20091206
Afinal, até já está escrito nas estrelas

"2010 é um ano chave. Que irá ocorrer? Talvez uma viragem institucional legal à direita, fruto de um acordo 'centrão' PS-PSD, os dois partidos do regime capitalista europeísta. Não parece possível um golpe militar fascizante, nem é desejável, obviamente. Irá Cavaco Silva ser reeleito em Janeiro de 2011, presidente da República Portuguesa? Tudo indica que sim. Razões astrológicas: Em 23 de Janeiro de 2011, provavel data da eleição presidencial, Júpiter estará em 0º de Carneiro, signo que traduz a direita ou o centro favorecendo viragens à direita ou manutenção de um poder político à direita".
Etiquetas: astrologia, Cavaco Silva, Monarquia, República, Républica
Solidariedade já dá 20 por cento

Foto: Pedro Correia/"JN"
Traduzindo a informação: A solidariedade alivia em 20 por cento a responsabilidade do Estado...
Etiquetas: Banco Alimentar, solidariedade
20091201
20091130
O Francisco aprende a pagar a crise
Será que isto significa que:
1 - Apesar da crise, houve mais pessoas a dar alimentos?
2 - Apesar da crise, as mesmas pessoas que deram alimentos no ano passado decidiram agora dar um pouco mais?
3 - Apesar da crise, as poucas pessoas que ainda conseguem dar alimentos decidiram dar muito mais do que todas aquelas que deram no ano passado?
4 - O medo que a crise criou junto dos consumidores fez com estes decidissem ser mais solidários de forma egoísta a pensar que, um dia destes, podem ser eles a necessitar daquela comida e esquecem-se que, se há mesmo fome em Portugal - envergonhada ou não -, isso é da responsabilidade dos governantes e não de uns quantos voluntários solidários que, por não terem mais nada para fazer, decidem esquecer o ditado chinês do “não dês um peixe a quem tem fome, ensina-o a pescar”, apenas para se sentirem bem do ponto de vista pessoal quando, na realidade, estão a ajudar a agravar a situação social, pois assim nunca mais há a revolta da classe média? Sendo ainda de acrescentar que, provavelmente, este ano, houve mais voluntários - entre crianças e reformados, também pessoas com medo de cair na desgraça que conta, ao ser voluntário, poder no futuro vir a beneficiar da comidinha que ali pingar - e uma maior disponibilidade do número de supermercados onde foram feitas recolhas - e que assim lucram mais uns euros com as compras extras.

Foto: Lisa Soares/"JN".
Etiquetas: A regra do medo, Banco Alimentar, ensina-os a pescar, os ricos que paguem a crise, povo desgraçado sem conhecer a causa histórica de isto tudo andar assim, solidariedade
20091128
Escutas que podemos escutar
Etiquetas: Armando Vara, combate à corrupção, Face Oculta
Quando a América ainda tinha boas ideias


Etiquetas: direitos sociais, Michael Moore, Regresso ao trabalho, Roosevelt
São rosas, perdão, robalos, senhor...

in, "Expresso", 15 de Março 2002
Etiquetas: Armando Vara, combate à corrupção, Face Oculta, financiamentos ilegais ao PS, O menino de ouro do PS
Depois das ambulâncias, cuidado também com os governantes...

"O Audi com as luzes de emergência a piscar descia a alta velocidade a Avenida da Liberdade e atrás seguia o BMW. De repente, surgiu um outro carro proveniente da Praça da Alegria que atravessava a Avenida. O Audi travou a fundo e o BMW abalroou-o por trás. Com o impacto, o Audi levantou voo, bateu num mupi de publicidade que estava na esquina do passeio e derrubou o semáforo de peões. Andou ali às voltas e só depois é que acabou por parar".
Etiquetas: Acidente na Avenida da Liberdade a 27 de Novembro de 2009, Acidente na Praça de Espanha a 18 de Novembro de 2009
20091123
Lisboa na BD internacional
Uma história de intriga internacional, com cenas de tiroteio nas Docas e um ataque islâmico contra o Parlamento Europeu a partir de um computador numa pensão do Bairro Alto, mas tudo devidamente vigiado desde a embaixada dos EUA, em Sete Rios...
A pergunta que se impõe é: por que não há histórias como esta, mas feitas por autores portugueses?...
Etiquetas: BD, Bilderberg, combate ao terrorismo, Lady S, Lisboa, Tratado de Lisboa, Van Hamme
20091122
Passos Coelho que se cuide!...



"Na sequência da derrota nas legislativas, o ex-líder admitiu avançar caso fosse criado um 'clima de unidade' e enunciou uma pré-desistência quando afirmou não estar disponível para entrar no 'ringue'. Mas, segundo fontes que lhe são próximas, falhada a tentativa de afastar Passos Coelho, Marcelo mantém a sua disponibilidade para avançar quando Manuela Ferreira Leite marcar as eleições directas".
Etiquetas: Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Passos Coelho, PSD
20091120
Equívocos e apagões...

"Sol" de hoje, primeira página: "Recorde-se que, quando Santana era primeiro-ministro, Cavaco publicou no Expresso um artigo sobre a lei de Gershwin, segundo a qual a má moeda tendia a expulsar a boa moeda – e esse era um risco que o país corria".
Lei de Gershwin...
Lei de Gresham.
(Aviso: Em nenhuma parte da crónica de Pedro Santana Lopes surge o nome "Gershwin" ou "Gresham". O texto da primeira página é da inteira responsabilidade dos responsáveis...)
Etiquetas: culpa morre solteira, jornalistas sentados no seu Monte Olimpo, Lei de Gershwin, Lei de Gresham
20091118
Mário "Comezinhos" Soares

Etiquetas: combate à corrupção, Corrupção, Emaudio, Fax de Macau, Mala de Macau, Mário Soares, Rui Mateus
Desta vez o árbitro vai ser nosso...
Etiquetas: Armando Vara, Corrupção, Cristiano Ronaldo, um conjunto de porcos é uma vara
20091116
20091115
Calado...
Obrigado.
Etiquetas: Armando Vara, Bilderberg, Eleições Europeias, José Sócrates, O Fim da Democracia, povo desgraçado sem conhecer a causa histórica de isto tudo andar assim
20091113
Como é que o exército dos EUA protege os camiões de mantimentos no Afeganistão: paga aos Taliban

"The real secret to trucking in Afghanistan is ensuring security on the perilous roads, controlled by warlords, tribal militias, insurgents and Taliban commanders. The American executive I talked to was fairly specific about it: 'The Army is basically paying the Taliban not to shoot at them. It is Department of Defense money.' That is something everyone seems to agree on".

Etiquetas: 11 de Setembro, combate ao terrorismo, combate à corrupção, conspirações, Taliban
20091111
20091110
Jornalismo a sério é "Privado"

"Semanário Privado", 23 de Setembro de 2009
Etiquetas: Armando Vara, Joaquim Oliveira, José Sócrates, Privado, um conjunto de porcos é uma vara
20091109
Nos 20 anos da queda do muro de Berlim...

Etiquetas: EUA, Igor Panarin, Mother Jones, Muro de Berlim
20091105
Quem quer mesmo encontrar Madeleine?
Etiquetas: Gonçalo Amaral, Luz, Madeleine McCann, O Enigma da Praia da Luz
20091104
Começou há 30 anos

Creio que nenhum jornalista vai explicar hoje que foi a 4 de Novembro de 1979 que começou uma série de acontecimentos que ainda comandam as vontades do mundo. Reparem na sequência de alguns acontecimentos-chave que, daqui para a frente, também vão cumprir 30 anos: No Natal, a ex-URSS invadiu o Afeganistão e, em Abril de 2010, evocar-se-á a operação militar "Desert One", onde os EUA foram humilhados quando tentaram libertar os reféns do Irão. Tal facto colocou o presidente Carter em risco de não ser reeleito..

Em Setembro, será recordado o início da guerra entre Iraque e Irão e, a 2 de Outubro de 2010, podemos nós lembrar a reunião secreta entre Henry Kissinger e o ministro da Defesa português, Adelino Amaro da Costa (que o ex-chefe de Gabinete, Coronel Hugo Rocha, revelou na sua autobiografia), onde o ex-secretário de Estado dos EUA pediu para que Portugal não fornecesse armas ao Irão durante a guerra contra o Iraque e assim se mantivesse a pressão na negociação da libertação dos reféns norte-americanos. A 18 de Outubro, podemos especular durante a passagem dos 30 anos da alegada reunião entre elementos da candidatura presidencial Republicana (entre os quais o próprio candidato a vice-Presidente, George Bush) e enviados iranianos, em Paris, para discutir a entrega de armas norte-americanas aos iranianos caso estes não libertassem os reféns antes das eleições nos EUA. E, finalmente, daqui a um ano, a 4 de Novembro de 2010, serão assinalados os 30 anos da derrota eleitoral de Jimmy Carter frente à dupla Reagan/Bush. A 20 de Janeiro de 2011, vamos ainda evocar os 30 anos da tomada de posse de Ronald Reagan como presidente dos EUA e, ao mesmo tempo, os 30 anos do fim do cativeiro dos reféns do Irão...


Mas, antes disso, há que lembrar uma outra data com 30 anos, esta portuguesa e igualmente relacionada com o tráfico de armas norte-americanas para o Irão: 4 de Dezembro de 1980. E um nome: Camarate...

Etiquetas: Camarate, Irão-Iraque, Jimmy Carter, Ronald Reagan
20091101
Mitos e propaganda
"Em Abril de 1908, pouco depois do regicídio, dois dirigentes republicanos e um áulico da Corte de D. Manuel II congeminaram, em casa de Bernardino Machado, um pacto de tréguas que convinha às duas partes: exonerando os republicanos da má fama de envolvimento na matança do Terreiro do Paço, daria à Monarquia o 'benefício da dúvida' e ao regime um último fôlego, tão necessário no início do novo Reinado. Apesar de acarinhado pelo jovem Rei e apoiado pelo primeiro-ministro, o pacto foi frustrado nos corredores do Poder pela feroz oposição de um dos líderes monárquicos; e a sua inviabilização esteve na origem da opção revolucionária dos inimigos do regime, que acabaria por conduzir à instauração violenta da República, em 5 de Outubro de 1910. Apesar da sua importância para a compreensão do processo republicano português, o 'Pacto Liberal' (como então se lhe chamou) tem permanecido até hoje omisso na história 'oficial' do período. É dessa trégua gorada que este livro se ocupa, documentando os últimos dias de um regime condenado pela cegueira de muitos e pela ambição de alguns".
Desta obra, que ainda vou ler na totalidade, retenho para já o telegrama enviado a 6 de Outubro por Eduardo Schwalbach, para a "Gazeta de Notícias", do Rio de Janeiro, onde escreveu:
"Ao cabo de longos e porfiados esforços, os monárquicos acabam de implantar a República em Portugal".
De facto, o regime Republicano em Portugal não terá brotado de uma imensa vontade popular. Foi fruto de um grupo de senhores que precisavam de manter tudo na mesma. E, por isso, era preciso mudar tudo.
Na escola sempre julguei que o dia 5 de Outubro de 1910 fosse uma festa popular - muito por culpa do imaginário do 25 de Abril de 1974. Hoje descobri uma cartilha de História de Portugal publicada em 1911, o primeiro ano após o anúncio da Implantação da República na varanda da Câmara de Lisboa. E sobre esse episódio, havia esta ilustração...
Que corresponde a este momento fotográfico, onde a população não surge em massa como na ilustração...

A pergunta que se coloca é: "E o povo, pá?"
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20091030
Migalhas

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20091028
"Focus" fedorenta

Lembro-me perfeitamente quando a sugeri, exactamente assim, com um fundo branco... há quase três anos...
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20091025
Eu sou Dalton Trumbo
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20091023
França monárquica

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20091022
O outro "filho" de Goscinny
Etiquetas: Astérix, Petit Nicolas, René Goscinny
20091021
Deus acredita em Saramago
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Parabéns ao Mali e Costa Rica...
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20091014
Mas, Maitê até que tinha toda a razão
Sintra é mesmo uma "vilazinha", isto sem qualquer sentido depreciativo, mas é e ainda bem que assim é. Aquele número colocado na porta ao contrário é um detalhe com imensa piada e, com certeza, que não foi a actriz brasileira que fez aquilo para depois ter uma razão para gozar com o facto. E Salazar ganhou mesmo a votação do maior português de todos os tempos. Somos realmente um povo estranho. E quanto à assistência técnica no hotel, tenho histórias ainda mais bizarras para contar. Só o facto de cuspir na fonte dos Jerónimos é que seria de evitar. De qualquer modo, a estupidez maior foi empolar isto de tal modo que ela teve de pedir desculpas...
Maitê, eu é que te peço desculpa...
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20091012
Depois do acidente, nunca mais teve juízo...
"A médica finlandesa Rauni-Leena Kilde falou da experiência extraterrestre entre o Povo Sammi (Lapões), com quem foi criada acima do círculo ártico na Escandinávia. O primeiro contato de que se lembra foi quando teve um grave acidente de carro. Enquanto estava deitada, mortalmente ferida, um pequeno ET trabalhava curando o seu fígado"...
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20091009
Presságios
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Paz e Guerra
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20091006
Bendito United
Mais do que uma história do mundo do futebol, é acima de tudo um drama humano que se desenvolve entre pessoas que "acreditam em fadas" e outros que nem por isso... É um poema em forma de cinema, a sério. De resto, a história termina com a recriação de um momento único de televisão, quando um fragilizado Brian Clough é entrevistado em directo na televisão depois de ter sido despedido do cargo de treinador e enfrenta o homem que ele substituíra e era então o seleccionador de Inglaterra, Don Revie. É esse momento histórico de televisão que partilho com todos...
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20091002
Perdeu o Norte
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20090930
O melhor governo para Portugal

"A Vieira de Almeida & Associados - que já este ano tinha sido alvo de buscas no âmbito do processo Freeport - foi a primeira a receber a 'visita' dos procuradores do DCIAP, investigadores e um elemento do Conselho Distrital de Lisboa. No total foram pouco mais de dez elementos que procuraram documentos, entre os quais o contrato de financiamento associado à aquisição dos submarinos. E que passaram a tarde toda nas instalações do escritório, devido a 'problemas informáticos' que terão atrasado a busca".

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Grande 31...
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20090929
O que disse Cavaco
Declaração do Presidente da República
Presidência da República, 29 de Setembro de 2009
1. Durante a campanha eleitoral foram produzidas dezenas de declarações e notícias sobre escutas, ligando-as ao nome do Presidente da República e, no entanto, não existe em nenhuma declaração ou escrito do Presidente qualquer referência a escutas ou a algo com significado semelhante.
Desafio qualquer um a verificar o que acabo de dizer.
E tudo isto sendo sabido que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que só o Presidente da República fala em nome dele ou então os seus chefes da Casa Civil ou da Casa Militar.
2. Porquê toda aquela manipulação?
Transmito-vos, a título excepcional, porque as circunstâncias o exigem, a minha interpretação dos factos.
Outros poderão pensar de forma diferente. Mas os portugueses têm o direito de saber o que pensou e continua a pensar o Presidente da República.
Durante o mês de Agosto, na minha casa no Algarve, quando dedicava boa parte do meu tempo à análise dos diplomas que tinha levado comigo para efeitos de promulgação, fui surpreendido com declarações de destacadas personalidades do partido do Governo exigindo ao Presidente da República que interrompesse as férias e viesse falar sobre a participação de membros da sua casa civil na elaboração do programa do PSD (o que, de acordo com a informação que me foi prestada, era mentira).
E não tenho conhecimento de que no tempo dos presidentes que me antecederam no cargo, os membros das respectivas casas civis tenham sido limitados na sua liberdade cívica, incluindo contactos com os partidos a que pertenciam.
Considerei graves aquelas declarações, um tipo de ultimato dirigido ao Presidente da República.
3. A leitura pessoal que fiz dessas declarações foi a seguinte (normalmente não revelo a leitura pessoal que faço de declarações de políticos, mas, nas presentes circunstâncias, sou forçado a abrir uma excepção).
Pretendia-se, quanto a mim, alcançar dois objectivos com aquelas declarações:
Primeiro: Puxar o Presidente para a luta político-partidária, encostando-o ao PSD, apesar de todos saberem que eu, pela minha maneira de ser, sou particularmente rigoroso na isenção em relação a todas as forças partidárias.
Segundo: Desviar as atenções do debate eleitoral das questões que realmente preocupavam os cidadãos.
Foi esta a minha leitura e, nesse sentido, produzi uma declaração durante uma visita à aldeia de Querença, no concelho de Loulé, no dia 28 de Agosto.
4. Muito do que depois foi dito ou escrito envolvendo o meu nome interpretei-o como visando consolidar aqueles dois objectivos.
Incluindo as interrogações que qualquer cidadão pode fazer sobre como é que aqueles políticos sabiam dos passos dados por membros da Casa Civil da Presidência da República.
Incluindo mesmo as interrogações atribuídas a um membro da minha Casa Civil, de que não tive conhecimento prévio e que tenho algumas dúvidas quanto aos termos exactos em que possam ter sido produzidas.
Mas onde está o crime de alguém, a título pessoal, se interrogar sobre a razão das declarações políticas de outrem?
Repito, para mim, pessoalmente, tudo não passava de tentativas de consolidar os dois objectivos já referidos: colar o Presidente ao PSD e desviar as atenções.
5. E a mesma leitura fiz da publicação num jornal diário de um e-mail, velho de 17 meses, trocado entre jornalistas de um outro diário, sobre um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro que esteve presente durante a visita que efectuei à Madeira, em Abril de 2008.
Desconhecia totalmente a existência e o conteúdo do referido e-mail e, pessoalmente, tenho sérias dúvidas quanto à veracidade das afirmações nele contidas.
Não conheço o assessor do Primeiro-Ministro nele referido, não sei com quem falou, não sei o que viu ou ouviu durante a minha visita à Madeira e se disso fez ou não relatos a alguém.
Sobre mim próprio teria pouco a relatar que não fosse de todos conhecido. E por isso não atribuí qualquer importância à sua presença quando soube que tinha acompanhado a minha visita à Madeira.
6. A primeira interrogação que fiz a mim próprio quando tive conhecimento da publicação do e-mail foi a seguinte: “porque é que é publicado agora, a uma semana do acto eleitoral, quando já passaram 17 meses”?
Liguei imediatamente a publicação do e-mail aos objectivos visados pelas declarações produzidas em meados de Agosto.
E, pessoalmente, confesso que não consigo ver bem onde está o crime de um cidadão, mesmo que seja membro do staff da casa civil do Presidente, ter sentimentos de desconfiança ou de outra natureza em relação a atitudes de outras pessoas.
7. Mas o e-mail publicado deixava a dúvida na opinião pública sobre se teria sido violada uma regra básica que vigora na Presidência da República: ninguém está autorizado a falar em nome do Presidente da República, a não ser os seus chefes da Casa Civil e da Casa Militar. E embora me tenha sido garantido que tal não aconteceu, eu não podia deixar que a dúvida permanecesse.
Foi por isso, e só por isso, que procedi a alterações na minha Casa Civil.
8. A segunda interrogação que a publicação do referido e-mail me suscitou foi a seguinte: “será possível alguém do exterior entrar no meu computador e conhecer os meus e-mails? Estará a informação confidencial contida nos computadores da Presidência da República suficientemente protegida?”
Foi para esclarecer esta questão que hoje ouvi várias entidades com responsabilidades na área da segurança. Fiquei a saber que existem vulnerabilidades e pedi que se estudasse a forma de as reduzir.
9. Um Presidente da República tem, às vezes, que enfrentar problemas bem difíceis, assistir a graves manipulações, mas tem que ser capaz de resistir, em nome do que considera ser o superior interesse nacional. Mesmo que isso lhe possa causar custos pessoais. Para mim Portugal está primeiro.
O Presidente da República não cede a pressões nem se deixa condicionar, seja por quem for.
Foi por isso que entendi dever manter-me em silêncio durante a campanha eleitoral.
Agora, passada a disputa eleitoral, e porque considero que foram ultrapassados os limites do tolerável e da decência, espero que os portugueses compreendam que fui forçado a fazer algo que não costumo fazer: partilhar convosco, em público, a interpretação que fiz sobre um assunto que inundou a comunicação social durante vários dias sem que alguma vez a ele eu me tenha referido, directa ou indirectamente.
E sabendo todos que a Presidência da República é um órgão unipessoal e que, sobre as suas posições, só o Presidente se pronuncia.
Uma última palavra quero dirigir aos portugueses: podem estar certos de que, por maiores que sejam as dificuldades, estarei aqui para defender os superiores interesses de Portugal.
Etiquetas: Cavaco Silva, Monarquia
Logo à noite, às 20h00, vamos todos escutar Cavaco


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20090928
O Vader de Washington

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