20030822

Maggiolo

Não gosto de escrever sobre assuntos que não investiguei o suficiente, mas sobre esta questão de Maggiolo Gouveia vi hoje uma pequena, mas bastante esclarecedora, brincadeira do "Independente" que é capaz de explicar algumas versões sobre o que se passou.
O texto, na página 16, intitulado "Os Soares e Maggiolo", reproduz dois textos contraditórias de Soares pai e Soares filho. O filho, João, em Novembro de 2002, lembrava que uma das últimas frases de Maggiolo foi "Viva o Partido Socialista Português" e disse ainda que "era um militar português que morreu em condições particularmente honrosas".
Já o pai, há dias, criticou a "pompa e circunstância" da homenagem fúnebre ao mesmo militar.
A contradição acaba assim por ser apenas uma "boca a boca", que é nome da secção onde estão incluídos os dois textos. Porém, agora lembrem-se do seguinte: naquela altura em que Maggiolo morreu, em 1975, e conforme já aqui escrevi ao citar um texto do ex-espião Philip Agee, o PS era apoiado com dinheiros da CIA. Não podemos ainda esquecer que foi por causa da guerra civil entre a UDT e Fretilin que, em Dezembro desse ano, a Indonésia invadiu Timor-Leste. E que isso aconteceu pouco depois do presidente dos EUA, Gerald Ford e o seu secretário de Estado, Henry Kissinger, terem visitado Jacarta. Coincidências. Por isso é que, se calhar, era preciso enterrar Maggiolo. De vez. Mas, com ministro e tudo.
Ou não fosse ele ressuscitar...

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