20080518

Confissões sobre a morte de Robert F. Kennedy

Ao ler o artigo de capa do número deste mês da revista Vanity Fair, sobre Robert F. Kennedy...



... um artigo que lembra a esperança do ano de 1968, há 40 anos, quando o irmão de JFK foi assassinado durante a campanha de nomeação do partido Democrata para o cargo de Presidente dos EUA. A mesma campanha que Barack Obama anda a hoje a fazer...





... a dada altura, li que, quando RFK anunciou a candidatura, o Republicano Richard Nixon declarou: "Acabámos de ver algumas forças malignas serem lançadas". E profetizou ainda o homem que viria depois a ser eleito Presidente dos EUA: "Isto vai acabar mal" e "Só Deus sabe onde isto nos vai levar"...



Aquelas palavras de Richard Nixon fizeram-me lembrar algo que lera há uns anos, mais concretamente no livro "Um Político Confessa-se", o diário do antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar, Franco Nogueira, que aborda os anos de 1960 a 1968...



O ano de 1968 estava bastante agitado, conforme se pode depreender por estas linhas que registam os acontecimentos entre os dias 28 de Março e 4 de Abril, onde Franco Nogueira analisa o anúncio da candidatura de Robert Kennedy e o assassinato de Martin Luther King...



O momento mais revelador das confissões do ex-ministro de Salazar, contudo, surgem quando ele fala da sua deslocação, 20 dias depois da morte de Luther King, à reunião anual do grupo Bilderberg...




É de reter a afirmação do ex-primeiro-ministro do Canadá, Lester Pearson, registada no diário de Franco Nogueira no dia 30 de Abril de 1968, na qual se diz que Robert F. Kennedy, tido como um "farsante", se fosse eleito tal seria "uma tragédia para os EUA e para todos". E ainda: "Espero que isso não aconteça" (entendendo-se nesta última frase que Pearson esperava era que RFK não fosse eleito)...



Respondendo aos desejos do homem de Bilderberg, RFK não seria, de facto, eleito. Pouco mais de um mês após aquelas palavras, no início de Junho, o candidato a candidato foi assassinado em Los Angeles, facto que provocou o seguinte comentário de Franco Nogueira...




Hoje, 40 anos volvidos, os EUA enfrentam uma guerra fora fronteiras, voltou uma crise mundial e há um candidato Democrata que oferece uma nova esperança, como aquele que seguia em frente em 1968...



Por isso, tal como há 40 anos, temo o pior em relação a Barack Obama ou "para todos nós", caso ele seja eleito. Aviso ainda que não faço profecias e uma convicção alicerçada em probabilidades não é uma certeza. É apenas uma opinião para ter em conta e ser partilhada para que todos estejam atentos...

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Partido Popular Monárquico/Partido Liberal Social

Sem supresa, a mudança de nome para PPM/PLS , foi recusada. O mais importante, contudo, é que o primeiro passo foi dado...

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20080516

Energia positiva

Na entrevista que fiz para a "Focus" desta semana ao ex-presidente dos revendedores de gasolina, António Saleiro, ele diz que os preços da gasolina não seguem as regras do mercado pois são os produtores que decidem qual deve ser o preço que os revendedores devem cobrar. Por isso, o mercado não funciona e tudo se lhes permite. Saleiro explica isso com o caso prático de, por exemplo, imaginarmos o dia em que a Delta diga e imponha o preço a que deve ser vendida a xícara de café em cada estabelecimento do país... Por isso, agora que se assiste ao 15º aumento de gasolina desde o início do ano, chamo a atenção para o e-mail que recebi. Sem mais comentários:

"Vamos passar a palavra e não ser indiferentes, temos que fazer com que as coisas mudem!

A subida vertiginosa do preços dos combustíveis tem que parar e temos que fazer com que baixem!

Para tal vamos combinar três dias nacionais seguidos de

NÃO ABASTECIMENTO NA BP, GALP, REPSOL!

Esses dias serão o 1 -2 -3 de Junho que vem!

VAMOS FAZER A DIFERENÇA!

Nesses dias abasteçam em outros postos de combustíveis tais como a Esso, Total, Continente (antigo Carrefour), Intermarché, Jumbo e Leclerc!

Juntos teremos força para baixar os lucros destes gigantes!"

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Haja alegria para celebrar os 60 anos de Israel

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20080515

Afinal, a conspiração existe...

Numa acção promovida pelo BES, Bob Geldof disse que Angola é gerida por criminosos. Está visto que quem terá pago ao inglês para dizer aquilo foi o Millennium. Tudo para denegrir a imagem do banco concorrente... Só pode...


Imagem sacada daqui.

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Promessas de primeiro-ministro

Bilderberg 2008 foi na Grécia

Segundo parece, a reunião do grupo Bilderberg deste ano foi mais cedo e teve lugar em Vouliagmeni, Grécia, entre os dias 8 de 11 de Maio. Não sei se Francisco Pinto Balsemão participou no encontro, pois ainda não há uma lista dos convidados. Contudo, no dia 9, ele estava em Portugal, uma vez que marcou presença na festa dos 15 anos da revista "Visão", da qual é proprietário. Durão Barroso, por sua vez, também esteve nesse dia em Lisboa, a participar numa cerimónia do Dia da Europa, na Câmara de Lisboa, com José Sócrates e António Costa. Será que no fim viajaram todos juntos para a Grécia?

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Senhoras e senhores, apresento-vos o futuro presidente dos EUA: John Edwards...

Não conseguiu impôr-se nas primárias Democratas, mas John Edwards, que já fora candidato a vice-presidente dos EUA com John Kerry, em 2004, esperou para ver para que lado o vento pendia e, quando já está tudo praticamente clarificado, tornou público o seu apoio a Barack Obama.



Parece que vou ter mesmo de engolir as minhas impressões sobre a possibilidade de Hillary Clinton chegar à Casa Branca, mas agora compreendo o "Plano B" para controlar o fenómeno Obama: apresentar novamente John Edwards como potencial candidato a vice-presidente dos EUA. Afinal, ele é um "Bilderberger" e dará um grande presidente quando se cumprir a profecia de Doris Lessing.

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20080513

JS filtro, é só fumaça...

O primeiro-ministro fumou dentro do avião que o levou à Venezuela. Um escândalo nacional...




Há um ano, em Janeiro de 2007, viajei na comitiva ministerial que foi de visita à China. Testemunhei o momento em que José Sócrates sacou de um cigarro e fumou junto dos jornalistas. Ninguém tirou uma fotografia desse momento.... Porquê? Porque se entendeu que, como a viagem era de 15 horas, sendo ainda o avião fretado e não havendo a actual lei anti-tabaco, não seria necessário estragar o momento informal de descontração. Sócrates fumou, Manuel Pinho fumou. Os jornalistas fumaram. Recordo que, no regresso, houve um passageiro que se sentiu mal e teve necessidade de respirar com o auxílio de botijas de oxigénio. E todos os demais passageiros tiveram de respeitar a privação de tabaco que então se impôs. E durante 15 horas da viagem ninguém fumou...



A viagem à Venezuela, concordo, foi diferente. Demorou menos tempo do que a viagem à China e agora há uma lei para cumprir. Contudo, apesar de aplaudir o "puxão de orelhas" a José Sócrates, acho que, neste momento, haveria situações bem mais importantes para o cidadão ser informado, como é caso do fornecimento de petróleo venezuelano a Portugal e de que modo é que poderá fazer ou não baixar o preço dos combustíveis - sobretudo hoje, mais um dia em que a gasolina subiu entre nós. Mas, não. Perdeu-se a energia com o tabaco.


(Entrevista a António Saleiro, ex-presidente da ANAREC, hoje, na Focus)

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Leituras de sofá


Esta chegou-me via o Sofá Universal, que desde já promete boas horas de leitura no futuro...

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20080507

Uma lista alfabética começa sempre na letra "A"...



... por isso, agora só falta continuar a lista por mais países onde vai ser obrigatório figurar, por exemplo, os EUA... o Reino Unido...

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Buraka Obama

20080506

Luís, é a glória!

Ser-se tema de uma pergunta do "Quem Quer Ser Milionário" não é para todos... O Luís Miguel Rocha foi-o hoje...



O concorrente, um jovem de 21 anos, não soube responder e, ainda por cima, optou por eliminar a obra mais conhecida do Luís: escolheu o livro "O Último Papa"... O próprio Jorge Gabriel confessou que é um dos livros que anda a tentar acabar de ler...
Aproveito a oportunidade para relembrar que, a edição inglesa, vai ser editada nos EUA em Agosto... Soube igualmente que a Ediouro vai publicar a obra no Brasil e, entretanto, podem apreciar o catálogo de Primavera da Putnam...


(Sim, a foto do autor é da autoria deste vosso servo... o "Federico")

Mesmo sem que o concorrente tivesse acertado - ainda assim, ele levou 7.500 euros para casa -, Luís, é a glória em todas as frentes!
Parabéns!

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A solução final do enigma da Praia da Luz

Com a demissão, hoje, do director da PJ, Alípio Ribeiro, o ministro da Justiça escolheu um homem de Coimbra com Santa Comba Dão no curriculum, Almeida Rodrigues - dito assim até parecia que estávamos de novo em 1928.
Para mim, que tanto faz, foi dado mais um passo para a solução final do enigma da Praia da Luz. Está tudo a seguir um guião escrito há um ano. A PJ, recorde-se, manietada pelos poderes políticos, nunca teve autorização para incomodar os McCann. Isso foi por demais notório aquando da demissão do inspector chefe Gonçalo Amaral, em Outubro, que veio acompanhada pelo anúncio de Gordon Brown de que aceitava assinar o Tratado de Lisboa. Foi a nossa moeda de troca: deixaríamos os McCann escapar à justiça e tínhamos a preciosa assinatura britânica na nova constituição europeia. Parece redutor e leviano dizer isto assim, com esta simplicidade, quando é suposto os governantes pensarem em valores bem mais elevados. Mas, garanto-vos, eles também são humanos com falhas. Contudo, têm algo que falta a muitos de nós: poder.
Almeida Rodrigues, o homem que liderou a detenção do "serial killer" de Santa Comba Dão, com certeza que não vai apanhar com as culpas depois do caso McCann acabar finalmente por ser arquivado.
Se os McCann mataram mesmo a filha por acidente e depois esconderam o corpo, não há justiça humana que os atinja. Está visto. As contas que eles têm de prestar é com o Deus em que acreditam e esse, se bem se lembram das aulas de catequese, tudo perdoa. Os McCann, muito provavelmente, nem sequer acreditam que a filha lhes morreu nas mãos porque agora estão a expiar a culpa através da missão divina que lhes foi entregue: a luta em prol das crianças desaparecidas.
Há dias, um amigo chamou-me a atenção para o primeiro momento em que os McCann foram publicamente confrontados com a possibilidade de estarem envolvidos directamente no destino da filha. Foi a 6 de Junho, um mês e três dias depois do desaparecimento de Madeleine, durante uma conferência de Imprensa, em Berlim. Disse-me esse amigo: "Repara na linguagem corporal dos pais à medida que a pergunta da jornalista se desenvolve: Ao princípio, a mãe, Kate, pisca os olhos de forma normal. Quando percebe o sentido da questão, esse piscar pára por uns momentos. É natural que assim seja. O pai também mexe a mão, de forma nervosa, para se coçar debaixo do casaco. Contudo, é ele, Gerry, que se preparava para responder, mas Kate antecipou-se e, sem consultar o marido ou esperar por um sinal dele, avançou para o microfone que até estava desligado. Gerry não teve tempo de iniciar a resposta e ficou mesmo de boca aberta durante aquele instante em que olhava para mulher. Nota-se que fica preocupado, mas rapidamente percebe que tem de recuperar a compostura e mantém-se hirto enquanto a mãe responde que são poucos os que pensam que eles são culpados garante que são bons pais". E conclui esse meu amigo: "A linguagem corporal indicia que não terão contado à polícia tudo o que sabem e que ainda escondem informações".



Acrescentou ainda o meu amigo: "Há boas hipóteses de ter sido esta a conferência de Imprensa que Gonçalo Amaral estava a assistir durante o tal almoço bem regado e de duas horas que, dois dias depois, foi denunciado na Imprensa britânica".

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20080505

24 horas passam em 10 anos

O diário "24 Horas" faz hoje 10 anos. Quer isto dizer que fez ontem 10 anos que, como repórter do semanário "Tal&Qual", desci uns andares da redacção onde trabalhava e fui fazer a reportagem sobre o primeiro dia de vida do novo diário. Foi literalmente um dia inteiro passado na redacção do "24 Horas", desde a reunião de preparação, às 10 da manhã de 4 de Maio, depois a tarde até ao fecho da edição, a impressão na gráfica e, finalmente, a venda, no Cais do Sodré, às seis da manhã do dia 5. Devo ter sido assim o jornalista que mais trabalhou no dia da fundação do "24 Horas". Afinal, aquele era o "irmão mais novo" do "T&Q". O fundador e director do "24 Horas", o José Rocha Vieira, fora um dos fundadores do "Tal&Qual" 18 anos antes. O novo diário, para além de estar no mesmo edifício - onde também funcionavam as revistas "TV Mais", "Visão" e "Telenovelas" -, "ameaçava" ser um "T&Q" diário. De certa maneira veio a sê-lo e, graças a uma série de políticas mal dirigidas por outras pessoas após a saída do Zé em Novembro de 2000, o "irmão mais novo" acabou mesmo por "canibalizar" o "irmão mais velho". Mas, naquele dia em que nascia um novo jornal, foi uma festa. Com muito trabalho pelo meio. Lembro-me, por exemplo, do João Vasco Almeida a comer uma pizza à pressa no meio da redacção. Do Paulo Rego a mandar repórteres para a rua, buscar histórias. Dos gráficos a compôr a primeira página do primeiro número. E como isso ficou registado nas fotografias. Lembro-me muito bem dos primeiros anos desse arranque do jornal. E, sobretudo, das pessoas que por lá passaram. Jornalistas que, hoje, sem grande surpresas, foram esquecidos... - Lembrar alguns nomes aqui e ver ainda aqui.
Para todos os jornalistas que trabalharam no "24 Horas" e não são citados na edição de hoje do diário, um abraço por serem meus amigos há 10 anos. É um orgulho pertencer a uma "lista negra" onde estejam os vossos nomes.

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20080503

Um ano de "uma história muito mal contada"



"Diário de Notícias", 5 de Maio de 2007

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20080502

Lembrar a luz...

20080430

Provas contra os McCann podem ter sido plantadas...



"Mulher Moderna" Nº1001


VIP Nº563

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20080429

As outras prendas do Pai Natal do "Tal&Qual"









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Pequeno esclarecimento e singelo contributo para a História da grande Literatura em Portugal...

Estava a ler a entrevista de Carlos Vaz Marques ao escritor António Lobo Antunes na retornada revista "Ler"...



... quando tive de parar neste diálogo sobre a rivalidade entre o entrevistado e o Nobel da Literatura, José Saramago...



A afirmação de que houve um livro de Lobo Antunes atirado ao chão por José Saramago - acto do qual Lobo Antunes garante ter visto registo fotográfico - creio que só poderá dizer respeito a um trabalho que fiz - juntamente com a Carla Pernes e o António Nascimento -, em 1998, no entretanto extinto semanário "Tal&Qual" (que espera também pelo dia em que "retornará").
No Natal daquele ano, vesti-me de Pai Natal e fui oferecer prendas a algumas personalidades públicas. Eram prendas obviamente provocantes, muito ao estilo da filosofia do jornal. Assim, por exemplo, demos um livro de discursos de Mário Soares ao Presidente Jorge Sampaio - que nos agradeceu tendo enviado um livro devidamente autografado com discursos seus para a nossa redacção... -, demos uma foto de Pinto da Costa ao então presidente do Benfica, Vale e Azevedo, uma tampa de sanita para o ministro da Cultura, Manuel Maria Carrilho, e sapatos de salto alto para a ministra da Saúde, Maria de Belém.



Na parte final da reportagem, soubemos que José Saramago, acabado de regressar de Estocolmo onde fora receber o Nobel da Literatura, estava num hotel de Lisboa perto da nossa redacção, então situada no Marquês de Pombal. Decidimos oferecer-lhe um livro de António Lobo Antunes. Na livraria Buchholz, nessa tarde, escolhi o "Livro de Crónicas", editado um mês antes. Vesti-me de Pai Natal e fui com o repórter fotográfico, o José Carlos Pratas, para o hotel.
Nunca soube a razão da zanga entre ambos e pensava até que seria algo exagerada. Acreditava, ingenuamente, que a minha prenda iria ser recebida com algum desportivismo, como aliás todas as outras que oferecera - até à altura, apenas o então primeiro-ministro António Guterres se recusara a receber e abrir a sua prenda, mas isso é uma outra história que um dia também vai ser explicada...
Saramago apareceu no lobby do hotel e fiz a rábula: "Olá, sou o Pai Natal do 'Tal&Qual' e tenho aqui uma prenda que espero que não leve a mal".
O escritor parecia um menino quando lhe passei o embrulho para as mãos. Os olhos brilhavam e perguntava à medida que rasgava o papel à minha frente com um sorriso: "Ah, mas o que será?". Naquele momento, por uns segundos, fiquei suspenso a aguardar a reacção. Assim que topou o nome do escritor rival bem visível e impresso com letras encarnadas, os olhos do Nobel da Literatura fulminaram-me. Fiquei sem reacção, apenas de boca aberta e só consegui estender a mão para receber de volta o livro. Saramago ainda me disse: "Tome, não aceito e considero isto uma provocação"...



José Saramago não atirou nenhum livro de António Lobo Antunes para o chão. Pelo menos do ponto de vista literal do termo. Do ponto de vista literário, o nosso título acabou por ser um jogo de palavras com o nome do livro do Nobel, "Levantado do Chão"*. Contudo, o acto em si foi pior do que atirar o livro de Lobo Antunes para o chão, conforme demonstra a sequência do que se passou, sagazmente captada pela lente do Pratas. Saramago foi de uma frieza tal que nunca consegui compreender.
Aqui fica o esclarecimento sobre algo que acredito ser o que Lobo Antunes referiu na entrevista à "Ler". Espero assim que, um dia, daqui a muitos anos, quando alguém se debruçar sobre o assunto e recolher aquela afirmação de Lobo Antunes e procure verificar a situação, encontre aqui a explicação. Para que a afirmação de Lobo Antunes não seja descontextualizada e se transforme em mais uma certeza errada.
Quanto ao "Livro de Crónicas" que José Saramago me deu para a mão, está aqui, em minha casa, bem guardadinho, lido e relido...



*"Portanto, o livro chama-se Levantado do Chão porque, no fundo, levantam-se os homens do chão, levantam-se as searas, é no chão que semeamos, é nos chão que nascem as árvores e até do chão se pode levantar um livro". (Palavra de José Saramago)

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20080427

Lembram-se da Lio?

Vendeu milhares de discos quando começou a cantar aos 17 anos, em 1980...



Liderou o combate contra as loiras quando denunciou que "Les brunes comptent pas pour des prunes"...



... ou quando apanhava os homens na cama com uma loira...



Continua na mesma...



Enfim, a portuguesa ,Wanda Ribeiro de Vasconcelos, nascida em Mangualde, em 1962, foi mais uma das coisas boas que a ditadura salazarista nos fez perder...

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Também canto América

Hillary Clinton quer debater com Barack Obama, mas num debate sem moderadores. Obviamente, Hillary Clinton não viu o filme "The Great Debaters", realizado por Denzel Washington, com Forest Whitaker e produzido por Oprah Winfrey.



O filme conta a história do grupo de debate composto por estudantes negros do Texas que, liderados pelo professor Melvin Tolson, ganhou debates contra estudantes brancos, em 1935.
Por isso, boa sorte para Hillary Clinton, sobretudo se Barack Obama lembrar-se de citar o poema de Langston Hughes, "I, Too, Sing America":

I, too, sing America.
I am the darker brother.
They send me to eat in the kitchen
When company comes,
But I laugh,
And eat well,
And grow strong.
Tomorrow,
I'll be at the table
When company comes.
Nobody'll dare
Say to me,
"Eat in the kitchen,"
Then.
Besides,
They'll see how beautiful I am
And be ashamed--
I, too, am America.

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20080426

Portugal visto desde Inglaterra...

Um artigo sobre o caso McCann, publicado no jornal britânico "Mail on Sunday", no passado dia 20, o autor, David Rose, recorda Rachel Charles, uma menina inglesa de nove anos, morta em 1990, no Algarve...



O caso levou depois à condenação de um cidadão britânico, Michael Cook, mas houve acusações de tortura por parte da polícia portuguesa:

"It is claimed that Cook was hung from an upstairs window by his feet, that his feet were beaten until he could not stand, that he was tied to a chair and beaten, that he was deprived of sleep and that a revolver was forced into his mouth and the trigger pulled in a mock execution".

Este caso, recorde-se, provocou uma série de perguntas no Parlamento Britânico, em 1992.

David Rose abordou ainda o caso Joana e, mais uma vez, escreveu sobre a tortura:

"They threw her to the ground, kicked her and hit her with a cardboard tube. They put a plastic bag over her head, made her kneel on glass ashtrays . .. The accused believed that by causing her intense suffering, they would force her to tell them how she killed her child and where she put the body".

Tudo para concluir que Kate McCann, afinal, até chorava no início do caso...

"According to the Portuguese Press, one factor that influenced his desire to make the McCanns arguidos was Kate's supposedly 'cold' demeanour in dealing with police and on television. In fact, as the photo published on Section 2's Page 1 today makes clear, the first known image taken of Kate on the morning after Madeleine's disappearance, she was distraught".



Mas, já agora, quem é o jornalista David Rose?

"One of the things that made me uneasy about my lunches with MI5 and MI6, which usually took place at very expensive restaurants, is that, in a reversal of usual journalistic practice, the agency men insisted on paying, often with wads of cash, presumably to protect their 'cover'"...

Ok.

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O jornalista editor

O jornalista Rui Costa Pinto lançou a sua editora: Rui Costa Pinto Edições. Vai ter livros em papel, mas a novidade está também nos e-books. Para além da versão em inglês do "Maddie 129", tem lá outros títulos muito interessantes...
Aliás, ò Rui, já agora sugiro aqui mais uns títulozinhos para a colecção:

"Grupo Bilderberg - Como eles escolhem os nossos líderes"

"2004 - A Odisseia de um Golpe de Estado em Portugal"

"O Amigo Americano - A história de um maoísta estudante de Direito que chegou a Presidente da Comissão Europeia"

"O Tratado da Praia da Luz - Como o desaparecimento de uma menina de três anos no Algarve condicionou o primeiro-ministro britânico a assinar o Tratado de Lisboa"

"Casa Pia - O caso que deixou de ser"

"O Amor e o Poder - O papel das mulheres por detrás dos políticos em Democracia - 1974-2008: Manuela Eanes, Maria Barroso, Snu Abecassis, Maria Cavaco Silva, Margarida Sousa Uva e Fernanda Câncio"

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País de Doutores e Engenheiros

O presidente Cavaco Silva, que já foi primeiro-ministro de Portugal durante 10 anos (1985 a 1995) queixou-se: "'Metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos e um terço dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas', sublinhou. Cavaco referiu que este estudo perguntou a estes jovens 'qual o número de Estados da União Europeia, quem o primeiro presidente eleito após o 25 de Abril e se o PS detinha ou não a maioria absoluta no parlamento'.
Eu disse, há quatro anos, e citado pela Agência Lusa: "O autor de 'Abril Sangrento' também não poupa a classe jornalística, 'que está muito desunida, o que só facilita as manobras do patronato', e critica ainda os jornalistas mais jovens, que pouco conhecem do passado e 'não sabem o que foi a revolução'".
E, um ano antes, em 2003, expliquei que o culto da ignorância já vinha de longe, uma vez que eu próprio o detectara em 1994, quando fui autor das perguntas de cultura geral para o programa "Doutores&Engenheiros", onde os estudantes universitários da altura - hoje na casa dos 30 anos - não sabiam responder a questões ditas básicas do mundo em que vivem: "Assim, para mim e para os meus amigos, o rio que banhava Londres ficou para sempre conhecido como o Tâmega e, salvo erro, a capital da Argentina, era o Peru. Mas, o pior foram as perguntas que ficaram sem resposta. Recordo aqui uma muito particular: 'Quem é o autor do livro 'Crime e Castigo'?'. Não sabiam. Silêncio profundo".
E nunca precisei de encomendar estudos...

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20080423

Informação aos leitores ---- Autógrafos e debate ------

Vai haver uma sessão de autógrafos do livro "O Enigma da Praia da Luz", no próximo sábado dia 26, a partir das 16h00 na livraria Bulhosa no Centro Comercial Parque, em Linda-A-Velha.


No dia 3 de Maio, às 21h30, estarei num debate juntamente com o Paulo Pereira Cristóvão na Biblioteca Municipal de Portimão...

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20080422

Devidas diferenças

20080419

Atento e vigilante...

20080418

O DN hoje informa que...



É bom saber que estão atentos a Bilderberg.

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20080417

Agitar e servir... Quem sucederá a Menezes?

Ou Menezes sucede a Menezes.
Ou Passos Coelho dá o passo em grande.
Ou Manuela Ferreira Leite será o D. Sebastião no feminino.
Ou António Borges consegue ser eleito pelas bases.
Ou Rui Rio deixa o Porto.
Ou Santana Lopes regressa.
Ou Marcelo Rebelo de Sousa parte dois.
Mas, por favor, José Pedro Aguiar-Branco, é o homem de Bilderberg, aliás, pré-anunciado há meses pelo patrão dos jornalistas e membro nº 1 do partido em causa. Será mesmo ele?

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E se ela aparecesse a 12 de Maio?

Na senda das imagens já divulgadas aqui, temos mais esta...

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20080416

O fim do Boavista?

"Só acredito numa coisa: na comunicação social. Espero que vocês me ajudem a desmascarar quem fez mal ao Boavista", desabafou hoje o presidente do Boavista, Joaquim Teixeira.
O Boavista é o meu clube.
Podia ter sido outro, mas tenho aquela ligação afectiva dos primeiros anos de vida de quando ia ver os jogos ao Bessa levado pela mão do meu pai. Ainda hoje sinto o cheiro da relva daquele campo, à inglesa, que nos deixava em cima dos jogadores a ponto de ouvir ainda hoje o som do bater da chuteira do Casaca ao passar a bola para o Coelho marcar golo de cabeça...


(Era ali, atrás daquela rede, que eu via o jogo. É ali que ainda estou quando vejo na televisão os jogos do Bessa)

Aquele é o clube das "camisolas esquisitas", dos resistentes da cidade do Porto conhecedores das manhas que o clube com o nome da cidade usa para ter lugar captivo à frente dos campeonatos, enquanto o clube do bairro lutava na Europa de igual para igual, mas sempre com a secreta esperança de um dia poder vir a ser Campeão Nacional - como o foi. E eu estava nesse dia em Paris e festejei o título nos Campos Elíseos...
Foi um dos clubes do Vítor Baptista - o meu primeiro livro seria sobre ele, embora nunca o tenha visto a jogar, mas cuja história ouvira pela primeira vez, no caminho de pedras, rumo ao Estádio do Bessa, quando o nó de Francos era ainda um descampado. Foi o clube onde estive quase para jogar quando fui fazer testes para os juniores no campo da Pasteleira no mesmo dia em que os jornais faziam as contas a quanto dinheiro o Futre iria ganhar no Atlético de Madrid mesmo a dormir. Era já o início dos sonhos milionários dos jogadores de futebol. Mas, a minha mãe disse-me que, como o guarda-redes do Boavista, o Matos, era médico, por isso, eu tinha de continuar a estudar. Nunca mais perdoei o Matos, mas pedi-lhe um autógrafo quando o encontrei na loja da Constituição onde ele fora levantar os panfletos publicitários da Puma.
E ainda havia os saltos mortais que o Folha dava cada vez que marcava um golo...



Foi o clube daquele golo extraordinário marcado do meio do campo pelo Marlon Brandão - que nome também mais extrordinário! - contra os italianos do Inter de Milão. É o clube do João Vieira Pinto, Alfedo, William, Isaías, Nuno Gomes, Timofte, Sanchéz, Frederico (não eu, mas o Rosa), Petit, Jimmy, Alves (o luvas pretas), Bosingwa, Litos, Mamadú Bobó Djaló (outro nome extraordinário!), Pedro Barney, Frechaut, Pedro Emanuel, Ricardo, Ricky, Latapy e outros e outros...
Se o Boavista acabar, eu sei que os culpados não foram os jogadores...

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20080415

O segredo dos segredos norte-americanos sobre a nossa Revolução

Comprei este livro do jornalista e blogger Nuno Simas...



Tem lá detalhes inéditos, de documentos que ele recolheu junto da biblioteca Gerald Ford. Há um ano, graças a outros documentos que também surgem no livro, fiz este artigo para a Focus...





Podem encontrar aqui os originais dos arquivos norte-americanos.
O Nuno Simas, contudo, começa o livro com a defesa da versão oficial de que os EUA estavam a "leste" em relação ao golpe que preparava para o dia 25 de Abril de 1974 e, mais à frente, cita Henry Kissinger a queixar-se de que os EUA não tinham de andar a prever golpes pelo mundo fora. Dito assim, parece mesmo que nada se sabia...



Só que, em 2003, no livro "Eu Sei Que Você Sabe", apontei algumas evidências factuais que nos permitem pensar em sentido contrário. E isso começava com esta notícia do "Diário de Notícias" do dia 7 de Abril de 1974...



Entenda-se que o embaixador norte-americano, Stuart Nash Scott, era uma pessoa inexperiente quanto à diplomacia de Portugal, pois chegara em Janeiro de 1974 e não conhecia muita gente em Lisboa. É dito que veio para cá apenas para gozar o sol porque Lisboa era um poiso onde nada se passava - excepto, é claro o conflito de Israel, em Outubro de 1973, que obrigara a uma acesa troca de telegramas diplomáticos entre Washington e Lisboa por causa do uso da base das Lajes nas missões norte-americanas de apoio ao governo de Telavive. Coisa pouca... Quem geria a embaixada norte-americana em Lisboa era um senhor chamado Richard Post, o número 2 e que substituira o anterior embaixador durante um ano. Richard Post, antes de vir para Lisboa, servira em Angola, onde conheceu muitos militares que viriam a subir ao poder depois do golpe.
Conforme me explicou um outro militar de Abril - Otelo Saraiva de Carvalho - qualquer golpe de Estado, para ter sucesso, tem de ocorrer numa terça-feira, quarta-feira ou quinta-feira... Porquê? Para haver tropas... Não se pode fazer uma revolução ao fim-de-semana ou nos dias mais próximos. O golpe das Caldas da Rainha, a 16 de Março de 1974, falhara porque acontecera de sexta-feira para sábado... Já o 25 de Abril de 1974 teve lugar numa quarta-feira para quinta-feira, uma das duas datas ideais para garantir o sucesso.
Um adido militar na embaixada norte-americana em Lisboa que estivesse em contacto com Washington e soubesse que algo se iria passar, mas desconhecesse a data concreta, saberia, contudo, que um golpe teria de ocorrer num daqueles três dias da semana.
Diz-nos a história, a PIDE sabia que se preparava algo em grande para o dia 1 de Maio de 1974, dia do Trabalhador, uma quarta-feira. Se tinha de haver um golpe de Estado em Portugal feito por tropas militares com uma linha de orientação próxima da NATO - ou seja, distante dos movimentos de esquerda que se previam formar no 1 de Maio "sangrento" - esse golpe teria de ter lugar na terça, quarta ou quinta-feira antes de 1 de Maio... Ou seja, nos dias 23, 24 ou 25 de Abril (26 seria sexta, 27 e 28 o fim-de-semana, segunda seria 29 e, terça-feira, dia 30 era um dia demasiado próxima do 1 de Maio).
Afastar o embaixador dos EUA de Lisboa nos dias 23, 24 e 25 de Abril era imperioso para garantir o sucesso do golpe, já que os EUA não podiam intervir ou correr o risco de serem considerados suspeitos de preparar ou apoiar os golpistas (se os EUA tivessem de intervir a 25 de Abril teriam de o fazer a favor de Marcello Caetano, uma vez que era ele o governante de um país membro da NATO e não convinha nada dar a entender que os EUA apoiaram golpes militares e mudança de regime dentro da esfera de influência NATO. Afinal, isto não era a Checoslováquia em 1968).
E assim aconteceu... E ainda hoje se defende que os EUA nada sabiam do que se iria passar.
Tenho pena que o Nuno Simas tenha embarcado pelo aspecto mais fácil que foi o de optar por esquecer aquela pequena notícia de 7 de Abril e as ponta soltas que a mesma comporta. Preferiu o lado mais simples para registar a História...
No meio disto tudo, desconheço ainda se o Nuno Simas viu o telegrama que o cônsul norte-americano em Luanda, Briggs, mandou para Washington a 7 de Janeiro de 1974 onde diz que um bem relacionado militar de baixa patente (seria um capitão?) o informou de que o golpe de extrema-direita de Kaúlza de Arriaga é algo "exagerado" em relação ao que se "estava realmente a preparar" - "what actually is afoot"... e o que se estava a preparar? o 25 de Abril de 1974, é claro...



Se não acredita e que ver o original, vá aqui.

Outro detalhe que mencionei há uns tempos é o artigo do diário norte-americano "Washington Post", datado de 8 de Abril de 1974 - ou seja, o dia seguinte à publicação da notícia de que o embaixador dos EUA iria estar ausente de Lisboa no dia do golpe que se avizinhava -, onde se dá conta de que os homens de negócios em Portugal dão luz verde a uma mudança de regime no país desde que tal seja levada a cabo por Spínola...
Enfim, o que vale é que estou também a preparar uma continuação do "Eu Sei Que Você Sabe" - interrompida devido ao facto de ter escrito "O Enigma da Praia da Luz" - mas em breve direi aquilo que continuam a não querer dizer-vos.

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Os crimes ingleses de Clarence Mitchell

Carlos Anjos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), diz que o porta-voz dos McCann, Clarence Mitchell, ex-jornalista da BBC, "é mentiroso e maquiavélico".



Caso Carlos Anjos não saiba - assim como provavelmente muitos outros portugueses -, não estamos perante um qualquer "novato" em relação a casos criminais com grande impacto público. Clarence Mitchell não pode ser visto como um simples funcionário do governo britânico, agora ao serviço de um milionário generoso que apoia a família McCann a título gracioso e desinteressado.
Nada disso. De acordo com este perfil constata-se que estamos perante alguém que sempre esteve habituado a cobrir grandes casos.
Um deles foram os crimes de Fred West, conhecidos em Inglaterra como o caso da "Casa dos Horrores", quando o casal Fred e Rosemary West torturou, violou e assassinou 12 raparigas que depois foram enterradas na cave da casa dos West em Gloucester...
Outro caso que Clarence Mitchell seguiu de perto foi o desaparecimento de Danielle Jones, que terminou com a condenação do tio da menina apesar de nunca ter sido encontrado o corpo da vítima