20120524
20120320
Lembrança mental: estar atento...
Etiquetas: al-Megrahi, al-Senussi, CIA, Lockerbie
20120312
Para as "Lumenas" deste País

Etiquetas: al-Megrahi, John Ashton, Lockerbie
20120228
Lockerbie - Mas, ò Lumena Raposo, afinal, onde estão as provas contra Kadhafi?

Passou um ano, Kadhafi morreu e, ò Lumena, afinal onde andam essas provas? Entretanto, agradeço ao leitor "Anónimo Nº1" a dica para a biografia do ex-agente secreto líbio condenado pelo caso, da autoria de John Ashton, e ainda para este documentário da Al-Jazeera.
Etiquetas: al-Jazeera, al-Megrahi, John Ashton, Lockerbie
20111123
20110907
Lockerbie na origem dos ataques à Líbia
Etiquetas: Lockerbie, Susan Lindauer
20110906
20110820
20110224
Carta aberta a Lumena Raposo, jornalista do "DN", que assinou o artigo "MINISTRO EM FUGA ACUSA KADHAFI DE AUTORIA DO ATENTADO DE LOCKERBIE"
Não sei em circunstâncias escreveste este artigo "MINISTRO EM FUGA ACUSA KADHAFI DE AUTORIA DO ATENTADO DE LOCKERBIE"...
Sei, no entanto, que os jornais diários têm prazos apertados de fecho e não há muito tempo para analisar e questionar as histórias que nos chegam através das agências noticiosas. Na realidade, nada foi acrescentado a uma informação que, eu próprio, coloquei ontem no meu "Twitter" por volta das 20 horas com o comentário: "Será?". Hoje, ao ler o teu artigo, fiquei a saber o mesmo que já sabia ontem. Para mim, os jornais já não servem para dar novidades (há agora a TV, rádio e Internet), mas sim para "explicar" ou "contextualizar". Ou seja, cara Lumena, o que eu acho que deveria ter sido dito ao leitores do "DN" que compraram o jornal impresso - ou aqueles que pagam a assinatura para o lerem no Ipad - teria sido o seguinte:
A questão da autoria do atentado de Lockerbie ainda hoje continua a suscitar dúvidas. Os familiares das vítimas destacam o facto de que a bomba teria utilizado uma rota de tráfico de droga oriunda do Líbano - e não da Líbia -, havendo ainda indícios de que resultou de uma "encomenda" das autoridades iranianas - em retaliação ao derrube de um avião comercial iraniano com peregrinos para Meca por um míssil disparado desde um navio de guerra norte-americano. Defendem ainda que, mais tarde, durante a Guerra do Golfo, Bush-pai negociou com países árabes o apoio à intervenção contra o Iraque e, em consequência, as culpas foram atribuídas aos líbios. Kadhafi, que sempre se disse inocente, aceitou pagar às famílias e foi assim que passou a receber líderes europeus na sua tenda no deserto. Um ministro em fuga - aí sim, estiveste bem ao frisar esse facto no título -, não será, neste momento de instabilidade na Líbia, a fonte mais segura. Aguarda-se, portanto, a apresentação das provas para ver até que ponto estas terão dados substanciais. Até lá, este género de notícias apenas indiciam uma tentativa de formar a opinião pública menos atenta e mais desinformada para justificar uma possível intervenção dos EUA na Líbia.
E pronto.
Abraço
Frederico
Etiquetas: "DN", al-Megrahi, Kadhafi, Lockerbie
20100710
20091222
Alguma fartura
- foi com ele, e o já falecido ex-director da CIA, Vernon Walters, que Frank Carlucci trabalhou antes de vir para Portugal.
Etiquetas: EPAL, Frank Carlucci, Lincoln Gordon, Lockerbie, Palyboy, Pentágono, Vernon Walters
20090911
Negócios com terroristas...
September 12, 2001: British Intelligence Chiefs Fly to US; Delegation Visits CIA and Advises to Concentrate on Afghanistan, Not Iraq".

"Manning is now an executive of the BG Group, formerly British Gas, which by happy coincidence has one of the most potentially lucrative energy contracts with Libya".
Etiquetas: 11 de Setembro, Lockerbie
20090908
Bodes...
Como a maior parte da informação é em inglês, utiliza-se o mais corriqueiro motor de busca da actualidade, o "Google" no qual escrevemos as palavras "Lockerbie" e "truth" – Lockerbie e verdade.
A primeira entrada que nos aparecerá é precisamente o site "www.lockerbietruth.com". Como vêem, é simples começar… Vamos lá então pesquisar o site a ver se é de interesse e credibilidade: É feito pelo pai de uma das vítimas e porta-voz das famílias britânicas, o Dr. Jim Swire. Sim, deve ter algum interesse e credibilidade. Pelo menos, aqui não temos "Teorias da Conspiração", não é verdade? Mas, o que pensa o Dr. Jim Swire sobre a condenação do agente líbio? Isso está na biografia do Dr. Jim Swire, assim como uma foto deste homem a apertar a mão ao líder líbio Kadhafi, afinal aquele que, alegadamente, será o autor moral do atentado que matou a sua filha: "Apart from those in the court itself, he is one of very few to have heard and studied all the evidence presented at the trial, totalling 12,000 pages of transcript. He is among a growing number convinced that the full story of Lockerbie has not yet been revealed”. Agora, uma pergunta de polichinelo: Acham que o diário "Público" menciona o nome do Dr. Jim Swire em algum momento do texto "Será Megrahi o bode expiatório perfeito?".

Etiquetas: "Público", Flat Earth News, Jim Swire, Lockerbie
20090902
Entre o embuste e a compaixão
Entretanto, a América criou uma nova palavra para os dicionários: "Obambush". Significa o embuste de Obama, que se parece cada vez mais com a continuação da política de Bush do que a tão prometida mudança...
Deste lado do Oceano, apesar do primeiro-ministro inglês, Gordon Brown, negar, é cada vez mais óbvio que a libertação do agente secreto líbio condenado pelo atentado de Lockerbie não se deveu a um acto de compaixão ditado por relatórios médicos que garantiam restarem apenas três meses de vida ao condenado, mas sim pelas contrapartidas que o negócio do petróleo líbio poderá trazer à inglesa BP. Aliás, é de longe bem mais tranquilizador e preferível pensar que um governo está mais preocupado e empenhado a negociar petróleo do que propriamente a libertar terroristas por "compaixão". Por isso, quer seja Sócrates ou Leite a ganhar as eleições a 27, qualquer dos dois vai correr o risco de ser um embuste sem compaixão.
Texto originalmente publicado no blogue Eleições2009.
Etiquetas: Barack Obama, compaixão, embuste, Gordon Brown, Lockerbie, Obambush
20090826
A real política ganha sempre
Apesar das garantias do ilustre ministro da Escócia, não faltam evidências de que, nos bastidores, muito foi discutido. Numa carta escrita por Gordon Brown no dia da libertação de al-Megrahi e agora divulgada publicamente, o primeiro-ministro inglês lembrava ao líder líbio que, quando falaram em Itália, foi pedido, caso a justiça escocesa optasse pela libertação, que não houvesse qualquer tipo de manifestação de regozijo popular na Líbia por respeito para com as famílias das vítimas.
Nenhuma palavra foi dita no sentido de pedir a libertação, mas também nenhuma palavra foi proferida no sentido de a impedir. Gordon Brown, ele próprio natural da Escócia, ao reconhecer a possibilidade da libertação poder ocorrer e por isso ter tido o cuidado de pedir contenção nas celebrações – acto inútil, como se viu -, acabou por apoiar a decisão do ministro escocês.
Tudo isto é público e tudo isto se intuiu. Contudo, o que já não é tão público, é a notícia do "Sunday Times" da semana passada onde se revela que, caso o agente líbio não tivesse desistido de um recurso judicial – condição necessária à sua libertação por "compaixão" -, então uma das provas que a justiça escocesa iria ter de apreciar seria um documento de 1989, elaborado pela secreta dos EUA, onde se pormenorizavam as movimentações do Irão na encomenda, a terroristas sírios, de um atentado como retaliação ao derrube, cinco meses antes de Lockerbie, de um avião iraniano civil por um míssil disparado desde um porta-aviões norte-americano. Disparo esse, alegadamente, acidental. Em retrospectiva, os EUA nunca culparam os iranianos nem os operacionais sírios, pois, um ano mais tarde, em 1990, o pai Bush necessitou de garantir a neutralidade destes dois países quando invadiu o Iraque de Saddam Hussein na primeira guerra do Golfo. A Líbia, um pouco mais longe no mapa, surgiria depois como o alvo preferencial para as culpas de Lockerbie.
Vendo a história à luz deste último prisma, percebe-se melhor por que razão Kadhafi sabia que al-Megrahi iria ser libertado e por que não levou a sério o pedido de contenção de Gordon Brown. Entretanto, al-Megrahi diz-se inocente e, nos alegados três meses de vida que lhe restam, pretende escrever um livro a contar toda a verdade.
Um livro dá sempre jeito, mas não é Justiça. Nem para al-Megrahi, que assim nunca mais vai provar a presumível inocência em tribunal. Faz-me lembrar a história do casal inglês, autorizado a deixar Portugal pela sala VIP do aeroporto quando todas as provas eram suficientes para os colocar em prisão preventiva. Mais tarde, afastou-se da investigação o inspector da PJ que os queria prender e, por coincidência, conseguia-se a garantia de que o primeiro-ministro inglês assinaria o Tratado de Lisboa. O inspector da PJ demitiu-se e escreveu um livro onde contou toda a verdade. Mas, não foi suficiente para fazer Justiça.
Ganhou a real política.
Texto originalmente publicado no blogue Eleições 2009.
Etiquetas: al-Megrahi, Gordon Brown, Kadhafi, Lockerbie, Luz
20090824
Lembrar Sidney Zion

Timothy McVeigh, o soldado norte-americano condenado à morte pelo atentado de Oklahoma, foi executado a 11 de Junho de 2001, dois meses antes dos ataques do 11 de Setembro. Agora, ao procurar a opinião de Sidney Zion sobre a libertação de al-Megrahi, descobri que, infelizmente, o colunista também já morreu. Foi há 22 dias atrás, no dia 2 deste mês...
Etiquetas: CIA, FBI, Lockerbie, Oklahoma, Oswald Le Winter, Sidney Zion, Timothy McVeigh, World Trade Center
20090821
Justiça para a Líbia
Acredito que al-Megrahi só tenha mais três meses de vida, mas ele nunca assumiu a culpa do atentado e a sua libertação impediu a revisão do caso na Escócia e o apuramento da confirmação da investigação de Allan Francovich: o atentado fora "encomendado" pelo Irão, mas o pai Bush "esqueceu" a pista iraniana quando, em 1991, precisou de garantir a neutralidade do Irão durante a invasão do Iraque de Saddam Hussein.
Etiquetas: al-Megrahi, Allan Francovich, Lockerbie
20090819
Lembrar Allan Francovich
Etiquetas: "Público", al-Megrahi, Allan Francovich, Lockerbie
20090816
Lockerbie, depois da "Teoria da Conspiração", o encobrimento...
Foi publicada no fundo da página 9, mas está lá...
E, já agora, aconselho ainda a leitura deste texto: "Lockerbie: after the conspiricies ... the cover up?". E deste: "If not Megrahi, then who is really responsible?".
Etiquetas: "Público", "Sunday Times", Flat Earth News, Lockerbie
20071015
Bem, se calhar o que mais me custaria seria mesmo rapar as sobrancelhas...
David fora recrutado em 1992, após ter respondido a um enigmático anúncio de emprego no "The Independent" que dizia apenas "Godot não vem" - seguido de uma morada. Uma das primeiras tarefas foi pesquisar os dados pessoais dos candidatos a governantes do Reino Unido. Obviamente que Tony Blair estava incluído...
Quando, em finais de 1999, rebentou o escândalo dos arquivos Mitrokhine - onde era dito que havia uma lista com o nome de portugueses que espiaram para o KGB -, foi ele quem me garantiu que os nossos serviços secretos, se ainda não tinham os nomes dessa lista, bastava apenas pedi-los aos ingleses...
Passados dez anos, quando os serviços secretos ingleses estão cada vez mais fortes no controle aos cidadãos, Shayler, segundo as palavras da sua namorada, está diferente:"Last summer, I went away for a weekend. When I returned, David had shaved off all his hair and his eyebrows as part of his spiritual evolution. He knew that I had always loved his long, thick hair, so it felt like a personal slap in the face. He was in trouble. He was quick to anger if anyone questioned him. He became obsessive about little details, espoused wacky theories and shunned his family and old friends. His paranoia also escalated".
Etiquetas: combate ao terrorismo, conspiração, David Shayler, Lockerbie, MI5, Princesa Diana, Tony Blair


