20120718

Os "lisboetas" de António

Finalmente, o aeroporto de Lisboa tem uma estação de metro... E é uma bela estação... As caricaturas de António são, a partir de ontem, uma referência obrigatória da capital de Portugal. Muitos irão lá, de propósito, para as ver e fazerem-se fotografar com as mesmas. Será um local de visita turística obrigatória, não há dúvidas. Quem se vai embora de Portugal, despede-se, com saudade, daqueles nomes. Quem chega é acolhido por eles. António partilhou ontem com os jornalistas algumas histórias sobre a origem e o trabalho por detrás dos seus "lisboetas" - como lhes chama. Inicialmente, o projecto seria um mural, mas depois optou-se pelos retratos individuais, estilo "cromos". Originalmente, estavam previstas 109 figuras. Umas mais polémicas do que outras, mas o tamanho das mesmas iria fazer com que se perdesse parte do efeito visual. Foi decidido reduzir o número até que, finalmente, se chegou aos 48 painéis com 49 personagens no total - Gago Coutinho e Sacadura Cabral partilham o mesmo painel. Reparei, contudo, que alguns jornais publicaram hoje que são 53 figuras. Isso tem um explicação: precisamente por ter havido vários cortes no número dos caricaturados e ainda algumas dúvidas sobre onde os colocar - devido à futura colocação dos painéis publicitários -, quando António respondeu aos jornalistas, somou erradamente ao número total os quatro últimos painéis que tiveram luz verde. Esses são os primeiros que se vêem por quem chega de metro e estão nas duas entradas dos túneis. São as figuras dos quatro líderes dos principais partidos do pós-25 de Abril: Sá Carneiro, Álvaro Cunhal, Mário Soares e Freitas do Amaral. Assim, António somou 49 mais quatro e deu o tal erro de 53, quando, afinal, os quatro líderes já faziam parte do total de 48 painéis representando 49 figuras da nossa história. Assim, para quem ainda não teve a oportunidade de ver ao vivo, aqui ficam as fotos de todos os "lisboetas" de António que estão no metro do Aeroporto.

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20081206

Uma questão de segurança

Aeroporto de Lisboa. Na fila do raio-x, um passageiro de origem de Leste com aspecto modesto, cerca de 45-50 anos, aparentemente pouco fluente no português, apresenta-se algo nervoso e a suar imenso. Leva consigo um embrulho relativamente volumoso cuidadosamente envolto em plástico verde. Após uma primeira passagem do pacote pela máquina de raio-x, o passageiro é abordado pelos seguranças que pedem ao passageiro que o abra. Ele parece não compreender e quando percebe que aquilo é capaz de demorar, abandona o local com o aparente pretexto de que está atrasado para apanhar o avião. O pacote, ainda por abrir e acondicionado no plástico verde, fica para trás junto ao segurança que, por momentos, não sabe o que fazer...



O segurança chama então um segundo colega ao qual explica o que se passou. O segundo segurança, por sua vez, solicita a presença do polícia que se encontra a vigiar o local. Ambos deslocam-se à máquina de raio-x para visualizar de novo o conteúdo do pacote...



Após esta segunda visualização, o polícia aparentemente volta ao seu posto e o segurança leva o pacote, que se mantém sempre por abrir, para um outro local...



Para mim, que tanto faz, o raio-x até poderia ter revelado que o pacote continha chouriços ou outro material perfeitamente inofensivo. Agora, se havia mesmo dúvidas quanto ao real conteúdo, é interessante constatar que um indivíduo com carga suspeita deu às de Vilas-Diogo no interior do aeroporto, abandonando um pacote suspeito sem que as autoridades policiais ou os seguranças tivessem identificado cabalmente o seu conteúdo.

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