os deputados devem apresentar uma residência fixa no círculo eleitoral pelo qual são eleitos. Afinal, isto não é mais do que pede nos seus requisitos a empresa municipal de estacionamentos de Lisboa para emitir o Cartão de Estacionamento de Residente:

a) Documento comprovativo da morada:

• Título de Registo de Propriedade; ou

• Carta de Condução; ou

• Cartão do Cidadão (necessário o PIN do cartão); ou

• Certidão das Finanças; ou

• Contrato de Arrendamento com carimbo das finanças

Assim, de acordo com a EMEL, quem não quiser pagar estacionamento do carro na zona onde vai dormir todos os dias e tenha morada oficial noutro ponto geográfico do mundo, o que deve fazer é mudar a morada em todos aqueles documentos, pois, como dizem, "os documentos apresentados devem estar actualizados e deles constar a morada com base na qual é requerido o cartão de residente"...
Assim, a pergunta que faço é: no que diz respeito à indicação de morada, tem mais força legal uma EMEL ou uma Assembleia da República?

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Inês da minha alma

E pronto. Vamos pagar a Inês: "O parecer aponta dois argumentos na defesa da tese de que a deputada – eleita pelas listas do PS em Lisboa, mas residente na capital francesa - tem direito ao pagamento da viagem a casa, todas as semanas. Por um lado, o princípio da igualdade entre todos os deputados. Por outro, o princípio constitucional de que os parlamentares devem dispor dos meios para cumprir as suas funções". Não crucifiquem Inês, pois ela não tem culpa. A culpa é de todos os partidos que aceitam um sistema onde, apesar de haver círculos eleitorais, os candidatos podem ser residentes fora dos mesmos. Quando é que veremos uma lei que defenda que os candidatos à Assembleia da República terão de apresentar residência no círculo eleitoral pelo qual aceitam ser candidatos? Um candidato até poderia ter vivido toda a vida fora daquele círculo eleitoral, mas ao aceitar ser eleito por essa área do País, o mínimo que teria a fazer seria fixar aí a sua residência. Nem que arrendasse um quarto. Sempre seria mais digno que a solução recentemente cozinhada na casa da República.

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20100401

Querida Inês

Querida Inês, sei que estás numa situação aborrecida, pois vives em Paris e tens direito a um subsídio de deslocação por parte da Assembleia da República. Acredita que não tenho nada contra ti, mas como contribuinte desta República, serei sempre eu, em última análise, que terei de te pagar essas viagens. Ora, isso não me agrada muito e vou-te explicar porquê: primeiro, não fui eu quem te convidou para trabalhar Portugal: foi o PS. Depois, aceitaste ser candidata pelo "círculo de Lisboa", que é o que consta da tua ficha de deputada. És, portanto, vítima do actual sistema eleitoral que faz círculos, mas nem sempre apresenta candidatos a residir nesses locais. Já houve o caso de, por exemplo, um deputado ser natural do Alentejo, mas acabou a ser eleito pelo Porto, vê lá tu. O mais natural, contudo, era teres sido candidata pelo "círculo da Europa". Eu, por exemplo, fui candidato do PPM por esse círculo nas mesmas eleições em que concorreste pelo "círculo de Lisboa". Sendo assim, cara Inês, apesar de ser público que sempre moraste em Paris e compreendendo perfeitamente que tenhas de lá ir ao fim-de-semana arrumar a casa e fazer a comida que deixarás para as filhas ao longo da semana, alguém vai, obviamente, ter de pagar isso. É justo. Só que esse alguém não deves ser tu... nem eu. Quem deve pagar isso é quem criou toda esta confusão, ou seja, o PS, o partido que foi responsável pelo teu convite e que decidiu que irias pelo "círculo de Lisboa" quando sabiam muito bem que tinhas residência em Paris. É que eles lá no PS já ganham muito dinheiro por cada deputado na AR. Por isso, por favor, pede a eles que te paguem.
Não peças ao Presidente da Assembleia da República. E muito menos peças a mim.

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20100109

Para Inês...

"Foi eleita pelo círculo de Lisboa e, para ter ajuda financeira nas deslocações a casa, tal como os restantes deputados, vai obrigar a uma mudança no regime de ajudas de custo". Se Inês de Medeiros foi eleita por Lisboa, então por que temos de lhe pagar as viagens para casa, em Paris? Quando muito, poderíamos pagar-lhe o bilhete de comboio até Vilar Formoso. Até lá, veja-se isto...

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