20111210

O iPad do PM

O "Expresso" garante hoje que o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ficou sem o seu iPad, há 15 dias, quando foi a Luanda e que ainda não o recuperou...



Sabendo com antecedência o facto de que o "Expresso" iria publicar essa informação, Pedro Passos Coelho, na quinta-feira, no momento em saiu do carro à entrada da cimeira europeia, em Bruxelas, exibiu ostensivamente para as câmaras um iPad...



Será este o iPad perdido e que, entretanto, foi recuperado, ou um outro? E, em relação ao iPad que, alegadamente, esteve perdido, será que alguém teve acesso não autorizado aos e-mails do PM de Portugal? Estaremos perante um caso semelhante ao do desaparecimento do BlackBerry de DSK?

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20110830

Lista de Compras


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20110829

Sobre as escutas

Digo apenas o seguinte:

1 - Isto só é público porque há uma "guerra" entre o grupo Impresa - "Expresso" - e a Ongoing.

2 - Tanto o SIS como o SIED, são "serviços públicos", logo da competência do primeiro-ministro, eleito pelo povo. Não há "serviços secretos" em Portugal. Qualquer "segredo de Estado" nestas ilegalidades é perigoso para Democracia, tanto mais que até há lojas maçónicas metidas ao barulho.

3 - Qualquer jornalista que se preze sabe, à partida, que pode ter o seu telemóvel debaixo de escuta, sobretudo os que investigam os serviços de segurança. Daí que seja uma dupla ingenuidade achar que há números de telemóvel valiosos na famosa "lista de compras". Ou houve ingenuidade do jornalista ou houve ingenuidade de quem fez deligências ilegais para os obter.

4 - Isto não vai dar em nada, pois o que interessa é obter efeitos de muito fumo para confundir. As "secretas" - que, mais uma vez, friso, não existem, pois secreto é o que não sabe que existe o tanto o SIS como SIED são "serviços públicos" - vão continuar a operar na base da ilegalidade. Quando muito, irão mudar os nomes, pois os métodos - esses, sim, "secretos" - continuarão a ser os mesmos.

5 - Já agora, isto é um tema muito, mas mesmo muito sério para a nossa Liberdade. Basta pensar, agora, em tempos de grave crise financeira internacional, que o governo dos EUA sempre beneficiou as empresas norte-americanas em contratos internacionais, prejudicando as congéneres europeias, graças às informações que passavam para as suas empresas e que tinham sido obtidas através de escutas electrónicas do sistema "Echelon". O eurodeputado Carlos Coelho concluiu que os norte-americanos espiam a Europa, mas o seu relatório teve pouca visibilidade pública. Porquê? Foi publicado três dias antes do 11 de Setembro de 2001...

"However, the document lists several examples in which intelligence officers are believed to have interfered in a commercial contract. The report claims that European aircraft maker Airbus Industrie had its lines tapped in 1994 while negotiating a $6 billion contract with the Saudi Arabian government and national airline"

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20110526

Boa noite e boa sorte, Rui Costa Pinto!

20101122

CV do Carvalho





Um profissional.

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20090826

Soares, o virgem da política

Na crónica de ontem no "DN", o ex-Presidente da República, Mário Soares, esclarece que não respondeu aos pedidos dos jornalistas para prestar declarações sobre "um hipotético conflito institucional, divulgado por gente anónima", que facilmente se percebe ser o caso das escutas em Belém. O ex-Presidente tem uma qualidade única que lhe permite parecer ser a mais despudorada das virgens políticas nacionais. Soares afirma que não quis "alimentar" o conflito apenas porque "não é elegante dirigir críticas aos seus sucessores", além do "dever de reserva" que a qualidade de membro do Conselho de Estado lhe impõe. Tenho pena de quem acredita sinceramente nisto – tanto mais que na mesma crónica, o ex-Presidente diverte-se a criticar a prestação da candidata a primeira-ministra social-democrata durante a última entrevista que deu ao Canal do Estado.

Para perceber como Soares não nenhuma virgem política nisto de escutas em Belém e de ataques institucionais, recorde-se o ano de 1994. Em Março, o socialista António Guterres acabava de ser reeleito secretário-geral do PS e faltava um ano e meio para as eleições legislativas de 1995, mas em Belém, o antigo secretário-geral do PS e então Presidente da República, Mário Soares, movimentava a sua esfera de influências contra o então primeiro-ministro social-democrata, Cavaco Silva.

Em Abril desse ano foi detectado um microfone escondido no soalho do gabinete do então Procurador-Geral da República, Cunha Rodrigues. O caso lançou ondas de alerta que chegaram aos corredores do Palácio de Belém. O então Presidente da República colocou literalmente os seus assessores de traseiro para o ar à procura de microfones escondidos em aparelhos de telefone ou gravadores “esquecidos” em alguma gaveta ou debaixo de alguma secretária. Guterres não quis perder o comboio e foi para os jornais dizer que também achava que estava a ser escutado.

Diga-se de passagem que Cavaco Silva até que teria bons motivos para conhecer as conversas do Presidente da República, pois temia que o ocupante da cadeira de Belém pedisse a dissolução da Assembleia da República. Mário Soares levava a cabo pequenos actos públicos de destabilização do Governo, como a "Presidência Aberta" dedicada ao Ambiente e Qualidade de Vida, no início de Abril, ou ainda o facto de que, em Maio, realizava-se o congresso "Portugal Que Futuro?". Este último evento foi um desfilar de críticas contra o então governo de maioria absoluta do PSD e, apesar de não ter contado com a presença ou apoio explícito do Presidente da República, teve a participação activa de conhecidas figuras públicas próximas da área "soarista". O suficiente para dar a entender que quem mandava no congresso era Belém.

Recorde-se que foi também nesse ano que o então director do SIS, Ladeiro Monteiro, abandonou a direcção da secreta em conflito com o ministro Dias Loureiro. O mesmo Dias Loureiro que há meses teve de abandonar o lugar de Conselheiro de Estado em Belém depois de o seu nome ter sido envolvido no escândalo do BPN.

O Verão de 1994 viu ainda o PS a vencer as eleições para o Parlamento Europeu, garantindo assim a legitimidade de António Guterres como líder da Oposição e cada vez mais próximo da vitória nas eleições gerais de Outubro de 1995. Outro factor que, a 24 de Junho de 1994, contribuiu para o fim do cavaquismo foi a carga policial contra os manifestantes da Ponte 25 de Abril. O Presidente da República, ao mencionar depois o "direito à indignação", colocava mais lenha na fogueira política que fazia Cavaco Silva arder "em lume brando". O ano político de 1994 ainda veria, em Outubro, o PS a convocar os "Estados Gerais" e, no início de Dezembro, Mário Soares usava o termo "ditadura de maioria" durante uma entrevista ao mesmo "DN" onde hoje escreve crónicas. Pedro Santana Lopes, actual candidato do PSD à Câmara de Lisboa e ex-primeiro-ministro, foi então o primeiro a perceber que o barco estava a afundar-se e, quatro dias antes do Natal de 1994, demitiu-se do cargo de Secretário de Estado da Cultura.

Texto originalmente publicado no blogue Eleições 2009.

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20080219

O que a "Sábado" não disse...

A revista "Sábado" (edição de 7 de Fevereiro) fez um artigo sobre as secretas portuguesas e entrevistou o antigo fundador e chefe do SIS, Ramiro Ladeiro Monteiro:



É uma entrevista muito interessante a nível da história da fundação do SIS, em 1986, e do apoio que teve da CIA, mas termina na altura em que "ameaçava" tornar-se interessante...



A revista "Sábado" depois não fez aquilo que em jornalismo se chama de "enquadramento noticioso dos factos". Como os factos aludidos pelo entrevistado não são secretos nem se encontram no segredos dos deuses, faço aqui o serviço público - para aqueles que ainda se queixam de que os blogues fazem jornalismo - e deixo extractos de um artigo escrito na época em que o director do SIS foi demitido, publicado num jornal que já não existe:




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20071021

Ora escute lá esta...

... se há mesmo alguém que anda a escutar um dos telefones do senhor Procurador-Geral da República sem autorização para tal e, se em Portugal todos os que poderiam ter os meios para o escutar respeitam escrupulosamente a lei, então uma explicação lógica e racional para os "barulhos esquisitos" que ele diz ouvir deve-se a escutas feitas por entidades estrangeiras. Também pode ser um problema de qualidade do aparelho, pelo que há muito o devia ter substituído em vez de andar a dizer ao jornalistas estas declarações sensacionalistas...

P.S. Quem faz escutas de modo profissional tem muito cuidado para que ninguém ouça "barulhos esquisitos". Eu, por exemplo, desconfio que o meu telemóvel esteja sob escuta porque as minhas comunicações são sempre claras e sem interferências, percebem?

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