Entra agosto...
Anda por aí uma autêntica “mania” de abate da letras maiúsculas. As minúsculas estão a ganhar cada vez mais terreno contra as pobres das maiúsculas – que, saliente-se, nunca estiveram em maioria nas palavras e basta ver que, até ao momento, foram usadas apenas três maiúsculas desde o início deste texto – contado já com a do título…
O novo acordo ortográfico prevê o fim das maiúsculas nos nomes dos meses e também nas estações do ano. Ao todo, são 16 maiúsculas que desaparecem, enquanto que as minúsculas – seis em Janeiro; oito em Fevereiro; quatro em Março e também em Abril, Maio, Junho e Julho; cinco em Agosto; sete em Setembro; seis em Outubro e, novamente, sete em Novembro e Dezembro; quatro no Verão; cinco no Outono; seis no Inverno e, finalmente, oito na Primavera – já eram, no total, 89. Agora, ao somarmos mais 16, isso vai dar 105 minúsculas e zero maiúsculas! Isso é quase uma maioria absoluta na Assembleia da República!

Assim, se um dia um poeta quiser escrever “verão um Verão melhor no mês que se gasta Agosto”, terá de ter muito cuidado para que depois não venha a ser corrigido na edição final por alguém que altere a frase para “verão um verão melhor no mês que se gasta a gosto”. Ou ainda, quando a prima Vera vier visitar-me num dia de Verão, terei de ter cuidado para que os vizinhos não pensem que verão a primavera em minha casa…

Sabemos que há ainda o exemplo na Imprensa nacional de se aceitar de bom grado grafar em minúsculas o nome artístico de um escritor, apenas porque ele assim o quer. Mesmo que tal grafia seja errada do ponto de vista convencional, a medida é cumprida sem grande resistência. Deste modo, ainda verão que um dia seguro come coelho ao inverno!
O novo acordo ortográfico prevê o fim das maiúsculas nos nomes dos meses e também nas estações do ano. Ao todo, são 16 maiúsculas que desaparecem, enquanto que as minúsculas – seis em Janeiro; oito em Fevereiro; quatro em Março e também em Abril, Maio, Junho e Julho; cinco em Agosto; sete em Setembro; seis em Outubro e, novamente, sete em Novembro e Dezembro; quatro no Verão; cinco no Outono; seis no Inverno e, finalmente, oito na Primavera – já eram, no total, 89. Agora, ao somarmos mais 16, isso vai dar 105 minúsculas e zero maiúsculas! Isso é quase uma maioria absoluta na Assembleia da República!
Assim, se um dia um poeta quiser escrever “verão um Verão melhor no mês que se gasta Agosto”, terá de ter muito cuidado para que depois não venha a ser corrigido na edição final por alguém que altere a frase para “verão um verão melhor no mês que se gasta a gosto”. Ou ainda, quando a prima Vera vier visitar-me num dia de Verão, terei de ter cuidado para que os vizinhos não pensem que verão a primavera em minha casa…
Sabemos que há ainda o exemplo na Imprensa nacional de se aceitar de bom grado grafar em minúsculas o nome artístico de um escritor, apenas porque ele assim o quer. Mesmo que tal grafia seja errada do ponto de vista convencional, a medida é cumprida sem grande resistência. Deste modo, ainda verão que um dia seguro come coelho ao inverno!
Etiquetas: acordo ortográfico, coelho, seguro, verão

