20120709

Em Belém...

20120702

Camarate - o que diz Marcelo

Marcelo Rebelo de Sousa conseguiu afirmar que a Xª Comissão de Camarate, a ser criada em breve, não vai «a reboque» das confissões que já são do conhecimento público desde Abril. Depois, acha que o atentado era apenas contra Adelino Amaro da Costa e não contra Sá Carneiro. E quando diz «acho que a terceira nunca se chegará lá», está certamente a referir-se ao móbil do crime, ou seja o tráfico de armas para o Irão. Assim, para quem souber ler «marcelês», fica já a saber quais as conclusões a que a Xª Comissão tem de chegar...

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20120505

Camarate - "A Verdade não Prescreve", ou será que sim?

No Verão de 1996, a jornalista Inês Serra Lopes lançou o livro "Camarate - A Verdade não Prescreve", uma obra que resultou das investigações que fizera durante o tempo em que trabalhou na TVI ao lado de pessoas como José Ribeiro e Castro e Artur Albarran. O prefácio foi de Marcelo Rebelo de Sousa, então recém-eleito líder do PSD. Na cerimónia esteve, entre outros, o general Soares Carneiro, ex-candidato da AD à Presidência da República, que revelou ter sido avisado com antecedência de que se preparava um atentado contra a sua pessoa durante a campanha eleitoral de 1980. Também o principal suspeito da autoria da bomba de Camarate, José Esteves, marcou presença no lançamento, sendo bastante solicitado pelos jornalistas. Pode-se ainda vislumbrar, em segundo plano, no momento em que a RTP tenta obter mais revelações de José Esteves, os actuais governantes Miguel Relvas e Pedro Passos Coelho...
Entretanto, no programa "Querida Júlia", na SIC, no passado dia 2, a apresentadora Júlia Pinheira e o jornalista Hernâni Carvalho analisaram a carta de Fernando Farinha Simões... Entre os vários aspectos referidos por Hernâni Carvalho, há a história da "Chaimite" que José Esteves comprou ao Estado e estacionou depois à porta de casa. Isso foi em Maio de 1996, e o próprio Hernâni Carvalho, entre outros, fez a reportagem para a RTP... Por fim, após as palavras derrotistas de Hernâni Carvalho no "Querida Júlia" e ainda na sequência do meu apelo aos deputados para que não criem a 10ª Comissão de Camarate, espero que a verdade, finalmente, venha mesmo a prescrever. Para bem de todos nós, não é?

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20120412

Quem és tu?

20110811

O actual ministro dos Negócios Estrangeiros sobre a actual primeira-dama, quando ambos ainda não o eram (mais o Marcelo e a história da Vychisoise)

20091122

Passos Coelho que se cuide!...

20090312

O "Tal&Qual" não fazia "pactos de silêncio"...

Na continuação da denúncia sobre a falta de liberdade no jornalismo, Carlos Narciso lembrou a crónica "Pactos de Silêncio", escrita por Mário Crespo no "Jornal de Notícias" de 29 de Setembro do ano passado. O texto era sobre o escândalo das casas da Câmara de Lisboa. Recorde-se que, por exemplo, a vereadora do PS responsável pela Acção Social da Câmara de Lisboa, Ana Sara Brito, apesar de ter uma reforma de 3350 euros "pagava 146 euros de renda à autarquia por uma casa de duas assoalhadas no centro da cidade, na Rua do Salitre"...
Mário Crespo lembrou que o caso não era novidade. Ele próprio levantara a questão em finais de 1989, quando moderou o debate televisivo entre os candidatos à Câmara de Lisboa. Os candidatos, para quem não sabe, eram Jorge Sampaio (agora ex-Presidente da República), Marcelo Rebelo de Sousa (ex-líder do PSD e agora putativo candidato a Presidente da República) e Hermínio Martinho (ex-líder do PRD, partido fundado por inspiração do ex-Presidente da República Ramalho Eanes e que agora é o partido de extrema-direita PNR).
Mário Crespo lembrou na crónica que "havia advogados, arquitectos, engenheiros, médicos, muitos políticos e jornalistas. Aqui aparecia o nome de personagem proeminente na altura que era chefe de redacção na RTP. A lista discriminava os montantes irrisórios que pagavam pelo arrendamento dos apartamentos topo de gama na Quinta do Lambert". E destacou ainda que "confrontados com esta prova de ilicitude, os candidatos às autárquicas de 1989 prometeram, todos, pôr fim ao abuso". E, já agora, lembre-se que quem então ganhou as eleições foi o ex-Presidente da República Jorge Sampaio.
Escreveu ainda Mário Crespo na sua crónica de 29 de Setembro de 2008: "O desaparecido semanário Tal e Qual foi o único órgão de comunicação que deu seguimento à notícia. Identificou moradores, fotografou o prédio e referiu outras situações de cedência questionável de património camarário a indivíduos que não configuravam nenhum perfil de carência especial. E durante vinte anos não houve consequência desta denúncia pública"...
Peço desculpa aos meu leitores pelo atraso, mas aqui está a cópia do artigo de duas páginas do desaparecido "Tal&Qual" - em cuja redacção aprendi muito durante os oito anos em que lá estive. E, sim, para vergonha da República, já lá então estava a história da vereadora Ana Sara Brito, a 15 de Dezembro de 1989...

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20081217

Ética Republicana? Ou vontade de regressar à Ditadura?

"Sampaio disse ainda que, hoje, 'as democracias estão sobre enorme pressão' e que 'quatro anos podem não chegar para uma boa governação'.

Também Marcelo Rebelo de Sousa admitiu 'querer mais' da democracia. O comentador identificou 'a partidarização da Administração Pública', 'a fraqueza da sociedade civil', 'os vícios do poder local' e a 'educação' como os principais cancros da democracia. Num encontro em que se falou muito de 'liberdade' Marcelo criticou a ERC dizendo que agora, por imposição, está 'habituado a falar 20 minutos'.

As conclusões do debate, ficaram a cargo de Marques Mendes, mas, tal como foi dito pelos presentes, resumem-se na citação de Churchill: 'A democracia é o pior de todos os sistemas, à excepção de todos os outros'


Comentários:

Quando Jorge Sampaio, ex-Presidente da República, se queixa de que "quatro anos podem não chegar para uma boa governação", está a pedir mais do que Manuela Ferreira Leite. É que ela , ao menos, contentava-se com apenas seis meses de ditadura.

Quando o comentador Marcelo Rebelo de Sousa se queixa de que agora só pode falar durante 20 minutos, diga-se-lhe há muitos portugueses que gostariam de ter a oportunidade de, pelo menos uma vez na sua vida, ter um minuto na televisão do Estado para poder dizer ao país o que pensa em vez da ditadura das conversas de família de Marcelo.

Quanto às conclusões de Marques Mendes, acrescente-se que as mesmas são apenas naturais num país onde ainda não há liberdade para se fazer cumprir a democracia.

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