20060307

Cada vez seremos menos indivíduos e cada vez mais um número...

Hoje, no "Público":

"Os responsáveis pelo projecto-piloto que vai testar os futuros passaportes electrónicos portugueses vão distribuir, até Junho deste ano, novos documentos pelos membros do Governo, Parlamento e corpo diplomático.
Foi o secretário de Estado adjunto e da Administração Interna, José Magalhães, quem o confirmou ao PÚBLICO, a propósito de uma das iniciativas que o Executivo prevê que arranquem com emissões regulares a partir de Julho deste ano, 'de forma articulada com o futuro cartão do cidadão, honrando os compromissos internacionais do Estado português'.
Este novo passaporte trará consigo nova tecnologia que torna mais difícil a falsificação dos documentos, juntando-se assim aos dados biográficos já constantes nos actuais documentos. A inclusão de dados biométricos num chip electrónico é um dado adquirido.
Numa primeira fase, os dados biométricos de que se fala são a fotografia digital em três dimensões e as impressões digitais dos dez dedos das mãos. Numa fase posterior, os passaportes poderão exibir a íris do portador (tecnologia de identificação reproduzida no filme de Steven Spielberg Relatório Minoritário)".

No filme de Spielberg, o Tom Cruise arrancava os olhos para poder fugir à polícia visto que andava a ser perseguido por um crime que ainda não cometera...

21 Comentários:

Blogger UheccaGil disse...

Gosto do optimismo do 'não se conseguir falsificar' e do 'dado adquirido'... Bom, se antes já era fácil 'enganarem-se' em processos e coisas dos género... agora será bem mais fácil. Se pensármos que qualquer um pode assumir a nossa identidade, mesmo com aquelas macacadas todas...

07 março, 2006  
Blogger Mais Notas Soltas disse...

Pois. É de crâneos como você que o País precisa. Já deu uma volta ao Martim Moniz? Sabe quanto custa ali um BI português falsificado? Sabe quantos brasileiros com BI's desses foram apanhados, nos últimos meses, em Inglaterra? E em toda a Europa?

07 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

Se o comentário foi para mim só tenho uma coisa a dizer: por cada programa informático, ou cada macacada informática nova que inventam há sempre alguém que o consegue quebrar. Foram feitos por nós, humanos, e como tudo, têm falhas! É por isso que existem anti-vírus e blá blá blá! Não nos podemos esquecer de 'grandes crâneos' que entraram nos sistemas mais seguros do mundo e depois foram trabalhar para esses sistemas.
Em Portugal não é necessário ser um grande crâneo para falsificar. Basta ter o exemplo de como os nossos serviços trabalham: o BI que é suposto ser devolvido para ser destruído quando caduca, deram-mo de volta porque 'não precisavam dele'....
Por isso, sim, gosto do optimismo. E não, nunca fui procurar quem falsificasse BI's. Sou Portuguesa. Não preciso disso. Mas incomoda-me que se falsifique e continue tudo na mesma.

07 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

Mais? Burla na Segurança Social: Marido falsifica assinatura da ex-mulher para receber o dinheiro da baixa. BI, pediram? Não...

07 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

Concordo que melhorem o cartão de BI actual. Mas o que se passa é muito pior que isso, dentro de muito poucos anos o BI mundial será um implante de um chip no corpo, obrigatório, e quem não o tiver não poderá fazer transacções bancárias, obter emprego, etc, nem poderemos comprar comida sem o chip. Lentamente os políticos estão a tirar-nos todas as nossas liberdades, com o pretexto da segurança, quando são eles próprios que fabricam as ameaças! São eles que, por exemplo, não controlam a imigração, e deixam as redes criminosas actuar à vontade para depois virem-nos dizer que é preciso aumentar as medidas de segurança e espiar os cidadãos cumpridores. Essa situação do Martim Moniz resolvia-se num dia! É como diz um amigo meu: "eles querem etiquetar-nos como gado!".

As coisas estão a avançar muito rápido, vejam esta notícia do Correio da Manhã:

2006-03-01
Segurança - Aplicação de tecnologias de controlo viola lei
Mais vigilância ao serviço dos patrões
Uma empresa dos EUA substituiu cartões de segurança pela implantação de ‘chips’ no braço de dois funcionários. O caso lembra o livro ‘Admirável Mundo Novo’, de Aldous Huxley, no entanto, o avançar das tecnologias de controlo pode ser mais perigoso do que se julga. Os portugueses já começam a sentir isso.

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=193258&idCanal=10

08 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

Só deixam, porque querem. Livre arbítrio, lembram-se? Estamos a limitar-nos a 'comer' o que nos dão. Gostam da ideia duma treta dessas no corpo? Eu também não...E no entanto não vejo ninguém protestar.
Também já não nos deixam abrir uam conta se não tivermos emprego. Bolas, ainda bem que me fizeram esta qd tinha poucos aninhos... Nessa altura não se interessavam se tinha emprego ou não...

08 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

Digam-me sinceramente, querem a vossa vida ao estilo dos filmes do Toninho das Cruzes? Se o fazem parecer mal já é uma opinião e um aviso. Mas duvido muito que isso chegue a bom porto. Não temos dinheiro para isso e não tem humanidade nenhuma. É mesmo estarem a etiquetar-nos. Ninguém quer ser tratado como um animal.
Porém, já todos somos um número. Seja em que sitio for. Até a comprar frangos...

08 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

"Só deixam, porque querem. Livre arbítrio, lembram-se?"

??? Desde quando temos poder de decisão? Quem está a fazer isto são os políticos. Pediram a tua opinião? Ou pediram aos ingénuos que supostamente votaram neles? É que a minha não pediram! E no caso da notícia que eu coloquei, sobre as empresas americanas, os funcionários que não aceitarem levar o chip são despedidos.

"E no entanto não vejo ninguém protestar."

Todos os protestos são censurados pela comunicação social. E muitas pessoas acabam por aceitar porque nem percebem que estão a viver numa tirania.

Ontem o procurador geral da república norte-americano foi a uma universidade de direito fazer um discurso onde tentava justificar a espionagem e vigilância electrónica que os polítios americanos fazem a todos os cidadãos. A assistência, que eram estudantes de direito, levantaram-se, viraram-lhe as costas, e mostraram para as câmaras um enorme cartaz a dizer algo como (tradução minha): QUEM ABDICA DA LIBERDADE PARA TER MAIS SEGURANÇA NÃO MERECE NENHUMA DELAS.
Algum jornal, rádio, televisão, americano ou português, falou nisto? Nem um!

Georgetown Law Students
Turn Backs To Gonzales
http://www.serendipity.li/jsmill/gonzales.htm

08 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

LIVRE ARBITRIO significa capacidade de escolha!!! Ou tu és mais um dos que diz 'É a vida' enão faz nada quando as coisas estão mal? Se são os políticos que o estão a fazer é somente porque deixamos que o façam! Fomos nós que os metemos lá, mesmo que não tenhas votado neles. És tu que escolhes ter a vida que tens, tu que tomas as decisões. O que eles fazem é levarem-te a tomar essas decisões.E sim, através da CS. (Menos morangos, meus amigos, menos morangos...)
Eu estive a ler a noticia que ai meteste ( primeira) e em lado nenhum vi que as pessoas era despedidas. Elas eram levadas a fazer o mesmo por causa dos outros. Porque os outros também fizeram.
Eu preocuparia-me mais com o que acontece no nosso país.
Os protestos são censurados pela CS? Só têm que se fazer mais protestos e maiores. Neste caso sim, devíamos importar o exemplo lá de fora. Na França juntaram-se todos, de todos os sectores, e fizeram uma mega manifestação.
E em Portugal? Foram fazendo às partes e sempre que desse pra coincidir com fins de semana grandes. Para as mini-férias...

08 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

UheccaGil, foi exactamente isso que eu perguntei, onde está a nossa capacidade de escolha? No caso da notícia original, os passaportes portugueses (e no resto do mundo) irão ter no futuro sistemas de dados biométricos (foto 3D, retina, etc). Se não te submeteres a isso, não tens passaporte e não podes viajar. No caso dos EUA, os chips já são prática corrente há vários anos em algumas empresas, e os implantes irão substituir os BIs dos cidadãos dentro de alguns anos. Cá acontecerá o mesmo, aliás em Portugal a videovigilância por todo o lado e as escutas telefónicas a uma grande parte da população já é uma realidade. Tudo pago por todos nós com os nossos impostos, claro.

E eu não "meti lá" nenhum político (nem vejo os morangos!). Justamente porque os partidos são todos iguais, não existe escolha, só mudam os fantoches. Todos os partidos que existem hoje, da esquerda à direita, A, B ou C, são todos controlados pelas lobbies e interesses que os financiam, e por organizações secretas como a Maçonaria e o Bilderberg. Esses é que decidem, escolhem quem é que vai a eleições, dão-lhes as ordens, e controlam a comunicação social. O autor deste blog tem explicado muito bem como funciona este sistema. Quem manda é o $$$$$. E não sou resignado, muito pelo contrário, nunca aceitarei este sistema nem contribuo para ele.

08 março, 2006  
Blogger Carlos disse...

eles tem as armas mas nós temos o número

09 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

meteste pois! mesmo não votando nele e mesmo não votando em nenhum.
De escutas entendo eu, e acredita, não se fazem por 'dá cá aquela palha' nem a qualquer um. Tem muita coisa metida por trás antes.( e sim, é tudo pago por todos, mas também o é milhentas outras coisas sem cabimento nenhum)
E quanto a isso dos dados... Sinceramente não acredito. Vê o exemplo da carta de condução. Ha quem ainda a tenha de papel...
Infelizmente amigo, todos contribuimos para a porcaria do sistema todos os dias.

09 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

"E quanto a isso dos dados... Sinceramente não acredito."

Quer dizer, não acreditas que vão usar dados biométricos para identificar-nos, quando isso é já uma realidade nos novos passaportes. Mas acreditas que as escutas "não se fazem por 'dá cá aquela palha' nem a qualquer um", quando eles fazem 8000 escutas por ano (dados oficiais).
Podes ter é a certeza que não contribuo para "meter lá" nenhum político, nem contribuo para este sistema, e qualquer pessoa pode e deve fazer o mesmo.

10 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

Quanto às escutas... dados oficiais de quem e de onde? EU SEI do que estou a falar. Não acredito, nem tenho fés... SEI. E se fosse a ti, revia bem esses 'dados oficiais'.
E se és tão diferente dos outros, então diz lá como não contribues tu para o sistema!

10 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

UheccaGil, também eu sei muito bem do que estou a falar, tudo o que eu tenho dito, tudo mesmo, está documentado:

PJ faz em média oito mil escutas por ano
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=632836&div_id=291

Isto é uma gota no oceano de notícias sonegadas, para não falar nas que são censuradas (curiosamente, na altura em que vi essa notícia escrevi lá um comentário, que foi logo colocado, e vi agora que o apagaram, grande "liberdade de expressão").
Em relação ao resto, só por exemplo, nas últimas eleições não votei, porque todos os candidatos eram iguais - só aprovaram as candidaturas dos partidos, e todas as independentes foram rejeitadas. Não sou nada diferente, muito pelo contrário: a maioria da população portuguesa fez como eu e também não votou em ninguém. Aliás, a grande maioria dos portugueses vive no país real roubado e sufocado por estes políticos, e já não os suportam, tal como eu.
O que faço é muito simples, passo a palavra, e tento acordar as pessoas para a tirania global em que vivem. Se não lutarmos hoje, amanhã é tarde demais.

11 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

*suspiro*
Bom, para acabar com a discussão de uma vez: as minhas informações sobre as escutas não são baseadas em notícias. São verdadeiramente oficiais. E além disso, nem tudo o que sai para os jornais sobre as polícias e casos, é verdade (outra vez oficialíssimo). E este assunto morreu aqui. Não vou falar mais disso.

Quanto à abstenção ou votos em branco... Vou-te dizer aquilo que a minha mãe me explicou: fazer isso é estar a dar um voto a quem ganhou. Como? Bom, porque como não votámos, não fizemos uma escolha (dentro de varios males, é verdade), ajudámos a meter lá quem ganhou. Eu, por exemplo, votei Alegre. Não que goste do homem ou das políticas, mas porque queria tudo menos o Cavaco na Presidência e muito menos que ganhasse à primeira! Efectivamente, para nada serviu visto que tantas pessoas como tu resolveram ir passear ou, simplesmente cruzar os braços e deixar que ele subisse ao 'trono'.
Todos neste país sofrem de um mal. Aí estou mesmo de acordo com o Joe Weil. E quem sofreu desse mal nas últimas eleições foi o Louça e o Jerónimo. O Soares estava a fazer o jogo do inimigo. (ou será amigo??!!)
Concordo com tudo o que disseste sobre os políticos e a política. Mas não é a deixar as coisas andar que se vai mudar alguma coisa. As mudanças começam em nós e depois passamos aos outros, mas não é com votos nulos, brancos ou abstenção que se vai lá.
Infelizmente continuamos a deixar que os outros pensem por nós. E como? uma palavra: Televisão.
Só se tirares a tv aos portugueses é que eles te darão ouvidos.
A ideia de mudança é correcta e, nota-se, de todo o coração, mas sinceramente estás a seguir o método errado.

Ontem lembrei-me de uma coisa engraçada. Sobre os chips e como manipulam as pessoas. Mais uma vez tv. Sabes onde ouvi falar do chip pela 1ª vez? CSI Miami! Uma 'chica' entra no bar com nada mais do que a roupinha no corpo. Mais tarde morre e descobrem que tinha um chip na peito onde passavam uma maquineta para 'descontar' a entrada e as bebidas todas, e desenvolvem a coisa toda durante o resto do episódio, sempre dando um ar de 'wow, como o chip é fixe!'. E é assim que na terra do Tio Sam os 'convencem' a usar chips. O episódio passou cá e até hoje eu lembro-me disto...

Ah! Fred, sabes onde ouvi falar sobre Doom weapons? No último eposódio do '24'...

11 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

UheccaGil, ainda tens fé nas instituições. Informa-te sobre os vários "Patriot Act" americanos e as novas normas da UE sobre dados e vigilância para teres uma pequena ideia sobre o presente!, nem sequer falo do futuro. Vives numa prisão e recusas-te a ver as grades.
E em relação às últimas eleições, a abstenção não contou para as percentagens de voto atribuídas aos candidatos. Portanto não, nem eu nem metade dos portugueses contribuiram para este "presidente". E não, não existe nenhuma diferença entre o Cavaco, o Alegre, o Soares, o Louçã, o Jerónimo, ou até mesmo o Garcia Pereira. Todos servem o mesmo tipo de maçonarias, marcam o ponto nas eleições para se manter a ilusão de que o povo é que escolhe. Cavaco, Alegre e Soares foram aliás receber a benção do seu mestre Bush. De resto, deixei muito claro que única a forma de luta eficaz é passar a palavra e acordar as pessoas desta hipnose, ok?
Tens razão que a televisão tem mesmo um papel importante no controlo, e é curioso falares dessas séries: o CSI promove os chips, e o 24 promove a tortura e o medo de futuros ataques terroristas. Como diz o Frederico: "Depois admira-te!"

11 março, 2006  
Blogger UheccaGil disse...

Pois, não contou mas também não ajudou a que ele não fosse eleito. Por isso é que ajudaram.
Além disso custou muito e a muita gente poderem-me dar este Direito, o de votar. O mal de muitos é tomarem isso como um dado adquirido mas esquecem-se de quem penou tanto tempo para que isso fosse possível.

12 março, 2006  
Blogger para mim disse...

Isto está a ficar fixe... Por favor, continuem! Estou a gostar da discussão...

12 março, 2006  
Anonymous Patriota disse...

Concordava contigo se houvesse eleições livres e justas, mas não há. Só são autorizados os candidatos dos partidos, os outros são rejeitados. Ainda por cima o resultado desta última já se sabia há vários anos!
E quando o Sócrates "ganhou", eu já sabia um ano antes que ele ia ser o próximo primeiro-ministro, bastou ver a lista dos Bilderberg. Na altura (Março de 2004) comentei isso com várias pessoas, muitas não acreditaram em mim. As "eleições" não passam de um grande embuste encenado por políticos e jornalistas actores, que cada vez representam pior.

12 março, 2006  
Anonymous ibis disse...

Venho com pézinhos de lã só para dizer :continuem.O papo tá do melhor.

04 abril, 2006  

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