20131204

Porque hoje é 4 de Dezembro

Vamos lá ver se nos entendemos de uma vez por todas, pois mais vale 33 anos de atraso do que nunca. O primeiro-ministro Sá Carneiro não desistiu à última hora das reservas do voo da TAP, como veio na primeira página do semanário "O Jornal" no dia seguinte a Camarate. Estas reservas existiam sim, mas apenas como cautela caso o mau tempo de Dezembro não permitisse que o avião privado Cessna pudesse descolar. Logo, é falsa a informação na primeira página daquele jornal. Não que os jornalistas de então tenham mentido de propósito, mas foram induzidos em erro. Conceição Monteiro, assessora de Sá Carneiro ajudou a propagandear esta informação como sendo a maneira mais correcta de interpretar algo que, não sendo propriamente uma mentira, também não era exactamente a verdade que depois se construiu. Da mesma forma, uma semana depois, quando o semanário "Expresso" revelou que, pouco antes do Cessna fatídico descolar, Sá Carneiro perguntou pelas reservas na TAP, este é um facto verdadeiro, mas esconde um outro dado que ficou de fora e dá igualmente uma imagem diferente. Sim, Sá Carneiro perguntou pelo avião da TAP, mas porque desconhecia que, ao lado do Cessna, estava um outro aparelho Cessna, propriedade da empresa Refinarias de Açúcar Reunidas - RAR - que tinha voado do Porto para Lisboa, de propósito, nessa manhã, para o transportar ao comício extra no Porto. Recentemente, na Xª Comissão de Camarate, foi ouvida pela primeira vez a secretária de Sá Carneiro, Isabel Veiga Macedo, que confirmou estes factos e acrescentou que Pinto Balsemão, o homem que estava no Porto há 33 anos à espera de Sá Carneiro, foi informada por ela, à hora do almoço, que o primeiro-ministro iria no avião de campanha, com Adelino Amaro da Costa, e não viajaria no avião da RAR, pelo que não era necessário mandar ir este aparelho do Porto para Lisboa. Balsemão, se calhar, não sabia que o avião já estava em Lisboa, pois não o transmitiu à secretária. E, se depois o soube, não terá conseguido avisar Sá Carneiro a tempo de ele poder ter a hipótese de trocar o avião fatídico pelo avião da RAR. O avião da TAP é que, ao fim destes anos todos, continua a surgir como sendo aquele que foi trocado. Não. Não e não. Foi o avião da RAR. E 33 anos depois, basta de mentiras. Por favor, basta.




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20130415

Louçã sabe que eu sei

Francisco Louçã, agora que deixou de ser deputado, começou a dizer coisas que não dizia. Agora, diz o que realmente sabe e pensa ou, em alternativa, tornou-se numa pessoa "irresponsável", adepta de "teorias da conspiração". Explique-se: a minha mais recente obra fala sobre a morte de Sá Carneiro, onde aponto o tráfico de armas para o Irão como o provável móbil para um atentado. Isso está a ser investigado na Assembleia da República, onde fui testemunhar há cerca de um mês. Fiz ver aos deputados da Nação que, em 1980, era proibido vender armas para o Irão, pois havia um embargo internacional devido à crise dos reféns de Teerão. Ainda hoje se suspeita, nos EUA, que o então ex-director da CIA e candidato a vice-Presidente dos EUA, George Bush (pai), teria negociado secretamente, em Paris, durante o fim-de-semana de 18 e 19 de Outubro de 1980, o envio de armas para o Irão de modo a que os iranianos pudessem combater contra o Iraque de Saddam Hussein. A guerra Irão-Iraque começara um mês antes e viria a prolongar-se até 1989. Em troca, os iranianos atrasariam a libertação dos reféns até ao dia das eleições presidenciais nos EUA, que teriam lugar daí a um mês, a 4 de Novembro de 1980. Foi assim que Jimmy Carter não conseguiu ser reeleito e George Bush tornou-se vice-Presidente, depois Presidente e, mais tarde, pai de Presidente (ainda poderá vir a ser avô de Presidente...). Frisei que a morte de Sá Carneiro, a 4 de Dezembro de 1980, ocorreu depois das eleições, mas também antes da libertação dos reféns de Teerão, facto que só veio a acontecer no dia da tomada de posse de Reagan como Presidente, ou seja, no dia 20 de Janeiro de 1981. Falei ainda do negócio do tráfico de armas durante os anos Reagan/Bush e que deram origem ao chamado escândalo "Irangate", que teve ramificações em Portugal. Fiz ainda notar aos deputados da Xª Comissão de Camarate para o facto de George Bush ser muito amigo do actual Presidente da República de Portugal, Cavaco Silva, a ponto de ter sido um dos convidados de honra da tomada de posse de Cavaco em 2006. Era ainda uma amizade que remontava ao ano de 1986, altura do tráfico de armas por Portugal. São factos que mereciam ser debatidos muitos antes de eu ter sido obrigado a escrever o meu livro. Mas, por exemplo, nunca ouvi nada da parte do Bloco de Esquerda sobre estes factos. Se calhar não sabiam de nada. Nunca vi nada escrito por Francisco Louçã sobre estes factos - e, se o fez, lamento mas nunca os vi. Se, entretanto, alguém quiser elucidar-me ou desmentir qualquer acusação de deslealdade intelectual da minha parte, por favor, diga-me e reconhecerei humildemente o erro. Agora, vi que o ex-deputado Francisco Louçã é autor de um livro "Isto é um Assalto" , feito em conjunto com Mariana Mortágua e com ilustrações de Nuno Saraiva. Depois de ter lida uma das Bandas Desenhadas que está na obra, considero que Francisco Louçã, afinal, já sabia tudo aquilo que fui dizer. Porquê? Porque agora eu tenho a certeza que ele sabe o que eu também sei. Ele sabe que Bush pai foi chefe da CIA. Ele sabe que Sá Carneiro morreu em 1980. Ele sabe que havia tráfico de armas para o Irão e que isso passou por Portugal. Ele sabe qual era o banco que servia para esses negócios. E ele sabe que Bush esteve na tomada de posse de Cavaco. Ele sabe isso e muito mais. Mas nunca o disse como deputado. Prefere "esconder" aquilo que sabe numa Banda Desenhada. Nunca se comprometeu, enquanto deputado, pela denúncia ou pela divulgação pública destes factos. Para mim, a BD é uma arte nobre, muito importante do ponto de vista da Comunicação. Mas, para Francisco Louçã, parece ser uma coisa menor, para crianças, onde, aparentemente, pode dizer o que quiser sem risco de dissabores. Pode dizer o que nunca disse no Parlamento. Mas, agora fica aqui o registo que eu sei que ele sabe...











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20121127

Camarate vai chegar ao Porto

No dia 4 de Dezembro irei ao Porto dizer o que Sá Carneiro sabia... Apareçam...

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"Camarate - Sá Carneiro e as Armas para o Irão" no "Inferno"

A partir do minuto 12...

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"Camarate - Sá Carneiro e as Armas para o Irão" na SIC Notícias

20121114

Convite aberto a todos leitores...

Apareçam sem medos...

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20121030

De "Argo" a "Camarate"

Vai estrear no próximo dia 8 o mais recente filme realizado e protagonizado por Ben Aflleck, “Argo”. É um filme baseado num artigo da revista “Wired” e produzido por George Clooney. A sinopse diz-nos o seguinte: “Baseado numa história verídica, ‘Argo’, um thriller dramático da Warner Bros. Pictures e GK Films narra a história da operação de risco para resgatar seis Americanos na crise dos reféns no Irão – uma verdade escondida do público durante décadas. Ben Affleck realiza e actua no filme, que está a ser produzido por George Clooney, Grant Heslov e Affleck. A 4 de Novembro de 1979, quando a revolução iraniana atinge o seu ponto de ebulição, militantes invadem a Embaixada dos Estados Unidos da América no Teerão e fazem reféns 52 Americanos. Mas, no meio do caos, seis Americanos conseguem escapar e encontrar refúgio na casa do Embaixador Canadiano. Sabendo que é só uma questão de tempo até os seis serem encontrados e provavelmente mortos, um especialista da CIA chamado Tony Mendez (Affleck) surge com um plano arriscado para fazê-los sair do país em segurança. Um plano tão incrível, digno de um filme”. É com agrado que vejo estrear este filme, pois há ainda uma outra história que o filme não conta e que, para mim, é bem mais interessante. Afinal, e como é que foram depois libertados os 52 reféns? O filme só fala de seis… Ora, essa história ainda está por contar e não acredito que, tão depressa, Hollywood vá fazer um filme sobre o caso. Teria de ser um filme onde iriam falar de um presidente dos EUA, Jimmy Carter, que tentava negociar a libertação dos reféns com os radicais islâmicos do Irão antes das eleições presidenciais, que iriam ter lugar a 4 de Novembro de 1980, ou seja, exactamente um ano após o ataque à embaixada e início da crise dos reféns. O filme teria de falar do problema que Jimmy Carter enfrentava, pois tentava libertar os reféns antes das eleições e garantir a reeleição. Mas, do lado dos Republicanos, estavam o ex-actor e ex-governador da Califórnia, Ronald Reagan e ainda um ex-chefe da CIA, George Bush. E houve encontros secretos em Madrid e Paris, entre membros da campanha Reagan/Bush e iranianos para negociarem a não libertação dos reféns antes da ida dos americanos às mesas de voto, pois assim iriam conseguir evitar que Jimmy Carter pudesse ter a sua “Surpresa de Outubro” e vencer as eleições. E, para garantir essa não libertação, os iranianos receberam armas de forma ilegal, furando o embargo internacional. Armas que teriam passado por Portugal, num negócio perigoso e que esteve na origem da morte do primeiro-ministro português e do ministro da Defesa, a 4 de Dezembro de 1980, num atentado contra o avião onde ambos seguiam e que ficou conhecido como Camarate. E, finalmente, a 20 de Janeiro de 1981, após a tomada de posse de Reagan e ao fim de 444 dias de cativeiro, os reféns de Teerão foram libertados. E o mundo nunca mais foi o mesmo… Mas, esta história Hollywood não conta. Talvez agora, graças ao filme, os jornalistas se lembrem dela…

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20120417

Camarate está no Rossio

20120416

A desinformação de Camarate

O primeiro-ministro Francisco Sá Carneiro decidiu a 1 de Dezembro, no fim do comício de Évora, que no dia 4 iria ao comício extra marcado para o Coliseu do Porto. Três dias antes de Camarate, portanto. Entre os dias 2 e 3 combinou com a secretária, Conceição Monteiro, que a viagem seria feita num avião particular, o que, aliás, era habitual nas suas deslocações partidárias. No fim da tarde do dia 3, Francisco Balsemão, no Porto, garantiu que o Cessna da empresa RAR iria do Porto até Lisboa, na manhã do dia 4, para transportar Sá Carneiro para o Porto pelas 19 horas e levá-lo de volta a Lisboa no fim do comício no Coliseu. Nesse mesmo dia 3, como medida de precaução, Sá Carneiro pediu a Conceição Monteiro que fizesse também quatro reservas para o voo comercial da TAP, que deveria ser usado caso as condições meteorológicas não permitissem a descolagem do voo particular. Por volta da hora do almoço do dia 4, a secretária de Sá Carneiro cancelou o voo da RAR depois de, alegadamente, o ministro da Defesa, Adelino Amaro da Costa, ter convencido Sá Carneiro a utilizar o Cessna de campanha no qual, inclusive, Amaro da Costa voara na madrugada anterior, juntamente com o general Soares Carneiro, do Porto para Lisboa, após o calendarizado comício do pavilhão Infante Sagres. E este útimo seria o avião que viria a cair. Assim, a ter havido atentado, é perfeitamente possível que fosse destinado a Sá Carneiro, pois já se sabia, desde a noite do dia 1, que este iria num avião particular ao comício do Porto. Agora, ao fim de mais de 30 anos, qual é a verdade que prevalece?
É esta...

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20120410

Camarate - A confissão de Farinha Simões

20120322

França, 2012

Perguntaram-me a opinião sobre o que se passou hoje em França. O jovem argelino era mesmo um terrorista? Foi realmente morto depois de ter disparado contra a polícia, que agiu em legítima defesa? Foram realizados todos os esforços para o apanharem vivo e ir a julgamento? Afinal, confessou ou não os crimes? A quem? Que credibilidade tem essa confissão? Que provas havia contra ele? Podemos acreditar que foi mesmo ele quem matou as crianças na escola judaica ou seria um "bode expiatório"? Até que ponto tudo isto não foi preparado por uma facção dos serviços secretos franceses para promover a reeleição do Presidente Sarkozy? Podemos comparar estes acontecimentos àqueles que, a 11 de Março de 2004, levaram à vitória do PSOE em Espanha e que, ainda hoje, oito anos volvidos, suscitam dúvidas?
Sou jornalista em Portugal e pouco ou nada sei, mas uma coisa vos garanto: se fosse em Portugal não deixaria de investigar estas questões. É isso que tenho vindo a fazer com outros casos. E conto, como sempre, com a ajuda de quem quer saber respostas, que são os meus leitores.

P.S. Sim, no meu perfil acrescentei alguns dados novos: está ali o meu NIB e IBAN. Agradeço donativos de qualquer valor. O trabalho passado é a única garantia que posso dar de que o donativo será merecido. O trabalho futuro dependerá da generosidade dos donativos. Obrigado.

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20110616

Oito anos e seis dias atrás...

A 10 de junho de 2003, o então ministro da Defesa de Portugal, Paulo Portas, recebeu no Forte de São Julião da Barra, em Oeiras, o então secretário de Estado da Defesa, Donald Rumsfeld...





O Iraque tinha sido invadido em Março desse ano e, no seguimento do encontro, houve uma conferência de Imprensa conjunta. Nunca esqueci a comparação que Paulo Portas fez nessa altura entre o tamanho das armas de destruição massiva e o púlpito no qual falava...



"Portas: [In Portuguese.] The only thing that the international community knows is that Saddam Hussein lied to the United Nations and to civilized countries for a decade. I would like to call attention to the fact that the weapons of mass destruction are not an assertion, they are a real problem. For ten years Iraq deceived the United Nations, first hiding them, then showing incomplete lists, then saying they had destroyed them, then moving them to systematically evade the international rules for containing this weaponry. Iraq is a country the size of France. A weapon of mass destruction might be the size of this podium. Finding something the size of this podium in a country the size of France is not something you can do in either a day or a month. But obviously Iraq today is no longer the threat to either the region or to the world that it was when Saddam Hussein was in power".

Paulo Portas tem elevadas qualidades políticas, humanas e intelectuais. Os EUA são um aliado natural português, pois ambos países partilham valores tão elevados como o amor pela Paz e Liberdade e lutam pela Democracia. É perfeitamente compreensível e de salutar que os dois governantes procurassem pontes de entendimento a favor dos interesses dos respectivos países...



Dois anos mais tarde, a 6 de Maio de 2005, quando já se sabia que não havia armas de destruição massiva e a guerra no Iraque, apesar de ter afastado Saddam Hussein do poder, fora sustentada numa mentira, Paulo Portas - já deputado do CDS, pois a liderança do partido estava entregue a Ribeiro e Castro - foi ao Pentágono receber uma medalha pelos bons serviços prestados no passado...

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20110501

Seria do bom...

... e do bonito que esta informação tivesse sido publicada na primeira página do "Expresso" com o título "Camarate - Sá Carneiro desconfiava que a CIA o andava a perseguir"...





Mas, o "critério jornalístico" determinou que ficasse apenas pelo suplemento de cultura...




E, para o caderno principal, houve apenas espaço para a informação do lançamento da obra...




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20100428

"Estado de Segredos" (4)

20090727

O debate que mudou tudo...

Este foi o debate entre o então Presidente dos EUA, Jimmy Carter, contra o então governador da Califórnia, Ronald Reagan. Foi aqui que tudo começou. Foi a partir daqui que George Bush, ex-director da CIA, chegou a vice-presidente e depois a Presidente. E seguido de um "intervalo" com Bill Clinton, tivemos W. Bush e os restantes amigos do pai. Foi aqui que muitos dizem que se começou a traçar a rota que iria levar até Camarate...

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20081020

O Xá nos Açores - O que faltou na "Pública"

Tal como referi ontem, confirma-se que a pessoa que era ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal no dia em que o Xá do Irão esteve quase a morrer nos Açores, relata mesmo o episódio no segundo volume das suas memórias que chegou esta semana às livrarias...



Tal como contei ontem - um dia explico-vos como desconfiei que ele iria falar deste caso -, Freitas do Amaral até mencionou o detalhe de como Sá Carneiro o recebeu vestido de pijama. O que se segue, portanto, foi o que faltou na reportagem da "Pública" de ontem...




Agora, cada vez que leio este género de memórias, aprendo sempre mais um bocadinho. Achei deveras interessante este pequeno episódio ocorrido em Março de 1980, sobretudo na parte do telefonema de Sá Carneiro para Ramalho Eanes. A pergunta que o antigo Presidente da República fez a Sá Carneiro, se este estava a informá-lo de uma decisão já tomada ou se queria pedir uma opinião, fez soar uma campainha na minha cabeça... Onde é que eu já tinha lido algo parecido?
Lembrei-me pouco depois.
Foi aqui, neste livro de 1995...



A jornalista Inês Serra Lopes relatou como Ramalho Eanes, certa vez, em 1980, recebeu um telefonema de Sá Carneiro a pedir-lhe a autorização do uso da base das Lajes para o envio de armas para o Irão...



Não é certo que os dois episódios tenham ocorrido na mesma altura - o que significaria confundir Xá do Irão com armas para o Irão -, mas lá que é muito interessante, de facto é.
E agora está devidamente registado.

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20071206

A América desde o ano em que morreu F. Sá Carneiro

Anúncios da campanha eleitoral de Jimmy Carter em 1980, contra Ronald Reagan e George Bush...





União Reagan/Bush



Al Gore, em 1992, critica os falhanços de Bush na guerra ao terrorismo iraquiano...



O que ele quer mesmo é uma Nova Ordem Mundial...

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20071204

Mensagem de 4 de Dezembro