20100625

"24 Horas" para sempre

Leio que vão matar o "24 Horas". Há uns jornalistas que se vão safar - sei de um que está farto de se safar, aliás - há os outros que por lá passaram e agora até estão a mandar noutros sítios - fez escola, portanto. Lamento é pelos bons que não se vão safar... É nesses que penso sempre.

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20081022

Elogio do elogio

A "Focus" está hoje duplamente de parabéns. A primeira razão é óbvia, visto que cumpre 9 anos de existência. Mas, a capa desta semana é o elogio do elogio, que é algo que nós portugueses, muito dados à inveja, não fazemos com a devida frequência. A maioria acha que somos geridos por chefes incompetentes – que fazem fracos os competentes trabalhadores –, acreditam que temos administrações musculadas, construídas na base do medo, intimidação e desrespeito pelas relações profissionais. A "Focus" desta semana apresenta um trabalho – original versão alemã – que explica o imenso poder do elogio. Basta uma palavra de apreço para, como explica o cientista Henning Scheich do Instituto Leibnitz, de Magdeburgo, ser “extremamente potente” para estimular o centro de recompensa cerebral e produzir endorfinas, as hormonas da satisfação e felicidade que são um autêntico ópio natural. Segundo as estatísticas, cerca de 56 por cento de 10 mil trabalhadores europeus inquiridos queixaram-se de não ser reconhecidos pelas suas chefias. Sem contar o que isso é prejudicial para a saúde dos trabalhadores e para a falta de produtividade dos mesmos...



Assim, feito o elogio à capa da "Focus", fica aqui o elogio a todos os que trabalham nela. Elogio de forma particular o editorial que assina hoje o director Carlos Ventura Martins, pessoa cujo padrão moral dispensa apresentações...



Elogio ainda os meus superiores do passado, Frederico Valarinho e João Vasco Almeida que apostaram forte na reportagem de há dois anos sobre Camarate – e fez a "Focus" vender 30 mil exemplares – sendo este um tema que ainda hoje desperta o interesse do público…



Elogio igualmente o Nuno Ramos de Almeida, que também foi meu director e cuja fotografia hoje vi no “24 Horas”, a trabalhar na Praia da Luz no documentário sobre o desaparecimento de Madeleine McCann que será apresentado pelo ex-coordenador da PJ, Gonçalo Amaral. Afinal, o Nuno era o director da “Focus” quando estive na Praia da Luz a fazer a cobertura do mesmo caso e resultou depois no livro de ficção “O Enigma da Praia da Luz”…



Elogio, por fim, o “24 Horas” – diário que vi nascer e ajudei a crescer - que, a propósito do assalto à casa de Miguel Sousa Tavares…



... recordou um caso semelhante com o Luís Miguel Rocha e assim publicou a fotografia que eu lhe tirei em Roma, quando foi apresentar a edição italiana do seu “O Último Papa”...

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20080808

Disparo à velocidade da luz



O José Carlos Pratas, no "24 Horas", conseguiu a fotografia que mais se aproxima ao momento do tiro fatal. Os sequestradores ainda estão de pé, mas a refém já está a dar o primeiro passo para a fuga, imeditamente após o tiro do "sniper" da polícia. No mesmo momento em que eu, a um metro do Zé, fotografava as luzes de Lisboa, ele lá estava com a sua objectiva apontada para o local da acção. Não sabem como é difícil fotografar àquela distância, praticamente sem luz. A câmara tem de estar o mais estável possível. É preciso ter sorte e muito saber para carregar no disparador no momento certo. A cena durava já há meia-hora e tudo podia acontecer em segundos. Paciência é outra virtude. Uma máquina de filmar pode estar montada num tripé e regista os movimentos em contínuo. Mas, os repórteres fotográficos, por outro lado, são igualmente autênticos "snipers" que disparam à velocidade da luz, pois quando se espera pela velocidade do som, já é tarde demais. E o José Carlos, certamente um dos mais experientes jornalistas da nossa praça - com quem tive a honra e o orgulho de trabalhar no "Tal&Qual" -, não desiludiu aqueles que sabem que ele não é dos que falha.

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