20090316

Caso BPN: Jornalismo até houve. O pior foi depois...

O jornalista Camilo Lourenço, antigo director da revista financeira "Exame", lembrou que a primeira denúncia pública sobre as situações menos claras no BPN datavam já de 2001: "Março de 2001. A revista 'Exame', que na altura dirigia, dizia na capa que o Banco de Portugal tinha passado um cartão amarelo ao BPN. Dias depois recebi um telefonema de Pinto Balsemão. Assunto: Dias Loureiro tinha-lhe telefonado por causa do artigo e, na sequência dessa conversa, queria falar comigo. Acedi prontamente". Portanto, o jornalismo cumpriu a sua função, nobre, séria e responsável: Informou.
E o que fez o poder político e judicial? Camilo Lourenço contou-o na semana passada no inquérito parlamentar na Assembleia da República: "Camilo Lourenço lembrou ainda que, na altura da publicação do artigo, o BPN colocou um processo judicial contra a revista 'Exame' de 'vários milhões de euros' e que nessa altura um responsável da instituição bancária telefonou dizendo: 'Isto é para vocês jornalistas aprenderem. Para nunca mais voltarem a escrever sobre o BPN'. Posteriormente a empresa detentora da 'Exame' negociou um acordo com o BPN para solucionar este processo judicial".
Aqui, no Para Mim Tanto Faz, ainda há a mania de que somos livres, por isso recordo essa primeira denúncia pública...









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1 Comentários:

Blogger Karocha disse...

Brigada Fred, o que o Camilo não disse é quem era a directora da Exame, mas nós sabemos não é!!!!

18 março, 2009  

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