20100509

Praia da Luz revisited

I first arrived at Praia da Luz on May 11, 2007 and the “circus” was already settled. A week had gone by since the disappearance of Madeleine McCann...



What I remember the most was the heat. Even for May it was terribly hot. One could hardly think...


The journalists where gathered at the corner of the apartment at the Ocean Club, next to the window where the supposed kidnaper had escaped. It wasn’t necessary to be a regular watcher of policies television serials to conclude that no more forensic material was going to be collected at that particular area. The “contamination” was a nude fact. Journalists and National Guard (GNR) officials of the K-9 section where in a direct contact: «What a show-off» - I thought.



Anyway, if a kidnaper had taken the child, he would then be long gone from the Algarve. Even from Portugal. Maybe even from Europe. Although, for those that then said the Portuguese border with Spain had been closed too late, I must remember that the most Eastern frontier of Portugal is - since we are in the EU - now located in... Poland. Few people might know this detail, but one of the most reliable newspapers in Portugal, “Diário de Notícias”, wrote just two days after the disappearance the following title: «This story isn’t well told». While the parents mentioned a break-in into the apartment, the GNR’s disagreed...



Although there were some the doubts, the press pointed at a kidnap theory and the parents were then the victims. We were all sympathetic to them.
«They’ve taken her. They’ve taken her», it was the mother shout the night her daughter went missing. The very first article from the “Sunday Times” printed that phrase. Some months later, it would be analysed in order to understand who indeed “they” where...




As I walked around the touristic compound of the Ocean Club, I could see from a street level the tennis courts where the parents and friends used to spend their time. From there one could easily observe the swimming pool and playground. It was a perfect spot where a possible kidnaper could have made a look-out. The only problem with, is that he could also be spotted and arouse suspicions upon him.



I watched one of the most emotional moments of those early days when, on the night of May 12, when the parents went to a night mass in order to remember the birthday of her missing daughter...



The local priest talked about hope...



The case was getting a lot of coverage in the UK, and immediately spread to the rest of the world. One must also remember that this coincided with the news that Tony Blair was leaving his Number 10 seat and giving it to Gordon Brown...




Meanwhile I was obsessed with a fact: next to apartment, at the end of the street there was a big pyramid on a house garden. The pyramid was squared with the street where the press was...



It was impossible to ignore it, but very few journalists went to visit the garden where such a strange element was planted. If they had done it -like I did -, then they would have seen this other scenery just next to place where Madeleine had disappeared...




Then, on May 15, Robert Murat was arrested. His house was on the opposite side of the pyramid house…



I had to return to Lisbon on that day. I thought the case could be closed on the following days. But that didn’t happen. There were no sufficient evidences to point out Murat or his friends into. Two months later, on July 2007, the new British prime-minister received the Portuguese prime-minister, José Sócrates, in London...





On about the same time the McCann friend's went to the Polícia Judiciária (PJ) in Portimão to testify. The police was doing all they could on the search, and even the father, Gerry McCann, thanked the PJ for suspending their summer leave in order “to ensure no stone is left unturned” in finding his daughter...





It was Jane Tanner testimony that identified Robert Murat. She was walking along this street from the restaurant to the apartment…



She said she saw a man walking into this street...



My question was: Why walk into a street full of light when you had a dark street on the other end?...



Then, 27 days after the disappearance, the parents went to Rome to see the Pope...



They also went on to travel into several cities in Europe. It was in Berlin, on June 6, that they got a bad moment, when they had to face a hard question…






It wouldn’t take too longer until the parents were to be found suspects...



They were questioned for hours into the night...



The evidences were never conclusive and they managed to return into England...



On that day, as they arrived in England without their daughter, there was a traditional religious ceremony at the Praia da Luz church.



It marked a final tune to this story…

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20100117

Tentativa de violação do segredo de justiça

A advogada do casal McCann, Isabel Duarte, pretende agora processar o ex-coordenador operacional da PJ, Gonçalo Amaral, por este ter alegadamente violado o segredo de justiça do caso Madeleine McCann. Baseada no testemunho do editor do livro "A Verdade da Mentira", Mário Sena Lopes, Isabel Duarte constatou que a obra teria sido entregue na editora "Guerra&Paz" ainda antes do dia 21 de Julho de 2008, data do despacho final que arquivava o processo. Logo, Gonçalo Amaral violou o segredo de justiça e deve pagar por isso. Ora, na altura em que Gonçalo Amaral começou a trabalhar na obra, era já previsível - por força da lei - que o processo iria sair do segredo de justiça perto do mês de Agosto. Só que, por coincidência, foi tornado público dias antes da publicação da obra - tendo esta sido editada a 24 de Julho. Ou seja, Gonçalo Amaral estava mesmo disposto a violar a lei do segredo de justiça e a iniciar um debate mediático sobre o assunto. Só que, com o arquivamento dias antes do lançamento do livro, Gonçalo Amaral já não poderia ser acusado de violar o segredo de justiça. Quando muito poderia era ser acusado de tentativa de violação do segredo de justiça. E ele bem que o tentou, mas nem isso lhe permitiram...

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20100113

Uma cunha para Gonçalo Amaral


A filha do antigo procurador-geral da República Cunha Rodrigues, Maria Gabriela Cunha Rodrigues, é a juíza que tem nas mãos o futuro do ex-coordenador operacional da PJ do caso Madeleine McCann, Gonçalo Amaral. No primeiro dia da audição sobre a proibição do livro "A Verdade da Mentira", a juíza ouviu um procurador, Magalhães Menezes, afirmar não se lembrar de ter assinado um despacho onde era dito que a menina inglesa poderia ter sido vítima de um acidente e posterior ocultação de cadáver. Ouviu depois um inspector da PJ queixar-se de que, ainda hoje, não se sabe "quem são os McCann", pois quando a PJ pediu informações detalhadas a Inglaterra sobre o casal e amigos - para seguirem a pista de rapto como mandam as regras - recebeu informações sobre nove pessoas... numa folha A4. Houve um outro inspector da PJ que garantiu que, mesmo com a publicação do livro "A Verdade da Mentira", não parou o fluxo de novas informações sobre o rapto. Garantiu ainda esse mesmo inspector que, face às evidências obtidas no caso Madeleine McCann, polícias ingleses desabafaram-lhe que já tinham prendido suspeitos com menos indícios. E, por fim, a juíza Maria Gabriela teve um alto responsável da investigação ao banditismo a dizer-lhe que, por vezes, a PJ sabe muito bem o que se passou, mas faltam provas para fazer uma detenção. A sessão continua hoje.

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20091122

A gente secreta

20091105

Quem quer mesmo encontrar Madeleine?

Arrisco dizer que o ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral, como benfiquista ferrenho que é, deverá estar a ver o jogo do Benfica contra o Everton que, neste momento, está a dar na televisão. Contudo, não consigo imaginar o nível do sentimento de injustiça que deverá sentir cada vez que no estádio inglês passa a mensagem publicitária do endereço electrónico "www.findmadeleine.com". Gonçalo Amaral, impedido de falar em defesa própria depois de ter escrito um livro onde cometeu o "crime" de explicar e fundamentar as suas convicções enquanto investigador, deverá ser a pessoa que mais interesse tem em todo o mundo em realmente encontrar Madeleine e trazer alguma luz ao caso...

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20090909

Sei o que fizeste na Praia da Luz

20081022

Elogio do elogio

A "Focus" está hoje duplamente de parabéns. A primeira razão é óbvia, visto que cumpre 9 anos de existência. Mas, a capa desta semana é o elogio do elogio, que é algo que nós portugueses, muito dados à inveja, não fazemos com a devida frequência. A maioria acha que somos geridos por chefes incompetentes – que fazem fracos os competentes trabalhadores –, acreditam que temos administrações musculadas, construídas na base do medo, intimidação e desrespeito pelas relações profissionais. A "Focus" desta semana apresenta um trabalho – original versão alemã – que explica o imenso poder do elogio. Basta uma palavra de apreço para, como explica o cientista Henning Scheich do Instituto Leibnitz, de Magdeburgo, ser “extremamente potente” para estimular o centro de recompensa cerebral e produzir endorfinas, as hormonas da satisfação e felicidade que são um autêntico ópio natural. Segundo as estatísticas, cerca de 56 por cento de 10 mil trabalhadores europeus inquiridos queixaram-se de não ser reconhecidos pelas suas chefias. Sem contar o que isso é prejudicial para a saúde dos trabalhadores e para a falta de produtividade dos mesmos...



Assim, feito o elogio à capa da "Focus", fica aqui o elogio a todos os que trabalham nela. Elogio de forma particular o editorial que assina hoje o director Carlos Ventura Martins, pessoa cujo padrão moral dispensa apresentações...



Elogio ainda os meus superiores do passado, Frederico Valarinho e João Vasco Almeida que apostaram forte na reportagem de há dois anos sobre Camarate – e fez a "Focus" vender 30 mil exemplares – sendo este um tema que ainda hoje desperta o interesse do público…



Elogio igualmente o Nuno Ramos de Almeida, que também foi meu director e cuja fotografia hoje vi no “24 Horas”, a trabalhar na Praia da Luz no documentário sobre o desaparecimento de Madeleine McCann que será apresentado pelo ex-coordenador da PJ, Gonçalo Amaral. Afinal, o Nuno era o director da “Focus” quando estive na Praia da Luz a fazer a cobertura do mesmo caso e resultou depois no livro de ficção “O Enigma da Praia da Luz”…



Elogio, por fim, o “24 Horas” – diário que vi nascer e ajudei a crescer - que, a propósito do assalto à casa de Miguel Sousa Tavares…



... recordou um caso semelhante com o Luís Miguel Rocha e assim publicou a fotografia que eu lhe tirei em Roma, quando foi apresentar a edição italiana do seu “O Último Papa”...

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20080814

Cansado Carvalho

O autor deste blogue vai entrar de férias até ao dia 1 de Setembro...



Caso a actualidade o exija ou o desejo seja mais forte, durante esse período de tempo, eventualmente, poderão surgir por aqui alguns escritos. Embora duvide que o venha a fazer, nunca se sabe...
Até lá, mantenham a "Gazeta Nacional" debaixo de olho, pois é aí que estão a surgir as novidades mais interessantes dos últimos tempos...
Informo ainda que, no dia 23 deste mês, sábado, por volta das 21h30, irei interromper as férias por algumas momentos para comparecer na Feira do Livro de Lagos, onde estarei a apresentar o meu livro "O Enigma da Praia da Luz", juntamente com o Paulo Pereira Cristóvão, que vai falar do seu "A Estrela de Madeleine". Se estiverem por aqueles lados, a trabalhar ou de férias, apareçam!
Até lá, bom trabalho a quem está a trabalhar e boas férias a quem teve de ir agora...

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20080812

Anatomia de uma história mal contada



“Há ainda muito para descobrir dentro do processo”, disse-me há dias o ex-coordenador da PJ, Gonçalo Amaral, quando, juntamente com o João Vasco Almeida, o entrevistei para a “Focus” – ver edição de amanhã, dia 13. O autor do livro “Maddie – A Verdade da Mentira” (140 mil exemplares já vendidos e com traduções previstas para Espanha e Alemanha) deu-nos aquela que terá sido a primeira entrevista já com o caso fora da alçada do segredo de justiça. Assim, o ex-coordenador aceitou olhar para o computador onde tínhamos o DVD com o processo aberto e apontou-nos com o dedo o momento onde está registada a contradição fatal dos testemunhos de alguns dos principais intervenientes da noite em que foi dado o alerta do desaparecimento da menina inglesa na Praia da Luz: “Nunca qualquer órgão de Comunicação Social fez um cruzamento desses depoimentos”, desabafou-nos então Gonçalo Amaral.
Está tudo no primeiro volume dos 17, que perfazem 4713 páginas. Foi a contradição entre o depoimento inicial de Janne Tanner, gerente de marketing, e o do seu companheiro, o médico Russel O’Brian, que levantou as suspeitas de que a gerente de marketing poderia estar a mentir quando disse ter visto um alegado raptor com uma criança ao colo. Tudo isto logo no dia 4 de Maio, nas primeiras horas após o desaparecimento.
Russel O’Brian, médico e marido de Jane Tanner, trabalhou seis meses directamente com o pai de Madeleine, Gerry McCann. Foram pais sensivelmente na mesma altura, sendo que a filha mais velha de Russel tem apenas um mês a mais do que Madeleine. Ao cruzarem os testemunhos de Gerry, Jane e Russel, os investigadores da PJ perceberam que “a história estava mal contada”.
De acordo com o depoimento testemunhal de Gerry McCann, registado nas instalações da PJ às 11h15 do dia 4 de Maio de 2007, catorze horas após os factos ocorridos, verifica-se que o pai de Madeleine ausentou-se do restaurante “Tapas” cerca de meia-hora depois de ter chegado àquele local. Antes de si, já um outro membro do grupo de veraneantes, Matthew Oldfield, fora ver as janelas e confirmara que as mesmas estavam fechadas e que todas as crianças do grupo deveriam estar a dormir. Quando Matthew regressou ao seio do grupo, comunicou isso aos presentes. Nesse mesmo momento, Gerry levantou-se e foi fazer uma nova verificação. Seriam as 21h05. O pai de Madeleine entrou no apartamento munido da respectiva chave, dirigiu-se ao quarto dos filhos, verificou que os gémeos estavam bem, assim como a filha mais velha. Gerry foi então ao WC, onde, disse, manteve-se alguns instantes. Saiu e cruzou-se com um amigo britânico, Jez, que conhecera nas férias e com o qual costumava jogar ténis. O amigo andava a passear o seu bebé, pois este estava com dificuldades em dormir. Estiveram ambos numa pequena conversa até que Gerry regressou ao restaurante.
O depoimento da testemunha Jane Tanner, recolhido às 11h30 de sexta-feira, 4 de Maio, regista o facto de esta ter-se ausentado do restaurante pelas 21h10, cerca de cinco minutos depois de Gerry. Jane deslocou-se ao seu apartamento para verificar se estava tudo bem com as filhas. Nessa altura, a caminho do apartamento, garante ter-se cruzado com Gerry no momento em que este falava com o amigo do ténis. À PJ frisou que passou por ambos sabendo que Gerry já tinha estado no apartamento a ver os filhos.
A contradição surge depois quando se cruza este depoimento com o do marido, Russel O’Brian. Este último, só falou com a PJ na noite de 4 de Maio, às 21h50, quase 24 horas após os factos. Russel confirmou que Gerry e Jane saíram quase em simultâneo. No entanto, disse que a mulher deve ter voltado primeiro porque teria encontrado Gerry a falar com o amigo do ténis. Aqui nasceu uma dúvida muito importante para que se percebesse o momento-chave do desaparecimento de Madeleine McCann. As perguntas assaltaram a mente dos investigadores da PJ: Afinal, Jane Tanner viu Gerry a falar com amigo quando ela regressva do apartamento, como sugeriu o marido, ou à ida?
Afinal, se Gerry e Jane saíram quase em simultâneo, com apenas cinco minutos de intervalo entre si, então como foi possível que Gerry tivesse ido ao quarto ver os filhos, fosse depois ao WC - onde se demorou algum tempo -, voltasse ao restaurante e parasse ainda para falar com o amigo do ténis em apenas cinco minutos, ao ponto de Jane garantir que, quando passou por ambos, a caminho do seu apartamento, Gerry já estava de regresso? Será que Gerry, afinal, conversava com Jez quando ainda ia a caminho do seu apartamento? E, como explicar ainda o facto de que nem Gerry nem o amigo – interrogado mais tarde em Inglaterra – se recordam alguma vez de ter visto Jane, apesar de esta ter afirmado que quando passou por eles estavam todos no mesmo lado do passeio?
Toda esta contradição é relevante para o caso quando se constata que, de acordo com o testemunho de Jane Tanner – comprovado com um esquema por si elaborado sobre estes movimentos -, ela afirma que foi depois de ter passado por Gerry e Jez, quando caminhava em direcção ao seu apartamento, que viu, uns metros mais acima, na esquina, um indivíduo com uma criança ao colo. Nunca no regresso. Seria esse testemunho a base que sustenta toda a tese de rapto que ainda hoje permanece na mente de muita gente. E o suspeito seguia no sentido da vivenda de Robert Murat. Foi, portanto, o testemunho de Jane, apesar de contraditório, que passou a sustentar toda a tese do rapto que apontava para Robert Murat.
A primeira descrição desta amiga do casal apontava para um homem na casa dos 35 e 40 anos, magro, 1,70m de altura, cabelo muito escuro, espesso, curto mas longo até ao pescoço. Como só o vira de costas, não conseguiu dar detalhes do rosto. Mas, isso não a impediu de mais trade garantir que vira, de facto, Robert Murat.
Jane contou ainda que regressou ao restaurante após ter visto os seus filhos e garantiu à PJ que Gerry já não estava na rua a falar com o amigo, pois foi encontrá-lo no “Taps” na companhia da mulher, Kate. Passado cerca de 15 a 20 minutos, foi a vez do marido de Jane, Russel O’Brian, ir ver as filhas, na companhia de Matthew Oldfield. Este último terá depois passado pelo apartamento dos McCann, mas não viu se Madeleine estava ou não na cama, pois admite que apenas estava interessado em ouvir algum barulho vindo do seu interior. Russel, no entanto, terá ficado no seu quarto a cuidar da filha, pelo que Jane comeu rapidamente e foi ter com o marido ao quarto para o render. Russel regressou ao restaurante e foi nesse momento que Kate se levantou para ir verificar o sono do três filhos. Seriam as 22h00 ou 22h15, e estava Jane Tanner no seu apartamento quando ouviu Kate McCann e uma outra amiga do grupo, Fiona Payne, a gritarem que Madeleine tinha desaparecido. A partir dali, seria a confusão total que nos levou a uma situação que se arrastou durante meses e, finalmente, terminou por enquanto com o caso a ser arquivado sem que alguma vez tivesse aparecido um corpo ou um raptor.
Se alguém raptou ou ocultou o cadáver de Madeleine McCann, isso foi, até ao momento, o crime perfeito.

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20080728

Um palpite


in, "O Enigma da Praia da Luz", pág. 201, Frederico Duarte Carvalho, Guerra&Paz, Março 2008

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Fala quem não sabe, quem sabe não fala

O actual director do semanário "Expresso" assina um editorial nesta última edição onde tece considerações pouco simpáticas em relação ao ex-coordenador da PJ, Gonçalo Amaral...



"Pouco simpáticas" é uma maneira de colocar a situação, quando Henrique Monteiro, na realidade, foi autor de considerações que surpreendem pela dureza e, sobretudo, por muito daquilo que revela sobre quem as proferiu.
Contabilize-se então:

1 - Apesar de trabalhar num semanário que é propriedade de um membro da comissão permanente do grupo Bilderberg, ele ainda só sabe escrever "Bildberg"...

2 - As tais "teorias conspirativas" que Henrique Monteiro alude não existem apenas na Internet. Já foram analisadas em jornais e livros, mas são permanentemente silenciadas em publicações pertencentes a membros desses grupos como é caso do semanário dirigido por Henrique Monteiro.

3 - Gonçalo Amaral não pediu para ser "herói nacional", nem "detentor da verdade". O ex-coordenador da PJ conta no livro uma verdade sobre algo que conheceu por dentro. É um caso policial que Henrique Monteiro não pode conhecer, pois não é essa a sua profissão. A profissão de Henrique Monteiro é certificar-se de que certas verdades susceptíveis de estimular a mente de pessoas menos habituadas a elas - o vulgo leitor - não cheguem à praça pública.

4 - Quanto à "convicção" de Gonçalo Amaral, a mesma baseia-se em indícios que são do conhecimento geral e oficial do público desde que foi divulgado o relatório da PJ. Para mim, que tanto faz, os indícios mais gritantes são as indicações dadas pelos cães, os tais que nunca antes falharam e que voltaram a acertar em casos posteriores ao da Praia da Luz. É claro que há quem não queira ver isso como uma evidência que, somada a outros indícios (testemunhos contraditórios dos amigos, ausência de provas em casa de Murat, possível avistamento do pai de Madeleine a deslocar-se em direcção da praia com a filha ao colo à hora dos factos) indicavam um rumo de investigação que, frise-se, foi interrompido de forma abrupta a 2 de Outubro de 2007 - dia em que Gordon Brown telefonou a Stuart Prior, oficial de ligação entre a polícia inglesa e portuguesa, a perguntar se era mesmo verdade que Gonçalo Amaral já tinha sido afastado da investigação.

5 - Desde o afastamento de Gonçalo Amaral, pouco ou nada se fez no sentido de encontrar o corpo de Madeleine McCann, quer viva ou morta. Não há nenhuma investigação a possíveis raptores, pois o mais importante era encerrar um caso bastante pantanoso. E disso não fala Henrique Monteiro.

6 - Henrique Monteiro pede provas que sustentem a tese de Gonçalo Amaral. A Henrique Monteiro, já ninguém precisa de pedir mais provas.

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20080727

O enigma da verdade


Acabei de ler o livro de Gonçalo Amaral, "Maddie - A Verdade da Mentira". O livro, por coincidência, foi editado pela mesma editora que, em Março, publicou o meu romance de ficcção sobre o mesmo caso, a Guerra&Paz. Para dizer a verdade, dei por mim a consultar várias passagens do romance à medida que seguia as revelações do coordenador da PJ. Uma dessas referências diz respeito ao Tratado de Lisboa e às pressões políticas que levaram ao afastamento de Gonçalo Amaral. Há ainda a história de uma conversa via MSN com origem na Holanda, um suposto vídeo pedófilo com Madeleine, referências a estranhas actividades sexuais de amigos dos pais e, afinal, um homem que na noite de 3 de Maio caminhou em direcção à casa da Pirâmide... Coincidências, garanto-vos... Quanto à verdade sobre o que poderá ter acontecido a Maddie, apenas vos digo que, ainda assim, acho que o livro de ficcão diz mais...
Será que Gonçalo Amaral concorda?

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20080723

Já não é confidencial



Como prometido, podem ficar a conhecer o livro do momento, mas, já agora, visitem-me no Gazeta Nacional - onde também escrevem o João Vasco Almeida o António Martins Neves - e fiquem a saber "O que escapou a Gonçalo Amaral".

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Morrer na Praia


Logo à tarde darei mais informações sobre o livro de Gonçalo Amaral.

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20080717

Para não ficar em "codfish waters"



Já agora... um filmezito enquanto não chega o dia do lançamento do livro, dia 24...

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20080530

Autógrafos

Amanhã, sábado, 31, vou estar a dar autógrafos na Feira do Livro de Lisboa. Em dois pavilhões diferentes... Começo às 16 horas, no pavilhão 8, com o "Eu Sei Que Você Sabe"...



... e depois retomo às 18 horas no pavilhão 79, com o "Enigma da Praia da Luz"...

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20080524

Todos à feira



Dia 31, próximo sábado, a partir das 18h, irei estar a dar autógrafos no stand nº 79 da Feira do Livro de Lisboa.

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