20100409

Paris à espera de Adèle Blanc-Sec

Pelo pouco que vi, poderá ser um dos melhores "casamentos" entre Banda Desenhada e cinema. Dois grandes artistas franceses, o autor Tardi e o realizador Luc Besson, juntaram-se para colocar Adèle Blanc-Sec no cinema.



Paris espera agora pela estreia, no próximo dia 14...

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20100408

Cultura a banhos

Estive ontem em Paris e fui ver o mais recente filme de Roman Polanski. Uma lição de cinema, filmada na Alemanha e recriando cenários norte-americanos. Um argumento de excepção, trama política de primeira água - com Tony Blair e os aviões da CIA como pano de fundo -, adaptado da obra do britânico Robert Harris "The Ghost"...



Um livro que, em Português, ainda só foi traduzido no Brasil...

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20080710

De volta a Paris, em 1980

Tenho amigos que me dizem que já ninguém quer saber do que se passou em 1980. Concordo que é bem mais importante olhar para o futuro, mas seria um crime suprimir da memória colectiva parte da história quando a vida actual sofre de idênticos problemas: crise energética, pânico, Irão e luta nas presidenciais norte-americanas. O vídeo que podem ver a seguir lembra a polémica do "October Surprise", o alegado negócio com iranianos levado a cabo, em 1980, pela campanha presidencial republicana, Reagan/Bush, em Paris, com o objectivo de garantir a não libertação dos 52 norte-americanos reféns em Teerão antes das eleições norte-americanas de Novembro daquele ano e, desse modo, "roubar" o a reeleição para a Casa Branca do então presidente Jimmy Carter. Datam daí as concessões norte-americanas que, ainda hoje, influenciam o equilíbrio político no Médio-Oriente e nos conduzem ao actual estado de terror e crise que se vive no mundo ocidental. Vejam como George Bush (pai) desmente que alguma vez tivesse estado em Paris, vejam como o ex-presidente do Irão, Bani-Sadr, conta como só Bush (ex-chefe da CIA) poderia ter feito aquele negócio. Vejam e, já agora, vejam se aprendem algo. Eu não aprendi nada, pois se tivesse, sinal disso seria estar aqui a falar do novo telemóvel iPhone em vez de vos dar a conhecer informações que, conforme consta do texto do vídeo, têm sido "cemitério de jornalistas"...

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20080128

Postal de Paris

Sobre o caso da fraude da Société Générale e do seu empregado, Jérôme Kerviel, recebi um "postal" de um leitor de Paris...



"Há que compreender uma coisa: NÃO EXISTE NENHUMA FRAUDE. O 'trader' apenas tomou posições de um valor de 50 mil milhões de euros, sem o acordo dos seus superiores, mas especulando sobre uma subida do mercado e, se tal tivesse acontecido, o banco teria lucrado e não perdido. Uma coisa muito importante, o 'trader' não desviou nenhum dinheiro, as percas de 5 mil milhões devem-se ao facto do banco ter liquidado as posições entre segunda e quarta-feira numa altura em que as bolsas mundiais estavam a baixar e com medo que ainda baixassem mais. E neste contexto até podemos dizer que o rapaz é um bom 'trader' porque apenas perdeu 10 por cento das posições, quando a bolsa de Paris por exemplo, acusa 18 por cento de perdas desde o princípio de Janeiro. Se o banco perdeu dinheiro foi porque o próprio banco decidiu liquidar as posições que o rapaz tinha tomado! Outra coisa muito importante, o rapaz não foi preso , mas sim apresentou-se voluntariamente à policia quando o advogado dele teve a certeza que um inquérito estava aberto, e se andou escondido uns dias foi apenas com medo de aparecer 'suicidado' com 4 balas nas costas. Parece que são coisas que acontecem a certas pessoas que se 'suicidam'!
Tal caso poderia acontecer em Portugal , mas em mais pequena dimensão, porque nehum banco português tem 50 mil milhões disponíveis para especular na bolsa, mas o facto deste banco ter assim tanto dinheiro disponível, porque aos 5 mil milhões de perdas se acrescentem mais 2 mil milhões de perdas nos 'subprimes' e mesmo assim ainda apresentam um lucro de 800 milhões de euros em 2007, longe dos 5 ou 6 mil milhões de 2006, isto apenas prova que os bancos vivem à nossa custa, mas à grande e neste caso também à francesa! Se os governos quisessem poderiam impedir estas 'aves de rapina' de nos cobrar tanto de juros e despesas diversas. Se repararem bem, pagamos muito mais a um banco - e todos somos obrigados a utilizar um banco - do que ao Estado, mas o Estado ainda nos vai dando qualquer coisa, enquanto que os bancos não nos dão nada. Este caso está a levantar uma polémica em França, que é de saber quem manda no país, se o Estado ou os bancos, e muita gente já pede o fim do sistema bancário, visto o dinheiro utilizado ser quase todo virtual, os bancos não são precisos para nada! Os bancos centrais garantem o valor de notas, moedas e dinheiro virtual, através de uma reserva de ouro, as notas e moedas sendo substituídas por dinheiro virtual situado num ficheiro informático, basta o banco central gerir esses ficheiros , onde temos as nossas contas e é o FIM DOS BANCOS !

E quem nos diz que este homem, Jérôme Kerviel, não vai ser para os bancos o que o Bosman foi para o futebol?

Mas talvez que o rapaz tivesse feito isto sozinho para aumentar o prémio de lucros, porque em 2006 apenas recebeu 1500 euros, mas ainda estava há pouco tempo no serviço!"

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