20100528

Registe-se...

20100415

Comunicado

William Fisher

O telefone da secretária do Dr. William Fisher: (+1) 617-495-3097

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20100414

Para já, só posso dizer uma coisa:

Está no arquivo de Outubro de 2006.

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20081219

Nada se cria

20081021

Solidário com o Miguel

Estou solidário com o Miguel Sousa Tavares que viu a sua casa ser assaltada, tendo-lhe sido levado o computador portátil que continha "um ano de trabalho". Também eu uma vez fiquei sem computador - e máquina fotográfica e Ipod e documentos e casaco de couro (caro) - apenas porque deixei tudo isso dentro de um carro durante meia-hora com uma placa a dizer "assaltem-no, por favor"... Por isso, Miguel, esquecendo aquilo que nos desune, o meu abraço de solidariedade... Mas, ao contrário do Miguel, não perdi "um ano de trabalho". Cada vez que escrevo o capítulo de um livro faço cópia para uma caneta digital - a vulgar "pen" - e tenho o cuidado de não a deixar junto do computador ou na pasta do mesmo, não vá dar-se o caso de ser roubado ou o computador dar o berro (acontece também, não são só assaltos, sabes?). Tenho ainda duas contas de e-mail e assim transfiro os documentos entre elas, o que significa que possuo um arquivo virtual que, inclusive, posso aceder em todo o mundo onde haja Internet - é claro que os "piratas" podem ler aos meus textos, mas se são originais e foram escritos precisamente para um dia virem a ser lidos por todos os interessados, até me sentiria lisonjeado em ser alvo de um ataque informático...

P.S. Já agora Miguel, uma das pistas que a polícia poderia seguir para sacar o coelho da cartola em relação ao roubo do teu computador seria apurar quem fez as negociatas da frente ribeirinha do Tejo e que, ao contrário do Mário Soares, não gostou do texto que escreveste na edição do "Expresso" deste sábado. É apenas um palpite, vale o que vale...

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20080205

Triste, muito triste

Quero aqui afirmar e garantir que não fiquei contente com a mais recente polémica envolvendo Miguel Sousa Tavares... Apesar de ter ainda em tribunal um processo da parte dele contra este blogue, digo que tudo isto me entristece. E muito.

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20080128

Nunca se esqueçam do 11 de Fevereiro

20071203

Tentou-se

Quero, mais uma vez, esclarecer que não tenho nada contra o Sr. Tavares. Ele é que tem contra mim...

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20071125

Invejosos, é o que são...

Peço aos meus leitores que não façam deste blog um depósito de queixas contra os livros do Sr. Tavares. Não sou nenhum polícia da literatura. Por isso, quando alguém me diz que o início do "Rio das Flores" é muito parecido com o único e bem conhecido início de "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, isso é pura inveja. Comparem e confirmem que não há qualquer semelhança:

O livro do Sr. García Márquez começa assim:

"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo. Todos os anos, pelo mês de março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos".

O livro do Sr. Tavares começa assim...

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20071124

Também não era preciso bater tanto...

Hoje vale a pena comprar o "Público" e guardá-lo: Vasco Pulido Valente analisa "Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares...

"(...) O uso das fontes e 'peças de jornalismo'

Para além das 'meditações' sobre política (sob forma de polémica ou não), Sousa Tavares precisa de 'encher' o romance, de o 'enchumaçar'. Para isso, usa fontes. Na história, como na ficção histórica, as fontes devem servir para suportar uma narrativa ou um argumento, esclarecer um ponto obscuro, excepcionalmente para uma descrição com valor alegórico, metafórico, simbólico, analítico ou dramático. Nunca devem servir para uma simples paráfrase ou como uma espécie de reservatório de elementos decorativos, para dar 'cor' a um episódio, à maneira do jornalismo de 'revista'. Infelizmente, é assim que Sousa Tavares sistematicamente as usa. Há passagens que quem se deu ao trabalho de ler a bibliografia percebe muitas vezes donde foram 'tiradas'. Segue uma lista:
1.º Uma tourada em Sevilha. Sousa Tavares não estava com atenção quando 'estudou' a fonte e confunde a capa (ou capote) com a muleta. Daí em diante é o puro disparate.
2.º História abreviada do Palácio Real de Estremoz.
3.º Descrições de vários automóveis.
4.º Descrição do voo de um Zeppelin sobre Lisboa.
5.º Opiniões do embaixador inglês (em 1929) e do sr. R.A. Gallop sobre os portugueses.
6.º Breve história do restaurante Tavares Rico.
7.º O cinema em Lisboa no princípio dos anos 30.
8.º Descrição dos efeitos da crise de 1929 em Portugal.
9.º Descrição de um Zeppelin.
10.º Descrição e história do hotel Copacabana Palace.
11.º Nova descrição de hotéis e de alguns cafés frequentados por intelectuais no Rio.
12.º Preparativos para a Exposição do Mundo Português e obras da referida Exposição.
13.º Economia do café no Brasil.
14.º Descrição e história da fazenda Águas Claras.
15.º Diatribe contra intelectuais brasileiros que colaboram com Getúlio Vargas.
16.º Algumas notas sobre a família Werneck.
17.º Descrição e história da cidade de Vassouras.
18.º Descrição da querela entre Salazar e Armindo Monteiro.
19.º História da demissão do vice-cônsul de Portugal em Vichy (depois de preso pela Gestapo), recomendada por um terceiro secretário de embaixada, Emílio Patrício.
A maior parte destas digressões não tem qualquer função na narrativa: não passa de um ornamento 'colado' à narrativa. E a pequena parte que tem uma função podia ter sido reduzida a uma frase ou a meia dúzia de linhas. Sousa Tavares não diz nada indirectamente: não sugere, não insinua, não omite. Não escreve como quem escreve um romance, escreve como quem escreve um relatório: directamente, com a mesma luz branca e monótona para tudo.
Lendo o 'Rio das Flores', uma pessoa sente claramente quando entrou a 'ficha' (de informação) sobre isto ou sobre aquilo. E o peso das fichas torna o livro pueril como um 'trabalho de casa'. Mas também o desequilibra. A interminável quantidade de páginas sobre, por exemplo, os Zeppelin, a política brasileira (em que Diogo não participa) ou as belezas de Vassouras são meras curiosidades, que estão ali porque estão, e atenuam ou dissolvem a já fraca intensidade do romance.

Comida

No 'Rio das Flores' há 17 descrições de comida. Dessas 17 só quatro ou cinco (e com muito boa vontade) se justificam".

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20071110

Não é perseguição...

20071025

Fiesta!



"Se acabaron los toros!".

"- Ahora, Juan, ya sólo te queda morir en la plaza.
- Se hará lo que se pueda, don Ramón, se hará lo que se pueda"
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P.S. O concurso SMS já não está em vigor, mas o primeiro leitor a mandar-me um e-mail para este blogue com a resposta correcta à mesma pergunta eu ofereço-lhe um exemplar do meu próximo livro...

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20071020

Quando ele ainda fazia perguntas

Quero aqui esclarecer, mais uma vez, que nada de pessoal me move contra o sr. Tavares. Aliás, devo dizer que foi graças ao exemplo dele que decidi entrar no jornalismo. Era um jornalista frontal, directo, acutilante, informado, educado e com cultura. E fazia perguntas que poucos ousavam fazer...



Agora, o sr. Tavares já não faz as mesmas perguntas...



Para isso, tem de ser aqui o Frederico Duarte Carvalho - sem metade dos amigos importantes do senhor Tavares - a dizer aquilo que, afinal, o sr. Tavares sabe mas nunca nos disse...

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O novo livro do sr. Tavares



Sinto que não posso escrever sobre o sr. Tavares (que lança no fim do mês o mais recente romance, "Rio das Flores") porque ele colocou-me um processo em tribunal por causa de um artigo que escrevi para a "Focus" sobre a questão de plágio do "Equador" e que também aborda este blogue. Por isso, aqui fica o sr. Tavares através das palavras do próprio sr. Tavares na entrevista de hoje ao "Expresso" com o título "Finalmente estou a tornar-me um escritor".

"Gostei imenso do primeiro título, que era 'Uma Vida Inteira'. Tinha-o registado e quando já estava adquirido descobrimos que o Miguel Esteves Cardoso escreveu um romance há dez anos chamado 'A Vida Inteira'".

" - Foi a todos os sítios que estão no livro?
- Não fui a Berlim, em 1936. Adorava ter ido. Faz-me lembrar uma coisa que o Chico Buarque me disse uma vez. Estava a falar-lhe do Budapeste, que achava extraordinário como alguém conseguia escrever sobre uma cidade onde nunca esteve. Disse-lhe que para escrever sobre um sítio tenho de lá ter estado. E ele respondeu assim: 'Engraçado, você esteve em África em 1900 para escrever Equador' (risos)".

"Há uma passagem no livro em que conto que na primeira noite que o Diogo dorme numa fazenda, ele está de janela aberta e vê-se um bocado de Lua, até que há um pássaro que pousa no parapeito. Isso aconteceu-me realmente. E achei fascinante estar a adormecer a ver a Lua através da janela, com um pássaro a parar e olhar para dentro do quarto como que a dizer: quem és tu"?

" - O protagonista do livro, Diogo Flores, tem também essa sua necessidade. Andámos à procura do Miguel Sousa Tavares na personagem principal.
- Se procuraram, não é nenhum elogio. Eu comecei por querer que o Diogo fosse uma personagem simpática e no fim do livro não gosto dele.
- E, portanto, não se revê nessa atitude?
- Não, não me revejo (risos). Por isso é que estava a dizer que, se o quiserem comparar comigo, não é nenhum elogio. Digamos que o Diogo é uma personagem que começou bem mas que cresceu mal ao longo da história. Se tivermos em conta que o tinha projectado para ser uma personagem simpática e atraente, acho que sim. Tudo esmiuçado, ele não é um grande caracter, como dizem os ingleses".

(Esta é sobre o Euro 2004 e concordo a 100 por cento!)
"- Mas achou que havia um aproveitamento e um sentimento demasiado nacionalista?
- Em termos colectivo, havia. Eu, que escrevo no jornal A Bola todas as semanas, como não alinhei nisso, às tantas já era anti-patriota. Porque dizia que não percebia porque de repente andávamos todos de bandeirinha à janela de casa e no carro. Era uma coisa ridícula. Amar a pátria não tem nada a ver com isso. Começa, por exemplo, por pagar os impostos. Gostava de saber quantos dos que andaram de bandeirinha pagaram os todos os seus impostos".

(Contudo, depois desta, temo o pior...)
" - Mas qual é a sua rotina de escrita?
- Só não escrevi aos fins-de-semana. Começo a escrever a seguir ao almoço e depois vai até parar. Às vezes pára às cinco da manhã. Isso significa que janto num quarto de hora e apenas vejo os telejornais, por dever de ofício. Mas escrevo devagar. Posso estar ali dez horas e escrever uma página. Pode acontecer-me o contrário, mas nunca consigo escrever mais do que 12 por dia. É o meu limite absoluto. Não consigo. Depois, quando é um livro baseado em documentação, como este, a escrita é muito mais lenta, porque tenho de tomar notas de tudo o que li. Tenho de ter essas notas ao lado do meu computador e estou constantemente a lá ir. Para datas, locais, nomes. Se for uma cena puramente romanceada, que não tenha suporte documental nenhum, é mais rápido, sobretudo se eu tiver pensado nela antes. Acredito naquela máxima do Picasso: 'Espero que quando a inspiração chegar me encontre acordado'".

"Se eu quiser vender meio milhão de exemplares amanhã, sei o que faço. Palavra que sei.
- O que é que faz?
- É fácil de imaginar. Faço uma literatura light e erótica, melhor do que a que existe. E vendo meio milhão de exemplares tranquilamente".

" - O próprio primeiro-ministro tentou convencê-lo a ir para a RTP?
- O próprio primeiro-ministro. Um convite para director-geral da RTP. E eu dei-lhe uma resposta que, passados uns anos, o Sócrates, já como primeiro-ministro, me fez recordar: 'Eu faço as três coisas que mais gosto na vida, ler, escrever e pensar e ainda me pagam bem por isso. Porque é que eu hei-de ir para a RTP?' E ele diz que ficou com uma inveja profunda e o Guterres também, que lhe terá dito: 'Nem vale a pena pedir-lhe para pensar oito dias'".

" - Está preparado para a crítica do Vasco Pulido Valente?
- O Vasco Pulido Valente arrasou o Equador sem o ter lido. Dizia que era exotismo, culinária e erotismo. E, passados uns tempos, estive com um amigo comum que me disse: 'Sabes que o Vasco não tinha lido o teu livro e eu insisti, 'ó Vasco, mas lê o livro' e o Vasco, 'não, é uma merda''. Até que um dia ele disse que o livro até não era mau. Foi-me contado assim e eu acredito na fonte. Eu sou grande admirador do Vasco. Costumo dizer a brincar que, de facto, só há duas coisas que precisavam ser subsidiadas no país: a agricultura e o Vasco Pulido Valente. A agricultura porque, se não, o país desequilibra-se e tombamos ao mar; e o Vasco Pulido Valente porque aquele pessimismo é necessário. A mim faz-me falta. Eu leio o Vasco e digo: 'Também não é assim tão mau!' (risos) Com o seu pessimismo militante, o Vasco contribui para o optimismo de muita gente. Ele escreve maravilhosamente, tem talento e é engraçadíssimo. Agora, só conhece dois países no mundo: Oxford e o Gambrinus. Acho pouco".

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20070414

E se alguém escrever verdades sobre ele, o que é que ele faz?

20061031

A reportagem que faltava

Muito modestamente, permitam-me assinalar o facto da revista "Focus" publicar hoje a reportagem que faltava sobre a polémica entre os livros "Equador" e "Esta Noite a Liberdade". Finalmente, a comparação entre os parágrafos da polémica para que os leitores possam ter todos os dados na mão!


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20061025

E este meu blog não é anónimo...