20050529

Para o tribunal da Democracia...

O antigo primeiro-ministro Santana Lopes assina no "Diário de Notícias" de hoje um artigo de opinião onde diz o seguinte:

"A 17 de Novembro de 2004, logo após o Congresso do PPD/PSD e dias antes do anúncio da dissolução da Assembleia da República, durante o debate sobre o Orçamento do Estado de 2005, o deputado Jaime Gama disse, no encerramento do debate pelo PS, que nas contas do seu partido, o défice, sem Receitas Extraordinárias, era superior a 6%. Este ponto é de fundamental importância e desmistifica muito do que tem sido dito e escrito. O Partido Socialista foi para as eleições legislativas apresentando propostas com base num cálculo do défice orçamental superior de 6% do PIB".

E ainda acrescenta:

"Se houvesse um tribunal das democracias, o que aconteceu deveria ser julgado".

Para quem tem dúvidas sobre a veracidade ou contexto das palkavras de Jaime Gama, então siga as seguintes indicações sem ter a necessidade de levantar o traseiro da cadeira onde suponho que esteja actualmente sentado:

1 - Escreva lá em cima, na barra de endereços, http://www.parlamento.pt
2 - Depois escolha "Actividade Parlamentar"
3 - Siga para "Debates Parlamentares"
4 - Carregue sobre o ícone de "Diário da Assembleia da República".
5 - Escolha no pequeno quadro à esquerda no topo a opção "Pesquisa por texto livre".
6 - Na caixa de "Legislatura", seleccione a IX (2002-2005)e, na "Expressão a pesquisar", escreva: Jaime Gama and Orçamento.
7 - Dentro dos resultados que lhe irão aparecer, clique no último número de página que lhe surge na data 2004-11-18. É a página 1002.
8 - Finalmente, no fim dessa página, poderá começar a ler uma parte da intervenção de Jaime Gama no plenário, que se prolongará até à página 1003 - clicar em "seguinte" -, onde tem lá o número 6%...

Para poupar este trabalho e, se tiver confiança em mim, aqui fica o que o então deputado do PS, e hoje Presidente da Assembleia da República, disse naquele debate de Novembro do ano passado e que o antigo primeiro-ministro hoje nos lembrou:

"Considerando as necessidades globais de financiamento do Estado do sector público administrativo, das empresas públicas deficitárias, dos hospitais SA e de outros, o défice anual já é superior a 6%".

Foi tudo uma surpresa... pois foi... para quem votou no Sócrates!

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