20130819

Diana. Ainda...

O caso da morte da princesa Diana ainda mexe. Pena que Oswald Le Winter tenha morrido no início deste ano, senão teria muito para nos contar. Fica aqui o registo de um caso que, presumo, ainda está longe de acabar: "Diana death: New information assessed by Scotland Yard".
Entretanto, o filho mais novo de Diana, o príncipe Harry esteve recentemente em Angola a promover o mesmo trabalho da mãe contra as minas terrestres. Fica-lhe bem, sobretudo depois de ter estado na guerra do Afeganistão... .

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20101122

Saudades de África...

O caso do negociante de armas - de notar que não disse "traficante" - Viktor Bout, merecia uma maior atenção da nossa parte. Este russo, agora extraditado para os EUA e conhecido como o "mercador da morte", sabe falar português. Foi tradutor em Moçambique e o seu crime foi ter permanecido em África após o fim da URSS a fazer os negócios que a CIA entretanto abandonara...



De salientar que há quem diga que é muito amigo do actual vice-primeiro-ministro russo - e braço direito de Putin - Igor Sechin. Bout diz que não, que nunca se encontrou com ele, pois quando estava em Moçambique, Sachin trabalhava como tradutor num outro país africano: Angola.

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20081027

História de França

Querem ler uma história francesa muito interessante e que não chega a Portugal? Façam uma pesquisa num qualquer motor de busca com as palavras "Yves Bertrand", "Angola", "Clearstream" e... divirtam-se!

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20080521

Assim se fez história

Fui ao lançamento do livro "Fidel", do ex-embaixador de Portugal em Cuba, José Fernandes Fafe.



Conheci o autor do livro quando, em 1996, juntamente com o filho, José Paulo Fafe, tive o prazer e a honra de trabalhar com ambos em Cuba, durante um mês, na produção do documentário "O Enigma Cubano".
O embaixador Fernandes Fafe foi o primeiro representante diplomático português na ilha de Fidel após o 25 de Abril de 1974. O ministro do Negócios Estrangeiros era Mário Soares, amigo pessoal de Fernandes Fafe - ambos, inclusive, tinham visitado a ilha de Fidel em 1963. Clandestinos.
Durante a cerimónia de lançamento do livro, na Fundação Mário Soares, o autor convidou alguns protagonistas das histórias sobre os anos pós-revolução em que foi "O Nosso Agente em Havana", ou, como diz com o ar diplomático que o caracteriza, "O Vosso Agente em Havana". Uma dessas histórias conhecia-a em 1996 e dei até uma ajuda como jornalista para que a verdade fosse esclarecida.
Reza a lenda que, em finais de Julho de 1975, Fidel Castro recebeu Otelo Saraiva de Carvalho durante as celebrações do aniversário do assalto ao quartel da Moncada - o 26 de Julho. Otelo era então o homem forte do COPCON e Fidel pediu que mandasse uma mensagem ao Presidente da República, Costa Gomes. Era uma mensagem histórica. O líder cubano queria saber qual seria a reacção dos portugueses se os cubanos enviassem militares para Angola, respondendo assim a um pedido de Agostinho Neto, líder do MPLA. Recorde-se que, no Verão Quente de 1975, havia um risco de Guerra Civil em Portugal. A ponte aérea de Angola estava a começar e Lisboa enchia-se de retornados. Mas, a Independência de Angola só seria efectiva no dia 11 de Novembro...
Segundo aquilo que sempre se disse, Costa Gomes nunca terá recebido essa mensagem. Otelo, contudo, garantiu que a transmitira. Falei uma vez com Costa Gomes, que também me repetiu e garantiu que nunca recebera a mensagem de Otelo.
Fidel Castro esperou por uma resposta até que, num certo dia de meados de Setembro, e numa atitude complemente inédita ao nível das relações entre Estados, deslocou-se pessoalmente à chancelaria portuguesa em Havana onde o embaixador Fernandes Fafe terminava despreocupadamente um qualquer ofício.
O líder cubano entrou porta da chancelaria portuguesa e, no meio de uma confusão de pobreza franciscana, com cadeiras a ameaçar cair (o embaixador, surpreso, sentado em caixotes), o líder cubano disse a Fernandes Fafe que esperava a resposta a uma mensagem que enviara por Otelo - sem especificar o teor da mesma - e que precisava urgentemente da posição oficial de Portugal.
Fernandes Fafe voou para Lisboa, transmitiu a questão de Fidel a Melo Antunes, então ministro dos Negócios Estrangeiros, e este mandou-o esperar pela resposta. Demorou exactamente uma semana até que lhe chegasse algo: "Olhe, conto com o seu talento. Não há resposta", disse Melo Antunes ao embaixador.
Fernandes Fafe regressou a Havana e pediu um encontro com Fidel Castro. Demoraram a conceder-lhe um audiência. O embaixador não insistiu, os cubanos já estavam a caminho de Angola. Sem esperar.
Dias antes da independência, travando assim a entrada em Luanda das tropas da UNITA, apoiadas pelos sul-africanos.
Otelo, no lançamento do livro, explicou que dissera então a Fidel que, em Portugal, ninguém iria ajudar o MPLA a nível militar e a ordem era "nem mais um soldado para as colónias". Por isso, ele, Fidel, em nome do internacionalismo, deveria mandar soldados cubanos para Angola: "Têm aí elemento negros que podem passar por angolanos. Falam espanhol, é certo, mas chegados a Angola, ficam mudos", terá dito o militar de Abril ao líder cubano. Quanto a Costa Gomes, Otelo garante que falou com ele, depois de um Conselho da Revolução, às seis da manhã, assim que chegou de Cuba.
Mário Soares, por sua vez, justificou a atitude de Costa Gomes em negar-se alguma vez a reconhecer ter recebido tal mensagem - que, vista à luz da época, implicaria uma cedência oficial de Portugal - como uma atitude "inteligente". Ele sabe bem como se faz história, pois também já foi Presidente da República.


(Peço desculpa da fraca qualidade de som e imagem da gravação, mas isto serve para pelo menos lembrar-me das palavras de Otelo sobre esta história)

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20080515

Afinal, a conspiração existe...

Numa acção promovida pelo BES, Bob Geldof disse que Angola é gerida por criminosos. Está visto que quem terá pago ao inglês para dizer aquilo foi o Millennium. Tudo para denegrir a imagem do banco concorrente... Só pode...


Imagem sacada daqui.

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20080507

Uma lista alfabética começa sempre na letra "A"...



... por isso, agora só falta continuar a lista por mais países onde vai ser obrigatório figurar, por exemplo, os EUA... o Reino Unido...

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20080316

Que arda no inferno, na mais quente das fornalhas

É um desabafo tão grande e sentido aquele que acabei de ler. O general Silva Cardoso, que tive a honra de entrevistar há 10 anos quando cheguei a Lisboa para trabalhar no "Tal&Qual", lançou um novo livro de sua autoria...



Silva Cardoso, para quem não sabe ou não se recorda, foi o Alto Comissário de Portugal durante a transição do poder em Angola na sequência da assinatura do Acordo de Alvor, em Janeiro de 1975. É ele que, na foto, está atrás do líder da UNITA, Jonas Savimbi, e de Mário Soares, o então ministro dos Negócios Estrangeiros...



O general, contudo, decidiu deixar a tarefa ainda antes da entrega de Angola marcada para 11 de Novembro de 1975...



Mais de 30 anos depois, Silva Cardoso, na obra "A Revolução da Perfídia", olha para trás e desabafa com todas as letras bem marcadas a negro, para que ninguém tenha dúvidas sobre os seus sentimentos...



E eu não consigo dizer mais nada...

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20071124

A Paz é porreira, pá

Quando soube hoje da notícia de que "Ramos Horta propõe Durão Barroso para Prémio Nobel da Paz" lembrei-me destas capas do extinto "O Independente" de 1994, altura em que os directores eram Paulo Portas, Miguel Esteves Cardoso e Helena Sanches Osório...




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20070411

Caras Angola

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