20141004

Open letter to Mr. Oliver Stone who recently visited Portugal and didn’t had the chance to know the following facts about the common history of Portugal and the US

Dear Mr. Oliver Stone, I’ve just read the story about your recent visit to Portugal published in the “Expresso” magazine. Knowing your work “The Untold History of the United States” I thought how ironic it was that your only interview in Portugal was to television SIC and newspaper “Expresso” – both of the same communication group – because they are the best exemple of what’s not told to the Portuguese public about their past and contemporary history.
"Expresso" said that you’ve visited Mário Soares at his home in Vau, Algarve. And you did that because you asked first who the President of Portugal was during the first Gulf War (1990-1991). Well, I don’t know if you were previously informed that a Portuguese President doesn’t have the same executive power as the US President. The power to decide the Government foreign policy and Defense strategy are in the hands of the prime-minister. If you were told that in 1990-1991 the prime-minister was the actual President, Aníbal Cavaco Silva, you bet you could have film material!
Aníbal Cavaco Silva was the Finance minister present on the last meeting with the Portuguese prime-minister Sá Carneiro and Defense minister Amaro da Costa, on December 4, 1980, the day these last two died on a plane crash.
A plane crash that was caused by an explosion on board – a fact only given as proven in 2004.
Nowadays, the Portuguese Parliament is investigating a possible link between their death and an investigation commanded by Sá Carneiro to an ilegal guns deal to Iran before the Reagan/Bush 1980 election. The 1980 “October Surprise” deal. Cavaco Silva had been ordered by Sá Carneiro to investigate a financial flow of ilegal money among the militar in Portugal, but he never carried out the investigation. Instead, after the death of Sá Carneiro he became prime-minister in 1985 and, like Mário Soares, who also was prime-minister before him, Cavaco Silva was submissive to the power in Washington.
That’s why you can find Portugal and the Lisbon airport mentioned as a third country in the Iran-Contra affair. Cavaco Silva is a personal friend of Bush senior, the former CIA director. As a matter of fact, Bush senior was present in the inauguration ceremony of Cavaco Silva as President of Portugal in 2006.
So, the name of the person who was in control of the Portuguese policy during the first Gulf War and who’s also a close friend of Bush senior was then the prime-minister Aníbal Cavaco Silva, now the President of Portugal.
I hope you can come a second time to Portugal. There’s a lot more of an “Untold” history that you would really like to know. Because it’s also your history that’s hidden here, in Portugal. All the best.

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20130418

Frederico D. Carvalho speaking about the international importance of Camarate

20130415

Louçã sabe que eu sei

Francisco Louçã, agora que deixou de ser deputado, começou a dizer coisas que não dizia. Agora, diz o que realmente sabe e pensa ou, em alternativa, tornou-se numa pessoa "irresponsável", adepta de "teorias da conspiração". Explique-se: a minha mais recente obra fala sobre a morte de Sá Carneiro, onde aponto o tráfico de armas para o Irão como o provável móbil para um atentado. Isso está a ser investigado na Assembleia da República, onde fui testemunhar há cerca de um mês. Fiz ver aos deputados da Nação que, em 1980, era proibido vender armas para o Irão, pois havia um embargo internacional devido à crise dos reféns de Teerão. Ainda hoje se suspeita, nos EUA, que o então ex-director da CIA e candidato a vice-Presidente dos EUA, George Bush (pai), teria negociado secretamente, em Paris, durante o fim-de-semana de 18 e 19 de Outubro de 1980, o envio de armas para o Irão de modo a que os iranianos pudessem combater contra o Iraque de Saddam Hussein. A guerra Irão-Iraque começara um mês antes e viria a prolongar-se até 1989. Em troca, os iranianos atrasariam a libertação dos reféns até ao dia das eleições presidenciais nos EUA, que teriam lugar daí a um mês, a 4 de Novembro de 1980. Foi assim que Jimmy Carter não conseguiu ser reeleito e George Bush tornou-se vice-Presidente, depois Presidente e, mais tarde, pai de Presidente (ainda poderá vir a ser avô de Presidente...). Frisei que a morte de Sá Carneiro, a 4 de Dezembro de 1980, ocorreu depois das eleições, mas também antes da libertação dos reféns de Teerão, facto que só veio a acontecer no dia da tomada de posse de Reagan como Presidente, ou seja, no dia 20 de Janeiro de 1981. Falei ainda do negócio do tráfico de armas durante os anos Reagan/Bush e que deram origem ao chamado escândalo "Irangate", que teve ramificações em Portugal. Fiz ainda notar aos deputados da Xª Comissão de Camarate para o facto de George Bush ser muito amigo do actual Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, a ponto de ter sido um dos convidados de honra da tomada de posse de Cavaco em 2006. Era ainda uma amizade que remontava ao ano de 1986, altura do tráfico de armas por Portugal. São factos que mereciam ser debatidos muitos antes de eu ter sido obrigado a escrever o meu livro. Mas, por exemplo, nunca ouvi nada da parte do Bloco de Esquerda sobre estes factos. Se calhar não sabiam de nada. Nunca vi nada escrito por Francisco Louçã sobre estes factos - e, se o fez, lamento mas nunca os vi. Se, entretanto, alguém quiser elucidar-me ou desmentir qualquer acusação de deslealdade intelectual da minha parte, por favor, diga-me e reconhecerei humildemente o erro. Agora, vi que o ex-deputado Francisco Louçã é autor de um livro "Isto é um Assalto" , feito em conjunto com Mariana Mortágua e com ilustrações de Nuno Saraiva. Depois de ter lida uma das Bandas Desenhadas que está na obra, considero que Francisco Louçã, afinal, já sabia tudo aquilo que fui dizer. Porquê? Porque agora eu tenho a certeza que ele sabe o que eu também sei. Ele sabe que Bush pai foi chefe da CIA. Ele sabe que Sá Carneiro morreu em 1980. Ele sabe que havia tráfico de armas para o Irão e que isso passou por Portugal. Ele sabe qual era o banco que servia para esses negócios. E ele sabe que Bush esteve na tomada de posse de Cavaco. Ele sabe isso e muito mais. Mas nunca o disse como deputado. Prefere "esconder" aquilo que sabe numa Banda Desenhada. Nunca se comprometeu, enquanto deputado, pela denúncia ou pela divulgação pública destes factos. Para mim, a BD é uma arte nobre, muito importante do ponto de vista da Comunicação. Mas, para Francisco Louçã, parece ser uma coisa menor, para crianças, onde, aparentemente, pode dizer o que quiser sem risco de dissabores. Pode dizer o que nunca disse no Parlamento. Mas, agora fica aqui o registo que eu sei que ele sabe...











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20121030

De "Argo" a "Camarate"

Vai estrear no próximo dia 8 o mais recente filme realizado e protagonizado por Ben Aflleck, “Argo”. É um filme baseado num artigo da revista “Wired” e produzido por George Clooney. A sinopse diz-nos o seguinte: “Baseado numa história verídica, ‘Argo’, um thriller dramático da Warner Bros. Pictures e GK Films narra a história da operação de risco para resgatar seis Americanos na crise dos reféns no Irão – uma verdade escondida do público durante décadas. Ben Affleck realiza e actua no filme, que está a ser produzido por George Clooney, Grant Heslov e Affleck. A 4 de Novembro de 1979, quando a revolução iraniana atinge o seu ponto de ebulição, militantes invadem a Embaixada dos Estados Unidos da América no Teerão e fazem reféns 52 Americanos. Mas, no meio do caos, seis Americanos conseguem escapar e encontrar refúgio na casa do Embaixador Canadiano. Sabendo que é só uma questão de tempo até os seis serem encontrados e provavelmente mortos, um especialista da CIA chamado Tony Mendez (Affleck) surge com um plano arriscado para fazê-los sair do país em segurança. Um plano tão incrível, digno de um filme”. É com agrado que vejo estrear este filme, pois há ainda uma outra história que o filme não conta e que, para mim, é bem mais interessante. Afinal, e como é que foram depois libertados os 52 reféns? O filme só fala de seis… Ora, essa história ainda está por contar e não acredito que, tão depressa, Hollywood vá fazer um filme sobre o caso. Teria de ser um filme onde iriam falar de um presidente dos EUA, Jimmy Carter, que tentava negociar a libertação dos reféns com os radicais islâmicos do Irão antes das eleições presidenciais, que iriam ter lugar a 4 de Novembro de 1980, ou seja, exactamente um ano após o ataque à embaixada e início da crise dos reféns. O filme teria de falar do problema que Jimmy Carter enfrentava, pois tentava libertar os reféns antes das eleições e garantir a reeleição. Mas, do lado dos Republicanos, estavam o ex-actor e ex-governador da Califórnia, Ronald Reagan e ainda um ex-chefe da CIA, George Bush. E houve encontros secretos em Madrid e Paris, entre membros da campanha Reagan/Bush e iranianos para negociarem a não libertação dos reféns antes da ida dos americanos às mesas de voto, pois assim iriam conseguir evitar que Jimmy Carter pudesse ter a sua “Surpresa de Outubro” e vencer as eleições. E, para garantir essa não libertação, os iranianos receberam armas de forma ilegal, furando o embargo internacional. Armas que teriam passado por Portugal, num negócio perigoso e que esteve na origem da morte do primeiro-ministro português e do ministro da Defesa, a 4 de Dezembro de 1980, num atentado contra o avião onde ambos seguiam e que ficou conhecido como Camarate. E, finalmente, a 20 de Janeiro de 1981, após a tomada de posse de Reagan e ao fim de 444 dias de cativeiro, os reféns de Teerão foram libertados. E o mundo nunca mais foi o mesmo… Mas, esta história Hollywood não conta. Talvez agora, graças ao filme, os jornalistas se lembrem dela…

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20110910

Pequena história em grandes imagens

20101112

Navegar ao sabor da corrente...

O "DN" descobriu a pólvora: "Senhorio de Nobre esteve preso por tráfico de armas". O diário chegou a esta conclusão porque terá feito uma busca na Internet e depois consulou o seu próprio arquivo, onde encontrou a primeira notícia do caso, publicada em Janeiro de 85. Não consta do texto agora publicado uma única declaração actual do visado, Moisés Broder. Nem consta a informação de que tenha sido contactado para a prestar, o que nos deixa algo preocupados sobre a qualidade do jornalismo ali praticado. Se o "DN" desejar saber mais sobre o tráfico de armas de Portugal para o Irão, poderá continuar a consultar nos seus arquivos o final de 86 e início de 87. Fala-se aí muito sobre o papel de Cavaco Silva e de George Bush (pai) nesses mesmos negócios... Seria bom ver algum jornalismo em vez de andarem a navegar ao sabor da corrente...

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20100610

Livres e independentes

20100506

"Estúpido"

20080710

De volta a Paris, em 1980

Tenho amigos que me dizem que já ninguém quer saber do que se passou em 1980. Concordo que é bem mais importante olhar para o futuro, mas seria um crime suprimir da memória colectiva parte da história quando a vida actual sofre de idênticos problemas: crise energética, pânico, Irão e luta nas presidenciais norte-americanas. O vídeo que podem ver a seguir lembra a polémica do "October Surprise", o alegado negócio com iranianos levado a cabo, em 1980, pela campanha presidencial republicana, Reagan/Bush, em Paris, com o objectivo de garantir a não libertação dos 52 norte-americanos reféns em Teerão antes das eleições norte-americanas de Novembro daquele ano e, desse modo, "roubar" o a reeleição para a Casa Branca do então presidente Jimmy Carter. Datam daí as concessões norte-americanas que, ainda hoje, influenciam o equilíbrio político no Médio-Oriente e nos conduzem ao actual estado de terror e crise que se vive no mundo ocidental. Vejam como George Bush (pai) desmente que alguma vez tivesse estado em Paris, vejam como o ex-presidente do Irão, Bani-Sadr, conta como só Bush (ex-chefe da CIA) poderia ter feito aquele negócio. Vejam e, já agora, vejam se aprendem algo. Eu não aprendi nada, pois se tivesse, sinal disso seria estar aqui a falar do novo telemóvel iPhone em vez de vos dar a conhecer informações que, conforme consta do texto do vídeo, têm sido "cemitério de jornalistas"...

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20071206

Noite eleitoral norte-americana de 4 de Novembro de 1980 - Um mês antes de Camarate

Parte 1



Parte 2



Parte 3 (Ouçam aqui Walter Conkrite a falar sobre Kissinger e a crise dos reféns)

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A América desde o ano em que morreu F. Sá Carneiro

Anúncios da campanha eleitoral de Jimmy Carter em 1980, contra Ronald Reagan e George Bush...





União Reagan/Bush



Al Gore, em 1992, critica os falhanços de Bush na guerra ao terrorismo iraquiano...



O que ele quer mesmo é uma Nova Ordem Mundial...

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20070812

Assim começou o Watergate...

Recomendo uma ida ao cinema para verem este filme. Fiquem atentos a um "piscar de olho": a dada altura do filme vemos um discurso do Presidente Nixon onde ele se refere com entusiasmo à candidatura ao senado de... George Bush (pai). Clifford Irving foi o escritor que inspirou esta história - o filme é apenas uma interpretação fictícia dos acontecimentos, pois a verdade foi muito mais extraordinária...

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20070408

Famosos discursos políticos...