20091201

José Esteves e Camarate, agora no You Tube...

20090203

"Offshore", 4 milhões de euros e 15 arguidos...

Pensei que um comunicado da PJ de hoje fechava a investigação do caso Freeport. Há a menção a “offshore”, a 4 milhões de euros e estão lá 15 arguidos!... Mas, diz-se que o caso começou a ser investigado em 2007, enquanto que Freeport começou a ser investigado dois anos antes...

Contas bancárias em “Offshore” – Branqueamento de Capitais – Fuga ao Fisco

A Polícia Judiciária, através da Directoria de Coimbra, concluiu e remeteu ao Ministério Público uma investigação que permitiu a detecção de um “esquema” envolvendo contas bancárias em “offshore” de uma instituição bancária a operar em Portugal e dos seus clientes, os quais, com a sua actuação, praticaram factos susceptíveis de integrarem a prática de crimes de fraude fiscal qualificada (em sede de IRS) e de branqueamento de capitais (pela circulação dos fundos visando conferir uma nova justificação quanto à sua origem). O “modus operandi” consistia no depósito de elevadas quantias monetárias na sucursal que a instituição bancária possui nas Ilhas Caimão e no posterior não cumprimento das respectivas obrigações fiscais inerentes às vantagens assim obtidas, bem como no depósito de elevadas quantias em que o titular da conta não era o legítimo titular da vantagem, lesando, com essa conduta, o Estado português. A investigação apurou que, no período compreendido entre 2000 e 2005, nessas condições, foi depositado um montante global superior a 4 500 000 € (quatro milhões e quinhentos mil euros), tendo sido já repostos, voluntariamente pelos suspeitos, cerca de 132 000 €. A investigação desta actividade ilícita iniciou-se em 2007 e implicou a realização de um elevado número de diligências probatórias, formalizadas em vinte e dois volumes, tendo sido constituídos quinze arguidos.

3 de Fevereiro de 2009

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20080506

A solução final do enigma da Praia da Luz

Com a demissão, hoje, do director da PJ, Alípio Ribeiro, o ministro da Justiça escolheu um homem de Coimbra com Santa Comba Dão no curriculum, Almeida Rodrigues - dito assim até parecia que estávamos de novo em 1928.
Para mim, que tanto faz, foi dado mais um passo para a solução final do enigma da Praia da Luz. Está tudo a seguir um guião escrito há um ano. A PJ, recorde-se, manietada pelos poderes políticos, nunca teve autorização para incomodar os McCann. Isso foi por demais notório aquando da demissão do inspector chefe Gonçalo Amaral, em Outubro, que veio acompanhada pelo anúncio de Gordon Brown de que aceitava assinar o Tratado de Lisboa. Foi a nossa moeda de troca: deixaríamos os McCann escapar à justiça e tínhamos a preciosa assinatura britânica na nova constituição europeia. Parece redutor e leviano dizer isto assim, com esta simplicidade, quando é suposto os governantes pensarem em valores bem mais elevados. Mas, garanto-vos, eles também são humanos com falhas. Contudo, têm algo que falta a muitos de nós: poder.
Almeida Rodrigues, o homem que liderou a detenção do "serial killer" de Santa Comba Dão, com certeza que não vai apanhar com as culpas depois do caso McCann acabar finalmente por ser arquivado.
Se os McCann mataram mesmo a filha por acidente e depois esconderam o corpo, não há justiça humana que os atinja. Está visto. As contas que eles têm de prestar é com o Deus em que acreditam e esse, se bem se lembram das aulas de catequese, tudo perdoa. Os McCann, muito provavelmente, nem sequer acreditam que a filha lhes morreu nas mãos porque agora estão a expiar a culpa através da missão divina que lhes foi entregue: a luta em prol das crianças desaparecidas.
Há dias, um amigo chamou-me a atenção para o primeiro momento em que os McCann foram publicamente confrontados com a possibilidade de estarem envolvidos directamente no destino da filha. Foi a 6 de Junho, um mês e três dias depois do desaparecimento de Madeleine, durante uma conferência de Imprensa, em Berlim. Disse-me esse amigo: "Repara na linguagem corporal dos pais à medida que a pergunta da jornalista se desenvolve: Ao princípio, a mãe, Kate, pisca os olhos de forma normal. Quando percebe o sentido da questão, esse piscar pára por uns momentos. É natural que assim seja. O pai também mexe a mão, de forma nervosa, para se coçar debaixo do casaco. Contudo, é ele, Gerry, que se preparava para responder, mas Kate antecipou-se e, sem consultar o marido ou esperar por um sinal dele, avançou para o microfone que até estava desligado. Gerry não teve tempo de iniciar a resposta e ficou mesmo de boca aberta durante aquele instante em que olhava para mulher. Nota-se que fica preocupado, mas rapidamente percebe que tem de recuperar a compostura e mantém-se hirto enquanto a mãe responde que são poucos os que pensam que eles são culpados garante que são bons pais". E conclui esse meu amigo: "A linguagem corporal indicia que não terão contado à polícia tudo o que sabem e que ainda escondem informações".



Acrescentou ainda o meu amigo: "Há boas hipóteses de ter sido esta a conferência de Imprensa que Gonçalo Amaral estava a assistir durante o tal almoço bem regado e de duas horas que, dois dias depois, foi denunciado na Imprensa britânica".

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20080503

Um ano de "uma história muito mal contada"



"Diário de Notícias", 5 de Maio de 2007

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20080502

Lembrar a luz...

20080426

Portugal visto desde Inglaterra...

Um artigo sobre o caso McCann, publicado no jornal britânico "Mail on Sunday", no passado dia 20, o autor, David Rose, recorda Rachel Charles, uma menina inglesa de nove anos, morta em 1990, no Algarve...



O caso levou depois à condenação de um cidadão britânico, Michael Cook, mas houve acusações de tortura por parte da polícia portuguesa:

"It is claimed that Cook was hung from an upstairs window by his feet, that his feet were beaten until he could not stand, that he was tied to a chair and beaten, that he was deprived of sleep and that a revolver was forced into his mouth and the trigger pulled in a mock execution".

Este caso, recorde-se, provocou uma série de perguntas no Parlamento Britânico, em 1992.

David Rose abordou ainda o caso Joana e, mais uma vez, escreveu sobre a tortura:

"They threw her to the ground, kicked her and hit her with a cardboard tube. They put a plastic bag over her head, made her kneel on glass ashtrays . .. The accused believed that by causing her intense suffering, they would force her to tell them how she killed her child and where she put the body".

Tudo para concluir que Kate McCann, afinal, até chorava no início do caso...

"According to the Portuguese Press, one factor that influenced his desire to make the McCanns arguidos was Kate's supposedly 'cold' demeanour in dealing with police and on television. In fact, as the photo published on Section 2's Page 1 today makes clear, the first known image taken of Kate on the morning after Madeleine's disappearance, she was distraught".



Mas, já agora, quem é o jornalista David Rose?

"One of the things that made me uneasy about my lunches with MI5 and MI6, which usually took place at very expensive restaurants, is that, in a reversal of usual journalistic practice, the agency men insisted on paying, often with wads of cash, presumably to protect their 'cover'"...

Ok.

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20080417

E se ela aparecesse a 12 de Maio?

Na senda das imagens já divulgadas aqui, temos mais esta...

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20080330

A primeira página de um jornal pode dizer muito...

... desde que a saibam ler.



"Correio da Manhã", 3 de Outubro de 2007.

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20080316

Lançamentos

O meu próximo livro, "O Enigma da Praia da Luz" estará à venda nas livrarias a partir do próximo dia 19...



Nesse mesmo dia 19, no Café In, o novo livro do ex-inspector da PJ Paulo Pereira Cristóvão, "A Estrela de Madeleine", irá ser apresentado por Fernanda Freitas...



Quanto à apresentação pública do meu livro, para já digo apenas para reservarem o dia 31 deste mês, por volta das 18h30. Em breve indicarei o local e anunciarei o nome da pessoa que o irá apresentar...

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20080305

Pacheco Pereira, o director

Não, Pacheco Pereira não vai ser o novo director da Focus... Entenda-se que refiro-me ao facto do comentador político ter sido o director da edição de hoje do diário "Público", que assinala assim os 18 anos de vida (parabéns) - O jornal surgiu na altura em que eu terminava o ensino secundário e alimentava a ideia de seguir o curso de jornalismo, pelo que me recordo muito bem daqueles primeiros anos. Ainda por cima a sede social do jornal e a redação do Porto ficavam pertíssimo do liceu onde estudava. Nunca tive a oportunidade de trabalhar neste diário, pois acabei por conseguir encaixar-me como estagiário - remunerado, imagine-se! - no histórico "O Primeiro de Janeiro". Contudo, conheci bem o ambiente do "Labirinto", o bar onde à noite se podia ler a primeira página do "Público" do dia seguinte. Adiante - Foi com alguma supresa que abri a edição de hoje e deparei-me com duas páginas compostas de um estranho gráfico que serpenteava de um lado ao outro: "Mas que confusão!", pensei para comigo. Depois de estranhar, obviamente que entranhei toda a informação que estava naquele gráfico que explicava a cronologia do processo do Casino de Lisboa. "Ora aí está algo bem feito", conclui. Na página 15 pude ler a explicação da existência daquele gráfico:

"Quero tudo sobre a história do Casino! Todos os documentos que for possível encontrar!" Agora, Pacheco Pereira é director. Está na reunião matinal de editores. "Temos de usar os arquivos. Vamos fazer a anatomia de um processo de decisão". É a proposta para o Destaque.
A editora de Portugal põe objecções. "Um processo de decisão não é uma notícia". Para o novo director, é. Ele não é jornalista. É historiador, só pensa no futuro.
"Cada vez mais, o Estado negoceia com os privados, e isso não é escrutinado", explica ele. "Os jornalistas têm de o fazer. Todos temos de o fazer".
Aparentemente, não há nenhum dado novo sobre o caso de Telmo Correia e o casino de Lisboa. Logo, não há notícia. Ou há? A sugestão de Pacheco Pereira: fazer uma cronologia relacional, exaustiva de todo o processo. Reunir todos os documentos, todas as datas, todas as declarações, todas as notícias dos jornais, e com isso desenhar um gráfico, um mapa. Depois procurar as falhas, os espaços em branco, os dados contraditórios. No fim, extrair conclusões. Verdades até então ocultas: notícias.
É um método da ciência histórica


Quando li estas linhas fiquei abismado. Teve de ser o Pacheco Pereira a explicar o óbvio... Imaginei o choque de Pacheco Pereira quando a editora lhe disse que aquilo não era notícia. Naquela altura, deve-lhe ter passado pelos olhos toda a vida e, finalmente, compreendeu a razão pela qual muitos leitores se estão a afastar dos jornais. Quantas vezes não falei eu já aqui da necessidade do "jornalismo científico"?

Mas a coisa não se ficou por aqui:

O Ricardo Felner está todo o dia a recolher documentos, em arquivos, em bases de dados, no Diário da República. Despachos, decretos-lei, mais de sete mil recortes de imprensa. Ele, que segue o caso desde o início, já tinha visto tudo aquilo. Mas não tudo aquilo junto. Aquele parecer de Telmo Correia, por exemplo. Só agora, que o compara com as datas das mensagens telefónicas, percebe que não bate certo. Não pode ter sido assinado naquela altura...

Uau! Uma reportagem a sério feita na base do cruzamento de dados de arquivos! Ena pá... Olha outra coisa que já poucos fazem...

Mas, há mais:

Por exemplo, o acidente com o Ferrari, no Porto. "Isto não tem nada a ver com os crimes no resto do país. No Porto, a criminalidade está relacionada com um determinado ambiente..."
Na reunião da tarde, chega a informação de que, afinal, foi mesmo um acidente. O director não diz nada. Parece decepcionado, mas conforma-se. A realidade não confirma a hipótese, paciência: era um simples facto avulso. E continua a busca. A busca de sentido. "A manchete é o casino!"
Surgem dúvidas: "Terá ele informação privilegiada? Mandou fazer o gráfico do casino porque já sabia que se ia encontrar qualquer coisa?"
Se for o caso, terá interferido na História. Terá mudado o passado: a tentação do historiador. Mas esta notícia tem futuro. A do Porto, talvez não, mas ainda assim é uma história: "Faz-se um perfil do homem do Ferrari. As pessoas gostam de ler essas coisas".


Meus senhores, o Pacheco Pereira é homem do Porto - embora a irmã Beatriz diga que às vezes ele esquece-se (isso virá na Focus da próxima semana) -, por isso sabe bem do que aquela gente é capaz. Ele também não é parvo e sabe que houve ali marosca, mas se a PJ garante que foi acidente... para já espera-se. É que a PJ também está a considerar a hipótese da morte de um segurança do Centro Comercial Colombo com três facadas de ponta e mola no peito poderá ter sido suicídio*, por isso... tá quieto ò menino! Agora, insinuar que tinha informações privilegiadas para a reportagem do Casino quando o que ele pediu que se fizesse foi algo tão natural do ponto de vista jornalístico, é mesmo de baixo nível. Mas eu entendo, pois ainda há alguns jornalistas com carteira que fazem precisamente o contrário: ocultam informações privilegiadas por conveniência. E que só falam quando lhes interessa...
Pacheco Pereira, num único dia, mostrou o que pode fazer um bom director quando se cumprem regras básicas do jornalismo. Ele hoje salvou o emprego a muitos dos jornalistas do "Público".
Por mim, não me importava nada de o ter como próximo director da Focus.

*"Três golpes de faca no peito terão provocado a morte ao homem de 35 anos que trabalhava para a empresa de segurança Charon. A Polícia Judiciária já está a investigar este caso, não sabendo ainda esclarecer se terá sido suicídio ou homicídio. De acordo com fonte policial, a faca foi encontrada junto ao corpo da vítima".

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20080304

No Porto, como na Calábria

O acidente mortal com um veículo da marca italiana Ferrari que vitimou um informador da PJ do Porto, Carlos Almeida, está a ser investigado pela PJ que desconfia de "ter sido causado por sabotagem, por exemplo, nos mecanismos de travagem ou na direcção da viatura". Também poderiam ter sido usado explosivos, daí o facto de haver igualmente uma equipa da PJ a seguir essa pista. Esclareça-se que o informador seria o destinatário de uma mensagem escrita enviada para o seu telemóvel, alegadamente originária de um inspector da PJ que investigava as mortes da noite do Porto. Essa mensagem dizia o seguinte:

"Olá, amigo Carlos. Haverá alguma possibilidade de algum dos putos de Valbom testemunhar no meu processo que o ‘Pidá’ andava com a C220 preta depois de eles terem baleado o Mauro? É importante ligar o ‘Pidá’ à carrinha. Não se esqueça do que lhe pedi, apenas conto consigo, abraços".

A mensagem, datada de 29 de Setembro de 2007, foi revelada por Telma, a mulher de Bruno ‘Pidá’, que diz ter encontrado o telemóvel de Carlos Almeida na caixa de correio de sua casa. Alguém o teria roubado ao informador da PJ e "ofereceu-o" a Bruno 'Pidá', que, entretanto, seria preso pela PJ no início de Dezembro.



Telma diz ter encontrado o telemóvel de Carlos Almeida na caixa de correio de sua casa. Alguém o teria roubado ao informador da PJ e "ofereceu-o" ao marido, Bruno 'Pidá', que, entretanto, seria preso pela PJ no início de Dezembro. Quando entrevistei Telma no Porto, na véspera de Natal, garantiu-me que o marido estava a ser um "bode expiatório" da PJ. Não sei se isto é verdade ou não, mas que a PJ não sai bem no meio desta confusão, não.

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20080226

Ele há crónicas infelizes

Não sei ainda o que aconteceu em casa do José Esteves, nem em que circunstâncias se deu a explosão da botija de gás que o atirou para a unidade de queimados do hospital de S. José. Sei que o estado dele é reservado e está sedado, incapaz de falar sobre o assunto. Sei ainda - porque informei-me junto de quem sabe mais do que eu - que a botija de gás fazia parte de uma série de objectos que estavam na antiga ervanária onde ele trabalhava. Uma ervanária que, no passado, sofrera um incêndio. Sei igualmente que o José Esteves se queixava da perseguição que certa facção da PJ lhe fazia e, agora, acontece esta explosão. Mesmo que tenha sido um acidente, acho que fica mal que outros que sabem menos do que eu entrem no campo da ironia como nesta crónica. É que dentro da mesma linha de pensamento, até seria capaz de dizer que também estou preocupado com o futuro de Portugal quando há jornalistas que não fazem bem o seu trabalho...

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20080209

Sem surpresas...

20080206

Será mesmo ela?





Mão amiga fez-me chegar estas imagens retiradas de um vídeo. Garante-me ele ser esta Madeleine McCann, viva, já depois de ter sido dado o alerta do seu desaparecimento. Que isto anda cada vez mais confuso anda, sobretudo agora com a PJ a admitir que pode deixar cair a acusação contra os pais.

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20080203

Uma questão de imagem

Em Agosto passado foi divulgado o retrato robot de uma pessoa que teria sido vista, na Bélgica, com uma criança semelhante a Madeleine McCann. Foram até feitas análises a uma palhinha utilizada pela criança numa esplanada, mas o resultado foi negativo. Este seria o homem que esteve com essa criança...



Recentemente, a família divulgou uma segunda imagem de um suspeito visto na Praia da Luz dias antes do desaparecimento da menina...



Se calhar é impressão minha apenas, mas acho estes dois indivíduos muito parecidos, sobretudo ao nível da boca e das sobrancelhas. Mas, é apenas uma impressão e eu não quero tirar conclusões apressadas...

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20071203

Reina a ordem em todo o país?

20071202

Com os cumprimentos de Sua Majestade

O novo embaixador inglês já chegou a Lisboa. Alexander Ellis é o homem que veio substituir John Buck. De acordo com o curriculum do novo representante do Governo de Sua Majestade em Lisboa vemos que ele é casado com, presumo pelo nome, uma portuguesa de gema. Lisboa também não é uma novidade para o embaixador Alexander Ellis, uma vez que, entre 1992 e 1996, foi o terceiro e, posteriormente, segundo secretário na representação diplomática britânica em Portugal.



As relações que, eventualmente, teve com Durão Barroso, o Ministro dos Negócios Estrangeiros entre 1992 e 1995, terão sido proveitosas, já que Alexander Ellis, com apenas 40 anos (é um dos mais jovens embaixadores do Reino Unido) vem agora para Lisboa depois de ter desempenhado recentemente as funções de conselheiro do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso...
Se já antes tivemos em John Buck um embaixador bastante activo no caso do desaparecimento de Madeleine McCann, a ponto de ter viajado para o Algarve mal foi dado o alerta, constata-se ainda que uma das primeiras acções de Alexander Ellis foi a de ir apresentar as credenciais nas instalações da Polícia Judiciária de Faro...

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20071002

E este é o resultado da reflexão...

"Coordenador da PJ de Portimão afastado do caso Maddie". Para mim, que tanto faz, a culpa dele foi a de não se ter lembrado de avançar com a tese de que o rapto também poderia ter sido levado a cabo por um jornalista sensacionalista inglês...

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Reflicta-se no reflexo das reflexões

Recomendação do Conselho Deontológico do Sindicato dos Jornalistas às direcções dos órgãos de comunicação social e aos jornalistas a propósito da cobertura do caso Madeleine McCann, "para que alguns erros que foram cometidos neste processo sejam evitados em situações futuras: "O uso de fontes anónimas não desresponsabiliza o jornalista; pelo contrário, obriga-o a um redobrado cuidado, pois em caso de a informação se revelar falsa será a credibilidade do jornalista e do seu órgão de comunicação social que está em causa. E não apenas em relação a esse trabalho".

Notícia de hoje do "DN": "De resto, em finais de Agosto, princípios de Setembro, poucos dias antes de Gerry e Kate terem sido constituídos arguidos, por suspeitas da morte por negligência da sua filha Madeleine, um alto responsável da Judiciária proferiu o seguinte comentário: 'Depois de termos comprado uma guerra com os media britânicos, agora estamos a comprar outra com a polícia inglesa'".

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20070911

Notícias de um dia 11 de Setembro