20081030

A contenda dos contentores



O sr. Tavares foi ontem alvo de uns piropos de estivadores por causa da petição contra a ampliação do terminal de contentores de Alcântara, promovida pela Cidadania LX. Sendo eu natural do Porto, entendo bem o crime contra a capital do país que obriga os lisboetas a viverem de costas voltadas para o imenso rio Tejo. É prioritário investir numa solução que permita ao Porto de Lisboa funcionar em harmonia com a qualidade de vida na cidade. Por isso, estou do lado das opiniões do sr. Tavares. Contudo, o presidente da Câmara, socialista eleito por quem vota em Lisboa, António Costa, disse: "Se do projecto de expansão do terminal de Alcântara resultasse uma muralha de aço, eu seria contra. Mas, como a APL explicou, não é disso que se trata. O que está em causa é saber se a cidade quer o seu porto ou não e todos disseram que sim. Quanto ao projecto em si, a câmara dará o seu parecer quando este lhe for submetido oficialmente ".
O povo é soberano e isso é expresso através de votos em eleições livres. Chama-se ao sistema Democracia, algo vulgarmente aceite por uma maioria de cidadãos desde há cerca de 30 anos. Essas são as regras. Se o sr. Tavares está contra a decisão do homem eleito pelo povo e acha que alguém anda a manipular os estivadores, tem boa solução: ir ele mesmo a votos.

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20081027

Está explicado...

20080205

Triste, muito triste

Quero aqui afirmar e garantir que não fiquei contente com a mais recente polémica envolvendo Miguel Sousa Tavares... Apesar de ter ainda em tribunal um processo da parte dele contra este blogue, digo que tudo isto me entristece. E muito.

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20080128

Nunca se esqueçam do 11 de Fevereiro

20071203

Tentou-se

Quero, mais uma vez, esclarecer que não tenho nada contra o Sr. Tavares. Ele é que tem contra mim...

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20071125

Invejosos, é o que são...

Peço aos meus leitores que não façam deste blog um depósito de queixas contra os livros do Sr. Tavares. Não sou nenhum polícia da literatura. Por isso, quando alguém me diz que o início do "Rio das Flores" é muito parecido com o único e bem conhecido início de "Cem Anos de Solidão", de Gabriel García Márquez, isso é pura inveja. Comparem e confirmem que não há qualquer semelhança:

O livro do Sr. García Márquez começa assim:

"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. Macondo era então uma aldeia de vinte casas de barro e taquara, construídas à margem de um rio de águas diáfanas que se precipitavam por um leito de pedras polidas, brancas e enormes como ovos pré-históricos. O mundo era tão recente que muitas coisas careciam de nome e para mencioná-las se precisava apontar com o dedo. Todos os anos, pelo mês de março, uma família de ciganos esfarrapados plantava a sua tenda perto da aldeia e, com um grande alvoroço de apitos e tambores, dava a conhecer os novos inventos".

O livro do Sr. Tavares começa assim...

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20071124

Também não era preciso bater tanto...

Hoje vale a pena comprar o "Público" e guardá-lo: Vasco Pulido Valente analisa "Rio das Flores" de Miguel Sousa Tavares...

"(...) O uso das fontes e 'peças de jornalismo'

Para além das 'meditações' sobre política (sob forma de polémica ou não), Sousa Tavares precisa de 'encher' o romance, de o 'enchumaçar'. Para isso, usa fontes. Na história, como na ficção histórica, as fontes devem servir para suportar uma narrativa ou um argumento, esclarecer um ponto obscuro, excepcionalmente para uma descrição com valor alegórico, metafórico, simbólico, analítico ou dramático. Nunca devem servir para uma simples paráfrase ou como uma espécie de reservatório de elementos decorativos, para dar 'cor' a um episódio, à maneira do jornalismo de 'revista'. Infelizmente, é assim que Sousa Tavares sistematicamente as usa. Há passagens que quem se deu ao trabalho de ler a bibliografia percebe muitas vezes donde foram 'tiradas'. Segue uma lista:
1.º Uma tourada em Sevilha. Sousa Tavares não estava com atenção quando 'estudou' a fonte e confunde a capa (ou capote) com a muleta. Daí em diante é o puro disparate.
2.º História abreviada do Palácio Real de Estremoz.
3.º Descrições de vários automóveis.
4.º Descrição do voo de um Zeppelin sobre Lisboa.
5.º Opiniões do embaixador inglês (em 1929) e do sr. R.A. Gallop sobre os portugueses.
6.º Breve história do restaurante Tavares Rico.
7.º O cinema em Lisboa no princípio dos anos 30.
8.º Descrição dos efeitos da crise de 1929 em Portugal.
9.º Descrição de um Zeppelin.
10.º Descrição e história do hotel Copacabana Palace.
11.º Nova descrição de hotéis e de alguns cafés frequentados por intelectuais no Rio.
12.º Preparativos para a Exposição do Mundo Português e obras da referida Exposição.
13.º Economia do café no Brasil.
14.º Descrição e história da fazenda Águas Claras.
15.º Diatribe contra intelectuais brasileiros que colaboram com Getúlio Vargas.
16.º Algumas notas sobre a família Werneck.
17.º Descrição e história da cidade de Vassouras.
18.º Descrição da querela entre Salazar e Armindo Monteiro.
19.º História da demissão do vice-cônsul de Portugal em Vichy (depois de preso pela Gestapo), recomendada por um terceiro secretário de embaixada, Emílio Patrício.
A maior parte destas digressões não tem qualquer função na narrativa: não passa de um ornamento 'colado' à narrativa. E a pequena parte que tem uma função podia ter sido reduzida a uma frase ou a meia dúzia de linhas. Sousa Tavares não diz nada indirectamente: não sugere, não insinua, não omite. Não escreve como quem escreve um romance, escreve como quem escreve um relatório: directamente, com a mesma luz branca e monótona para tudo.
Lendo o 'Rio das Flores', uma pessoa sente claramente quando entrou a 'ficha' (de informação) sobre isto ou sobre aquilo. E o peso das fichas torna o livro pueril como um 'trabalho de casa'. Mas também o desequilibra. A interminável quantidade de páginas sobre, por exemplo, os Zeppelin, a política brasileira (em que Diogo não participa) ou as belezas de Vassouras são meras curiosidades, que estão ali porque estão, e atenuam ou dissolvem a já fraca intensidade do romance.

Comida

No 'Rio das Flores' há 17 descrições de comida. Dessas 17 só quatro ou cinco (e com muito boa vontade) se justificam".

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20071110

Não é perseguição...

20071102

O típico homem de negócios nova-iorquino...

20071025

Fiesta!



"Se acabaron los toros!".

"- Ahora, Juan, ya sólo te queda morir en la plaza.
- Se hará lo que se pueda, don Ramón, se hará lo que se pueda"
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P.S. O concurso SMS já não está em vigor, mas o primeiro leitor a mandar-me um e-mail para este blogue com a resposta correcta à mesma pergunta eu ofereço-lhe um exemplar do meu próximo livro...

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