Luta de classes na Imprensa nacional
O "Jornal de Notícias" e o "Correio da Manhã" trazem hoje a notícia de um homem que disparou contra outro, por motivos passionais, na localidade de Fafe. Presumo que sejam o mesmo caso, pois não creio que, de ontem para hoje, tivessem tido lugar ocorrências idênticas dentro daquela mesma localidade. Contudo, fiquei com dúvidas, pois enquanto o "JN" afirma que tudo aconteceu quando o autor dos disparos chegou a casa "cerca da meia-noite, tendo-se deparado com o alegado acto de infidelidade da mulher. Enfurecido, puxou de uma arma de fogo e alvejou o suposto amante da mulher", já o "CM" garante que o autor dos disparos, afinal, não era casado com a mulher. E esclarece: "Ao que o 'CM' apurou, o autor dos disparos é o patrão do homem e da mulher que se encontravam na cama. Ao que tudo indica, o empresário desconheceria que a funcionária, com quem mantinha um relacionamento íntimo, também tinha um caso com um colega de trabalho. Ao vê-los, anteontem à noite, juntos na cama, reagiu de forma violenta".
Sendo assim, e partindo do princípio de que se trata do mesmo caso, resta-nos constatar que o "JN" defende com unhas e dentes o direito à propriedade do patronato - classificando inclusive de legítima uma mulher que lhe pertence como empregada -, enquanto o "CM" demonstra ser uma publicação que se posiciona claramente na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores oprimidos e que são baleados quando ousam amar.
Sendo assim, e partindo do princípio de que se trata do mesmo caso, resta-nos constatar que o "JN" defende com unhas e dentes o direito à propriedade do patronato - classificando inclusive de legítima uma mulher que lhe pertence como empregada -, enquanto o "CM" demonstra ser uma publicação que se posiciona claramente na defesa intransigente dos direitos dos trabalhadores oprimidos e que são baleados quando ousam amar.
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