Blogue do jornalista Frederico Duarte Carvalho, com coisas que tanto faz que se saibam porque em nada servem para o que sabemos. e-mail: paramimtantofaz@gmail.com
20120112
Obama e os telemóveis
O POTUS gosta de transmitir a imagem de pessoa activa e moderna. Por isso, contra todas as regras de segurança, fala muito ao telemóvel...
No dia em que se cumpre mais um ano do atentado contra JFK, prefiro lembrar a data através do seu filho JFK Jr... As duas pessoas que aparecem nesta entrevista já morreram...
John Kennedy Jr. era um "man with a plan" e hoje poderia ser o novo Presidente dos EUA. Mas o "destino" não o quis...
Tudo indica que Barack Obama será eleito Presidente dos EUA nas próximas eleições, a 4 de Novembro. Não creio que até lá teremos surpresas. Agora, não teria tantas esperança na mudança prometida. Barack soube construir com cuidado o caminho para a Casa Branca e um grande passo foi dado com um discurso cheio de palavras bonitas, há quatro anos, na convenção democrata em Boston, Massachusetts...
Se o deixaram sonhar durante estes quatro anos e permitiram que tivesse afastado Hillary Clinton, é porque sabem que Obama pode ser controlado. Um sinal está à vista num caso pouco divulgado pelos órgãos de Comunicação Social e que diz respeito ao seu nascimento - foi no Quénia ou no Havai? E o que dizer do facto de que, quando esteve a viver na Indonésia, teve de renunciar à nacionalidade norte-americana e frequentou uma escola onde o islão era a religião obrigatória? (Não que isso para mim fosse motivo de alguma preocupação, mas na América das leis, se tal viesse a ser investigado debaixo de grande alarido público e chegasse a ser dado como provado, poderia significar uma derrota eleitoral na "secretaria")...
Se lerem o perfil de Obama na "Conservapedia" - a "Wikipedia" dos Conservadores norte-americanos - poderão constatar a questão do "alegadamente nascido no Havai". Para seguir mais notícias sobre o caso basta procurar em "Obama Crimes". Mas, não se preocupem que esta questão não vai impedir Barack Obama de entrar em grande na Casa Branca. Desde que saiba manter alguns dos "boys on the job", nada lhe vai acontecer e outro sinal disso são as notícias que dizem que o secretário da Defesa de Bush e antigo chefe da CIA no tempo do pai Bush, Robert Gates, vai continuar no seu posto depois das eleições. Também em 1960 o então jovem senador JF Kennedy teve um grande apoio de amigos ligados a outros amigos ("famiglias" de Itália, por exemplo), como foi o caso de Frank Sinatra... Ouçam aqui a canção do "Ol' Blue Eyes" a apelar ao voto em Kennedy e baseada no seu original "High Hopes"...
E não se esqueçam que Obama também é humano e comete "gaffes"...
Isso só é possível em Portugal porque os jornalistas, depois de terem ouvido as declarações do ministro, não fizeram uma pergunta cuja resposta pode ser facilmente encontrado na Internet: "Mas, afinal, e o que foi que aconteceu ao gajo que matou lá o tipo Osvaldo?"... E, já que estamos em dia 11 de Setembro, aqui fica mais uma memória conspirativa para explicar que, afinal, a culpa começou por ser mesmo da polícia, que facilitou a missão àqueles que mataram o presidente JFK e depois deixaram matar o homem que diziam que matara JFK...
... um artigo que lembra a esperança do ano de 1968, há 40 anos, quando o irmão de JFK foi assassinado durante a campanha de nomeação do partido Democrata para o cargo de Presidente dos EUA. A mesma campanha que Barack Obama anda a hoje a fazer...
... a dada altura, li que, quando RFK anunciou a candidatura, o Republicano Richard Nixon declarou: "Acabámos de ver algumas forças malignas serem lançadas". E profetizou ainda o homem que viria depois a ser eleito Presidente dos EUA: "Isto vai acabar mal" e "Só Deus sabe onde isto nos vai levar"...
Aquelas palavras de Richard Nixon fizeram-me lembrar algo que lera há uns anos, mais concretamente no livro "Um Político Confessa-se", o diário do antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Salazar, Franco Nogueira, que aborda os anos de 1960 a 1968...
O ano de 1968 estava bastante agitado, conforme se pode depreender por estas linhas que registam os acontecimentos entre os dias 28 de Março e 4 de Abril, onde Franco Nogueira analisa o anúncio da candidatura de Robert Kennedy e o assassinato de Martin Luther King...
O momento mais revelador das confissões do ex-ministro de Salazar, contudo, surgem quando ele fala da sua deslocação, 20 dias depois da morte de Luther King, à reunião anual do grupo Bilderberg...
É de reter a afirmação do ex-primeiro-ministro do Canadá, Lester Pearson, registada no diário de Franco Nogueira no dia 30 de Abril de 1968, na qual se diz que Robert F. Kennedy, tido como um "farsante", se fosse eleito tal seria "uma tragédia para os EUA e para todos". E ainda: "Espero que isso não aconteça" (entendendo-se nesta última frase que Pearson esperava era que RFK não fosse eleito)...
Respondendo aos desejos do homem de Bilderberg, RFK não seria, de facto, eleito. Pouco mais de um mês após aquelas palavras, no início de Junho, o candidato a candidato foi assassinado em Los Angeles, facto que provocou o seguinte comentário de Franco Nogueira...
Hoje, 40 anos volvidos, os EUA enfrentam uma guerra fora fronteiras, voltou uma crise mundial e há um candidato Democrata que oferece uma nova esperança, como aquele que seguia em frente em 1968...
Por isso, tal como há 40 anos, temo o pior em relação a Barack Obama ou "para todos nós", caso ele seja eleito. Aviso ainda que não faço profecias e uma convicção alicerçada em probabilidades não é uma certeza. É apenas uma opinião para ter em conta e ser partilhada para que todos estejam atentos...