20091115

Calado...

Há dias disseram-me que ando "caladinho" quando estamos a viver um caso mais sério do que o "Freeport", Cova da Beira, Universidade Independente e sabe-se lá mais o quê. Pois ando. Sabem porquê? Escrevi um livro em 2003, dei a cara nas Eleições Europeias deste ano. Estou cansado de ter razão antes do tempo. Deixem-me então "descansar" durante uns tempos.
Obrigado.

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20091002

Perdeu o Norte

Elisa Ferreira, a candidata do PS à Câmara do Porto que antes disso aceitou fazer parte das listas socialistas nas Eleições Europeias para garantir o lugar (e salário) de ilustre eurodeputada em Bruxelas, perdeu definitivamente o Norte: "É uma grande vantagem ter alguém que não vem para a câmara porque quer protagonismo ou porque quer uma gamela. Eu perco uma gamela para vir para o Porto por amor à cidade". Assim se faz política em Portugal...

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20090714

Boa sorte, camaradas!

Não fui eleito no passado dia 7 de Julho. As chances não eram muitas, mas sinto que, ao candidatar-me, cumpri um dever cívico. Dei a cara e fui à luta com os meios que tinha. Agora, desde longe, irei assistir ao trabalho dos 22 eleitos. Boa-sorte para eles e para todos nós!

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20090513

Algo ocupado

Como é do conhecimento geral, vou andar ocupado até ao próximo dia 7 de Junho. Por isso este blogue irá estar algo parado...



Tentarei, contudo, manter aqui alguns escritos mais pessoais. Até lá, sigam o trabalho político através do blogue PPMEuropa2009.

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20090406

Sustenta Pereira

Rostos do passado

Parece que o ex-secretário-geral do PS, ex-Primeiro-Ministro, ex-Presidente da República, ex-eurodeputado e actual presidente da Fundação Mário Soares, Mário Soares, criticou a reeleição de Durão Barroso ao cargo de presidente da Comissão Europeia dizendo, e sem que soasse a ironia, que "é um homem inteligente, mas é um rosto do passado"...
Soares tem toda a razão, pois Barroso há muito que anda na política...



Embora ache parolo defender a reeleição de Durão Barroso apenas porque é português, lembro que até foi a líder do PSD que um dia disse que a eleição de Barroso para a Comissão Europeia só foi boa para ele...



E sobre Soares... Há muito que apontei as suas responsabilidades no passado, reveladora da presente hipocrisia, onde também posso dizer sobre ele que "é um homem inteligente, mas é um rosto do passado"...

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20090328

E ainda temos...

...mais esta lavagem da História. Vão celebrar os 100 anos de República sem direito a contraditório. Foram 100 anos em que quase 50 foram uma Ditadura e 35 anos de falsa democracia. Mas, depois temos um Presidente da República que, para transmitir uma mensagem de esperança para o futuro, lembra-se de dizer: "Em nome de Portugal e dos que nos precederam e das gerações vindouras, o nosso tempo também é um tempo de exigência e de luta. Do mesmo modo, como vencemos há 200 anos também hoje seremos capazes de vencer". Afinal, em que ficamos? Lembra-se o que aconteceu há 100 anos ou há 200 anos? Como diria o outro: organizem-se, organizem-se...

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20090327

Quem mente? Smith ou Sócrates? E quem defende Portugal?



Se depois disto a Assembleia da República não realizar um inquérito parlamentar à actuação de José Sócrates nos últimos dias como ministro do Ambiente, então Portugal será sempre considerado um país corrupto. E não há nada pior quando tivermos de reivindicar os nossos direitos junto dos parceiros europeus. E, já agora, o Presidente da República não pode ficar calado, pois ele não é um Rei. Se fosse Rei, ficava calado e o primeiro-ministro demitia-se. Assim, como Sócrates sabe que o PR não o demite, deixa-se ficar... E com isso, o país fica mais podre... Sinceramente, começo a ficar cada vez mais farto...
Vocês não?

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Eu sei que você sabe que eu sei...

Também gostava de lá estar para dizer isto...

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20090306

Uma candidatura. Uma razão.

Não é segredo nenhum que irei ser cabeça-de-lista do PPM nas próximas eleições europeias de 7 de Junho. Foi uma decisão anunciada no congresso do partido, a 13 de Dezembro passado, e cuja lista ainda em formação conta já com os nomes do Paulo Estêvão e da Aline Gallasch-Hall.

Até ao momento, optara por não trazer a discussão a este blogue, apenas porque não achava correcto utilizar um espaço pessoal para uma discussão que vai ter de ser feita em público. Contudo, numa altura em que está prestes a nascer um espaço próprio na Internet, importa esclarecer aqui alguns pontos para aqueles que, até ao momento, não sabiam ou não tiveram ainda a oportunidade de, em privado, trocar comigo algumas impressões sobre o assunto.

Poucos sabem que a Constituição portuguesa impede o referendo ao regime em que vivemos. E quem diz que isso tanto faz, não sabe do que se fala.

Sou visceralmente contra toda e qualquer falta de liberdade e abomino o absolutismo venha de que lado vier - monárquico ou republicano. Senti assim a necessidade de ser coerente com o que sempre escrevi e avancei para uma forma de luta política e pública. Tomei a decisão contra o conselho de pessoas bem próximas de mim que pediam para não me prejudicar ainda mais. Escolhi um pequeno partido, praticamente sem qualquer hipótese de sucesso, mas com o qual aprendi a identificar-me - sobretudo quando, já depois de ter escrito o ensaio político “Eu Sei Que Você Sabe” compreendi que muitos dos nossos problemas democráticos não remontam apenas ao dia 25 de Abril de 1974, mas também a 2 de Julho de 1932, dia em que D. Manuel II morreu no exílio, sem sucessão, em Inglaterra. Dias depois, Salazar tomou posse como presidente do 8º governo da ditadura militar e aproveitou a falta de uma solução política na sucessão do Trono Português para cimentar a ditadura do Estado Novo. E os vestígios dessa ditadura ainda continuam expressos no actual texto da Constituição Portuguesa. É por haver monarquias no seio da União Europeia, mas esse direito estar vedado a Portugal, que parto para esta luta que, espero, venha a permitir responsabilizar e a questionar uma República que já aprovou 10 milhões de euros para se auto-celebrar sem direito a ser questionada.

O 25 de Abril não teve uma descolonização exemplar, apenas a “possível”. O 25 de Abril ainda não nos deu o desenvolvimento prometido porque falta cumprir um outro “D” que Abril nos abriu: Democracia. Democracia é não rejeitar referendos que nos possam permitir ter um regime que, já depois da nossa Revolução dos Cravos, nasceu mesmo aqui ao lado, em Espanha.

Quando hoje ouço portugueses a escarnecer das qualidades de regimes monárquicos na Europa, fico com pena da lavagem cerebral feita por 100 anos da propaganda republicana misturada com Ditadura. É que há muitos portugueses que, neste momento, têm de se sujeitar aos piores trabalhos, longe da boa comida portuguesa e do aprazível sol pátrio, para poderem ganhar a vida em países como Espanha, Inglaterra, Bélgica, Holanda ou Luxemburgo. E quando comparam o nosso o nível de vida ao dos suecos, dinamarqueses e noruegueses, esquecem-se que qualquer um destes países é uma monarquia como aquela que nos querem negar como alternativa ao Estado que temos.

Um país só prospera quando há transparência democrática, quando são criados entraves à corrupção nas cúpulas e, na maior parte de vezes, isso só é atingível quando o chefe de Estado serve o povo acima dos partidos políticos. Tal não acontece em Portugal. Em suma, defendo que a eleição do Presidente da República, que continua a emanar de dentro de aparelhos partidários com óbvios prejuízos para a transparência da vida pública, seja afastada da equação política em Portugal. O Rei deve reinar com o apoio do povo e o governo deve governar para interesse do povo. Escolher viver em Monarquia será um desafio de modernidade e não um retrocesso ao passado.

Numa altura em que o actual regime que governa Portugal está prestes a cumprir 100 anos, as eleições europeias surgem como o momento ideal para o PPM fazer passar uma mensagem de liberdade para os Portugueses. Votar PPM nas próximas eleições de 7 de Junho não vai trazer a Monarquia no dia seguinte, mas vai permitir entregar a um pequeno partido uma voz que não se vai calar.

O PPM tem passado. Foi o primeiro a falar de ecologia em Portugal e pode continuar a fazer isso no Parlamento Europeu, sobretudo agora que o tema há muito passou de assunto de moda e é uma preocupação do presente. É também um partido da terra, que sempre defendeu o desenvolvimento sustentado. É reconhecidamente um partido de cultura que gosta do que é nosso e defende-o como património mundial. É um partido que compreende os agricultores, quer empresários livres e está contra todo o tipo de entraves que impeça uma livre iniciativa sustentada em regras sociais a favor do bem comum. É um partido que ama a liberdade, a cidadania. Precisa da liberdade para sobreviver, como qualquer um de nós.

Em breve direi qual será o endereço electrónico onde poderão seguir, comentar e contribuir para esta luta. Até lá, por fim, importa esclarecer uma notícia que surgiu ontem sobre o facto do salário mensal de um eurodeputado ser agora 5963 euros líquidos, quando, anteriormente, era de 2525 euros.

Que fique bem claro que, quando me candidatei, nem sequer sabia qual seria o salário, pois as hipóteses de poder vir a ser eleito eram nulas. O partido era pequeno, sem dinheiro e iria ser difícil ultrapassar a barreira da Comunicação Social para difundir a mensagem - já houve dois comunicados que não tiveram eco na Imprensa. Mas, o passo fora certo no sentido de não ser mais possível calar a angústia da falta de liberdade em Portugal. A candidatura tem o grande mérito de oferecer algum alento a quem todos os dias se debate com essa falta de liberdade no dia-a-dia. E, infelizmente, são cada vez mais...

Quando o PS há dias resolveu apresentar como candidato o constitucionalista Vital Moreira e quando Elisa Ferreira diz que quer ser Presidente da Câmara do porto, mas que primeiro vai garantir o “tacho” em Bruxelas, e quando o PSD ainda não decidiu que candidato apresentar, algumas das vozes que me criticavam passaram, estranhamente, a dizer: “Olha que arriscas-te a ser eleito!”. Outros pedem-me: “Não te cales, sei que não te vais calar quando lá chegares. Fala por todos nós!”.

O salário de europedutado é agora um salário único, independentemente do país que representem. Foi aumentado para os portugueses, mas diminuído para os italianos. E os búlgaros tiveram um aumento maior do que o nosso: "Neste quadro, entre os mais de setecentos deputados da assembleia comunitária, persistem disparidades salariais que vão desde os 900 euros auferidos pelos deputados búlgaros aos cerca de 12 mil que ganham os italianos, os mais bem pagos de todo o PE".

Faz parte de regras igualitárias. Não é uma benesse, mas sim uma maior responsabilização de quem vai lutar no seio da UE.

Na altura do voto, que pensem os portugueses que, mesmo que nesse dia troquem uma ida à mesa de voto por mais uns raios de sol na praia, haverá na mesma 22 eurodeputados que vão ganhar aquele salário. Resta é saber se os eleitores não se importam que sejam políticos anónimos, dos mesmos partidos de sempre que apostam precisamente no desinteresse e na alienação dos portugueses para a sua eleição, ou se será um eurodeputado do PPM, chamado Frederico Duarte Carvalho, e que não se calará.

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20090301

A luta vai começar...

20090220

Porto, primeiro o anúncio para a segunda escolha de Elisa Ferreira

Elisa Ferreira foi ontem apresentada com toda a pompa e circunstância como a candidata do partido do poder à Câmara Muncipal do Porto. Nas palavras da própria foi dito que "recriaram-se as condições políticas para que o PS tivesse o gesto de convidar uma independente para constituir uma lista vencedora para liderar os destinos do Porto. Uma lista aberta, constituída por cidadãos sérios, competentes, disponíveis para trabalhar com toda a sua experiência".
Se Elisa Ferreira está assim tão empenhada em liderar essa lista "vencedora", então agora espero que não se venha a confirmar a intenção de a mesma candidata autárquica vir a ser candidata num lugar de destaque às eleições europeias que vão ter lugar em Junho, ou seja, antes da eleição para a qual já se apresentou como cabeça-de-lista ao lado do primeiro-ministro.
O Porto, depois deste anúncio e deste empenho todo, não pode ser uma segunda escolha.

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20090128

É preciso avisar os ingleses

A SFO trabalha com a OLAF, pelo que o caso Freeport não vai dar em nada. Não pode. Seria demasiado grave condenar o homem que concluiu o Tratado de Lisboa. E há ainda outro ângulo: Se Cavaco aceitar uma demissão de Sócrates nesta altura de ataques pessoais e de crise económica, e se marcar eleições antecipadas, então o líder socialista ainda se recandidata. Olhando para a qualidade desta Oposição, não tenho dúvidas em considerar plausível que Sócrates, vitimizando-se, dramatizando a situação económica, apelando à necessidade de estabilidade política para enfrentar a crise, conseguirá repetir a maioria absoluta. O cenário de eleições legislativas antecipadas ao mesmo tempo que as eleições europeias é assim cada vez mais provável.
E será em Junho.
No dia 7.

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20090127

O que fizeram os nossos eurodeputados?

Conferir aqui.

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20090125

Política portuguesa socialista



Elisa Ferreira, eurodeputada e antiga ministra do Ambiente - que antecedeu José Sócrates - vai ser a candidata do PS à Câmara do Porto nas próximas eleições autárquicas, que se devem realizar no fim de Setembro ou início de Outubro. Contudo, revela ter tanta confiança e empenho em alcançar a vitória que, em Junho, pelo sim, pelo não, vai voltar a garantir o seu lugarzinho em Estrasburgo: "A ex-ministra do Ambiente disse que concorrer à autarquia é o maior desafio da sua carreira e sublinhou que, caso vença, deixa Estrasburgo". Afinal, se a Câmara do Porto é o grande desafio, então para quê desprestigiar uma candidatura ao Parlamento Europeu?

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20090114

Exemplo irlandês

O partido irlandês Fianna Fáil vai organizar um sorteio cujos lucros servirão para pagar as próximas campanhas eleitorais das autárquicas e europeias. Os dois primeiros prémios são um BMW e um Mitsubishi. Mas, também oferecem televisores, fins-de-semanas e dinheiro.



O Fine Gael, entretanto, já ofereceu os seus prémios.

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20090113

Eurodeputados que fazem mesmo falta

20090110

Novidades em Abril

Se o "PS rejeita legislativas e autárquicas em simultâneo", então a hipótese de haver eleições antecipadas a 7 de Junho, ao mesmo tempo que as Eleições Europeias, então Cavaco Silva terá de anunciar isso até à primeira semana de Abril, ou seja, 60 dias antes.

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20090107

Tu queres ver que...

... esta treta toda da crise e do mau que vai ser 2009 é já para nos preparar para a possibilidade de as legislativas se realizarem no mesmo dia que as europeias.

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