20080426

País de Doutores e Engenheiros

O presidente Cavaco Silva, que já foi primeiro-ministro de Portugal durante 10 anos (1985 a 1995) queixou-se: "'Metade dos jovens entre os 15 e os 19 anos e um terço dos jovens entre os 18 e os 29 anos não foi capaz de responder correctamente a uma única das três perguntas colocadas', sublinhou. Cavaco referiu que este estudo perguntou a estes jovens 'qual o número de Estados da União Europeia, quem o primeiro presidente eleito após o 25 de Abril e se o PS detinha ou não a maioria absoluta no parlamento'.
Eu disse, há quatro anos, e citado pela Agência Lusa: "O autor de 'Abril Sangrento' também não poupa a classe jornalística, 'que está muito desunida, o que só facilita as manobras do patronato', e critica ainda os jornalistas mais jovens, que pouco conhecem do passado e 'não sabem o que foi a revolução'".
E, um ano antes, em 2003, expliquei que o culto da ignorância já vinha de longe, uma vez que eu próprio o detectara em 1994, quando fui autor das perguntas de cultura geral para o programa "Doutores&Engenheiros", onde os estudantes universitários da altura - hoje na casa dos 30 anos - não sabiam responder a questões ditas básicas do mundo em que vivem: "Assim, para mim e para os meus amigos, o rio que banhava Londres ficou para sempre conhecido como o Tâmega e, salvo erro, a capital da Argentina, era o Peru. Mas, o pior foram as perguntas que ficaram sem resposta. Recordo aqui uma muito particular: 'Quem é o autor do livro 'Crime e Castigo'?'. Não sabiam. Silêncio profundo".
E nunca precisei de encomendar estudos...

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