20091206

O país do TGV e do "Magalhães" é este...

Afinal, até já está escrito nas estrelas

Solidariedade já dá 20 por cento

Roubá-los

Camarate - 30 anos de desinformação

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20091201

José Esteves e Camarate, agora no You Tube...

20091130

O Francisco aprende a pagar a crise

"As recolhas deste fim-de-semana feitas em Portugal pelos voluntários dos Bancos Alimentares Contra a Fome atingiram 2498 toneladas de alimentos, superando em 30,9 por cento as 1908 toneladas obtidas em Novembro de 2008, anunciou a organização".

Será que isto significa que:

1 - Apesar da crise, houve mais pessoas a dar alimentos?

2 - Apesar da crise, as mesmas pessoas que deram alimentos no ano passado decidiram agora dar um pouco mais?

3 - Apesar da crise, as poucas pessoas que ainda conseguem dar alimentos decidiram dar muito mais do que todas aquelas que deram no ano passado?

4 - O medo que a crise criou junto dos consumidores fez com estes decidissem ser mais solidários de forma egoísta a pensar que, um dia destes, podem ser eles a necessitar daquela comida e esquecem-se que, se há mesmo fome em Portugal - envergonhada ou não -, isso é da responsabilidade dos governantes e não de uns quantos voluntários solidários que, por não terem mais nada para fazer, decidem esquecer o ditado chinês do “não dês um peixe a quem tem fome, ensina-o a pescar”, apenas para se sentirem bem do ponto de vista pessoal quando, na realidade, estão a ajudar a agravar a situação social, pois assim nunca mais há a revolta da classe média? Sendo ainda de acrescentar que, provavelmente, este ano, houve mais voluntários - entre crianças e reformados, também pessoas com medo de cair na desgraça que conta, ao ser voluntário, poder no futuro vir a beneficiar da comidinha que ali pingar - e uma maior disponibilidade do número de supermercados onde foram feitas recolhas - e que assim lucram mais uns euros com as compras extras.


Foto: Lisa Soares/"JN".

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20091128

Escutas que podemos escutar

Quando a América ainda tinha boas ideias

O novo filme de Michael Moore já aí está para ser visto: "Capitalismo: Uma História de Amor". Da obra destaco as uniões dos trabalhadores - que não precisam de ser debaixo da sombra de um sistema comunista - e ainda as propostas sociais do presidente Roosevelt, apresentadas no discurso de 11 de Janeiro de 1944, mas que ficaram na gaveta: "FDR's Second Bill of Rights or Economic Bill of Rights Speech"




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São rosas, perdão, robalos, senhor...

Depois das ambulâncias, cuidado também com os governantes...

20091123

Lisboa na BD internacional

Lisboa é o cenário de "Salade Portugaise", a mais recente banda desenhada da série "Lady S" de Aymond e Van Hamme...









Uma história de intriga internacional, com cenas de tiroteio nas Docas e um ataque islâmico contra o Parlamento Europeu a partir de um computador numa pensão do Bairro Alto, mas tudo devidamente vigiado desde a embaixada dos EUA, em Sete Rios...
A pergunta que se impõe é: por que não há histórias como esta, mas feitas por autores portugueses?...

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20091122

Passos Coelho que se cuide!...

A gente secreta

Mas, obviamente que sim...

20091120

Equívocos e apagões...



"Sol" de hoje, primeira página: "Recorde-se que, quando Santana era primeiro-ministro, Cavaco publicou no Expresso um artigo sobre a lei de Gershwin, segundo a qual a má moeda tendia a expulsar a boa moeda – e esse era um risco que o país corria".

Lei de Gershwin...



Lei de Gresham.

(Aviso: Em nenhuma parte da crónica de Pedro Santana Lopes surge o nome "Gershwin" ou "Gresham". O texto da primeira página é da inteira responsabilidade dos responsáveis...)

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20091118

Acidente na Praça de Espanha a 18 de Novembro pelas 22h30

Mário "Comezinhos" Soares

Lula, somos todos



Um filme que vou ter de ver: "Lula, o Filho do Brasil"

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Desta vez o árbitro vai ser nosso...

... pois Cristiano Ronaldo não pode ficar de fora do Mundial.

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20091116

Irónico, não é?

20091115

Calado...

Há dias disseram-me que ando "caladinho" quando estamos a viver um caso mais sério do que o "Freeport", Cova da Beira, Universidade Independente e sabe-se lá mais o quê. Pois ando. Sabem porquê? Escrevi um livro em 2003, dei a cara nas Eleições Europeias deste ano. Estou cansado de ter razão antes do tempo. Deixem-me então "descansar" durante uns tempos.
Obrigado.

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20091113

Mas, qual é a novidade?

Como é que o exército dos EUA protege os camiões de mantimentos no Afeganistão: paga aos Taliban

20091111

Eigendorf

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20091110

Jornalismo a sério é "Privado"

O "Semanário Privado" suspendeu a publicação em papel, pois não estava a conseguir entrar no mercado - um projecto de jornalistas independentes tem destas dificuldades em "democracia" -, mas promete voltar. Esperemos bem que sim, pois foi este o jornal que anunciou, antes de todos os outros, o teor das conversas entre Sócrates e Armando Vara quando falavam sobre o panorama da Comunicação Social em Portugal e, sobretudo, do grupo de Joaquim Oliveira...



"Semanário Privado", 23 de Setembro de 2009

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20091109

Nos 20 anos da queda do muro de Berlim...

20091105

Quem quer mesmo encontrar Madeleine?

Arrisco dizer que o ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral, como benfiquista ferrenho que é, deverá estar a ver o jogo do Benfica contra o Everton que, neste momento, está a dar na televisão. Contudo, não consigo imaginar o nível do sentimento de injustiça que deverá sentir cada vez que no estádio inglês passa a mensagem publicitária do endereço electrónico "www.findmadeleine.com". Gonçalo Amaral, impedido de falar em defesa própria depois de ter escrito um livro onde cometeu o "crime" de explicar e fundamentar as suas convicções enquanto investigador, deverá ser a pessoa que mais interesse tem em todo o mundo em realmente encontrar Madeleine e trazer alguma luz ao caso...

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Moebius aqui ao lado

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20091104

Começou há 30 anos

Faz hoje 30 anos que a embaixada dos EUA em Teerão foi invadida por estudantes radicais, onde prenderam 52 funcionários diplomáticos norte-americanos que ficaram reféns durante 444 dias...



Creio que nenhum jornalista vai explicar hoje que foi a 4 de Novembro de 1979 que começou uma série de acontecimentos que ainda comandam as vontades do mundo. Reparem na sequência de alguns acontecimentos-chave que, daqui para a frente, também vão cumprir 30 anos: No Natal, a ex-URSS invadiu o Afeganistão e, em Abril de 2010, evocar-se-á a operação militar "Desert One", onde os EUA foram humilhados quando tentaram libertar os reféns do Irão. Tal facto colocou o presidente Carter em risco de não ser reeleito..



Em Setembro, será recordado o início da guerra entre Iraque e Irão e, a 2 de Outubro de 2010, podemos nós lembrar a reunião secreta entre Henry Kissinger e o ministro da Defesa português, Adelino Amaro da Costa (que o ex-chefe de Gabinete, Coronel Hugo Rocha, revelou na sua autobiografia), onde o ex-secretário de Estado dos EUA pediu para que Portugal não fornecesse armas ao Irão durante a guerra contra o Iraque e assim se mantivesse a pressão na negociação da libertação dos reféns norte-americanos. A 18 de Outubro, podemos especular durante a passagem dos 30 anos da alegada reunião entre elementos da candidatura presidencial Republicana (entre os quais o próprio candidato a vice-Presidente, George Bush) e enviados iranianos, em Paris, para discutir a entrega de armas norte-americanas aos iranianos caso estes não libertassem os reféns antes das eleições nos EUA. E, finalmente, daqui a um ano, a 4 de Novembro de 2010, serão assinalados os 30 anos da derrota eleitoral de Jimmy Carter frente à dupla Reagan/Bush. A 20 de Janeiro de 2011, vamos ainda evocar os 30 anos da tomada de posse de Ronald Reagan como presidente dos EUA e, ao mesmo tempo, os 30 anos do fim do cativeiro dos reféns do Irão...





Mas, antes disso, há que lembrar uma outra data com 30 anos, esta portuguesa e igualmente relacionada com o tráfico de armas norte-americanas para o Irão: 4 de Dezembro de 1980. E um nome: Camarate...

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20091101

Mitos e propaganda

Está disponível nas livrarias a obra "Os Últimos Dias da Monarquia". Escrito por Jorge Morais, um jornalista que aprendi a respeitar e que foi já autor de outros dois livros sobre este período de viragem da nossa História de há 100 anos - "Com Permissão de Sua Majestade" e "Regicídio - A Contagem Decrescente" -, o autor fecha agora um ciclo de investigações históricas. Depois de nos ter mostrado como a França e Inglaterra foram consultadas antecipadamente pelos revoltosos para darem o aval à mudança do regime em Portugal, e como os monárquicos armaram os autores do atentado no Terreiro de Paço, o autor revela-nos agora o "Pacto Liberal":

"Em Abril de 1908, pouco depois do regicídio, dois dirigentes republicanos e um áulico da Corte de D. Manuel II congeminaram, em casa de Bernardino Machado, um pacto de tréguas que convinha às duas partes: exonerando os republicanos da má fama de envolvimento na matança do Terreiro do Paço, daria à Monarquia o 'benefício da dúvida' e ao regime um último fôlego, tão necessário no início do novo Reinado. Apesar de acarinhado pelo jovem Rei e apoiado pelo primeiro-ministro, o pacto foi frustrado nos corredores do Poder pela feroz oposição de um dos líderes monárquicos; e a sua inviabilização esteve na origem da opção revolucionária dos inimigos do regime, que acabaria por conduzir à instauração violenta da República, em 5 de Outubro de 1910. Apesar da sua importância para a compreensão do processo republicano português, o 'Pacto Liberal' (como então se lhe chamou) tem permanecido até hoje omisso na história 'oficial' do período. É dessa trégua gorada que este livro se ocupa, documentando os últimos dias de um regime condenado pela cegueira de muitos e pela ambição de alguns".




Desta obra, que ainda vou ler na totalidade, retenho para já o telegrama enviado a 6 de Outubro por Eduardo Schwalbach, para a "Gazeta de Notícias", do Rio de Janeiro, onde escreveu:

"Ao cabo de longos e porfiados esforços, os monárquicos acabam de implantar a República em Portugal".

De facto, o regime Republicano em Portugal não terá brotado de uma imensa vontade popular. Foi fruto de um grupo de senhores que precisavam de manter tudo na mesma. E, por isso, era preciso mudar tudo.
Na escola sempre julguei que o dia 5 de Outubro de 1910 fosse uma festa popular - muito por culpa do imaginário do 25 de Abril de 1974. Hoje descobri uma cartilha de História de Portugal publicada em 1911, o primeiro ano após o anúncio da Implantação da República na varanda da Câmara de Lisboa. E sobre esse episódio, havia esta ilustração...



Que corresponde a este momento fotográfico, onde a população não surge em massa como na ilustração...



A pergunta que se coloca é: "E o povo, pá?"

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20091030

Migalhas

Os livros de Saramago nunca me arrebataram completamente, pois grande parte do meu imaginário está, felizmente, “contaminado” pela boa Banda Desenhada que sempre li. Assim, as parábolas de uma Península Ibérica que se separa do resto da Europa como um jangada de pedra ou aquela da população que fica cega de um dia para outro, são universos que, para mim, têm paralelo em BDs editadas muito antes de Saramago ter escrito os seus livros. Aliás, já aqui tinha falado disso. A mais recente “provocação” do escritor com a obra “Caim” teve em mim o mesmo efeito, pois todas as palavras que ouvi sobre o velho testamento já soavam a desfasadas, sobretudo aquelas onde Saramago diz que o Deus do Velho Testamento é um tipo com mau carácter. Agora, para confirmar esta ideia, anuncio a recente publicação da adaptação do Velho Testamento em Banda Desenhada feita pelo veteraníssimo, polémico e genial autor norte-americano Robert Crumb. E este trabalho, ao contrário do despudor com que foi anunciado o facto de Saramago ter demorado apenas 4 meses a escrever "Caim", custou a Crumb cinco anos da sua vida.

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20091028

O combate dos chefes

"Focus" fedorenta

Esta é a capa da "Focus" desta semana...



Lembro-me perfeitamente quando a sugeri, exactamente assim, com um fundo branco... há quase três anos...

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20091025

Eu sou Dalton Trumbo

Dalton Trumbo. O nome é capaz de não vos dizer nada, mas ele foi um dos mais bem pagos guionistas de Hollywood nos anos 40. Responsável por muitos sucessos do cinema até que, na altura da "caça às bruxas", decidiu defender os valores em que acreditava, e não denunciou ninguém. Ficou sem emprego e passou a escrever guiões que outros assinavam, pois precisava do dinheiro para alimentar os filhos. O guião que escreveu para o filme "The Brave One", com Michel Ray no papel principal, ganhou o Óscar em 1957, mas Dalton Trumbo não pôde ir receber o prémio máximo que era seu por direito. Anos mais tarde, conseguiu sair da "lista negra" e escreveu o guião do filme "Spartacus", de Stanley Kubrick. Há lá uma cena onde dizem aos escravos que podem partir em liberdade se denunciarem Spartacus. E o que fez Donald Trumbo? Fez o que hoje ninguém faz...

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20091023

França monárquica

A França está a descobrir as desvantagens da República face a uma Monarquia Constitucional. O filho do presidente Nicolas Sarkozy, um jovem de 23 chamado Jean Sarkozy, causou polémica quando quis candidatar-se à presidência de uma empresa pública. Teria mérito apesar da juventude ou era nepotismo? Para evitar dúvidas, o jovem desistiu da candidatura. Em Monarquia Constitucional, caso o pai fosse o Rei, o seu papel seria outro e mais claro. Em República, o máximo que agora lhe resta fazer é começar, desde já, a minar terreno político e a organizar-se para, legalmente, em eleições devidamente democráticas e controladas por accções de Imprensa e manipulação da Opinião Pública, candidatar-se à presidência da República de França em 2022...



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20091022

O outro "filho" de Goscinny

Olhei hoje para o novo álbum de Astérix e, obviamente, não o comprei. Aquilo há muito que perdeu a alma do pai, René Goscinny. Prefiro lembrar que um dos irmãos de Astérix está este ano de parabéns. Faz 50 anos e tem um filme que me parece muito bem conseguido: "Le Petit Nicolas".

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20091021

Deus acredita em Saramago

Acho que Saramago ainda vai muito a tempo de um dia poder vir a conhecer Deus...

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Parabéns ao Mali e Costa Rica...

20091014

Incêndio em Camarate visto da minha janela

Mas, Maitê até que tinha toda a razão



Sintra é mesmo uma "vilazinha", isto sem qualquer sentido depreciativo, mas é e ainda bem que assim é. Aquele número colocado na porta ao contrário é um detalhe com imensa piada e, com certeza, que não foi a actriz brasileira que fez aquilo para depois ter uma razão para gozar com o facto. E Salazar ganhou mesmo a votação do maior português de todos os tempos. Somos realmente um povo estranho. E quanto à assistência técnica no hotel, tenho histórias ainda mais bizarras para contar. Só o facto de cuspir na fonte dos Jerónimos é que seria de evitar. De qualquer modo, a estupidez maior foi empolar isto de tal modo que ela teve de pedir desculpas...



Maitê, eu é que te peço desculpa...

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20091012

Depois do acidente, nunca mais teve juízo...

20091009

Presságios

E, já agora, Yitzhak Rabin foi assassinado um ano depois de ter recebido o Nobel da Paz...

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Paz e Guerra

Barack Obama ganhou o Nobel da Paz enquanto prepara o envio de mais soldados para o Afeganistão. Não me surpreende o prémio: Henry Kissinger também ganhou o Nobel no mesmo ano em que apoiou o golpe militar no Chile que derrubou Salvador Allende e instaurou a ditadura de Augusto Pinochet...

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20091006

Bendito United

Há muito tempo que não via um filme duas vezes no mesmo dia. Quando estive em Inglaterra, vi e revi o DVD do filme "Damned United", que agora chegou às salas de cinema em Portugal. É uma sugestão que deixo aqui. A história está muito bem contada e conta com a soberba actuação de um actor que já vimos a fazer de Tony Blair e David Frost, Michael Sheen. Ele agora é o treinador de futebol Brian Clough, o melhor "seleccionador que Inglaterra nunca teve". A acção passa-se nos bastidores do mundo do futebol, no início dos anos 70, e conta a história dos 44 dias em que o treinador esteve à frente da então grande equipa inglesa do Leeds United.



Mais do que uma história do mundo do futebol, é acima de tudo um drama humano que se desenvolve entre pessoas que "acreditam em fadas" e outros que nem por isso... É um poema em forma de cinema, a sério. De resto, a história termina com a recriação de um momento único de televisão, quando um fragilizado Brian Clough é entrevistado em directo na televisão depois de ter sido despedido do cargo de treinador e enfrenta o homem que ele substituíra e era então o seleccionador de Inglaterra, Don Revie. É esse momento histórico de televisão que partilho com todos...

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20091002

Perdeu o Norte

Elisa Ferreira, a candidata do PS à Câmara do Porto que antes disso aceitou fazer parte das listas socialistas nas Eleições Europeias para garantir o lugar (e salário) de ilustre eurodeputada em Bruxelas, perdeu definitivamente o Norte: "É uma grande vantagem ter alguém que não vem para a câmara porque quer protagonismo ou porque quer uma gamela. Eu perco uma gamela para vir para o Porto por amor à cidade". Assim se faz política em Portugal...

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20090930

O melhor governo para Portugal

Grande 31...

20090929

O que disse Cavaco

Desta vez, não é necessário qualquer comentário a negro para "decifrar" o que disse Cavaco Silva. Desta vez, ele foi mesmo directo...

Declaração do Presidente da República
Presidência da República, 29 de Setembro de 2009
1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.

Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.

E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.


2. Porquê toda aquela manipulação?

Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.

Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.

Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).

E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.

Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.


3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).

Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:

Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.

Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.

Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.


4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.

Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.

Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.

Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?

Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.


5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.

Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.

Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.

Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.


6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses”?

Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.

E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.


7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.

Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.


8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”

Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.


9. Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro.

O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.

Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral.

Agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.

E sabendo todos que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que, sobre as suas posições, só o Presidente se pronuncia.

Uma última palavra quero dirigir aos portugueses: podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses de Portugal.

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Logo à noite, às 20h00, vamos todos escutar Cavaco

20090928

O Vader de Washington

Estou a ler o novo livro de Dan Brown, "The Lost Symbol". Ao contrário do que aconteceu com o livro anterior, ainda não descobri qualquer código, mas há lá pequenas coisas como, por exemplo, esta referência que pode interessar aos rapazes do 31 da Armada...

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