20130416

Com Inspiração - Cavaco Silva e o BPN

20130210

O que a SIC não disse sobre o BPN - II

Para que não fiquem dúvidas sobre o que foi dito na reportagem da SIC sobre o BPN e que ficou por dizer sobre a realidade das datas e dos factos...


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20130209

O que a SIC não disse sobre o BPN...

Um desenho...





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20110628

"A mim, pagam-me os portugueses"

Cavaco Silva, virou-se para o banqueiro espanhol Mario Conde e disse-lhe que não. O governo português não iria autorizar a venda do banco Totta&Açores a um cidadão do país vizinho, pois, justificou, era "uma jóia de Portugal, uma peça-chave do sistema financeiro português". Portanto, não iria ser privatizado para cair em mãos espanholas, acrescentou o então primeiro-ministro português. Mario Conde não desistiu perante o argumento: "Compreendo. Para nós, também é uma jóia e foi por isso que o comprámos. Sabemos que é português, mas trata-se do Mercado Único...". A conversa teve lugar a 20 de Julho de 1993, em S. Bento. Para além de Cavaco e Conde, havia uma terceira pessoa presente, mas o banqueiro não a sabe identificar. Contudo, não seria alguém ligado às finanças, Banco de Portugal nem ministério da Economia. Cavaco deixara uma primeira sensação em Mário Conde: "Altivo, orgulhoso, distante, com soberbia". Para o primeiro-ministro português, pouco interessava o argumento de que Portugal estava num mercado financeiro sem fronteiras. Interrompeu o banqueiro espanhol e disse-lhe: "Olhe, uma coisa é falar do Mercado Único, outra é viver a política de cada dia. A mim, pagam-me os portugueses e vou fazer o que seja bom para Portugal". O banqueiro espanhol sentiu que revisitava a batalha de Aljubarrota. Um importante negócio financeiro não poderia avançar porque o primeiro-ministro de Portugal não queria espanhóis à frente de uma histórica instituição bancária portuguesa. Mario Conde ainda tentou explorar o clima de confronto entre Cavaco e o então Presidente da República Portuguesa, Mário Soares. Como tinha a informação de que o Presidente português era amigo do Rei de Espanha, o banqueiro fez as malas e foi pedir ajuda ao seu monarca, que estava a participar nas festas do "Jacobeo 93", em Santiago de Compostela. Mas, de pouco valeu essa intervenção real e presidencial, pois o primeiro-ministro português acabaria por criar uma disposição legal que destruiu definitivamente as ideias do banqueiro espanhol. E desabafa Mário Conde: "Os verdadeiros anti-europeístas são eles", esses políticos que dizem uma coisa em público e depois outra em privado. Sobretudo frases como aquela de "a mim, pagam-me os portugueses". E, afinal, ainda hoje continuamos a pagar-lhe. Viu-se isso com o BPN, não se viu, senhor Presidente da República?

A história que aqui conto é uma adaptação da versão mais longa e detalhada que o próprio Mario Conde revela na sua mais recente obra biográfica...

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20101120

Os líderes... e os amigos...

20100426

"Estado de Segredos" (2)

20100425

"Estado de Segredos" - O Livro

20090404

SMS de José Esteves

Recebi hoje um "sms" do José Esteves que partilho com os leitores deste blogue...




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20090316

Caso BPN: Jornalismo até houve. O pior foi depois...

O jornalista Camilo Lourenço, antigo director da revista financeira "Exame", lembrou que a primeira denúncia pública sobre as situações menos claras no BPN datavam já de 2001: "Março de 2001. A revista 'Exame', que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao BPN. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente". Portanto, o jornalismo cumpriu a sua função, nobre, séria e responsável: Informou.
E o que fez o poder político e judicial? Camilo Lourenço contou-o na semana passada no inquérito parlamentar na Assembleia da República: "Camilo Lourenço lembrou ainda que, na altura da publicação do artigo, o BPN colocou um processo judicial contra a revista 'Exame' de 'vários milhões de euros' e que nessa altura um responsável da instituição bancária telefonou dizendo: 'Isto é para vocês jornalistas aprenderem. Para nunca mais voltarem a escrever sobre o BPN'. Posteriormente a empresa detentora da 'Exame' negociou um acordo com o BPN para solucionar este processo judicial".
Aqui, no Para Mim Tanto Faz, ainda há a mania de que somos livres, por isso recordo essa primeira denúncia pública...









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20090223

Dois casos, apenas uma investigação

Se no caso do BPN há uma comissão de investigação na Assembleia da República ao mesmo tempo que o caso está a ser investigado na justiça, então por que não se investiga o que fez o actual primeiro-ministro durante os últimos dias em que esteve à frente do ministério do Ambiente? Aliás, deveria ser o próprio primeiro-ministro a exigir que tal comissão viesse a ser criada. A mesma serviria para o ilibar de uma vez por todas, das suspeitas de má prática política e acabar com a tal "campanha negra" da qual diz ser vítima. O caso Freeport, à semelhança do caso BPN, também já tem arguidos e agora há evidências de que houve tráfico de influências num processo de licenciamento na véspera de eleições gerais antecipadas. Mas, nada acontece para os lados do Palácio de S. Bento. Não quero acreditar que ninguém investiga porque arriscar-se-ia a descobrir que o caso é semelhante a muitos outros casos com outros governos de outras cores partidárias... Contudo, a total ausência de uma reacção "em conformidade" por parte dos políticos na Assembleia da República leva-me a questionar sobre a qualidade dos nossos actuais defensores da Democracia. E a perguntar-me se ainda há Liberdade ou devemos declarar oficialmente a Ditadura...

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20090211

Mais do Soares

"Espero que se saiba o que se passou no BPP e no BPN. Tudo tem de ser esclarecido. É preciso transparência no País, senão é impossível haver confiança. Isso gera revolta - e não estamos imunes que isso aconteça em Portugal. Há alguns generais, dois que eu me lembre dois, que já dizeram que é preciso cuidado com as Forças Armadas porque há um certo mal-estar".

Se o socialista ex-primeiro-ministro, ex-Presidente da República, ex-eurodeputado e ex-candidato a Presidente da República Mário Soares quer saber, qual virgem ofendida, o que se passa no BPP e BPN, é porque provavelmente saberá que não se passará nada que possa atingir directamente pessoas da sua "família" política, mas sim os membros de uma outra "família republicana"... Também quando um Republicano fala em mal-estar nas Forças Armadas, apenas lhe indico que só em ditadura é que a Forças Armadas não estão do lado do povo. Ou seja, e usando palavras suas, existe um "défice democrático"... Será que é disso que Mário Soares nos queria avisar?

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20081125

"Teimoso"


José Oliveira e Costa era tido como uma "pessoa com uma enorme capacidade de trabalho, muito determinado e exigente, mas também um pouco teimoso" e ainda com "visão prática" e "pressa de fazer". Agora, quem disse estas coisas do homem que se viria tornar no primeiro banqueiro em Portugal a ser detido preventivamente por suspeita de irregularidades? Dou uma pista: foi o mesmo que um dia provocou o pânico na Bolsa de Lisboa quando disse publicamente que ali se andava a "vender gato por lebre".

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