20140704

Os dinheiros da CIA para o PS

Chamaram-me há dias a atenção para uma reportagem da televisão holandesa, feita no anos passado, sobre o financiamento do PS por parte da CIA no pós-25 de Abril. Não é que o tema seja novidade ou segredo, mas esta reportagem tem testemunhos inéditos que confirmam aquilo que, até hoje, se falava como uma mera hipótese sem grande importância. Não. Foi uma coisa em grande. Há um holandês, Harry van der Bergh, que confirma ter servido de "correio" desse dinheiro e ainda uma alta individualidade norte-americana, Arthur Hartman, que afirma que o dinheiro era mesmo da CIA e está convencido de que Mário Soares sabia de onde vinha o dinheiro e houve ainda a preocupação de não o envolver directamente no esquema. Aliás, o nosso ex-Presidente da República e antigo líder do PS é também entrevistado para a reportagem da tv da Holanda. E diz: "No meio de uma revolução, quem quer saber se o dinheiro que recebe de fora é legal ou ilegal?". Pois, é verdade, quem quer saber? Por isso é que ninguém nos leva a sério no resto da Europa e mundo. A reportagem está, obviamente, na sua maior parte, em holandês. Aliás, se alguém puder dar-se ao trabalho de traduzir as declarações do "correio" holandês para português e depois partilhar aqui, ficaria imensamente grato. Há ainda uma testemunha alemã, que não compreendo tudo o que diz e, de igual modo, gostaria de ler uma tradução fiel. O que está em inglês e francês é mais acessível. Não esquecer ainda que esta reportagem confirma muito do que se disse aqui. Para ver a reportagem, ir aqui.

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20140603

Bilderberg 2014 - Álbum de recordações

20140424

Sim, houve mortos no 25 de Abril de 1974





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20140218

E nesta quinta-feira... Figueira da Foz...

20140211

Hotel Bilderberg, reunião aberta ao público

Apareçam.


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20140122

Recordações de Sitges

Foi em Junho de 2010, mais precisamente, no domingo, 6 de Junho de 2010, que o então ministro das Finanças de Portugal, Teixeira dos Santos, foi fotografado à saída do hotel Dulce, em Sitges, cidade balnear a poucos quilómetros de Barcelona, Espanha.
O ministro estava no hotel desde sexta-feira à noite - faltou inclusive a um debate na Assembleia da República para ir para Espanha. Não foi passar nenhum fim-de-semana romântico em escapadinha privada. Não. Estava lá na qualidade de ministro das Finanças, ao serviço do povo de Portugal para participar no encontro anual do Grupo Bilderberg, aqueles que reúnem os "Donos do Mundo" com os políticos preferidos e depois não permitem que os convidados falem das discussões com a Imprensa. E a Imprensa acha isso "normal" e até "folclórico". Na reunião do ano passado estiveram, por exemplo, António José Seguro e Paulo Portas. Este último, antes da demissão "irrevogável", antes de ser feito vice-primeiro-ministro... Recordo agora a viagem de Teixeira dos Santos porque a mesma aconteceu no mesmo mês em que, soube-se recentemente, o comissário europeu dos Assuntos Económicos, o finlandês Olli Rehn, rejeitou a ideia de que a Europa reagiu tarde no apoio a Portugal e defendeu que houve uma "reacção nacional tardia", pois o Governo de Sócrates só agiu quando já estava "encostado à parede". E contou que chegou a discutir esse programa com o nosso ministro em... Junho de 2010. Ou seja, depois da estadia de Teixeira dos Santos em Sitges. De acordo com as notícias dessa altura, vemos que, a 16 de Junho de 2010, dez dias após a reunião do Grupo Bilderberg, Olli Rehn é citado a dizer o seguinte sobre Portugal: "Os objectivos orçamentais actuais, incluindo os objectivos revistos de Espanha e de Portugal, parecem garantir uma posição global orçamental adequada para a UE, mas há uma evidente necessidade de avançar com mais força com a agenda estrutural". Portugal resistia a pedir ajuda económica, facto que só veio a acontecer, finalmente, a 6 de Abril de 2011, quando Teixeira dos Santos reconheceu que Portugal deveria pedir ajuda externa. aliás, vale a pena recordar esse dia nas palavras dos jornalistas que serviram de "pombo-correio" ao ministro: ver aqui o vídeo. Em resposta, Teixeira dos Santos veio agora dizer que Olli Rhen, que, por acaso também é um dos políticos que já esteve numa das reuniões do Grupo Bilderberg (Turquia, 2007), está agora a "defender a sua dama". São todos bons rapazes, mas, no entretanto, houve aqui alguém que fez muito dinheiro. A conta de hotel daquele fim-de-semana em Sitges não deve ter sido nada barata para o bolso dos portugueses. E hoje, o Nuno Carregueiro, no "Jornal de Negócios", escreveu isto: "Quem investiu na dívida portuguesa no final de 2011 e manteve até hoje os títulos em carteira, só pode estar bastante satisfeito com a aposta (de risco) que efectuou. Em 2012, tendo em conta todos os mercados mundiais desenvolvidos, as obrigações soberanas portuguesas foram as que deram maior retorno aos investidores". Deve ser esse o preço do fim-de-semana de Teixeira dos Santos na reunião de Bilderberg de 2010.

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20140113

Sócrates e as críticas ao Goldman Sachs

Para também não virem depois dizer que só me "preocupo" em "atacar" José Sócrates com esta coisa sem importância do jogo Portugal-Coreia do Norte - e é verdade que não tem importância o caso em si, pois o que sempre me interessou foi realçar como um exemplo prático, fácil de apreender, e que serve para demonstrar o que não acontece em outros casos bem mais graves e importantes que nem sequer chegam a ser conhecidos devido à falência do jornalismo -, destaco outras palavras de Sócrates, ontem à noite, na RTP. Ele criticou a Goldman Sachs. Sim, é algo que um homem de esquerda faria naturalmente. Mas, agora, quando ouvirem as suas palavras, tenham em mente algo que a jornalista Cristina Esteves provavelmente não sabia: Em 2004, há 10 anos apenas, José Sócrates, quando era um simples deputado socialista, foi convidado por Balsemão para participar no encontro anual do Clube Bilderberg. Entre outros, estavam lá também o então o comissário europeu Mario Monti, pessoa que José Luís Arnaut vai substituir na Goldman Sachs. E estava ainda o actual presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, que era nessa altura vice-presidente da... Goldman Sachs. Pensem nisso e agora ouçam e digam lá se isto não um Portugal-Coreia do Norte outra vez... http://youtu.be/3fHMp_ph9Oc

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Sócrates e a falência do jornalismo

Fui criticado por "atacar" o ex-primeiro-ministro José Sócrates ao apontar um alegado engano da sua parte quando, na semana passada, relatou no espaço semanal da RTP uma memória de infância relacionada com o jogo do Mundial de 1966, Portugal-Coreia do Norte. Disse ele então que saiu de casa quando Portugal perdia por 3-0 e, acaminho da escola, ia ouvindo pelas ruas da Covilhã os golos até que, quando chegou à escola, foi uma explosão de alegria com a vitória de Portugal. Apontei então o facto do jogo ter sido num sábado e que que poderia dar-se o caso de não haver aulas. Muitas críticas vieram reclamar que ao sábado havia aulas - embora o jogo tivesse começado às 15 horas e, mesmo com aulas ao sábado, estas, normalmente, acabavam à hora do almoço - havendo ainda o facto de ser férias de Verão: o jogo foi a 23 de Julho. Enfim, ontem à noite, novamente na RTP, Sócrates garantiu que disse que ia para a escola para jogar futebol com os amigos. E a jornalista Cristina Esteves não o interpelou e não disse que isso era um engano - para não dizer mentira - já que, nas declarações que estão gravadas, o ex-primeiro-ministro nunca explica o que o levou a ter de ir para a escola naquele sábado, a meio do jogo. É verdade que ele também nunca disse que ia para a escola porque tinha de ir para as aulas. Mas, se teve de sair de casa a meio de um jogo onde Portugal estava a perder, então isso deveu-se ao facto de que era obrigado a ter de sair de casa para ir para a escola - pelo que a possibilidade de ter aulas era a mais óbvia - ou então não acreditava na reviravolta de Portugal e foi jogar à bola. E não o quis dizer ou esqueceu-se de dizer que era para jogar à bola. Mas, se há uma semana houve um lapso de memória com quase 50 anos de distância, esta semana houve um segundo lapso de memória com apenas uma semana de distância. No entanto, a culpa nem é de Sócrates: é dos jornalistas que o deixam enganar-se ao vivo e, depois, somos nós todos, asociedade, que acaba vítima dos enganos pelos políticos que os jornalistas deixam passar.

O vídeo do engano de ontem que a jornalista deixou passar... http://youtu.be/g7JYZe5xMiA

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20140109

Foi à escola, sem sacola

Afinal, não havia aulas ao sábado. Mas Sócrates foi à escola, sem a sacola, pois foi jogar à bola. Quem o diz, é Jorge Patrão, pessoa que, mais tarde, levou Sócrates para o PS. Tudo na mesma escola, portanto. Sim. E eu sou um jornalista muito mau...


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20140107

Eusébio e Sócrates

Que Eusébio não fosse um pensador, como disse esse pensador Mário Soares, é uma opinião. Agora, em relação aos factos, temos um problema quando ouvimos Sócrates, outro pensador. Ele diz que se lembra de caminhar para a escola a ouvir os golos de Eusébio. E diz que isto foi num  momento muito específico: durante o célebre jogo do Mundial de 1966 contra a Coreia do Norte. Ora, várias questões se levantam quando um político fala e pensa. Daí que o trabalho dos jornalistas seja o de verificar a veracidade dos factos. Não é dizer que ele mente ou que se engana nos factos. Mas, trata-se de pensar naquilo que ele diz. Assim, Sócrates diz, por outras palavras, que, no sábado, dia 23 de Julho de 1966, pelas 15 horas - data e hora do jogo entre Portugal e a Coreia do Norte -, ele foi à escola. E era Verão, quando muita gente já estaria de férias. Ele tinha então 8 anos, portanto, é possível que a memória não seja bem esta. Mas, agora, pensem noutras coisas que um político diz e garante serem verdade. Por isso, olhem e observem - não basta olhar apenas - para os movimentos do corpo e as palavras... http://youtu.be/rbPamN_o1F0

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20131224

Feliz Natal! Lembrem-se de Jesus...

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20131211

"O Terceiro Bispo", sexta-feira, no Porto

Espero-vos. Obrigado.


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20131204

Porque hoje é 4 de Dezembro

Vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas, pois mais vale 33 anos de atraso do que nunca. O primeiro-ministro Sá Carneiro não desistiu à última hora das reservas do voo da TAP, como veio na primeira página do semanário "O Jornal" no dia seguinte a Camarate. Estas reservas existiam sim, mas apenas como cautela caso o mau tempo de Dezembro não permitisse que o avião privado Cessna pudesse descolar. Logo, é falsa a informação na primeira página daquele jornal. Não que os jornalistas de então tenham mentido de propósito, mas foram induzidos em erro. Conceição Monteiro, assessora de Sá Carneiro ajudou a propagandear esta informação como sendo a maneira mais correcta de interpretar algo que, não sendo propriamente uma mentira, também não era exactamente a verdade que depois se construiu. Da mesma forma, uma semana depois, quando o semanário "Expresso" revelou que, pouco antes do Cessna fatídico descolar, Sá Carneiro perguntou pelas reservas na TAP, este é um facto verdadeiro, mas esconde um outro dado que ficou de fora e dá igualmente uma imagem diferente. Sim, Sá Carneiro perguntou pelo avião da TAP, mas porque desconhecia que, ao lado do Cessna, estava um outro aparelho Cessna, propriedade da empresa Refinarias de Açúcar Reunidas - RAR - que tinha voado do Porto para Lisboa, de propósito, nessa manhã, para o transportar ao comício extra no Porto. Recentemente, na Xª Comissão de Camarate, foi ouvida pela primeira vez a secretária de Sá Carneiro, Isabel Veiga Macedo, que confirmou estes factos e acrescentou que Pinto Balsemão, o homem que estava no Porto há 33 anos à espera de Sá Carneiro, foi informada por ela, à hora do almoço, que o primeiro-ministro iria no avião de campanha, com Adelino Amaro da Costa, e não viajaria no avião da RAR, pelo que não era necessário mandar ir este aparelho do Porto para Lisboa. Balsemão, se calhar, não sabia que o avião já estava em Lisboa, pois não o transmitiu à secretária. E, se depois o soube, não terá conseguido avisar Sá Carneiro a tempo de ele poder ter a hipótese de trocar o avião fatídico pelo avião da RAR. O avião da TAP é que, ao fim destes anos todos, continua a surgir como sendo aquele que foi trocado. Não. Não e não. Foi o avião da RAR. E 33 anos depois, basta de mentiras. Por favor, basta.




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20131203

"Seguro de vida do Papa Francisco"

Depois da ida ao "Inferno", agora é a vez de "O Diabo". Sim, faz cada vez mais sentido...



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Lançamento de "O Terceiro Bispo", em Lisboa

Obrigado a todos os amigos e desconhecidos presentes. Obrigado aos apresentadores, Hernâni Carvalho e João Vasco Almeida. Obrigado a todos na editora Planeta. Agora, "O Terceiro Bispo" é para todos...



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20131129

Já está à venda


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20131128

Capitalismo selvagem




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20131127

No "Inferno"

A partir do minuto 17...


http://videos.sapo.pt/zjUtlz7hZUdl6tbzi9ZE



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O Terceiro Segredo em exposição


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20131125

Metro dos Olivais


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20131120

A coluna de Salazar


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O Segredo de Amélia...


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20131118

O segredo do 13




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O teólogo


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20131117

O Papa de uma "terra distante"






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20131114

Convite "O Terceiro Bispo" para o Porto


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20131113

Convite "O Terceiro Bispo"

Apareçam...



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20131112

Passatempo "O Terceiro Bispo"

À semelhança com livros anteriores, faço um pequeno passatempo para os meus leitores, cujo prémio será um exemplar do meu próximo livro. Irei fazer aqui uma pergunta e aquele que colocar a resposta correcta em primeiro lugar nos comentários terá direito a receber o seu exemplar no dia do lançamento da obra - em data e local a anunciar em breve. Se não puder ir pessoalmente, poderá enviar alguém em sua substituição. Assim, para introdução à pergunta, digo que Joaquim Barata, a personagem principal do livro "O Terceiro Bispo", foi jornalista no extinto vespertino Diário de Lisboa. A colecção completa desse jornal pode hoje ser consultada "on-line" através da Fundação Mário Soares: http://www.fmsoares.pt/diario_de_lisboa/ano Assim, a pergunta cuja resposta correcta vale um exemplar de "O Terceiro Bispo" é: Em que data e em que página é que o Diário de Lisboa publicou esta ligação entre a morte do papa João Paulo I e a CIA?


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20131111

Em breve... O Terceiro Bispo


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20131011

Esclarecimento à Assembleia da República sobre testemunho de Rui Carp na comissão de Camarate

E-mail que acabei de enviar ao Presidente da Xª Comissão Parlamentar de Inquérito à Tragédia de Camarate: Caro Dr, Estive ontem à noite a assistir à transmissão em diferido do Canal Parlamento da audiência ao antigo subsecretário de Estado do Orçamento do Governo da AD, Dr. Rui Carp, que teve lugar ao fim da tarde de ontem no âmbito do Inquérito à tragédia de Camarate. Não tive oportunidade de assistir desde o início, mas espero que seja disponibilizada a totalidade da audiência no arquivo do Canal Parlamento. Contudo, vi que, já perto do fim da audiência, ao responder a uma pergunta da deputada do PS, Isabel Oneto, sobre uma passagem do meu livro "Camarate - Sá Carneiro e as Armas para o Irão", onde era referido o nome de Rui Carp a propósito de um almoço com o então ministro da Defesa e vítima de Camarate, Adelino Amaro da Costa, no qual foi debatido o caso do fundo ilegal dos militares, o ex-subsecretário disse não se lembrar de me ter contado isso ou sequer de alguma vez ter falado comigo. O deputado do CDS, Ribeiro e Castro, que tinha um original do meu livro, mostrou depois a minha fotografia e, uma vez mais, Rui Carp disse não se lembrar de ter falado comigo. Acrescentou ainda que poderia ter conversado ao telefone, mas garantiu que nunca teria contado a um jornalista que houve aquele almoço. Acrescente-se que, pelo que consegui depreender daquilo que assisti, Rui Carp teria revelado esse almoço durante o seu testemunho na comissão e garantiu aos deputados que era a primeira vez que contava essa informação. Achei extraordinário e surreal que, uma informação publicada no meu livro, há um ano - a obra foi lançada para o mercado a 22 de Novembro de 2012 -, fosse considerada no dia 10 de Outubro de 2013 como um "exclusivo" para a Assembleia da República. Já escrevi muitas coisas, mas confesso que não tenho a capacidade de prever exclusivos com uma tão longa distância temporal. Quero então esclarecer a comissão, para que não fiquem dúvidas sobre a minha qualidade profissional e o rigor da obra sobre Camarate, como é que a informação desse almoço foi parar às páginas do livro, impressas há um ano. Refira-se, para o devido enquadramento, que as afirmações de Rui Carp estão contidas no epílogo, onde relato histórias que devem ser ainda aprofundadas. E, nesse sentido, devo dizer que os senhores deputados estão a fazer um excelente trabalho. O nome de Rui Carp foi-me transmitido pelo, infelizmente, já falecido Dr. Carlos Sousa Brito, que em 1980 era o secretário de Estado da Comunicação Social. Carlos Sousa Brito era amigo de Soares Carneiro, o general candidato da AD a Presidente da República contra o general Ramalho Eanes. De acordo com o testemunho de Sousa Brito, os documentos do fundo militar chegaram ao primeiro-ministro Sá Carneiro através do general Soares Carneiro. Por sua vez, como diziam respeito a questões financeiras, Sá Carneiro pediu a Sousa Brito que os fizesse chegar ao ministro das Finanças, cargo então ocupado pelo actual Presidente da República, Cavaco Silva. Ainda segundo o testemunho de Sousa Brito, os documentos foram mesmo entregues a Cavaco Silva e, recordava-se o antigo secretário de Estado, foi nessa altura que ele conheceu a chefe de gabinete do professor Cavaco, a futura ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite. Passado uns tempos, Sousa Brito quis saber do andamento do caso e foi informado que o subsecretário de Estado do Orçamento, Rui Carp, estava com o assunto em mãos. Foi na sequência deste testemunho que tentei, obviamente, tentar confirmar com Rui Carp a alegada circulação de documentos entre o gabinete do ministro das Finanças e o seu gabinete. Foi assim que, a 3 de Novembro de 2010, mandei um e-mail para o Dr. Rui Carp, então presidente do Instituto Seguros de Portugal, onde lhe coloquei essas dúvidas, assim como o facto do seu chefe de gabinete ser então o Dr. Ramiro Ladeiro Monteiro, futuro director do SIS. Segue em anexo o meu e-mail com o pedido de entrevista, enviado no dia 3 de Novembro de 2010 e segue também em anexo a resposta de recusa que recebi da parte da sua secretária, a 8 de Novembro, e que motivou ainda um segundo e-mail da minha parte, no mesmo dia, a agradecer a resposta – mesmo negativa -, e a manter em aberto a possibilidade de uma conversa sobre o assunto para mais tarde. Sem a possibilidade de poder confirmar a veracidade das afirmações de Sousa Brito, mantive essa história de fora da estrutura central do meu livro. Contudo, certo dia da Primavera de 2011, em data que não posso precisar, ao passar por uma feira de antiguidades no Jardim Conde Valbom, ao lado da Avenida Marquês de Tomar, em Lisboa, encontrei por acaso o Dr. Rui Carp, que estava na companhia de uma pessoa amiga. Estava ele a ver as antiguidades expostas e aproveitei a ocasião para me apresentar e dizer quem era e lhe tinha pedido uma entrevista para um livro de Camarate, há uns tempos, mas que ele recusara. A reacção de Rui Carp, que se mostrou muito simpático para comigo, foi a de dizer-me que se lembrava do meu contacto, mas não tinha nada a acrescentar. Então, sem ter que me tivesse pedido qualquer reserva de publicação, acrescentou, de moto próprio, a informação de que costumava "cruzar-se" com Adelino Amaro da Costa no restaurante Central da Baixa. Explicou-me ainda que isso acontecia porque trabalhavam todos no Terreiro do Paço, nos dois torreões opostos. Avançou com a informação de que andou depois a fazer perguntas aos vários ramos militares, mas que tal fora inconclusivo. Agradeci aqueles minutos no meio da feira de antiguidades e cada um seguiu o seu caminho. Por isso, senhor presidente, é que existe a tal informação "exclusiva" no meu livro. Informação que o Dr. Rui Carp não desmentiu perante a comissão e que deu detalhes que podem ser úteis para futuras audiências. Destaco a necessidade de ouvir o secretário de Estado acima de Rui Carp, Figueiredo Lopes, e ainda o ministro das Finanças de então, Cavaco Silva. E, parece-me útil, ouvir também a antiga chefe de gabinete do ministro das Finanças, Manuela Ferreira Leite. Penso que o Dr. Rui Carp foi sincero ao dizer à deputada Isabel Oneto que não se lembrava de mim, pois foi um encontro que terá durado cerca de 3 minutos, no meio da rua, há mais de dois anos. Mas, foi um importante encontro entre um jornalista e uma testemunha da época que se recusara a responder a contactos anteriores. E, se foi necessário esperar 33 anos para confirmar essa informação na Assembleia da República, então aqueles 3 minutos estão certamente entre os mais importantes da minha carreira profissional. Com os melhores cumprimentos Frederico Duarte Carvalho

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20131010

Preparem-se...


20131009

Primeiras páginas








20131005

Feliz 5 de Outubro

Portugal celebra hoje 870 de existência e não apenas 103 anos de História. Assim, deixo-vos a crónica de hoje do cronista-mor do Reino de Portugal...






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20130920

Não estou de férias...

Amigos leitores e alguns eleitores... Não estou de férias, embora pareça. Tenho andado ocupado com um trabalhinho de ficção que me tem mantido afastado do convívio minimamente regular a que estavam habituados. É verdade que, desde o livro de Camarate, publicado há cerca de um ano - mais concretamente, a 22 de Novembro - a produção para o blogue tem sido escassa e, garanto-vos, é algo que também não me agrada. Poderia dizer-se que já não há assuntos para falar, que já disse tudo o que tinha para dizer. Afinal, muitos dos temas que sempre abordei e sobre os quais me queixava que não chegavam aos jornais e não eram do conhecimento da maioria das pessoas, hoje já são do conhecimento de muitos. A recente reunião do grupo Bilderberg, nos arredores de Londres, foi um bom exemplo, onde a Imprensa generalista não conseguiu evitar ignorar o encontro com a presença do líder do PS, António José Seguro, e Paulo Portas - antes de se demitir do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros e ser promovido depois a vice-primeiro-ministro. Afinal, em 2003, nos arredores de Paris, os convidados foram o primeiro-ministro Durão Barroso e o líder do PS, Ferro Rodrigues, com o caso da Casa Pia como pano de fundo, mas nessa altura não houve nem um terço da cobertura noticiosa que se viu este ano. É pena que os jornalistas tenham demorado 10 anos - o tempo de existência deste blogue - a descobrirem, finalmente, o que sempre se disse aqui sobre quem e onde se comanda a política nacional. Informo ainda que, se tiverem amigos que vivem e votam em Lisboa na futura Junta de Freguesia da Misericórdia, que engloba entre outras zonas, o histórico Bairro Alto, que sou candidato a presidente de junta pela Plataforma de Cidadania. Ainda ontem à noite estive a participar num debate muito importante para aquela zona de Lisboa. Se não o disse aqui, tal deve-se apenas ao facto de que ultimamento ando a experimentar uma mudança de estratégia: se antes escrevia e nada acontecia, agora que tudo acontece, deixo de escrever. Agradeço a preocupação daqueles que estranham a minha ausência e querem mais mensagens e análises e informação. Como disse, estou a preparar um livro de ficção, mas para já ainda não estou em condições de avançar com mais dados. Contudo, se tudo correr bem, será lançado, uma vez mais, em Novembro. Os mais interessados no meu trabalho irão ter uma boa prenda para oferecer no Natal. Até lá, o e-mail é o mesmo e eu continuo à disposição dos leitores sempre que necessitarem. Até breve.


20130819

Area 51? Oh, what a surprise!...

A CIA admitiu a existência da área 51. Realmente, é uma surpresa, sobretudo porque não há extraterrestres envolvidos.

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Diana. Ainda...

O caso da morte da princesa Diana ainda mexe. Pena que Oswald Le Winter tenha morrido no início deste ano, senão teria muito para nos contar. Fica aqui o registo de um caso que, presumo, ainda está longe de acabar: "Diana death: New information assessed by Scotland Yard".
Entretanto, o filho mais novo de Diana, o príncipe Harry esteve recentemente em Angola a promover o mesmo trabalho da mãe contra as minas terrestres. Fica-lhe bem, sobretudo depois de ter estado na guerra do Afeganistão... .

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"Um homem público deve-se ao público"

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