20070913

O diário de Kate

Pensem nisto:

"Neste caso da Maddie, em que um diário, pode muito bem indiciar nada e apenas indicar pistas de mera circunstância, não só é revelado publicamente como sendo do maior interesse investigatório, numa incrível ultrapassagem da intenção policial, como aparecem hoje referências ao seu conteúdo".

E nisto:

"Quando a PJ põe cá fora a informação de que no seu diário Kate McCann teria qualificado os filhos de 'histéricos' - coisa que, aproveito aqui para confessar, eu também já fiz e aliás até gostaria de saber que pai ou mãe não fez - dizia eu, quando a PJ põe cá fora uma informação deste género e um jornal a 'lê' como sendo um 'insulto' da mãe aos filhos, então aí, nessa altura, eu concluo o óbvio: eles (a PJ) não têm caso nenhum contra os MacCann".

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20070912

Foram mesmo "eles"...


Uma das dúvidas em relação às exactas palavras que a mãe de Madeleine McCann, Kate, disse quando deu o alerta do desaparecimento da filha era saber se mencionou um plural em relação à quantidade de pessoas que teriam raptado a sua filha. A existência de um grupo levar-nos-ia a colocar a hipótese de que ela tinha conhecimento de uma ameaça real sobre a criança e que nunca o contara à polícia.
Teria Kate McCann dito "Eles levaram-na", ou isso foi um erro de tradução dos portugueses e, afinal, o que a mãe exclamara fora simplesmente "Levaram-na"?
Fui procurar descobrir de onde viera essa informação e encontrei o primeiro artigo que o "Sunday Times" dedicou ao caso, três dias depois do alerta...



E aqui já não há dúvidas quanto à primeira versão que passou em relação a essa frase...



"They've taken her" é mesmo "Eles levaram-na". A frase, resalve-se, não é uma declaração directa de uma testemunha presencial. Foi uma informação que a irmã de Gerry McCann - que não estava em Portugal - transmitiu depois aos jornalistas.

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