20101110

O Diabo veste Pravda

20101027

Queijo na ratoeira

Quero agradecer ao actual Presidente da República o favor de nos poupar a cartazes como estes na sua reeleição...

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20101025

O ladrão é nosso irmão

20101001

O jogo de sombras da República

Ainda dentro dos mitos e propaganda que exaltam a adesão popular aquando a proclamação da República na manhã do dia 5 de Outubro de 1910 - data em que assinalavam os 767 anos Tratado de Zamora - tenho a fazer notar o seguinte "jogo de sombras": Reparem na foto do anúncio oficial feito a partir da varanda da Câmara Municipal de Lisboa...



E agora nesta outra que, supostamente, marca esse mesmo momento...



É óbvio que foram feitas com várias horas de diferença. Podemos discutir que o ângulo da primeira foto não permite captar toda a população, mas ao comparar a maneira como se projectam as sombras da primeira foto...



... com as sombras da segunda...



... a conclusão é a de que são horas diferentes. A primeira pelas manhã, a segunda pela tarde.

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20100930

Como o "New York Times" noticiou a República...

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20100917

Monárquicos e de Esquerda

Estou cada vez mais convencido que, juntamente com o PPM, o partido que apresenta todos os argumentos políticos e motivações sociais para que se crie a Monarquia Constitucional em Portugal é, com certeza, o PCP: "Na grave situação que o País vive, o caminho não pode ser o retrocesso ou o afundamento da continuação das opções das últimas décadas. Na senda das rupturas e avanços que marcaram os períodos mais notáveis dos quase novecentos anos da História de Portugal, na senda do projecto libertador de Abril, Portugal, neste início da segunda década do século XXI, precisa de um forte impulso de mudança. Com confiança construiremos um País de desenvolvimento, justiça e progresso social, para os portugueses de hoje e para as gerações vindouras, sempre baseado na solidariedade, na cooperação e na paz".

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Um País sem História não tem razão de existir...

20100629

España, por favor...

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20100621

O génio da banalidade não se despediu do Prémio Nobel

Sabemos que Saramago não era grande apreciador de Cavaco Silva...



Qualquer um compreenderia, portanto, que o cidadão Cavaco Silva não quisesse estar presente na cerimónia fúnebre dedicada ao cidadão José Saramago. Agora, é ridículo o alegado presidente "de todos os portugueses" justificar a sua ausência física no funeral do único Prémio Nobel da Literatura português que ainda estava vivo alegando que é "diferente daquilo que deve ser feito pelos amigos ou pelos conhecidos. Devo dizer que nunca tive o privilégio na minha vida, se me recordo, de alguma vez conhecer ou encontrar José Saramago" e que emitiu "uma nota oficial prestando homenagem à obra literária de José Saramago e ao seu contributo para a projecção da cultura portuguesa no mundo, enviou uma coroa de flores e promulgou o decreto de declaração de dois dias de luto nacional. Hoje [ontem] de manhã, o meu chefe da Casa Civil e o meu chefe da Casa Militar apresentaram sentidas condolências aos familiares de José Saramago". Esclarecendo igualmente que "todos os portugueses sabem que desde quinta-feira à noite estou nos Açores, em S. Miguel, cumprindo uma promessa que fiz há muito tempo a toda a minha família, filhos e netos, de lhes mostrar as belezas desta região".
Acrescento ainda que, para além dos líderes do PCP e BE, o outro líder de um partido político português que esteve presente na cerimónia privada foi Paulo Estêvão, presidente do PPM, e que é dos... Açores.

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20100523

Dar bandeira

José Mourinho festejou ontem a conquista de mais uma final da Liga do Campeões - digo "mais uma", porque ele torna estas coisas banais... E fê-lo em pleno relvado de Madrid, exibindo orgulhosamente - e muito bem - a bandeira da sua pátria, Portugal...



Ora, hoje ao olhar para a primeira página do diário desportivo "O Jogo", não pude deixar de reparar num pormenor daquela bandeira... Afinal, não é a bandeira de Portugal.



Espero que tenho sido uma distração de Mourinho, pois não acredito que alinhe neste género de publicidades... Entretanto, enquanto não chega o toque de vuvuzela para nos atazanar a cabeça, vejam este exemplo de exploração comercial da coisa pública: temos uma camisola da Selecção Nacional de futebol que não tem o símbolo da Federação Portuguesa de Futebol, mas em alternativa está lá a Bandeira da República...



Diga-se ainda que este é um produto oficial da FIFA, feito fora de Portugal, mais precisamente, no Cambodja...

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20100514

A Revolução de 14 de Maio

20100512

Democracia e Monarquia

Sem anos da República (II)

Sobre o desafio que há dias lancei aos leitores, vou dar uma pista: Não estamos a falar da fotografia que marca o anúncio da Implantação da República, na Câmara de Lisboa, a 5 de Outubro de 1910...



Aquela que depois teve o povo "acrescentado" quando foi utilizada como ilustração na primeira cartilha da História de Portugal em República...



Não, esta foi tirada cinco anos depois...



Quem é ele e o que faz ali?

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20100510

Sem anos da República

Um desafio aos leitores: Quem é o senhor que está na varanda da Câmara de Lisboa e o que está ele a comunicar à população?


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20100503

Para perceber os 100 anos da República...

... é necessário conhecer "Os Últimos Dias da Monarquia. E ainda bem que o Jorge Morais produziu esta importante obra...



Apareçam nesta conferência. Eu vou.

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20100406

Algo está podre na República...

Primeiro, as bandeiras do tempo em que Portugal era uma monarquia e, agora, bandeiras de Espanha. O que diriam os "founding fathers" desta República? E lembro ainda o aviso que fiz sobre o desrespeito que estavam a fazer ao símbolo nacional: "Impunes".

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20100328

À espera da bomba...

20100326

Bandeira de Portugal



Não entendo por que lhe chamam "Bandeira da Monarquia". Será que chamam à actual "Bandeira da República"? Ou não existia Portugal antes da República? Quando muito, que lhe chamem "Bandeira de Portugal quando o País era uma Monarquia europeia respeitada em todo o mundo e cujas cores, azul e branco, são bem mais simbólicas do que as actuais". Aí sim, seria uma boa designação para esta bandeira, que também fica muito bem na fotografia.

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20100201

Regeneração do regime democrático

O apelo:

"Bisneto, neto e filho de resistentes à monarquia e ao Estado Novo, Artur Santos Silva, presidente da Comissão do Centenário da República, realçou 'a necessidade de lutar por uma República moderna, mais eficiente e ainda mais democrática'. Para isso, lembrou, 'necessitamos, sempre e sempre, de instituições democráticas mais fortes, mais adequadas ao nosso tempo'. E de 'um programa de mudança que tem de se traduzir não apenas na renovação, mas também na regeneração do regime democrático'"

A contribuição:

"Nós, cidadãos portugueses em plena posse dos nossos direitos cívicos, conscientes de que se celebra a 5 de Outubro de 2010 o Centenário da Implantação da República em Portugal e tendo em conta que o simbolismo da data justifica as celebrações previstas, pretendemos também fazer notar que tal evocação não estará completa se não for acompanhada de uma discussão sobre a legitimidade e os efeitos da implantação desse regime.
De facto, a actual redacção do artigo 288.º, alínea b), da Constituição da República Portuguesa constitui uma diminuição intolerável da democracia ao impor, como única forma de governo, o republicanismo.
É que a democracia, enquanto componente fundamental e intrínseca de um Estado de direito, não se confina à forma republicana de governo.
Com efeito, o republicanismo não é a única forma de democracia. A democracia admite outras formas de governo, como seja a monarquia. Tanto assim é que há, até no contexto europeu onde Portugal se insere, estados de direito democráticos onde vigora a monarquia.
Nesta senda, restringir a forma de governo ao governo republicano é diminuir a qualidade da democracia e é condicionar a liberdade de escolha dos cidadãos.
Para obstar a esta situação e com vista ao reforço da democracia, propõe-se com a presente iniciativa que 'a forma republicana de governo', consagrada na alínea b) do artigo 288.º da Lei Fundamental, seja substituída pela expressão 'a forma democrática de governo'"
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20100127

Aprender com o 31 de Janeiro

Vou gostar deste ano de 2010. Especialmente com o Centenário da Implantação da República, pois vamos, finalmente, ter a oportunidade de "aprender" umas coisas. Como tudo vai começar com as celebrações do 31 de Janeiro...



... gostaria, portanto, de mencionar o nome de um membro dessa revolta: o tenente republicano Manuel Maria Coelho. Foi ele que, anos mais tarde, a 19 de Outubro de 1921, andou a matar republicanos durante a "Noite Sangrenta", onde foi usado o "vagão fantasma"...

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