20040916

Saudades da banda desenhada

É editado hoje em França o primeiro livro de Lucky Luke sem os desenhos de Morris. E já há muito que não havia um argumentista como Goscinny...
Há uns anos, durante um festival de Banda Desenhada no Porto, conheci Morris, que se revelou o mais simpático possível ao ponto de ter feito um desenho de propósito para um fanzine que eu então coordenava. Sugeri-lhe que desenhasse um Lucky Luke sentado, a ler o fanzine, enquanto se aproximava um carteiro, exausto, com um telegrama a dizer que os irmãos Dalton se tinham evadido. E Lucky Luke respondia: "Agora não".
A assinatura, inimitável, está lá: "Morris + Frederico".
Hoje é um novo dia.
Ainda nesta coisa de BDs, chamo a atenção para a nova colecção do "Público", que depois das aventuras do repórter Tintin, vai agora publicar às segundas as aventuras do marinheiro Corto Maltese. Uma boa oportunidade para organizar mais uma colecção (E, Alvim! agora já vais poder descobrir quem é Corto Maltese!).
Para finalizar quero ainda aqui deixar uma expressão de saudade por uma das melhores BDs de todos os tempos (sem esquecer os "Passageiros do Vento", de Bourgeon, ou a série "Incal", de Moebius e Jodorowsky) que é "O Vagabundo dos Limbos" de Ribera e Godard (o mesmo do Martin Milan):

"Il est des planètes extraordinaires qui sont comme des havres de paix inespérés, sur lesquelles tout semble limpide et beau, telles qu'on ne peut les concevoir qu'en rêve, et pourtant, même sous l´harmonie parfaite, on découvre parfois un piege mortel".

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