20081222

Schiuu, não digam nada a José Sócrates...

... mas o Nicholas Negroponte anda com o exército da Colômbia a distribuir computadores portáteis para crianças.

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20081102

Uma questão líquida

José Pacheco Pereira criticou com grande severidade a promoção que José Sócrates fez do computador "Magalhães" na última Cimeira Ibero-Americana, quando disse que era um computador para os 7 aos 77 anos. Comparou assim as palavras do nosso primeiro-ministro às de Oliveira da Figueira, o português que conseguia vender tudo nas aventuras do Tintin. A dada altura da crónica no "Público", o comentador saiu-se com esta: "Sócrates nem sequer se apercebe, que, quando diz que o computador é resistente aos líquidos, pela cabeça daqueles adultos empedernidos, os líquidos que se imaginam não são propriamente nem água, nem leite, nem iogurte".
Depois de ler estas linhas, tentei entrar na cabeça de Pacheco Pereira para tentar perceber a fina ironia do comentador. Que outros líquidos, segundo o intelectual, poderiam ser vertidos sobre o "Magalhães"? De acordo com as referências intelectuais que temos, pensei nas aventuras do Tintin e acho que Pacheco Pereira só poderia estar a referir-se ao líquido que o personagem de Hergé provou por aquelas mesmas paragens sul-americanas:





É. Só pode ser mesmo esse líquido. Não estou a ver o Pacheco Pereira a pensar noutro...

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20081016

Se o ridículo pagasse imposto, Portugal era uma potência...

Reconheço que é importante colocar computadores nas escolas. Sei que é imperativo dar formação a professores, mas não consigo compreender a necessidade destas coisas...



Ainda por cima, na Venezuela - o país que nos fez o favor de comprar uma data desses computadores - há muitos anos que se cantam os louvores do verdadeiro Magalhães, que são os campeões de Caracas, caraças!...

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20081011

Circunavegação

Recebi um e-mail que anda por aí a circular há já algum tempo e que reproduzo. É sobre o Fernão, perdão, Magalhães:



"Não há ninguém em Portugal com acesso aos 'media', e que não dependa de lugares ou favores, que possa desmascarar a esperteza saloia destes 'políticos' poucos escrupulosos e sem nível?...

*** Magalhães ***

O mais escandaloso golpe de propaganda do ano. Os noticiários abriram há dias, com pompa e circunstância, anunciando o lançamento do 'Primeiro computador portátil português', o 'Magalhães'. A RTP refere que é 'um projecto português produzido em Portugal'. A SIC refere que 'um produto desenvolvido por empresas nacionais e pela Intel' e que a 'concepção é portuguesa e foi desenvolvida no âmbito do Plano Tecnológico'.
Na realidade, só com muito boa vontade é que o que foi dito e escrito é verdadeiro. O projecto não teve origem em Portugal, já existe desde 2006 e é da responsabilidade da Intel. Chama-se Classmate PC e é um laptop de baixo custo destinado ao terceiro mundo e já é vendido há muito tempo através da Amazon.
As notícias foram cuidadosamente feitas de forma a dar ideia que o 'Magalhães' é algo de completamente novo e com origem em Portugal. Não é verdade.
Felizmente, existem alguns blogues atentos. Na imprensa escrita salvou-se, que se tenha dado conta, a notícia do 'Portugal Diário': 'Tirando o nome, o logótipo e a capa exterior, tudo o resto é idêntico ao produto que a Intel tem estado a vender em várias partes do mundo desde 2006. Aliás, esta é já a segunda versão do produto.'.
Pelos vistos, o jornalista Filipe Caetano foi o único a fazer um trabalhinho de investigação em vez de reproduzir o comunicado de imprensa do Governo. A ideia é destruir os esforços de Negroponte para o OLPC. O criador do MIT Media Lab criou esta inovação, o portátil de 100 dólares... A Intel foi um dos parcceiros até ver o seu concorrente AND ser escolhida como fornecedor. Saiu do consórcio e criou o Classmate, que está a tentar impor aos países em desenvolvimento.
Sócrates acaba de aliar-se, SEM CONCURSO, à Intel, para destruir o projecto de Negroponte. A JP Sá Couto, que ja fazia os Tsumanis, tem assim, SEM CONCURSO, todo o mercado nacional do primeiro ciclo. Tudo se justifica em nome de um número de propaganda política terceiro-mundista. Para os pivots (ex-jornalistas?) Rodrigues dos Santos ou José Alberto Carvalho, o importante é debitar chavões propagandísticos em vez de fazer perguntas.
Se não fosse a blogosfera - que o ministro Santos Silva ainda não controla - esta propaganda não seria desmascarada. Os jornalistas da imprensa tradicional têm vindo a revelar-se de uma ignorância, seguidismo e preguiça atroz".

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