20101122

Saudades de África...

O caso do negociante de armas - de notar que não disse "traficante" - Viktor Bout, merecia uma maior atenção da nossa parte. Este russo, agora extraditado para os EUA e conhecido como o "mercador da morte", sabe falar português. Foi tradutor em Moçambique e o seu crime foi ter permanecido em África após o fim da URSS a fazer os negócios que a CIA entretanto abandonara...



De salientar que há quem diga que é muito amigo do actual vice-primeiro-ministro russo - e braço direito de Putin - Igor Sechin. Bout diz que não, que nunca se encontrou com ele, pois quando estava em Moçambique, Sachin trabalhava como tradutor num outro país africano: Angola.

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20080325

De volta a África

Já que estamos numa de Moçambique, nada melhor do que mencionar aqui o livro do meu camarada de profissão, Júlio Magalhães, que publicou recentemente "Os Retornados - Um Amor Nunca Se Esquece".
Este é um tema interessante para muita gente, sobretudo aqueles que, tal como ele, tiveram de deixar África e vir para Portugal depois da "descolonização possível" - citando um ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.
Estranhei apenas o facto da editora - Esfera dos Livros, espanhola - ter escolhido para capa do livro uma fotografia que não ilustra nada a imagem dos retornados...



Aqueles senhores na foto não estão vestidos com roupas dos anos 70, nem têm uma cara tão sofredora como a de qualquer foto que registe o fim do Império Português...



Ainda por cima, acabaram de me chamar a atenção para o facto de que a mesmíssima imagem ilustra a edição inglesa em livro de bolso do "Suite Française" de Irène Némirovsky, que se passa... durante a Segunda Guerra Mundial...



Aliás, não é bem a "mesmíssima" imagem, uma vez que na capa do livro do Júlio Magalhães "colaram" um avião bem mais moderno do que as roupas dos protagonistas. Este anacronismo está lá apenas para dar "aquele ar" de ponte aérea...



De facto, ò "Juca", não merecias este tratamento pelos espanhóis...

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Mas, afinal, quem foi a Princesa Patrícia?

Os jornalistas que acompanham a visita do Presidente da República a Moçambique - capital, Maputo - deram eco de uma informação assaz interessante sobre a descendência do Rei, perdão, Presidente, e que remonta ao tempo em que este último esteve a cumprir serviço militar na então colónia portuguesa: "O nome da nossa filha surgiu da predilecção que a minha mulher e eu tínhamos por esta rua cheia de jacarandás, que descia em direcção ao mar, numa explosão floral que nos deixava extasiados. Chamava-se, então, Rua Princesa Patrícia".

A nossa Princesa Patrícia...



A pergunta que eu e qualquer um de nós faria de imediato seria aquela que dá o título a este texto: "Mas, afinal, quem foi a Princesa Patrícia?". Não há memória na nossa História de uma princesa com semelhante nome... Como não encontrei a resposta em nenhum dos jornais de hoje - perdão a algum que o tenha feito sem que eu tivesse reparado - fui indagar. Não demorou muito a perceber que a actual Avenida Salvador Allende, o malogrado presidente do Chile, tinha o nome de uma Princesa de Inglaterra, a tal Patrícia, que era neta da Rainha Vitória.

A Princesa Patrícia original...



E assim fiquei um bocadinho mais esclarecido sobre as raízes da actual família real portuguesa...

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Luandando