20130322

Dez anos depois

Passei ontem na FNAC do Chiado e estive a assistir ao lançamento do livro de Bernardo Pires de Lima sobre a cimeira das Lajes de há 10 anos, antes da invasão do Iraque. Durante os discursos, o especialista em questões internacionais, Miguel Monjardino, disse que a questão do Iraque passou por cinco administrações norte-americanas: Ronald Reagan, George Bush, Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama. No fim, abordei este especialista e perguntei por que motivo continuam os "especialistas" a ignorar que a guerra entre o Iraque e o Irão começou em Setembro de 1980, ainda durante a administração de Jimmy Carter? Ele ficou visivelmente embaraçado. Perguntei-lhe depois por que motivo se continua a tentar esconder que o tráfico de armas para o Médio Oriente em Portugal começou ainda antes da chegada de Reagan ao poder e que o caso Irangate não começou em 1982, mas sim alguns meses antes de Camarate? Ele sorriu e disse que isso daria um bom debate. Enfim, são coisas que aprendi há 10 anos, quando desci a Avenida da Liberdade - a da "suposta" Liberdade para ser mais exacto - para marcar a minha posição contra a invasão do Iraque, e vi o ex-primeiro-ministro e ex-Presidente da República, Mário Soares, a lanchar no Rossio depois dos discursos. Daí nasceu a ideia para o livro "Eu Sei Que Você Sabe", publicado em Novembro de 2003. Entretanto, Pires de Lima disse que está a pensar escrever um livro sobre Durão Barroso. E, de forma algo misteriosa, deixou a indicação de que a preparação da ida de Durão Barroso para a Comissão Europeia, e que aconteceu no rescaldo do Euro2004, afinal terá sido planeada na altura em que Guterres se demitiu em Dezembro de 2001. Achei piada a isso, pois já abordei essa questão num outro livro que escrevi há três anos. Chama-se "Estado de Segredos" e nessa obra lembrei uma notícia do "Público", de 18 de Dezembro de 2001, com o título "Guterres poderá ter falhado por 24 horas uma carreira europeia oferecida de bandeja". Essa carreira era, naquela altura, ser presidente da convenção para a reflexão do futuro da Europa. Só que Guterres era primeiro-ministro e, para aceitar o cargo, teria de se demitir a meio do mandato. A questão fora analisada na reunião de líderes europeus na sexta-feira, dia 14 de Dezembro de 2001. Guterres não aceitou demitir-se para seguir para a Europa. Mas, dois dias depois, na noite de 16 de Dezembro, demitiu-se quando o seu PS perdeu as câmaras municipais de Lisboa e Porto na eleições autárquicas. E, ao contrário do protocolo, anunciou a demissão antes das declarações de Paulo Portas, o líder do CDS/PP que estava a ser pressionado também para se demitir depois de não ter conseguido fazer a diferença na eleição em Lisboa (era ele o cabeça-de-lista). Se Guterres tivesse falado no fim da noite, após todos os outros, como qualquer grande líder, Portas teria de falar sem conhecimento da decisão de Guterres. Mas, depois do anúncio da demissão do primeiro-ministro do PS, quando Portas apareceu perante as câmaras nessa noite, já não o fez como o candidato derrotado contra Santana Lopes, mas sim como o líder de um partido que, de acordo com as sondagens da altura, poderia ser governo em coligação com o PSD de Durão Barroso caso houvesse eleições antecipadas. E foi isso o que Guterres "ofereceu" ao País naquela noite de 2001. Deu-nos o pântano, deu-nos um Durão Barroso que, dois anos depois, em plena euforia do Euro2004, não hesitou em demitir-se a meio do mandato e a ir "jogar" para a Europa. E foi assim, com Santana pelo meio, com a demissão de Ferro "Casa Pia" Rodrigues, apareceu José Sócrates. E foi assim que viemos parar a este "pântano". Sim Bernardo, escreve lá o livro que bem nos faz falta...

Etiquetas: , ,

20120317

Faz hoje 10 anos...

... que tiveram lugar as eleições legislativas antecipadas de 2002, aquelas que resultaram da demissão de António Guterres e permitiram a chegada ao poder de Durão Barroso.
Não me parece que muitos se tenham lembrado hoje da data redonda do 17 de Março de 2002, mas vejo aí a origem dos actuais problemas políticos. As eleições foram a consequência da demissão antecipada de Guterres que, na noite das eleições autárquicas de Dezembro de 2001, resolveu bater com a porta e deixar-nos no "pântano"...



António Guterres fugiu às suas responsabilidades, pois apesar de não ter maioria parlamentar, tinha reforçado, em 1999, a votação em relação a 1995 e dispunha de um mandato de governo para quatro anos. Mas, optou por fugir. Recordo-me da confusão no PS por causa dessa saída antecipada. Lembro-me de Jaime Gama apresentar a candidatura à liderança do partido...



... e de no dia seguinte dizer que, por motivos pessoais, afinal já não podia...



Com a saída de Jaime Gama apareceu Ferro Rodrigues...



As eleições de há 10 anos não deram a maioria absoluta a Barroso, pelo que teve de fazer uma coligação com o líder do CDS, Paulo Portas. Em Novembro daquele ano de 2002 rebentava o escândalo da Casa Pia, que, em 2003, levaria à prisão preventiva do nº2 de Ferro Rodrigues, Paulo Pedroso. O próprio Ferro Rodrigues não escaparia às suspeitas de pedofilia, contudo, apesar dos ataques, conseguiu uma vitória política para o PS ao vencer as eleições europeias de 13 Junho de 2004, no dia seguinte ao início do Euro2004, no Estádio do Dragão, no Porto, quando Portugal perdeu 2-1 contra a Grécia no jogo de abertura. Durão Barroso aproveitou a distração provocada pela euforia do Euro2004 para, tal como Guterres, sair a meio de um mandato. Foi viver longe daqui, nos salões de Bruxelas e palcos internacionais. Deixou um governo com Santana Lopes e Paulo Portas, mas o Presidente Jorge Sampaio não convocou eleições antecipadas quando podia e isso provocou a demissão de Ferro Rodrigues. Sampaio esperou depois pelas eleições internas no PS, feitas para a vitória de José Sócrates e, antes que este perdesse o "estado de graça", criou um discurso para justificar a demissão da coligação PSD/CDS, apesar da mesma ter a confiança da maioria do Parlamento. E assim chegámos a Sócrates. E assim tivemos quatro anos de maioria absoluta socialista e assim tivemos, no PSD, as lideranças efémeras de Marques Mendes, Luís Filipe Menezes, Manuela Ferreira Leite e, finalmente, quando já se tinha tentado quase tudo no PSD, o antigo "jota" Pedro Passos Coelho. Deste modo, com José "Freeport" "Independente" "BPN" "PEC" Sócrates caído em desgraça, chegámos ao actual governo. Chegámos à actual conjuntura político-financeira. Foram 10 anos de tempo perdido, onde, pelo meio, elegemos e reelegemos o primeiro-ministro que, há 25 anos, ganhou a primeira maioria absoluta do PSD e, apesar de ter tido na mão todos os instrumentos financeiros e a legitimidade política para os aplicar em projectos sólidos com fundos europeus, queimou a agricultura, afundou as pescas, esqueceu o tecido produtivo nacional e promoveu o novo-riquismo, dando-nos o País com o povo que agora temos e que ele tanto critica.
Por isso, nestes 10 anos que hoje se celebram, só tenho uma coisa a dizer: Parabéns a todos!

Etiquetas: , , , ,

20110407

Manifesto-me por Portugal

Só existe um único grande partido em Portugal. Esse partido não se chama PSD, nem PS nem CDS, nem mesmo PPM. Esse partido chama-se AD. Foi a AD que deu a maioria absoluta a Sá Carneiro, em 1979. Sem a AD, foi depois necessário, em 1983, fazer o Bloco Central entre PS e PSD e, sem a AD, Cavaco Silva teve uma maioria relativa na primeira vez que se candidatou a primeiro-ministro, ou seja, em 1985. Foi, contudo, graças ao efeito AD da campanha presidencial do início de 1986, com Freitas do Amaral como candidato do PSD, que, em Junho de 1987, Cavaco Silva conseguiu conquistar sozinho o eleitorado da AD, esvaziando o CDS. Segurou essa maioria na reeleição de 1991, mas o PSD não iria conseguir a repetição com as eleições de 1995, altura em que o PS de Guterres obteve uma maioria relativa, aproveitando a divisão da AD e o desgaste dos meses finais do cavaquismo. Mas, Guterres nunca conseguiu convencer o leitorado da AD e, por isso, nunca teve a maioria absoluta que pretendia nas eleições de 1999. Demitiu-se em finais de 2001. Nas eleições antecipadas de 2002, Durão Barroso não conseguiu a maioria absoluta da AD, pois no CDS Paulo Portas conseguira inverter a “vampirização” do eleitorado centrista e recuperou parte dos votantes da AD para o partido. Contudo, como Barroso e Portas fizeram um acordo pós-eleitoral, nunca conseguiram usar a força plena da AD – sobretudo quando não tinham consigo o pequeno PPM para juntá-los nas diferenças. As eleições antecipadas de 2005 foram ganhas por José Sócrates que conseguiu juntar parte do eleitorado da AD ao seu PS. Afinal, a esquerda sempre criticou a maioria de Sócrates de estar mais próxima das políticas de direita – da AD - do que propriamente da sua área de origem política e social. Em 2009, com todos divididos, a AD não deu maioria absoluta a ninguém. O que vai acontecer nas próximas eleições de 5 de Junho é simples: ninguém vai ter maioria absoluta, pois não há AD. Posso, contudo, arriscar que, graças ao facto do PSD achar que poderá obter a maioria relativa e depois aliar-se ao CDS e repetir o governo de 2002, isso poderá potenciar uma subida do PS durante a campanha eleitoral. O PSD, ao recusar uma aliança pré-eleitoral com o CDS e outros pequenos partidos que, apesar de pequenos na sua expressão eleitoral são grandes nas ideias que defendem para Portugal – caso do PPM -, perdeu o eleitorado da AD. Mesmo que o plano de Coelho dê certo, duvido que aguente mais do que dois anos. Entretanto, o PS vai-se organizar. Vai eleger António Costa e, finalmente, poderá fazer um governo de Bloco Central com o PSD. Nessa altura, o líder será Rui Rio. Está já escrito há muito tempo. Não estou a dizer nada de novo. Manifesto-me, isso, sim, pois não sei se esta última solução será a melhor para Portugal. Este é um País pequeno na sua dimensão geográfica, mas grande em termos de História e de soluções. Basta ser bem gerido, basta não ser despesista e basta incentivar à produção. Basta colocar as leis a funcionar com ética e transparência. Basta de apostar em soluções erradas. Basta.

Etiquetas: , , , , , , , , , , ,

20101022

Duas coisas directamente da caixa de comentários

Sei que tenho andado ausente deste blogue, mas isso não significa que seja por falta de assunto. Infelizmente não. No entanto, o meu tempo tem sido repartido por vários outros assuntos que irão ser notícia antes do fim do ano... Até lá, fiquem com duas coisinhas interessantes, que passam directamente da caixa de comentários para a secção principal. Obrigado aos leitores que as sugeriram. Este blogue é também vosso...



e...

Atheist Ireland, the UK-based National Secular Society, the European Association for Free Thought and Belgium's Secular Action Centre also took part in the two-hour meeting, as well as the masonic Grand Lodges or Grand Orients of eight EU member states: Belgium, France, Germany, Greece, Italy, Luxembourg, Portugal and Romania.

Etiquetas: ,

20100624

Barroso debaixo de fogo

20100616

Hipocrisia denunciada

Não, Rodrigo, não te sintas de esquerda. Isto é a linguagem da verdade. Vem do centro... do coração e da razão... É o que faz cada vez mais falta...

Etiquetas: , ,

20100519

Não é segredo nenhum

Está a ser criado um clima político propício a eleições antecipadas. Isso já não é segredo nenhum: "Se se provar que o Governo ingeriu na comunicação social, nos termos que acabou de referir, eu julgo que o Governo não teria condições para continuar".
A mudança está a ser preparada e tudo depende da prestação da Selecção Nacional no Mundial da África do Sul...

Etiquetas: , , ,

20091226

Contas de Barroso

Há 10 dias, lembrei aqui as palavras de Durão Barroso durante o discurso de encerramento do XXV Congresso do PSD, em Oliveira de Azeméis, a 23 de Maio de 2004 (no vídeo está 23 de Março, mas é engano...), onde o então primeiro-ministro manifestava o seu apoio a António Vitorino para Presidente da Comissão Europeia. Levantei então a hipótese de que Durão Barroso estaria a fazer uma encenação, pois ele é que acabou por ser o escolhido, abrindo assim a porta a uma crise política que provocou a eleição de José Sócrates. Agora, as minhas suspeitas confirmam-se: "Para o presidente do PPE, o momento crucial aconteceu no dia 24 de Maio de 2004, em Lisboa, num almoço com o então Primeiro-ministro português. O político belga tinha como missão encontrar um candidato do PPE à presidência da Comissão Europeia e depois de Barroso ter dito que apoiava Vitorino, Marteens retorquiu que o próprio Barroso seria o melhor candidato e foi já no final da conversa que Barroso admitiu a possibilidade de avançar caso o PPE não conseguisse encontrar mais ninguém. Durão Barroso acompanhou essa disponibilidade de um aviso: se isso fosse tornado público, negaria tudo, conta o antigo Primeiro-ministro belga, em declarações à Renascença".

É claro que sempre se pode dizer que não há contradições, pois a 23 de Maio Durão Barroso defendia a solução Vitorino e foi apenas no dia seguinte que aceitou ser ele próprio considerado como hipótese e, por isso, pediu que não fosse tornado público. Mas - e isto é dito dentro do PSD -, aquele congresso de Oliveira de Azeméis foi então considerado "inútil", a não ser que Durão Barroso estivesse a fazer contas para a sua saída. E isso viu-se agora: Barroso estava mesmo a fazer contas.

Etiquetas: , ,

20091214

Para lembrar como isto começou...

20090917

E daqui a uns anos ainda seremos nós a tê-lo como candidato a Presidente da República*

20090916

Barroso "pirómano"... Esta ainda não tinha ouvido...

20090412

O cão é nosso e que se lixem as promessas!


Parece que Obama já escolheu o cão para as filhas e decidiu-se pelo cão de água português, a quem vão colocar o nome de Bo, em memória do falecido músico Bo Diddley... Ao aceitar receber o cão como oferta do senador Ted Kennedy, esta é mais uma promessa falhada de Obama - visto que o cão deveria ter vindo de um abrigo para animais abandonados. Só que cãezinhos desta raça em canis daquele género... Contudo, como o casal Obama não queria um rafeiro, "limpou" a promessa com uma doação de dinheiro: "The choice of a Portie raised one complication. The Obamas have long said they wanted a rescue dog. But the carefully bred PWDs almost never end up in shelters. Bo had been living with another family, but it wasn't a good fit, so the Kennedys acquired him for the Obamas. As for the rescue pledge, the Obamas came up with a solution intended to lend a serious symbolic note: They're going to make a donation to the D.C. Humane Society"...



Por este pequeno episódio se vê cada vez mais como o Obama da Casa Branca vai ser muito diferente do Obama da campanha eleitoral... E aposto o que quiserem como nenhum jornalista português irá referir essa contradição na promessa, pois aqui o que importa é a mesma lógica que prevalece em relação à recondução de Durão Barroso na presidência da UE: "Povo, o cão é nosso e o resto que se lixe!".

Etiquetas: , ,

20090406

Rostos do passado

Parece que o ex-secretário-geral do PS, ex-Primeiro-Ministro, ex-Presidente da República, ex-eurodeputado e actual presidente da Fundação Mário Soares, Mário Soares, criticou a reeleição de Durão Barroso ao cargo de presidente da Comissão Europeia dizendo, e sem que soasse a ironia, que "é um homem inteligente, mas é um rosto do passado"...
Soares tem toda a razão, pois Barroso há muito que anda na política...



Embora ache parolo defender a reeleição de Durão Barroso apenas porque é português, lembro que até foi a líder do PSD que um dia disse que a eleição de Barroso para a Comissão Europeia só foi boa para ele...



E sobre Soares... Há muito que apontei as suas responsabilidades no passado, reveladora da presente hipocrisia, onde também posso dizer sobre ele que "é um homem inteligente, mas é um rosto do passado"...

Etiquetas: , , , , ,

20090316

Heranças do 16 de Março

Hoje poderia ser feriado em Portugal. Foi a 16 de Março de 1974 que falhou o golpe militar das Caldas da Rainha que iria derrubar o governo do Estado Novo. Falhou porque não houve uma adesão da tropa em número suficiente - a lógica militar diz que não se podem fazer revoluções em dias em que não há tropa nos quartéis e o 16 de Março de 1974 foi numa sexta-feira para sábado. A data que marcaria o sucesso seria o 25 de Abril, se bem que, na verdade, a democracia que hoje temos foi a que resultou do 25 de Novembro de 1975 - mas esse dia não é feriado e ninguém o celebra, pudera...
Depois, há um outro 16 de Março, o de 2003, que não nos enche de orgulho. Podem ver porquê neste meu outro blogue de texto único: O Fim da Democracia...



E, finalmente, soube-se hoje que, Gordon Brown apoia segundo mandato de Durão Barroso e, em El Salvador, vitória da esquerda nas presidenciais reforça eixo chavista na América Latina.
Heranças...

Etiquetas: , , , , ,

20090225

Prontos, agora podem voltar à versão original... ou não?

20090124

Isto anda cada vez mais podre

É triste ter de assistir a um primeiro-ministro a ter de se justificar assim, sabendo que "Ingleses investigam contactos entre Sócrates e representantes do Freeport"...



Mais triste é ainda ninguém ter pedido um inquérito parlamentar, já que o problema do processo de legalização é o de que "semana antes das eleições legislativas de 2002 foi decisiva".
O ex-secretário de Estado do Ambiente Rui Gonçalves, responsável pela emissão da Declaração de Impacte Ambiental sobre o empreendimento Freeport, justificou a celeridade ao dizer que "o processo decorreu durante vários anos, aquilo que se está a olhar é apenas a fase final". Contudo, o rival PSD não poder atirar a primeira pedra e pedir o inquérito parlamentar. Tem os seus telhados de vidro. Basta lembrar que naquela mesma altura também andava a fazer pela vida: "Funcionários da Novodesign referiram à Polícia Judiciária que foi o PSD que pediu que as facturas dos serviços prestados por aquela empresa ao partido fossem emitidas à construtora SOMAGUE".
Ainda acha que podem confiar nestes políticos e neste sistema que os alberga?

Etiquetas: , , , , ,

20081019

Acontece nas melhores famílias

20080515

Bilderberg 2008 foi na Grécia

Segundo parece, a reunião do grupo Bilderberg deste ano foi mais cedo e teve lugar em Vouliagmeni, Grécia, entre os dias 8 de 11 de Maio. Não sei se Francisco Pinto Balsemão participou no encontro, pois ainda não há uma lista dos convidados. Contudo, no dia 9, ele estava em Portugal, uma vez que marcou presença na festa dos 15 anos da revista "Visão", da qual é proprietário. Durão Barroso, por sua vez, também esteve nesse dia em Lisboa, a participar numa cerimónia do Dia da Europa, na Câmara de Lisboa, com José Sócrates e António Costa. Será que no fim viajaram todos juntos para a Grécia?

Etiquetas: , , , ,

20071202

Com os cumprimentos de Sua Majestade

O novo embaixador inglês já chegou a Lisboa. Alexander Ellis é o homem que veio substituir John Buck. De acordo com o curriculum do novo representante do Governo de Sua Majestade em Lisboa vemos que ele é casado com, presumo pelo nome, uma portuguesa de gema. Lisboa também não é uma novidade para o embaixador Alexander Ellis, uma vez que, entre 1992 e 1996, foi o terceiro e, posteriormente, segundo secretário na representação diplomática britânica em Portugal.



As relações que, eventualmente, teve com Durão Barroso, o Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1992 e 1995, terão sido proveitosas, já que Alexander Ellis, com apenas 40 anos (é um dos mais jovens embaixadores do Reino Unido) vem agora para Lisboa depois de ter desempenhado recentemente as funções de conselheiro do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso...
Se já antes tivemos em John Buck um embaixador bastante activo no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, a ponto de ter viajado para o Algarve mal foi dado o alerta, constata-se ainda que uma das primeiras acções de Alexander Ellis foi a de ir apresentar as credenciais nas instalações da Polícia Judiciária de Faro...

Etiquetas: , , , , , , , , ,

20071124

A Paz é porreira, pá

Quando soube hoje da notícia de que "Ramos Horta propõe Durão Barroso para Prémio Nobel da Paz" lembrei-me destas capas do extinto "O Independente" de 1994, altura em que os directores eram Paulo Portas, Miguel Esteves Cardoso e Helena Sanches Osório...




Etiquetas: , , , , , , , , ,