20050313

"Sócrates sossega Bush"

A manchete do semanário de referência "Expresso" é a notícia de que o presidente norte-americano George W. Bush telefonou na sexta-feira da semana passada para o recém-eleito primeiro-ministro português, José Sócrates, e que este "sossegou-o" em relação às futuras relações entre Portugal e os EUA. Algo que pareceu ter estado em dúvida devido à escolha de Diogo Freitas do Amaral para o cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros.
Posso dizer-vos que tive acesso à gravação dessa conversa e eis a reprodução do telefonema:

-------Início da gravação----------
- Sim, daqui é Bush, estou a falar com o primeiro-ministro Sócrates?
- Sim, senhor presidente, como está?
- Ainda não tivemos o prazer de nos conhecermos pessoalmente, mas creio que temos amigos em comum...
- Sim, é verdade. Fui apresentado a uns rapazes muito simpáticos em Junho passado, em Itália, quando estive lá para a reunião de Bilderberg. Também o Barroso já lhe deve ter contado coisas sobre mim...
- Sim, o Barroso. Bom rapaz... está agora em Bruxelas, não é?! Lembro-me que serviu-nos uma boa refeição, nos Açores, quando lá estive com o Blair e aquele baixinho de Espanha... Como é que ele se chamava?!..
- Aznar, senhor presidente...
- Sim esse. Agora diga-me lá uma coisa: ouvi dizer que escolheu um ministro para os Negócios Estrangeiros que chegou a comparar-me com Hitler...
- Senhor presidente, por favor, compreenda que isso foi numa altura difícil da vida desse homem, quando ele corria o risco de vir a ser esquecido... Ele disse isso naquela altura em que parecia "bem" falar contra a guerra no Iraque, para equilibrar as cartas. Até o Mário Soares (cumprimentos para o senhor Carlucci) esteve ao lado dele... Garanto-lhe que já falei com o novo ministro ele disse que, agora, com este regresso à "normalidade", está tudo garantido para o futuro. Olhe, ele até mandou cumprimentos para o senhor seu pai e lembra-lhe que era ele o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, em 1980, quando houve aquela crise dos reféns no Irão e foi necessário mandar armas para Teerão de modo a que os reféns não fossem libertados a tempo do senhor seu pai ganhar as eleições contra o Jimmy Carter...
- A sério? Caramba, você até se parece comigo, pois eu ainda tenho aqui gente desse tempo a dizer-me o que devo fazer!
- Pois é, está a ver... Isto está tudo na mesma! Não mudou nadinha... e não se preocupe que a sua base nos Açores estará sempre à disposição para o que der e vier...
- Muito bem ò Sócrates. Assim fico mais descansado. Um abraço e até à vista.
- Até à vista, senhor presidente e, já agora, se não se importa vou até telefonar para um jornal de referência daqui do quintal para que noticiem esta nossa conversa e demonstre como este nosso empenho é sincero...
- Também não é preciso exagerar, ò homem!
- Não custa nada, eles até vão agradecer pois foram eles que patrocinaram a minha ida a Bilderberg e a conquista do lugar em S. Bento!
- Ah! Esses! Claro... Um abraço.

------Fim da gravação-----

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