20080415

Os crimes ingleses de Clarence Mitchell

Carlos Anjos, presidente da Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC), diz que o porta-voz dos McCann, Clarence Mitchell, ex-jornalista da BBC, "é mentiroso e maquiavélico".



Caso Carlos Anjos não saiba - assim como provavelmente muitos outros portugueses -, não estamos perante um qualquer "novato" em relação a casos criminais com grande impacto público. Clarence Mitchell não pode ser visto como um simples funcionário do governo britânico, agora ao serviço de um milionário generoso que apoia a família McCann a título gracioso e desinteressado.
Nada disso. De acordo com este perfil constata-se que estamos perante alguém que sempre esteve habituado a cobrir grandes casos.
Um deles foram os crimes de Fred West, conhecidos em Inglaterra como o caso da "Casa dos Horrores", quando o casal Fred e Rosemary West torturou, violou e assassinou 12 raparigas que depois foram enterradas na cave da casa dos West em Gloucester...
Outro caso que Clarence Mitchell seguiu de perto foi o desaparecimento de Danielle Jones, que terminou com a condenação do tio da menina apesar de nunca ter sido encontrado o corpo da vítima...
Este jornalista também andou no trilho do desaparecimento de Amanda Dowler. Este caso, ao contrário do anterior, nunca teve um culpado, apesar do corpo ter aparecido...
Sem esquecer ainda o caso de Holly Wells e Jessica Chapman, onde o culpado acabou por ser o funcionário da escola onde elas estudavam...
Outro crime que Clarence Mitchell cobriu foi a morte da jornalista Jill Dando, um caso estranho onde o indivíduo que acabou por ser condenado, Barry George, nunca admitiu a culpa...

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20071019

Registemos...

Diz hoje a BBC que "Brown discusses missing Madeleine". Com Sócrates. Em Lisboa.
"Gerry and Kate will naturally be pleased to hear that Mr Brown is seeking such assurances", disse Clarence Mitchell, o porta-voz dos McCann.
Nós também estamos "pleased"...
Very.

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20070926

O crime de Cowan Avenue

O "24 Horas" de hoje tem um pequeno erro que tenho de corrigir. Num perfil do novo assessor de Imprensa dos McCann, Clarence Mitchell, é dito que ele foi o primeiro jornalista a chegar à Cowan Avenue (e não "Gowan") quando mataram "o conhecido apresentador da BBC, Jull Dando".




Acontece que não era "um conhecido apresentador", era, isso sim, uma conhecida jornalista que não se chamava "Jull Dando", mas sim Jill Dando, jornalista especializada em assuntos criminais. Depois, ao contrário do que diz a notícia, o caso foi muito bem explicado, sim senhor.
Em 2001, condenaram a prisão perpétua um indivíduo com problemas mentais chamado Barry George e o mais "interessante" é que a única prova tangível que tinham contra ele eram resíduos de pólvora encontrados num casaco... Nessa altura chegou para fechar o caso.

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