20061104

Coisas que não se esquecem

Ponto prévio: Que fique bem claro que não faço nenhuma "perseguição" nem pretendo entrar em "campanhas", mas tenho mesmo de dizer que a crónica de Miguel Sousa Tavares no "Expresso" de hoje deve ser rectificada. Sobretudo quando se trata de uma pessoa que, na altura em que comecei a interessar-me pelo jornalismo, era um das minhas referências.

Vamos então aos factos: Miguel Sousa Tavares começa por dizer que visitou os EUA pela primeira em 1976. Não parece haver dúvidas em relação a isso, visto que, conforme acrescentou, tal visita teve lugar no ano do "Bicentennial". A América estava em festa. É um marco pessoal que não se esquece e que, de facto, aconteceu em 1976...



Estava eu a ler tranquilamente o artigo quando encravei nisto:



... ora, toda a gente sabe (entre aqueles que é suposto saber), que Richard Nixon se demitiu em Agosto de 1974. Foi dois anos antes da viagem de Miguel Sousa Tavares aos EUA... Aquilo que ele provavelmente assistiu na televisão foram debates sobre a investigação à CIA pela Comissão Church. Faz toda a diferença, sobretudo se formos a ver que Bush pai era chefe da CIA em 1976 e qual será a razão pela qual Jimmy Carter não foi reeleito em 1980.
Mas isso, meus senhores, é agora para outros jornalistas. Este já está bem reformadinho...

P.S.

Outra coisa... Mas quem é o "Ali Burton"?!?!?! Será uma mistura entre Muhammad Ali e Richard Burton?



Com certeza que ele queria aludir a esta empresa...
Alguém o deve estar a boicotar lá no "Expresso".
Só pode.

9 Comentários:

Anonymous Anónimo disse...

Chefe da CIA em 1974: William E. Colby

04 novembro, 2006  
Anonymous Anónimo disse...

Honorable Donald H. Rumsfeld, Friend of Portugal

04 novembro, 2006  
Blogger ck disse...

Ó Amigo FDC,
Connosco, campanhas... só alegres.

05 novembro, 2006  
Blogger josé disse...

Desta vez são apenas duas calinadas.

Da última que contei e sobre assuntos de justiça, eram cinco. Graves.

Não entendo como este tipo tem coragem de escrever assim, asneirar e continuar como se nada fosse.

E subscrevo a declaração de interesses: escever isto não significa perseguição. Significa apenas fazer aquilo que o tipo faz sempre que é criticar.

05 novembro, 2006  
Anonymous Paulo Almeida disse...

As referências já não são o que eram! Acho também que a memória de MST também já não é o que era. Lamentável. Caro FDC, continue este excelente blog. E já agora, onde podemos ler o seu trabalho, depois de ter deixado o T&Q? Na Focus? Com que periodicidade?
O escriba

05 novembro, 2006  
Anonymous Anónimo disse...

As referências já não são o que eram! Acho também que a memória de MST também já não é o que era. Lamentável. Caro FDC, continue este excelente blog. E já agora, onde podemos ler o seu trabalho, depois de ter deixado o T&Q? Na Focus? Com que periodicidade?
O escriba

05 novembro, 2006  
Anonymous Anónimo disse...

Lamentável: dois comentários iguais,um assinado, outro com pseudónimo. A internet já não é o que era.

05 novembro, 2006  
Blogger para mim disse...

Por acaso teve piada... Ó Paulo, qual dois dois queres que eu tire?!... E já agora, a Focus é semanal e eu sou o editor de política. Enquanto aquilo funcionar, todas as semanas podes ler a minha crónica "Animal Político". É o que somos todos...

06 novembro, 2006  
Blogger josé disse...

Comprei a Focus. Além do artigo sobre o Equador e mesmo ao lado trazia um outro sobre o "envelope 9", com largas menções oa jornalista que o publicitou no 24 Horas e com afirmações que mostram apenas a versão do mesmo que é infamante para quem investigou e mereceria outro tratamento jornalístico.

Eu apenas pergunto: os jornalistas da Focus são pessoas inteligentes.
Então, porque é que tomam os leitores por parvos, nesse caso concreto?!

07 novembro, 2006  

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