20090116

Até a "Gracinha Sousa Botelho" já os topa...

20080513

JS filtro, é só fumaça...

O primeiro-ministro fumou dentro do avião que o levou à Venezuela. Um escândalo nacional...




Há um ano, em Janeiro de 2007, viajei na comitiva ministerial que foi de visita à China. Testemunhei o momento em que José Sócrates sacou de um cigarro e fumou junto dos jornalistas. Ninguém tirou uma fotografia desse momento.... Porquê? Porque se entendeu que, como a viagem era de 15 horas, sendo ainda o avião fretado e não havendo a actual lei anti-tabaco, não seria necessário estragar o momento informal de descontração. Sócrates fumou, Manuel Pinho fumou. Os jornalistas fumaram. Recordo que, no regresso, houve um passageiro que se sentiu mal e teve necessidade de respirar com o auxílio de botijas de oxigénio. E todos os demais passageiros tiveram de respeitar a privação de tabaco que então se impôs. E durante 15 horas da viagem ninguém fumou...



A viagem à Venezuela, concordo, foi diferente. Demorou menos tempo do que a viagem à China e agora há uma lei para cumprir. Contudo, apesar de aplaudir o "puxão de orelhas" a José Sócrates, acho que, neste momento, haveria situações bem mais importantes para o cidadão ser informado, como é caso do fornecimento de petróleo venezuelano a Portugal e de que modo é que poderá fazer ou não baixar o preço dos combustíveis - sobretudo hoje, mais um dia em que a gasolina subiu entre nós. Mas, não. Perdeu-se a energia com o tabaco.


(Entrevista a António Saleiro, ex-presidente da ANAREC, hoje, na Focus)

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20080505

24 horas passam em 10 anos

O diário "24 Horas" faz hoje 10 anos. Quer isto dizer que fez ontem 10 anos que, como repórter do semanário "Tal&Qual", desci uns andares da redacção onde trabalhava e fui fazer a reportagem sobre o primeiro dia de vida do novo diário. Foi literalmente um dia inteiro passado na redacção do "24 Horas", desde a reunião de preparação, às 10 da manhã de 4 de Maio, depois a tarde até ao fecho da edição, a impressão na gráfica e, finalmente, a venda, no Cais do Sodré, às seis da manhã do dia 5. Devo ter sido assim o jornalista que mais trabalhou no dia da fundação do "24 Horas". Afinal, aquele era o "irmão mais novo" do "T&Q". O fundador e director do "24 Horas", o José Rocha Vieira, fora um dos fundadores do "Tal&Qual" 18 anos antes. O novo diário, para além de estar no mesmo edifício - onde também funcionavam as revistas "TV Mais", "Visão" e "Telenovelas" -, "ameaçava" ser um "T&Q" diário. De certa maneira veio a sê-lo e, graças a uma série de políticas mal dirigidas por outras pessoas após a saída do Zé em Novembro de 2000, o "irmão mais novo" acabou mesmo por "canibalizar" o "irmão mais velho". Mas, naquele dia em que nascia um novo jornal, foi uma festa. Com muito trabalho pelo meio. Lembro-me, por exemplo, do João Vasco Almeida a comer uma pizza à pressa no meio da redacção. Do Paulo Rego a mandar repórteres para a rua, buscar histórias. Dos gráficos a compôr a primeira página do primeiro número. E como isso ficou registado nas fotografias. Lembro-me muito bem dos primeiros anos desse arranque do jornal. E, sobretudo, das pessoas que por lá passaram. Jornalistas que, hoje, sem grande surpresas, foram esquecidos... - Lembrar alguns nomes aqui e ver ainda aqui.
Para todos os jornalistas que trabalharam no "24 Horas" e não são citados na edição de hoje do diário, um abraço por serem meus amigos há 10 anos. É um orgulho pertencer a uma "lista negra" onde estejam os vossos nomes.

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20070926

O crime de Cowan Avenue

O "24 Horas" de hoje tem um pequeno erro que tenho de corrigir. Num perfil do novo assessor de Imprensa dos McCann, Clarence Mitchell, é dito que ele foi o primeiro jornalista a chegar à Cowan Avenue (e não "Gowan") quando mataram "o conhecido apresentador da BBC, Jull Dando".




Acontece que não era "um conhecido apresentador", era, isso sim, uma conhecida jornalista que não se chamava "Jull Dando", mas sim Jill Dando, jornalista especializada em assuntos criminais. Depois, ao contrário do que diz a notícia, o caso foi muito bem explicado, sim senhor.
Em 2001, condenaram a prisão perpétua um indivíduo com problemas mentais chamado Barry George e o mais "interessante" é que a única prova tangível que tinham contra ele eram resíduos de pólvora encontrados num casaco... Nessa altura chegou para fechar o caso.

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