20090418

A verdade agora a cores e com imagem...

20090406

Sustenta Pereira

Rostos do passado

Parece que o ex-secretário-geral do PS, ex-Primeiro-Ministro, ex-Presidente da República, ex-eurodeputado e actual presidente da Fundação Mário Soares, Mário Soares, criticou a reeleição de Durão Barroso ao cargo de presidente da Comissão Europeia dizendo, e sem que soasse a ironia, que "é um homem inteligente, mas é um rosto do passado"...
Soares tem toda a razão, pois Barroso há muito que anda na política...



Embora ache parolo defender a reeleição de Durão Barroso apenas porque é português, lembro que até foi a líder do PSD que um dia disse que a eleição de Barroso para a Comissão Europeia só foi boa para ele...



E sobre Soares... Há muito que apontei as suas responsabilidades no passado, reveladora da presente hipocrisia, onde também posso dizer sobre ele que "é um homem inteligente, mas é um rosto do passado"...

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20090403

O ministro A.S.S. e Bilderberg



Ainda na sequência do texto "Não vi Augusto Santos Silva a assaltar um supermercado, mas vi-o a roubar Portugal", aqui fica a parte final da entrevista que ele concedeu a Nuno Ramos de Almeida e Renato Teixeira para a "Focus" (nº 405, 18 de Julho de 2007), onde afirma ter gostado de participar na reunião do Grupo Bilderberg no Canadá, em 2006, e frisou: "Saí com as mesmas convicções". Isto significa que, afinal, A.S.S. é ainda mais perigoso do que parece...

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20090331

Mário Crespo estica a corda...

O homem que um dia exclamou o mais célebre "foda-se" da história da televisão portuguesa, anda a esticar a corda ao fazer todas estas perguntas: "Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport?
Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi?
Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido?
Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação?
Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro?
Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado?
Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa?
Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos?
Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport?
A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir?
Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional?
Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido?
Haverá duas justiças?
Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado?
Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport?
O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal?
O que é que dirão da justiça em Portugal?
O que é que estarão a dizer de Portugal?
Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país?
Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa?
Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora?
E cá dentro também?
Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses?
Quanto é que nos vai custar o caso Freeport?
Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou?
Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo?
Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport?
Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar?
E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada?
E o que é que vai fazer agora que o registo é público?
Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto?
Nem convoca o Conselho de Estado?
Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho?
Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?"
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20090328

E ainda temos...

...mais esta lavagem da História. Vão celebrar os 100 anos de República sem direito a contraditório. Foram 100 anos em que quase 50 foram uma Ditadura e 35 anos de falsa democracia. Mas, depois temos um Presidente da República que, para transmitir uma mensagem de esperança para o futuro, lembra-se de dizer: "Em nome de Portugal e dos que nos precederam e das gerações vindouras, o nosso tempo também é um tempo de exigência e de luta. Do mesmo modo, como vencemos há 200 anos também hoje seremos capazes de vencer". Afinal, em que ficamos? Lembra-se o que aconteceu há 100 anos ou há 200 anos? Como diria o outro: organizem-se, organizem-se...

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20090327

Quem mente? Smith ou Sócrates? E quem defende Portugal?



Se depois disto a Assembleia da República não realizar um inquérito parlamentar à actuação de José Sócrates nos últimos dias como ministro do Ambiente, então Portugal será sempre considerado um país corrupto. E não há nada pior quando tivermos de reivindicar os nossos direitos junto dos parceiros europeus. E, já agora, o Presidente da República não pode ficar calado, pois ele não é um Rei. Se fosse Rei, ficava calado e o primeiro-ministro demitia-se. Assim, como Sócrates sabe que o PR não o demite, deixa-se ficar... E com isso, o país fica mais podre... Sinceramente, começo a ficar cada vez mais farto...
Vocês não?

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Eu sei que você sabe que eu sei...

Também gostava de lá estar para dizer isto...

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20090326

E o que fizeste tu, caramba?

O ex-secretário-geral do PS, ex-presidente da Câmara de Lisboa e ex-Presidente da República, Jorge Sampaio, anda pelo Brasil a queixar-se da fraca qualidade das discussões políticas em Portugal: "A Assembleia da República que é um órgão fundamental no país, de soberania, sede da representação popular tem de arrumar estes assuntos e andar para a frente. Bons inquéritos, boas interpelações, boas respostas do Governo, criar um bom ambiente de confronto político útil e não estas coisas que a meu ver me parecem muito periféricas. As notícias que tive de Portugal nestes dias foi o penalti que foi marcado contra o Sporting e o provedor de justiça. Convirá que é pouco".
Explique-se a Jorge Sampaio que tudo isto é uma questão de exemplo político que deve partir sempre das instituições superiores.
Jorge Sampaio deveria ter feito um exame de consciência quando, no dia em que fez o anúncio da sua recandidatura a Belém, a principal notícia do dia foi o pontapé do Marco dentro da casa do "Big Brother". Mas, o seu então assessor de Imprensa (actual porta-voz do Benfica) andara por terras de Espanha a convencer Luís Figo a dar o apoio à recandidatura.
Se Jorge Sampaio também não tivesse reconduzido um governo de direita para depois o demitir quando o seu partido resolvera a questão de liderança, então também teríamos uma democracia diferente.
Diz-se ainda que "o ex-presidente da República espera por isso que a democracia portuguesa siga um outro caminho". Pois, eu também!

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20090309

Um trago de Liberdade...

20090225

Prontos, agora podem voltar à versão original... ou não?

20090224

Corrupção com recibo ou sem recibo?

- Pago-lhe 200 mil euros...
- E se eu passar recibo?
- Nesse caso dou-lhe 195 mil euros...
- E se for sem recibo?
- 'Tá bem, já percebi!... Pago-lhe então 205 mil euros...

Diálogo inspirado por um caso da vida real...

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20090223

Quem são os eurodeputados que não combatem a corrupção na Europa?

O "Sunday Times" desta semana não esteve com meias-palavras e acusou alguns eurodeputados: "Unfortunately for us, the EU has also become an irresistible magnet for the more-than-ambitious, the dogmatic, the self-righteous, the rapacious, the lazy, the profligate, the self-serving, the incompetent and the morally corrupt".
Estas acusações fizeram-me lembrar a recente iniciativa de dois dos nossos eurodeputados - por quem até nutro alguma simpatia política -, Ana Gomes (PS)...



e Ribeiro e Castro (CDS/PP)...



que, juntamente com mais quatro eurodeputados de outros países, apareceram há dias nas notícias como promotores de uma petição contra a corrupção - "Stop Corruption". Só que, olhando para as ideias propostas, constata-se que a corrupção que estes seis eurodeputados pretendem combater é a que é praticada com os dinheiros da UE por líderes de países em vias de desenvolvimento. E como exemplo falam de África, mas nada sobre a corrupção na Europa por europeus. São suspeitas sobre líderes de países soberanos de fora das nossas fronteiras ao melhor estilo colonialista. Mais valia olhar para os problemas cá dentro antes de ir dar lições de moral lá para fora, sobretudo quando no nosso país as "leis favorecem corrupção".

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20090220

Pois é, os aviões da CIA fizeram um desvio para nos respeitar porque somos uma potência do caraças

Porto, primeiro o anúncio para a segunda escolha de Elisa Ferreira

Elisa Ferreira foi ontem apresentada com toda a pompa e circunstância como a candidata do partido do poder à Câmara Muncipal do Porto. Nas palavras da própria foi dito que "recriaram-se as condições políticas para que o PS tivesse o gesto de convidar uma independente para constituir uma lista vencedora para liderar os destinos do Porto. Uma lista aberta, constituída por cidadãos sérios, competentes, disponíveis para trabalhar com toda a sua experiência".
Se Elisa Ferreira está assim tão empenhada em liderar essa lista "vencedora", então agora espero que não se venha a confirmar a intenção de a mesma candidata autárquica vir a ser candidata num lugar de destaque às eleições europeias que vão ter lugar em Junho, ou seja, antes da eleição para a qual já se apresentou como cabeça-de-lista ao lado do primeiro-ministro.
O Porto, depois deste anúncio e deste empenho todo, não pode ser uma segunda escolha.

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20090212

Aterrador... imagem escrita para o futuro

"'Desescrever'" é o futuro dos escritores":

Póvoa de Varzim, 12 Fev (Lusa) - O romancista espanhol Juan José Millás considera que "desescrever" é o futuro dos escritores, que serão mais prestigiados e bem pagos por destruírem as suas obras do que foram por escrevê-las.

"Um dos maiores desafios da escrita seria resistir a esta longa etapa de desescrita na qual parece termos entrado", sustentou Millás quarta-feira à noite, numa sessão sobre "Os Desafios da Escrita" realizada no âmbito da 10ª edição do encontro literário de expressão ibérica Correntes d`Escritas, que decorre até sábado na Póvoa de Varzim.

O escritor defendeu que os subsídios para a destruição da cultura serão a etapa que se vai seguir às subvenções pagas pela União Europeia para a não-produção agrícola e pecuária nos países membros, dando como exemplo uma aldeia que conhece.

"Eu tenho uma casa numa região de Espanha que se chama Astúrias, que fica no norte, numa aldeia em que as pessoas viviam das vacas e do leite que produziam as vacas, bem como da agricultura. Quando chegou a globalização e a União Europeia, limitou-se a produção de leite aos criadores de gado, criaram-se quotas", relatou.

"`- Você quanto produzia? - Produzia tanto. - Pois, em função do que você produzia antes, agora poderá produzir tantos litros por ano` - E esta óptica foi-se estendendo a toda a cultura agrícola e pecuária espanhola, de forma que, em muitos sítios, se deixou de cultivar, se deixou de criar gado", observou.

E ainda por cima - prosseguiu - "esta falta de actividade era subvencionada, ou seja, pagava-se às pessoas para deixarem de produzir leite, para que deixassem de produzir trigo, ovos, etc. Esta foi uma primeira etapa".

Numa segunda etapa, "pagava-se, sobretudo, para destruir: quer dizer, uma pessoa ia ao ministério da Agricultura e dizia `matei cinco vacas` e pagavam-lhe por ter morto as cinco vacas, ia-se lá e dizia-se `eu arrasei três hectares de vides` e pagavam-lhe tanto pelo hectare".

"De maneira que culturas milenares, sítios onde o cultivo e as ganadarias eram uma forma de cultura havia séculos, desapareceram e aqueles campos foram substituídos por lugares onde as pessoas fazem motocross, porque os camponeses, com o dinheiro que lhes davam por matar vacas ou arrancar vides, compravam motos todo-o-terreno", explicou, provocando o riso na audiência.

Juan José Millás sonhou algumas vezes que os ministros da Cultura da União Europeia se reuniam e decidiam que "o romance, a narrativa, era uma indústria contaminadora e que havia que afastá-la dos núcleos urbanos do Ocidente".

"De maneira que chegou uma altura em que os diálogos se construíam no Vietname, as descrições na Coreia, os monólogos interiores não sei onde, mas no sudeste asiático, e depois juntava-se tudo e montava-se o livro na Alemanha, por exemplo. Isto, numa primeira etapa", sublinhou.

"Numa segunda etapa, davam-nos quotas também. Diziam: `- você, quanto escreveu ao longo da sua vida? - Tantas páginas. - Pois, você pode escrever três contos por ano`", ilustrou.

Depois, numa terceira etapa, a situação agravar-se-ia mais ainda: "Pagar-nos-iam por desescrever", disse.

"Isso quer dizer que eu chegaria ao ministério da Cultura e diria `Desescrevi um romance meu, chamado `A Desordem do Teu Nome``, por exemplo, e pagar-me-iam por tê-lo desescrito e, além disso, quereria o destino que me pagassem mais por tê-lo desescrito do que por tê-lo escrito", comentou.

"E apareceria uma figura nova, a do desescritor, que seria um tipo logicamente boémio, desastrado... Vê-lo-iamos passar por aí e perguntaríamos: `Quem é este? - Este é um desescritor estupendo, desescreveu `Madame Bovary`!", observou, desencadeando novas gargalhadas.

Juan José Millás considera que isto, "em alguma medida, e de forma subtil, já aconteceu".

"Não de um modo tão descarado como sucedeu na agricultura ou na pecuária, mas de modo subtil e secreto já começámos a desescrever", defendeu.

ANC.

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20090127

O que fizeram os nossos eurodeputados?

Conferir aqui.

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20090125

Política portuguesa socialista



Elisa Ferreira, eurodeputada e antiga ministra do Ambiente - que antecedeu José Sócrates - vai ser a candidata do PS à Câmara do Porto nas próximas eleições autárquicas, que se devem realizar no fim de Setembro ou início de Outubro. Contudo, revela ter tanta confiança e empenho em alcançar a vitória que, em Junho, pelo sim, pelo não, vai voltar a garantir o seu lugarzinho em Estrasburgo: "A ex-ministra do Ambiente disse que concorrer à autarquia é o maior desafio da sua carreira e sublinhou que, caso vença, deixa Estrasburgo". Afinal, se a Câmara do Porto é o grande desafio, então para quê desprestigiar uma candidatura ao Parlamento Europeu?

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20090113

Eurodeputados que fazem mesmo falta

20090110

Voz do Norte

Paulo Morais, militante do PSD, ex-número dois da Câmara do Porto e actual "paladino" da luta contra a corrupção em Portugal - e pessoa que, em virtude de termos trabalhado ao mesmo tempo no "O Primeiro de Janeiro" (ele como administrador e eu como jornalista)tenho o orgulho e a honra de dizer que é meu amigo - é das pessoas mais lúcidas a escrever sobre o nosso país. Sabe colocar o dedo na ferida, conseguiu criar o seu espaço de liberdade dentro do PSD e isso está patente na última crónica que assinou no "JN". Confira a coragem deste social-democrata:



"Os governos dos últimos anos, a começar por aquele em que Cavaco Silva foi primeiro-ministro, transformaram os portugueses em meros escravos do orçamento, que consome exactamente metade da riqueza do país. Assim, a população empobrece, em proveito dum estado imenso, rico e esbanjador, caracterizado por gastos sem controlo na Educação, na Saúde ou na Justiça. (...) Neste cenário que roça a loucura, não é de forma alguma admissível a manutenção da actual carga fiscal. Portugal precisa de uma administração pequena, forte e prestadora de serviços que promovam socialmente os portugueses. E não dum estado sanguessuga, caro e praticamente inútil".

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