20090304

As ligações perigosas de Dias Loureiro

"Instado por Nuno Melo, do PP, a comentar a ligação de El-Assir ao grupo BPN, Francisco Sanches disse que este relacionamento surgiu por 'indicação' de Dias Loureiro, amigo do empresário libanês, razão pela qual desconhece detalhes sobre as operações, que acompanhou 'muito à distancia'. El-Assir esteve ligado, como vendedor, ao negócio de Porto Rico, e que resultou num prejuízo para o BPN de 38 milhões de euros".

Este tipo de notícias só não me surpreende - e digo isto com tristeza - porque há uns anos li este livro publicado em Espanha...



A obra data de 2004 e aborda a figura de Alejandro Agag, antigo genro de José Maria Aznar, e dos seus amigos... Entre os quais está Dias Loureiro e o "traficante de armas" libanês chamado Abdul Rahman Al-Asir, que, suponho, apesar da diferente grafia em português, deverá ser a mesma pessoa do negócio desastroso em Porto Rico...

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20071111

José María Callas

Na terra que viu morrer Salvador Allende, o nosso Presidente da República visitou a casa do poeta Neruda onde o ouvi dizer - via rádio - que gostara muito de escutar poesia dita em "chileno" e português. Depois, vi-o numa conferência de Imprensa ao lado do primeiro ministro José Sócrates, na qual este último disse que Portugal não tem uma "visão diplomática infantil" numa directa ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. E acrescentou: "Respeitamos o chefe de Estado eleito da Venezuela, o que não quer dizer que temos de pensar como ele".
Hugo Chávez, à falta de Fidel Castro, voltou a brilhar na "cumbre" por ter conseguido sacar uma reprimenda do rei de Espanha: "Por qué no te callas?". O rei perdeu a compustura quando Chávez interrompeu o primeiro ministro Zapatero no momento em que este exigia respeito em relação ao seu antecessor, o ex-primeiro ministro José María Aznar, que Chávez havia anteriormente apelidado de "fascista", apesar de ter sido eleito democraticamente pelo povo de Espanha. Sobre tudo isto, destaco aqui um comentário que li no fórum do diário espanhol El Mundo. É uma observação muito interessante, a fazer notar que isto é tudo uma grande palhaçada entre os líderes deste mundo que têm o condão de viverem numa sociedade sem memória. Note-se que este texto é um comentário de um leitor, não de um jornalista. Estes últimos "no se recuerdan de nada"...

"290. ¿A que no lo recordáis?

José María Aznar visitó Venezuela en 1999 como presidente del Gobierno español, pavoneándose en aquel entonces de la extrema cercanía que mantenía con el presidente Hugo Chávez. Aznar habló en el Congreso venezolano a la misma hora en que Chávez ascendía a generales a varios militares golpistas, pese a que los diputados y senadores habían vetado los nombramientos de altos oficiales. La Constitución vigente en 1999 establecía que el Congreso debía aprobar el ascenso de generales. En Venezuela, el historiador Manuel Caballero dijo que el comportamiento de Chávez de pasar por encima del Congreso equivalía a otro golpe de Estado. Pero Aznar no dijo nada ante los legisladores que fuera incómodo o pudiera molestar a su 'amigo Hugo'. Aznar incluso le vendía a Chávez los gases lacrimógenos con que la policía reprimía a la oposición democrática, que afectaron a muchos periodistas. De hecho, Chávez se mostró tan complaciente con Aznar –incluso lo llevó en yate a visitar la hermosa zona turística de Los Roques- como Fidel Castro lo fue con Fraga Iribarne cuando el presidente de la Xunta visitó Cuba en 1991.
albertofp / Madrid"

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